Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Ter Set 30, 2014 5:42 pm

- A pé? Pra você é fácil falar, já que vai numa boa. Hmpf!

Penso na quantidade de tempo andando, debaixo do sol... Estragando a pele...

- Será que não tem outra maneira? Não existe nenhum cavalo ou animal que possa nos carregar nas regiões fora da vila?


" A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada, a embriaguez passa... porém, a estupidez é eterna, Pettri."  Mordekaisen



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Ter Set 30, 2014 6:39 pm

- provavelmente teremos de seguir à pé senhorita. - respondo a katheryn - se eu tivesse mais capacidade abstrativa, conseguiria nos teleportar a grandes distancias... no momento só co sigo a mim mesmo. E por curtos espaços..


´Os grandes pensadores nunca têm certeza do que dizem. Eu acho...´

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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Heaven's Hitman em Ter Set 30, 2014 9:07 pm

- Hey Dakato, me espere! Preciso apenas fazer uma pergunta ao velho...

*Digo em tom alto, ríspido. Vou até o tal Maua.*

- Hey velho, já ouviu falar de alguém chamado Amhras?
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Yoru em Qua Out 01, 2014 7:34 am

      Quando Katheryn faz menção do transporte à cavalo, na chegada do samurai, o alquimista teve que segurar o riso ao ver aquele cara de sandálias e kimono sobre a motocicleta velha. Mas anui com a mulher, dizendo:
      — Exatamente isso que eu iria dizer, dançarina — Desmond rapidamente aprendia o nome das pessoas, mas era do seu feitio seguir apelidos. Ainda mais se rendessem algumas risadas. — No treinamento em Arsin, aprendi o básico da montaria. Carros motorizados são para a nobreza. Os comerciantes e o serviço de policiamento ainda usufruem da força animal lá em cima, seja puxando carroças ou como montaria individual — relutante, exemplificou como o evento da Cidade das Corajosas Almas: — Como vocês viram, ao chegar aqui, a FASE usou tanques. E até haviam carros motorizados para operações especiais, aqueles que ficaram com o resto do pessoal da Malha, para transportar equipamentos. Contudo, os recursos daqui (Elyin) tornam a criação de cavalos algo mais fácil. As poucas montarias vivas encontradas agora estão transportando o povo da cidade com suas cargas — concluiu ele. — Então, o senhor tem alguma "montaria" para nos ceder? — perguntou ele, pensando em alternativas como burros, ou gado, ou o que quer que encontrassem naquela vila...
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Qua Out 01, 2014 9:57 am

N não ouve qualquer espécie de voz vinda da motocicleta. Se havia mesmo um youkai naquele veículo, ele fazia o tipo durão.
O samurai percebe que a moto, apesar de robusta, é muito fácil de manobrar, como se ela própria respondesse aos comandos do condutor de forma mais eficiente que o normal, o que era incrível, se pensar que o veículo passara por muitos anos dentro de um vila com pouca ou nenhuma manutenção que fosse os testes daquele adolescente. O homem que criara aquela motocicleta, porém, deveria ter um dom para a ciência, e sua criação chamara a atenção de algum youkai ganancioso ou invejoso. N já ouvira histórias sobre aquele tipo de espírito, que não tinha apreço algum pelos humanos, mas que amava suas invenções e invejava sua capacidade de criar.
Manobrando a motocicleta, seguido pelo garoto que lhe presenteara, o qual N sequer sabia o nome ainda, o samurai alcança o grupo, notando que estão marcando de voltarem a se encontrarem em pouco tempo, quando as missões agarradas por eles fossem cumpridas.
- Waa, papai, você tá tão maneiro! - os olhos de Megan brilham ao ver a moto, diferente da chacota dos outros membros do grupo. Ela corre na direção pai, tocando o veículo com uma mãozinha curiosa, e N não percebe nenhuma manifestação maligna ou agressiva vinda da motocicleta nesse momento. - Deixa eu andar nela com você? Por favor, por favor, por favor?

Respondendo à dúvida de Desmond, Katheryn e os outros, Mauá diz que não há cavalos ali, pelo simples motivo de serem inúteis para um povo que não podia sair da Vila, porém, há muito animais de tração, como bois e de carga, como mulas, que ajudam no processo de arar o solo e transportar ferramentas e sacas de alimentos. O velho Mauá está disposto a providenciar as montarias que lhes forem necessárias, mas pede apenas que vocês não sejam muito exigentes e façam tudo o quanto antes, já que ele já lhes contara sobre a condição de se permanecer por uma virada de lua dentro da vila.
- Amhras... - pensa o velhinho, ignorando a ousadia de Jack, até se divertindo. - Não me lembro desse nome...
- Mas eu sim - disse um homem que se aproximava, surgindo por trás do grupo. Quando Jack se vira, reconhece aquele rosto imediatamente, e uma onda de lembranças lhe assalta o espírito de tal forma que sua cabeça lateja. A barba ruiva por fazer, o porte de muralha, os cabelos compridos de desciam em uma trança única e alaranjada pelas costas. Alguma coisa na mente de Jack reconhece aquele homem...um amigo. - Há quanto tempo...não te reconheci pelo queixo metálico e essa armadura de boiola - o homem ri, sua voz grossa e forte como o aço. Ele se aproxima de Jack, lhe dando um abraço que tira o espadachim do eixo, e do chão. - Tá brincando que não reconhece um irmão quando vê, Jack? - não haviam apenas Nolepelekos naquela vila, Jack já havia notado...mas nunca imaginara que encontraria o irmão de Scarlet, seu melhor amigo.

- É uma história longa e cheia de dor, minha pequena - diz Mauá, repondendo Pane, e a quem quisesse ouvir -, e para um velho esse tipo de recordação é menos apreciado que para uma jovem vivaz como você. Ainda assim, devo lhe dizer que esse dom é mais uma herança que uma benção, e remete aos dias em que as fadas viviam entre nós - aquilo automaticamente pode capturar a atenção de Audrey e da própria Pane. - Ainda antes que a Guerra dos Cem Anos estourasse, havia uma enorme comunidade de fadas que vivia em uma floresta densa e resplandescente. Ali, reinava uma rainha excêntrica, meio criança, meio adulta, meio sã, meio insana, mas fosse o que fosse, as fadas a amavam por seu poder imenso e sua capacidade de proteger a floresta contra os invasores. Então, o humano veio, trazendo consigo a paixão pelo desconhecido, tão inerente à sua natureza.
Mauá se permite um sorriso, lembrando que ele próprio ouvira aquela história há muito, muito tempo, quando seu pai era vivo e ele não passava de uma criança espoleta que amava uma boa aventura narrada.
- Foi exatamente essa paixão e curiosidade que levaram Kokiri Pelike a encontrar o reino das fadas... - ele retoma - e se apaixonar por sua rainha. O homem trazia muitas histórias em sua mochila de viagem, e seu alaúde levava aos ouvidos da Rainha sons que ela jamais conhecera, cores que ela nunca vira... e sentimentos que nunca concebera. E desse sentimento, nasceu a confiança.
Mauá faz uma pausa, esperando que N desligue a moto, que começa a fazer um ronco mais forte. Além disso, Audrey também percebe algo sutil, mas perceptível, uma espécie de pulsação que vem da arcanina dentro da maleta. Dakato e Desmond conseguem perceber esse fenômeno com uma percepção maior, e se parecia muito com um sentimento humano. Ódio.
- Quando Kokiri Pelike se apaixonou pela Rainha das Fadas, ele não imaginava que estava prestes a mudar a floresta para sempre. Do fruto do amor entre um humano e uma fada, nasceu a primeira criança do nosso sangue, o primogênito que foi chamado de Nolepeleko, ou "aquele que brilha", pelo incrível brilho violeta que seus olhos possuíam. Mas... algo deu errado - Mauá deixa o sorriso desvanecer. - Em pouco tempo, os amigos de Kokiri Pelike também encontraram o reino das fadas, um segredo que até então apenas o bardo conhecia. Mais gananciosos, mais mesquinhos, esses homens descobriram nas riquezas das fadas a capacidade de se tornarem poderosos...e foi assim que travaram uma batalha contra as fadas, com o intúito de roubar seus tesouros ancestrais. A Rainha ficou irada, e seu ódio pela ganância humana, um sentimento que ela não compreendia, pois não era de sua natureza, a mudou...seus olhos de um violeta vivo se tornaram vermelhos como sangue, e a floresta escureceu. Acusando Kokiri de traição, julgando que ele havia revelado a localização de seu reino, ela o expulsou, após apagar a existência de todos os invasores pessoalmente, usando um poder jamais visto, e ordenou que ele levasse consigo o pequeno Nolepeleko, que era ainda um bebê. Ela poderia estar irada, poderia sentir um ódio impossível de explicar em palavras, mas não era capaz de matar o sentimento de amor que nutria por aquele homem, e por algo que ela mesma havia criado, uma vida.
Mauá olha diretamente para os olhos de Pane, olhos violeta como os dele próprio, como os de Koni e tantos outros aldeões que ali viviam. Olhos violeta como os da própria Rainha das Fadas.
- Nós descendemos das fadas, minha querida - ele continua. - Em nossas veias corre magia, segredos e poderes ancestrais que não compreendemos. Mas, de todas as nossas heranças, há uma que se torna evidente quando perdemos o controle de nossos sentimentos, quando nos confrontamos com algo forte demais para ser encarado com calma e sensatez. Nós herdamos a fúria terrível da Rainha das Fadas.
Com tudo acordado, o grupo começa a se preparar para partir, e Mauá oferece abrigo para a nave, enquanto eles não retornar. Thomas receberia ajuda de Pane, e quem mais se habilitasse, em sua empreitada na Floresta das Trevas, o mesmo lugar onde um dia residiu a Rainha das Fadas, antes das Guerra dos Cem Anos. Do outro lado, o grupo liderado por Sanna preparava suas montarias e suas bagagens, rumo ao Leste, e a revolucionária começava a imaginar o que encontrariam naquelas terras em conflito. A notícia que receberam de Dakato (e aqui considerei que ele transmitiu isso ao grupo, por razões óbvias), certamente dificultaria o acordo e o pedido de auxílio, mas Sanna era a última pessoa no mundo que desistia de um objetivo quando o havia agarrado.
O sol acusa 11hs, e a hora de partirem vinha tão rápido quando o fim da manhã.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Heaven's Hitman em Qua Out 01, 2014 10:41 am

- Calma ai, como você sobreviveu? Aonde está Scarlet? E mais importante de tudo... como sabe meu codinome?

*Digo incomodado, ficando confuso e tentando entender como mais alguém saiu vivo do massacre.*
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Qua Out 01, 2014 10:46 am

*digo mentalmente ao Ranger*

- "a dois dias, eu te pedi, que caso pane tentasse ferir alguns de nós, você a matasse. Eu não poderia estar mais errado. Meu companheiro, peço que a proteja caso seja necessário e os poderes dos dois irmãos não sejam suficientes. E te agradeço desde já a disponibilidade que sei que tens... nos encontraremos logo, assim eu espero"

observo o diálogo de Jack e o grande homem ruivo.

- Então se conheciam? esta aqui era sua vila Jack? - olho espantado para o ronin.

vejo que a conversa ai seguir bastante e ajudo os aldeões a montar nossas carruagens improvisadas....

sinto o pulsar da arcanina...

vou até audrey e peço a pixie para examinar o objeto

(favor rolar os testes mestre)


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Qua Out 01, 2014 12:39 pm

Vejo a reação de Megan ao pai, um sorriso paira no meu rosto, família independente de como tinham se tornado uma, eles são um família.

-VVai lá Megan, faz como a Tia te ensinou.. Mostra pro seu pai - grito para ela.

Quando vejo o homem de vez forte chegar amigavelmente até o Jack. Então começo a perceber que ali não havia somente Nolepelekos, ainda não entendi o porque, mas sinto que breve minhas dúvidas serão sanadas.

- Scarlet , Jack? Qual a sua ligação a nós?... - começo a sussurrar - Tio.. Primo? Jack.. Tio Jack? - solto um riso é engraçado.

Então meu avô começa a falar, de início sua voz parece não querer falar, mas ele começa a contar uma história, a nossa história, dos nossos antepassados, do primeiro Nolepeleko, da ganância humana, e da nova era que isso tudo acarretou para nós.

-Fadas.. Nós decendemos das Fadas.. Kokiri e a Rainha... Os olhos vermelhos - olho para Koni, será que ele já percebeu que ele tem a Fúria? - Vovô, eu acho que não despertei minha Fúria, é possível controlar as ações estando na Fúria, talvez em um nível mais baixo que ela por completa? E tem como eu despertar ela - com ela talvez tenha mais chances de vencer a CINZA, respiro e olho para o vovô - Vovô, lá cima, mama sempre me contará história das Fadas, e me disse que elas não morrem nunca, a não ser que as pessoas digam "Fadas não existem" - coloco a mão na bola ao dizer - será que a Rainha ainda vive dentro da floresta? Eu quero procurar as Fadas lá dentro, eu acredito que elas estão vivas, escondidas, mas vivas. Junto de Thomas nós podemos procurar a mãe dele e as Fadas.

Viver na ScottYard e ser treinada a ser detetive me fez criar a capacidade de deduzir diversas situações, e essa é a que eu mais desejo estar correta em toda minha vida.

-Se nós a encontrarmos iremos ter contatos com mais parentes, nossos primos de sangue, e elas talvez possam nos ensinar mais do sangue das Fadas que correm em nossas veias.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Qua Out 01, 2014 12:48 pm

Fico aliviado ao ver que o impulso assassino não caiu sobre Megan. Talvez ele só se comunicasse assim comigo, que entendia o que é esse peso.

- Deixo Megan, assim que partirmos você vai comigo - respondo.

- É...eu não sei bem como desligar isso - não tenho uma chave de ignição. A coisa se liga sozinha.

- Ei! Garoto, qual o seu nome? - pergunto, aguardando todos se arrumarem nas carroças - Seu nome completo.

Queria de alguma forma tornar o legado daquele garoto em algo novo. A inventividade aliada a uma causa...não, aliada a Liberdade.




Oi, meu nome é isaac

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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Qui Out 02, 2014 9:13 am

Nesse meio tempo, enquanto o grupo conversava e se aprontava para partir, Jack parecia conversar com o seu amigo, um tanto exaltado, o que chamava a atenção do resto do grupo.
- Como assim? - o homem ruivo franze o cenho, e Jack agora lembrava seu nome. Azhriel - Jack era seu apelido de infância... a Scarlet quem te deu ele... - ele parece baixar o tom de voz ao falar da irmã.
Jack fica confuso. Então, aquilo significava que seu codinome era na verdade algo já estabelecido em sua mente há muito tempo...fazia sentido.
- Isso não importa, o que você faz aqui? - o ruivo abre um sorriso, parecia feliz em ver Jack. Era como ver um irmão que Jack não via há anos... tanto tempo que até mesmo o sentimento de irmandade fora parcialmente perdido com as memórias
- Mas que... diabos. Estou a serviço, aquele baixinho ali - dia Jack. - Me contratou, e ainda não pagou. E ainda não me respondeu: como sobreviveu? Aonde está Scarlet, Azhriel? - Nada parece mais ser muito sólido para Jack, tudo que ele acreditava parecia estar em areia movediça devido as memórias falhas, e isso o confundia muito. Destravo a bainha de Murasama das costas e coloco na cintura. Fico com a mão nela. - Responda!
Os olhos do homem passam da tranquilidade do reencontro para a dureza de um oponente.
- Você se tornou um... mercenário? - Azhriel realiza um movimento no ar, e do vazio surge uma lâmina vermelha e prateada. - Se me disser que se tornou um Corvo, eu arranco sua cabeça, Amhras.
- Eu me tornei o que a merda da nossa "ordem" nunca pode ser: uma ferramenta da Justiça! Eu não limito a meras burocracias ou falsas honras. Eu mato os bastardos que matam vilas inteiras e não são punidos. Que torturam um homem, e o fazem morrer. Só que as vezes um desses mortos insiste em vingar seus familiares mortos - as palavras de Jack fazem seu próprio sangue ferver. - Como pode pensar em me acusar? Já parou pra ver que meu corpo é um monte de carne queimada e inútil? Se não fosse a maquinaria eu estaria morto.
- Ora, me lembrei de você! - diz o velho Mauá, apontando para Jack. - Você era o garoto que quase foi morto tentando salvar aquela menina... mas eu realmente nunca reconheceria seu antigo nome, você nunca tinha me dito hahaha
- Do que estão falando? - diz Ahzriel, já se cansando daquele papo absurdo.
- Resgatamos um garoto durante o ataque que destruiu nossa vila, e o salvamos por milagre - explica o velhinho. - Jonatan Ferrabrás, o mesmo homem que construiu aquela coisa - ele aponta a moto de N -, ele criou uma espécie de sustentação de metal que permitia ao garoto sobreviver. Então, era você. Lembro que o caso tinha sido um problema pois o garoto tinha perdido a memória.
- Perdido...a memória? - ele franze o cenho para Jack, confuso. - Então, você não se lembra de nada?
- Espera um pouco... aqui é minha vila? - Jack arregala os olhos, surpreso. Ele saca Murasama e aponta para Ahzriel, sua cabeça latejando. - SE NÃO RESPONDER AONDE ESTA SCARLET SEU SANGUE VAI SER DERRAMADO! - Seu olho de azul claro começa a ficar rubro. Seus dentes rangem de raiva, num tom agudo metálico. Confusão e raiva são tudo que permeia em seu coração naquele momento, e isso é notável. Apenas uma questão era importante para ele. Scarlet.
- Cala a droga da sua boca, seu imbecil! Scarlet era a minha irmã! Com que direito você aponta essa espada para mim?! - Azhriel empunha a lâmina vermelha com fogo nos olhos. - Minha irmã está morta, seu idiota! Morta pelos Corvos! Morta porque você foi fraco e nunca conseguiu protegê-la! Como eu também sempre fui! - um lágrima rola pelo rosto de Azhriel, enquanto revela a Jack a verdade.
Jack sente as mãos tremerem, as pernas bambearem. Ele deixa Murasama cair, e seu impulso o leva na direção de Azhriel. Ele dá um tapa na espada do ruivo, que não tem reação, e o pega pelo colarinho da camisa rústica.
- Mas que diabos? Eu tinha levado ela pra um lugar seguro, como sabe que ela morreu?
- D-do que está falando? - Azhriel abre a guarda totalmente, deixando que a espada desvaneça. - Todos disseram que ela havia morrido, disseram que ela se perdera na confusão e... - ele respira fundo. - Não brinque com minhas esperanças, Amhras...o que você se lembra daquele dia?
- Apenas de afastar ela dali, em um lugar sem conflito e ir atravessando a linha do inimigo até o líder... e lá ser incapacitado por um Ronin e alvejado pelo líder com 5 tiros... o primeiro no queixo e os outros 4 no corpo... o qual a bala continha acido e acabou com meu corpo. A única coisa que eu não faria seria botar minha ESPOSA no meio da luta! Acha que sou um idiota? Eu só mantive a sanidade em busca dela e da vingança! - Jack faz uma pausa, soltando o ruivo. - Conhece... Samuel "Ventania", ou Samuel "WindMaker"?
- Nunca ouvi esse nome em toda minha vida...
- Esse é o nome do homem que o trouxe até mim e Jonatan - diz Mauá, subitamente, quebrando o clima de conflito de vez.
- Mas que droga - pragueja Azhriel -, isso significa que não tem como saber se minha irmã está viva ou não!
- Existem questões nesse mundo que nós não encontramos a resposta - diz o velho. - A resposta encontra a nós mesmos.
- Mauá sabe algo do Samuel!? - pergunta Jack.
- Quase nada. Ele não era da vila, apareceu tão rápido quanto sumiu. Tinha um corpo metálico, semelhante ao seu, e uma espada nas costas. Por um segundo, tive a impressão até mesmo que...ele fosse um dos corvos.
- Ele me atacou, mas me salvou! Creio que ele não queria que eu fosse morto.. ele deve saber algo, e deve ser muito importante. - Jack toca o ombro de Ahzriel.
- Agora me diga que papo é esse de mercenário, Amhras - o ruivo questiona. - Em quê você está metido? - ele pergunta, mais tranquilo.
- Se quer descobrir sobre sua irmã, podia se juntar a mim! Dois espadachins juntos são melhor do que um. Eu busco vingança, e no processo quero limpar o máximo da escória que anda na terra. Qual o problema de fazer isso por algumas moedas? E... não me chame... de Amhras. - ele bate o punho no peito. - Ele morreu, sobrou apenas o Estripador.
- Você sabe bem que eu iria de bom grado, mas estou preso dessa vila como todos os outros - responde Azhriel, e mais uma vez, Jack percebe como é dura aquela paz forjada, onde um homem não tinha liberdade sequer para reaver sua honra. Os corvos não haviam tirado apenas vidas...haviam tirado da vila o conceito de "viver".
- O que te impede de sair? Medo de ser morto? O que impede isso de acontecer do nada? Nossa vila foi destruída num piscar de olhos, e toda nossa guarda de elite estava lá! Antes morrer lutando, do que morrer afogado em choro e pranto!
- O mundo tirou minhas pernas, Jack - diz Azhriel -, mas me deu uma mão amiga para levar a meus inimigos a justiça que lhes cabe - e sorri. A Maldição da Vila os impedia de sair daquele lugar, Jack sabia disso, e isso o revolta ainda mais. Os Corvos haviam causado muito mais problemas do que ele havia imaginado.
- Dê graças a divindade que você crê. Eu perdi o queixo e vários musculos no corpo todo, mas vou fazer o que puder para trazer vingança e levar a justiça aos desgraçados hahahaha
- Então, que Araliyn lhe acompanhe, meu amigo - ele toca o ombro metálico de Jack. - E que sua espada leve a esses malditos o fogo que lhes é devido. O ruivo toca a fronte de Jack, fechando os olhos, e uma aura alaranjada cobre seu corpo, bruxuleando no ar. - Sejam tuas mãos uma extensão de minha vontade. Seja tua irá um instrumento de justiça. Que Araliyn o guie até a verdade, espadachim, pois a você não ofereço o fogo mundano, truques arcanos ou pura cobiça. Ergue tua espada, Jack, pois o fogo que corria em mim, corre agora em seu espírito.
Jack sente um queimação eu seu peito sua testa se espalhar por todo seu corpo, pulsar em suas veias. Ele recolhe sua espada...e sua lâmina se inflama, cheia de um desejo que não é mais apenas dele próprio, viva, fumegante, sedenta por um nome.
- Com grandes poderes, vem grandes responsabilidade. Cara, odeio isso - diz Jack, levantando a espada e analisando, notando as faíscas de fogo em sua lâmina prateada. - Muramasa "Redsun". É, gostei do nome. - O ronin se volta para Mauá - Será que conseguiria alguma pista desse Samuel? Preciso encontra-lo.
- Como disse, a única pista que temos, você também tem - o velhinho responde -, ele sumiu.
- Qual foi o local que ele me levou? As vezes tem alguma pista lá - o ronin tentava se agarrar a qualquer fio de esperança.
- Eu não sei, filho, sei apenas que ele o trouxe até mim - diz Mauá. - Acho que suas respostas só serão sanadas quando você encontrar os algozes.
- Como vou achar os malditos corvos se ninguém tem pistas deles? Escrevo no chão "odeio corvos" e fico gritando?
- Se fosse fácil, eles não existiriam mais, Jack - diz Azhriel. - A única pista que temos é que eles provavelmente agiam no leste, já que nossa vila ficava naquela direção... mas não é certeza que você vá encontrá-los só com essa pista
- E, claro, que estava de alguma forma ligados aos assassinos dos Nolepeleko - diz Mauá. - A tal Cinza da qual Pane e N disseram.
- Okay, então nos vemos por ai... tenho que achar o Dakato - conclui Jack, despedindo-se de seu amigo, que confiara nele a vingança de toda uma família. Jack não carregava agora a própria vontade em suas costas...mas a de muitos.

- Meu nome é Louis Ferrabrás, senhor - o pequeno responde a N. - Meu pai chamava essa motocicleta velha de "HellHound", em homenagem a uma música que ele gostava muito..."Hellhound on my trail", uma canção que ele disse ter ouvido de um bardo em Arsin.

- A fúria é sempre, incontrolável, querida - Mauá responde a Pane. - Assim como a Rainha das Fadas não foi capaz de conter sua fúria e apagou a existência dos amigos de Kokiri Pelike, nós também somo incapazes de controlar nossas emoções quando tomados pela fúria. Porém, é preciso algo realmente revoltante para despertar esse espírito, e muitas vezes a euforia não dura mais que alguns segundos. Se Koni já despertou os poderes oculares, seria interessante que pudesse aprender a controlar suas emoções, e eu mesmo me encarregarei disso.
- Obrigado, vovô - anui Koni. - Além disso, pra eu estudar essa tal condição de aprisionamento vou precisar ficar na vila. Vê se te cuida, mana, e não demora demais pra voltar. Essa vida doida de ficar indo de um lado pro outro não é minha praia, "cê" sabe. O vovô me disse que aqui tem uma porrada de livros sobre magia e ele pode me ensinar muita coisa que nem deve ter na GBA (Grande Biblioteca de Arsin). Quem sabe um dia eu não quebro essa barreira e me torno o mago mais poderoso do mundo? Hahaha - ele olha para Dakato e mexe os lábios, sem emitir som. "Do-mun-do".

Dakato aproveita o momento para pedir que Pixie analise a arcanina, mas a esfera flutuante parece scannear o objeto com seu sensor ocular...nada.
- Atividade arcana captada. Origem desconhecida. Nível de ameaça: 0%. - ela emite, sem nenhuma conclusão sobre o que era aquilo ou o que residia em seu interior. Fosse o que fosse que estava ali dentro, porém, parecia se acalmar na presença de Dakato, o que dava ainda mais indício de ser algo, de alguma forma, vivo. Aquilo atina a curiosidade do mago de forma muito intensa, e ele se sente atraído pela arcanina, sem que possa explicar o motivo. Ao tocar o objeto ele o sente pulsar, timidamente...e quando tenta erguer a pedra, Dakato percebe algo inusitado: ela não pesava nada ao seu toque.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Qui Out 02, 2014 10:21 am

- Dakato, protegerei com toda a certeza, os dois. 
* Faz um sinal com a cabeça* 

-Senhor Mauá,estou disposto a aprender seus ensinamentos, suas tecnicas e tudo aquilo que possa me ajudar a buscar a verdade e proteger Koni we Pane enquanto eles estiverem comigo, estou disposto a fazer qualquer tipo de sacrifício para aprimorar aquilo que tenho e o que sou com sua experiência e sabedoria, agora eu sou apenas um aprendiz, não mais um capitão com braço de lata. 

* Sussurra para o Ancião, sendo respeitoso de modo submisso*
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Qui Out 02, 2014 11:02 am

Enquanto observo a arcanina noto sua estranha pulsação. Nunca havoa trabalhado com um tipo debpedra dssa... mas... eu já devo ter lido sobre isso em algum lugar, tenho certeza...

Dakato: Dakato has joined the room. Dakato: 1D20+12 => [ 6 ] +12 = 18 #conhecimento arcano

Vejo o pití de jack me procurando...

Digo em sua mente

-"estou aqui atrás homem, se acalme! "

Noto a gracinha de koni e respondo da mesma maneira em sua cabeça

-" então seesforce ao máximo guri, assim quando for rico e famoso posso dizer que te conheço. Imginem só "o dragão de ryuzashi tomou um soco energizado do grande k. Nolepeleko e sobreviveu...""

Pisco para ele ao fim da frase

Volto minha atenção para a arcanina. E falo para ela tanto fisicamente quanto mentalmrente

- - "então você gostou de mim? Será que podemos conversar um pouco? Sei que você estava sugando minha aura ontem... então como oferta de respeito, irei te oferecer o meu melhor doce! Ainda nem usei uma dessas!

* concentro a energia de um slot arcano de 4o nível na arcanina*


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Qui Out 02, 2014 12:45 pm

Vejo toda a conversa e tumulto que Jack faz.

-HHuuum... Primo Jack - sussurro com um sorriso.

Então volto a escutar as palavras do Vovô.

-Estranho eu não ter despertado, perder o Koni por 2 dias não me provocou o suficiente?! - olho para o Ko e toco em seus ombros e pisco - "Podexá" manin você se tornará o mais poderoso e eu a mais desbravadora, como "cê" bem disse eu sempre preferi ficar perambulando por lugares novos, nós dois iremos Brilhar novamente. Aproveita o vovô e a biblioteca toda hein. - viro para Thomas - Nós iremos nos proteger, eu já reencontrei minha família, e eu vou te ajudar a achar tua mãe, conte comigo - sorrio - e também irei atrás da Rainha das Fadas. - olho para o vovô - Irei treinar também como o Thomas, seremos aprendizes da vila, me mande para o seus melhores mestres e assim que acharem que estamos prontos iremos para a floresta.

Vejo Audrey apreensiva e com o livro na mão e digo.

-Senhorita Keenary, podemos fazer uma cópia do livro? Já que você vai para o leste, é bom que eu tenha uma cópia aqui comigo, aí o que cada uma observar pode ser de grande ajuda.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Qui Out 02, 2014 1:34 pm

Escuto a discussão de Jack e seu conhecido. Pelo visto o ronin não era somente uma casca de metal, pelo menos não completamente.

- Ferrabrás, certo? Sou N, somente N - digo estendendo a mão para o garoto, como se selasse um acordo - O invento de seu pai será de muita ajuda, farei o possível para respeitar o legado de seu pai.

Legados. Coisas tão importantes.

- Hellhound? Gostei do nome, combina.

Desço da moto e fico apoiado nela.

- Você esteve bem distraída durante os dois dias sem Koni, não teve tempo para despertar essa fúria - talvez ela subestimasse a capacidade do ódio em batalha - tome cuidado ao lidar com isso, Pane, sei o que a fúria provoca em batalha. Os "olhos de demônio" são difíceis de apagar depois do fim de um conflito.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Qui Out 02, 2014 2:48 pm

Fico encomodada com a frase do Samurai, parece que eu não me preocupei com meu irmão. Então falo com uma voz incomodada e meia ríspido.

-Você está se esquecendo de que antes de eu me encontrar com você eu recebi toda a informação do sequestro dele sozinha em minha própria casa que foi invadadida. Em momento nenhum deixei de pensar no Ko, todas as minhas ações foram feitas para eu conseguir resgatá-lo. Imagine como você ficaria se levassem a Megan... Ou melhor não imagine, passar por isso é horrível.

Desviro meu olhar de todos.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Qui Out 02, 2014 2:59 pm

Audrey:

Escuto toda a história e a revelação do ancião. Ele parecia não conhecer Cornellius mas entendia seu ímpeto curioso-científico como o ímpeto dos pais de Pane. Então, tentamos analisar a enorme arcanina e ele também diz sobre elas. Agradeço o carinho e a confiança que o velho homem havia depositado em mim:

- Sim... posso compreender, senhor Mauá.

Pane interrompe:

- Eu não irei para o Leste, Pane. - o que eu estava dizendo? - Eu... pretendo descobrir o que Cornellius queria que eu soubesse... sinto que perderei algo muito importante para nós todos se eu partir para o Leste e deixar escapar essa oportunidade.

Me levanto, chamando a atenção do grupo todo tirando-os de seus focos por alguns instantes:

- Sei que contavam com meu auxílio e minha prática nas questões de Embaixadora... mas não seguirei viagem para o Leste, embora me incomode muito o fato de termos de nos dividir... - estava sendo mais sincera do que pretendia - porém, Cornellius forneceu informações encriptadas e esse lugar pode me propiciar respostas. Agora sabemos o que é o Fator de Criação, o Fator Gênese. Sabemos como surgiram as arcaninas e começamos a entender que todos nós, de alguma forma, estamos envolvidos em alguma parte dessa complicada trama. Acredito que todos compartilhamos um objetivo em comum: denunciar os males de organizações que regem o nosso mundo. O Conselho, a Cinza, os Corvos, a neo FASE... nos unimos em meio ao caos mas nós buscamos coisas em comum e eu tentarei ajudar a todos com isso. Sinto que o Cornellius quer nos dizer algo mas não podia fazê-lo diretamente. Eu ficarei mas, por favor, se cuidem.

Arrumo a franja que caia na testa por causa do vento:

- Sejam diplomáticos. Precisarão de organização para jogar o jogo deles. Usem as melhores palavras que conseguirem e conheçam seus interlocutores. Ryusashii deve ser rígido mas isso não significa que não possua sentimentos... talvez ele queira nos ouvir por causa da nossa vitória no Torneio em Aria. Mantenham-se unidos e nos encontraremos logo, assim espero.

O medo percorria minha espinha mas eu tinha que fazer aquilo. A decisão estava feita: Eu iria desvendar aquelas pistas e Dracma era o alvo.

________________________________________________________________

Sanna:

- Certo, Audrey. Voltaremos com certeza... - cruzo os braços, fazendo com que o corpo parece ainda mais voluptuoso de forma inocente - e se eles não me ouvirem farei com que me ouçam pela última vez, hahahahahaha!

Deixo-me rir por alguns segundos, me divertindo com a cara de espanto que a dama Audrey fazia com aquele meu jeito:

- Vamos nos encontrar em algum ponto. Podemos voltar ou vocês poderiam ir para o Leste ao nosso encontro. Parece que a nave ficará aqui até obtermos combustível o que vai ser difícil sem o recurso que tínhamos na Cidade das Corajosas Almas. 'Cês aí, se ajeitem. Senhor Mauá, agradeço pela hospitalidade e pelas informações mas temos assuntos importantes para resolver no Leste. Cuide bem dos que ficarão aqui, eles são parte importante do grupo - sorrio despretensiosa - e estaremos trabalhando juntos, de qualquer forma. Ei, Thomas, tome cuidado. E Audy, vê se não se machuca, garota! - abraço eles e me viro para Pane - E... se tiver alguma informação importante, não deixe de nos repassar. Esses dois ficarão aqui mas não estão de férias, saca?

Saio andando, preparando meus itens e conferindo se tudo estava certo. Apesar da urgência que tínhamos em resolver assuntos com Ryusashii, eu sentia um enorme peso nas costas. Carregar aquele fardo era difícil e complexo... pelo menos a família da Pane era hospitaleira o que me deixa menos aflita em relação a ela.

- Vê se não ficam dentro da Vila por muito tempo, eu volto pra buscar vocês, certo?


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Qui Out 02, 2014 3:30 pm

Vejo toda a reação da Sanna como estava um pouco irritada pelas palavras do Samurai me deixei demonstrar um pouco o meu descontentamento com tudo aquilo, e com o mesmo tom de voz, que passava todo meu incomodo digo.

-Não esconderei nada que irá prejudicá-los de vocês, mas sabe... Não preciso que alguém que não confia em mim volte para me buscar.. Se nesse tempo em que estivermos longe ainda não conseguir confiar em mim, não precisa voltar. - respiro - Pois eu mesma irei de encontro com vocês, saiba que eu não volto a minha palavra.

Agora que parecia ter colocado para fora esse peso, e como com a Sanna sorrisos não pareciam funcionar fico com um semblante normal. Me viro para Audrey.

-A Senhorita me surpreendeu, não imaginei que fosse ficar. Bom, será um prazer estar acompanhada da melhor atiradora de Gaia, iremos descobrir muitas coisas que nem imaginamos, eu já sei a resposta mas... Está pronta para viver uma vida longe de qualquer regalia da Aristocracia? - olho nos seus olhos e digo com sinceridade - Você.. Eu realmente te admiro, eu não tive a chance de escolher o destino que decidiu me tirar de lá de cima, mas você... Você é forte. - olho para o céu - Eu estou com uns planos em mente, e eu acho que eles te interessam também, aliás você é aprendiz de um estudioso. Por hora posso te dizer que envolve o Fator , durante nossa aventura te conto o resto. - volto a olhar em seus olhos - aah, sobre o treinamento, eu acho que enquanto eu e Thomas treinamos no físico, você deve acompanhar ao meu irmão na GBA, você é inteligente, todo e qualquer conhecimento a mais nos será bem vindo dentro daquela floresta, aí assim que todos estivermos prontos, eu, você é Thomas, entraremos na floresta, enquanto Ko arranja uma solução para a vila - pisco para Ko.

Olho para todos e os alerto.

-O que estão esperando? Todos temos coisas a fazer é rápido! Audrey, seria bom o Dakato ter uma cópia do livro então? Será que alguém consegue arcanamente copiar ele rápido?
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Qui Out 02, 2014 3:32 pm

Pane interpretou mal minhas palavras.

- Não...foi o que quis dizer - digo, franzindo a testa - Você conseguiu resolver esse problema com sua inteligência, tanto que o plano de sair do Torneio foi seu. Apenas estou lhe dizendo para tomar cuidado ao lidar com algo que não conhece. Eu sei o que a fúria cega faz...coisas como o que aconteceu com essa vila.

Escuto Audrey falar que não vai conosco. Fico claramente espantado.

Me aproximo da inventora.

- Escolher sua família...você o fez, muitas vezes. Boa sorte Audrey, vou ter de arranjar outra pessoa pra criar armadilhas. Proteja-se, continue a escolher sua família.

Escuto Pane, um tanto irritada.

- Ei, detetive, vamos te buscar sim - sorrio, algo raro.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Qui Out 02, 2014 4:49 pm

- voltaremos e buscaremos vocês, se possível com o combustível necessário senhorita Pane, "tereó koty" ( digo em feérico, "vai nessa").


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Yoru em Qui Out 02, 2014 5:30 pm

      Mauá oferece bois como alternativa a Desmond, que concorda com um meneio de cabeça. "É o melhor que teremos por enquanto, obrigado", dissera em agradecimento ao ancião. "Conseguiremos seguir grande parte do percurso, garanto."
      Uma sensação estranha acometeu o alquimista. Olhava em volta, como se alguém o estivesse vigiando com intenção assassina. Ao pousar o olhar para a grama, ignorando a visão momentaneamente, percebeu as vibrações provenientes da maleta. A arcanina pulsava, e Dakato fora verificar a manifestação. Pixie avalia a peça virtualmente, sem nada detectar. As vibrações sumiram quando o tecnomago tomou a peça nas mãos e a ergueu. "O quê é aquilo?", perguntou a si mesmo. O homem mantinha a pedra rajada na ponta dos dedos, como se não fosse mais aquele peso com o qual somente o samurai podia mover; sussurrando algo. "Tenho que ficar atento a essas coisas."

      Desmond ainda mirava a cena, de canto de olho, de frente para a roda formada pelo grupo que organizava diversos assuntos. Até Jack estava tendo uma conversa intensa entre tantas outras paralelas. "Coincidência demais, até o mercenário conhece alguém aqui." Os braços cruzados representavam uma postura mais desleixada, aguardava os detalhes para poder partir. Porém, voltou a atenção ao ouvir as palavras de Audrey, meio aturdido.
      Como assim, Audrey? Ficar?!..., conteve as palavras.
      Explicando sua decisão, preocupada com a interpretação geral, ela reconhece uma missão pessoal no exemplar oculto por seu mentor. E Desmond apenas fecha os olhos pacificamente, abaixando o queixo em concordância com sua escolha. Seguindo as despedidas da irmã, que sinalizava "partir", Pane requisita uma cópia do tal livro, mas Desmond a interpõe, dizendo:
      — Levaria muito tempo para que, Dakato e eu, copiássemos tantas páginas. Além do que, só vocês duas conseguiram lê-lo corretamente — disse, olhando Audrey ao comentá-la. — Nosso conhecimento arcano é inútil com essa criptografia particular. E, como ela diz, este material contém pistas sobre alguma coisa que está por aqui — referia-se, parcialmente, a Dracma, e com certa duvida. — Essa tarefa é de vocês, mas não passem da floresta mencionada. Para explorar os planos inferiores, é melhor que estejamos todos juntos — Não quero ter que ir buscá-los no inferno, idiotas!, quis dizer. Mas esperava que as palavras gentis fossem eficientes. — Thomas Mão-de-Ferro, cuide delas — exigiu ao final.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Qui Out 02, 2014 9:40 pm

Olho tortamente para desmond... afinal, eu também era fluw te em feérico... me senti.com o orgulhinho atingido. Mas é co.pletame te desnecessário...

Caminho até Audrey e no caminho envio mnsagem para N

-"não há nada ruim que você não conaiga piorar não é? " - realmnte as palavras dele forammuito mal colocadas e deenecessárias....

Falo para audrey

- Ne san. Será necessário nos separarmos. Se cuide ok, e...- falo baixinho - tente confiar na pane... è uma boa garota, tenho certeza que peerceberá...

Faço uma mesura corporal nipo ica para audrey e me junto novamente ao grupo que ewtá montando as carroças...


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Qui Out 02, 2014 11:03 pm

- Não fui eu que levei um soco de meu quase-cunhado - respondo mentalmente a Dakato.

Ajudo o grupo a montar as carroças.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Sex Out 03, 2014 7:18 am

Thomas ajuda o grupo a guardar as coisas nas carroças, sem pronunciar nenhuma única palavra, tentano assim amenizar a dor da partida, mesmo que breve, mas não menos triste. 

Após ajudar o grupo, ele volta para Mauá fazendo um gesto de respeito e ficando ao seu lado, olhando para o grupo, mantendo a compostura de um capitão.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Sex Out 03, 2014 8:55 am

Dakato não consegue enviar sua mensagem telepática, pois não tem um alvo visível e conhecido, mas suas palavras parecem fazer o que quer que esteja dentro da arcanina vibrar. O mago reconhece aquela condição como um aprisionamento, como a magia "Aprisionar Pessoa", que já lera em seus livros arcanos. Quando ele oferece sua essência mágica, sente a leveza do desprendimento, e seu poder é mais uma vez sugado de si para a pedra, mas não obtém nenhuma resposta, salvo um sentimento de tranquilidade. Ele podia não ver ou ouvir o que estava ali dentro, mas havia uma aura de envolvia a arcanina, e essa aura lhe transmitia...afeto, de alguma maneira. Fosse o que fosse que estava dentro daquela arcanina, parecia gostar de Dakato.

- Obrigado, senhor...N? - o garoto parece se divertir com o nome. - Meu pai ficaria orgulhoso de ver seu invento rodar o mundo de alguma forma, hahaha.
- E eu vou ser a Rainha do Asfalto agora, hohohoho - Megan sorri, colocando as costas das mãos na boca, uma expressão que com certeza aprendeu com Audrey.

- Não sei te explicar. Algumas pessoas jamais despertam a fúria e isso não é de todo ruim, acredite, estamos falando de um poder incontrolável, Pan, que desperta apenas sobre uma pressão psicológica tão forte que o usuário nega a realidade imposta a ele. Perder Koni por dois dias? - Mauá se surpreende com as palavras de Pane, e só então ela percebe que nada havia dito nada sobre a perseguição ou mesmo sobre o sequestro. Talvez, o que tenha despertado a fúria de Koni não fora a briga com Dakato, mas a condição de isolamento e tortura pela qual ele passou. - Do que estão falando, minha querida?
- Não acho que seja uma boa perderem tempo na Vila, mana - diz Koni. - O vovô disse que se passarem aqui uma virada de lua, ficarão presos pra sempre na vila, igual todo mundo, e se isso rolar a missão vai por água abaixo, sua cabeçuda. E o que o samurai e a gat...e a morena ali disseram é verdade - ele endosa as falas de N e Sanna, desviando o olhar de Sanna. - Toma cuidado por aí, tá? Eu te amo, maninha - ele sorri. Ao que nota da mensagem de Dakato, Koni lhe lança um olhar, por um único segundo, menos agressivo, e anui com a cabeça, como se dizendo "vamos nos esforçar".

Todos ficam muito surpresos com a decisão de Audrey, e isso realmente os pega de surpresa. Sem o poder diplomático da embaixadora, vocês deveriam se virar com o que dispunham, e diplomacia não ficava longe da área de atuação de Sanna, visto quem ela era. se as informações de Dakato estavam corretas, Ryusashi dava valor na força acima de tudo, uma filosofia perigosa mas que para vocês era muito vantajosa. Isso significava que a vitória obtida no torneio chamara mais a atenção de Ryusashi do que vocês imaginavam, e seu apreço pelos vitoriosos seria grande. Fazê-lo ouvir suas ideias e suas revelações poderia ser mais fácil, mas convencê-lo de seu ponto de vista ainda era de uma dificuldade que vocês desconheciam. Paralelamente, o grupo que ficaria para explorar os segredos da Floresta das Trevas podia conseguir informações vitais para a contenta, e teriam a chance ou não de descobrir mais sobre o passado. Conhecimento era poder, isso era um fato, e saber mais sobre os primórdios da civilização humana poderia ser uma arma contra o próprio Conselho.
Audrey poderia ficar realmente feliz com sua decisão, e descobrir mais sobre aquele livro e a pedra dadas pelo próprio COrnellius se tornara em sua mente um objetivo maior. De alguma forma, aquele diário poderia ser uma espécie de guia, e saber para onde seu velho amigo gostaria de guiá-la atiçava sua curiosidade.
A vocês, são trazidos suprimentos para 5 dias, cantis com água e 3 bois fortes, que deveriam ser divididas entre vocês e entregues de volta à vila assim que vocês pudessem. A Sanna também é trazida uma espécie de proteção, uma veste de peles que poderia ser usava por baixo da roupa em batalha (concede +2 CA e aceita até +6 de destreza na CA, sem falha arcana ou de movimento qualquer). A mesma pode ser oferecida a qualquer um que deseje, já que aquele tipo de vestimenta é muito comum dentro da vila. VOcês têm a chance de preparar suas coisas antes de partirem, e o fazem, recolhendo tudo em suas mochilas de viagem e se despedindo brevemente se seus amigos, deixando Epoch aos cuidados de Mauá e combinando se se encontrarem em alguns dias no Leste. Pixie rodopia acima da cabeça de Audrey, como se dissesse que a seguiria.

As conclusões de Desmond eram verdadeiras, e seria de fato trabalhoso demais transcrever todas letras, números e pictogramas contidos no livro, e ainda na posição exatada de cada partícula dos textos criptografados, para serem traduzidos em cópia com uma engrenagem idêntica à que Audrey possuía. O livro não era encriptado por um motivo vão, e Desmond e Dakato sabiam que geralmente se fazia apenas uma cópia naquele modelo secreto. Quanto menos acesso a um segredo o mundo externo possuía, melhor. Conhecimento era realmente poder, e aquele tomo nas mãos de Audrey e Pane poderia lhes revelar muitas informações úteis quando estivesse completamente traduzido.
Thomas ouve o pedido do alquimista, e aquilo lembra muito a relação que tinha com seus soldados em Arsin. A tarefa de um bom líder não era usar seus homens, mas trabalhar junto com eles, guiá-los, e mantê-los à salvo. Ele havia falhado nessa tarefa na cidade das Pobres Almas, mas jurara a si mesmo que não perderia seus amigo mais uma vez.

Para Jack e Katheryn, deixarem a vila mais uma vez era uma dor ainda maior. Havia muitas lembranças naquela tera, e seus corações tornavam a partida ainda mais difícil. Porém, seus objetivos eram trazer justiça, e seus espíritos ansiavam por elucidar a dúvida que lhes corroiam desde aquela noite sangrenta: "porquê?". A resposta, eles sabiam, apenas o tempo e o destino poderiam lhes entregar...mas nenhum deles se iludia com um desejo utópico de que tudo cairia dos céu aos seus pés enquanto permaneciam de braços cruzados. Eles sabiam que precisariam lutar pela verdade e pela justiça que tanto ansiavam. E lutaria, mais breve do que imaginavam.

Despedidas feitas, pertences recolhidos e devidamente postos sobre as montarias, o grupo se despedia ao meio-dia, de corações apertados e sangue quente, ansiando por respostas, sabendo que muita coisa estava em jogo em suas mãos. Que Eli e os deuses os acompanhassem. E, assim, eles parte.
-----------------------

Para quem perdeu o papo lendário de ontem sobre Gaia, os deuses a Guerra dos Cem Anos, segue um resumo bem interessante de tudo que foi discutido, que adicionei ao cenário, para deixar registrado:
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Sex Out 03, 2014 9:40 am

Saindo da vila, o vento esvoaçando meu cabelo. Novamente eu saí daquele lugar, onde a queda de meu povo foi concretizada.

Será que ainda existe algum Blood-bond vivo além de mim? Ou será que eu carrego a única esperança de continuar nossas tradições?

A dúvida de ser a última Blood-bond nunca havia pesado tanto em meu coração como agora. Se realmente fosse a última, não poderia deixar o nosso legado morrer. O legado de meu povo.

Percebo que estou quieta demais, junto de meus companheiros. Tento forçar um sorriso, onde não existia um e digo:

- Será que falta muito pra chegarmos? Hahaha - Digo como se já soubesse a resposta, pois havíamos acabado de sair da vila. - A propósito... Eu tenho meu objetivo de encontrar os corvos, junto do espadachim metálico... Mas... - Olho para os outros integrantes. - Qual é o objetivo de vocês por lá?

Não ter perguntado foi um grande erro meu, já deveria saber o objetivo deles. Mas independente disso, eu com certeza encontrarei e exterminarei qualquer resquício remanescente daqueles vermes.


" A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada, a embriaguez passa... porém, a estupidez é eterna, Pettri."  Mordekaisen



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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