Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Seg Set 29, 2014 12:43 pm

Fico um pouco atônita ao ouvir a história do que levou minha família a destruição.

"Fator.. Gênese... "-penso

Fico um pouco viajando em tudo que me foi contado, eu precisava descobrir, a curiosidade era tão presente em mim, como a Alegria.

-Não me envolver com o Fator?

Olho para o Vovô, quando tudo começa a mudar em nossa volta, e ele nos manda embora.

"Não quero... Tenho que descobrir mais coisas e fixar mais forte antes de enfrentar a CINZA " - penso

Escuto ele falar que Koni pode ficar. Então euforicamente digo.

-Eu.. Eu posso ficar também? Prometo que depois de um tempo eu vou embora, posso ajudar Thomas em sua procura, e aprender mais de nós, e nosso verdadeiro potencial - olho para o Koni

Me lembrei dos olhos vermelhos que ele obteve.

-Por favor? - olho para Thomas - Você me permite? - meus olhos brilham de esperança e medo
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 29, 2014 12:50 pm

- Não posso impedir nenhum de vocês de fazer o quer que desejem, minha querida - diz Mauá, e Koni parece se divertir com a escolha da irmã. - Espero que tenha certeza de sua escolha.
- É isso ai, mana, a gente pode descobrir mais coisas sobre essa tal de Dracma, afinal, é por alguma coisa ligada a tudo isso que nossos pais foram perseguidos...sem entendermos isso, não faz sentido continuarmos nessa empreitada contra a CINZA. Talvez com a gente ficando aqui, poderemos ajudar ainda mais o grupo, descobrindo coisas que eles podem não ver no Leste - Koni falava com propriedade, claramente tendo crescido mais naqueles últimos dias que em anos. - Poderíamos marcar um reencontro ou algo do tipo - ele sugere.

O ponto tocado por Dakato era realmente alarmante. Epoch estava com menos de 1% de combustível, o que tornavam-na apenas uma banheira de metal sem utilidade, enquanto não conseguissem mais Diesel Azul. Continuar a empreitada até o Leste seria muito mais difícil à pé, mas ao que tudo indicava, abandonar a nave temporariamente era a única saída, e a vila seria um ótimo esconderijo.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Seg Set 29, 2014 1:17 pm

Uma alegria enorme toma conta de mim. E todos podem ver isso, em meu sorriso e olhos.

-OObrigada vovô.

Percebo a reação de Ko, e bagunço seu cabelo rindo, e percebendo o quanto ele cresceu.

-Isso aí manin... Nós muito a descobrir ainda, e a ScottYard só aumentou o nosso nível de curiosidade para extremo - mostro a língua e depois olho para todos - Então é isso, eu, Koni e Thomas iremos ficar por aqui e descobrir mais sobre nós e Dracma, vocês vão para o Leste, e depois nos reencontraremos para partilhar o que aprendemos - sorrio
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 29, 2014 1:31 pm

Coloco a mão sob o cabo de Risco, mas aparentemente as coisas voltaram ao normal ao nosso redor.

- Vi, Megan. Mas pela risada de seus amiguinhos, é algo comum por aqui - digo, relaxando e rindo um pouco da reação dela - Não seja uma pirata tão mandona.

Escuto atentamente quando Thomas fala em ficar, descobrir suas origens. Era algo que pelo visto todos nós queríamos fazer, mas ele tem coragem, ele está feliz em descobrir...será que eu vou sentir o mesmo se descobrir mais sobre quem eu poderia ter me tornado?

- Pelo visto perderemos nosso capitão de armas por um tempo. Boa sorte, soldado, vai encontrar coisas que pode se arrepender, outras que poderão te alegrar. Mas vai encontrar o que busca - sorrio, um sorriso que pra mim era tão raro.

- E então os dois jovens Nonepeleko vão permanecer na Vila Nonepeleko - digo, me aproximando de Pane - Espero que a próxima vez que nos encontre, eu não tenha de te ameaçar - digo, fazendo uma pequena mesura com a cabeça - Boa sorte, detetive.

Ando um pouco e me aproximo de Koni. Baixo um pouco do tom de voz.
- Ei, garoto. Sei o que fez quando lutaram contra os caras de cartola. Foi corajoso, e até mesmo matou um deles. Sei que o peso de uma morte é grande, é algo que eu fiz desde muito novo. Nunca é fácil, nunca é corriqueiro, não deixe que isso te mate ou perturbe, mas também não se esqueça da responsabilidade que é tirar uma vida. Se fortaleça, não somente nas suas magias, mas em sua mente e coração. Saberá que defender quem ama é uma responsabilidade muito maior.

Me afasto, me virando para Mauá.

- Possui algum veículo ou meio de transporte que possa nos emprestar?




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 29, 2014 1:38 pm

Koni acena positivamente para N, aceitando suas palavras de encorajamento.
- Pelo fato de não podermos nos deslocar, paramos de criar cavalos e não temos nenhum tipo de carroça - diz Mauá, com certo pesar.
O fato batia no peito de N com um baque, verdadeiro e cru: vocês deveriam chegar até o leste à pé, dando um jeito de chegar ao rio e navegar no contra-fluxo, já que o mar ficava no sentido oposto aos Reinos do Leste.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 29, 2014 1:44 pm

- Ótimo...temos de descobrir como atravessar o rio ainda. Audrey, alguma ideia? - digo, bufando um pouco.

- Ir a pé é uma opção, mas vamos precisar de um bom mapa então. Mauá, o quanto vocês conhecem da região e do caminho?




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Heaven's Hitman em Seg Set 29, 2014 1:47 pm

*Fico inquieto, algo ali está mexendo com minhas memórias, apenas observo e fica totalmente disperso com os ocorridos. Do nada, me vejo ao lado de Dakato e subitamente pergunto*

- E aí? O que vai ser agora?
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 29, 2014 1:49 pm

- Acho que eu posso ajudar! - diz um menino a N, que deve ter uns 14 anos, que observava toda a conversa. - Tem uma coisinha que venho criando há um tempo, mas não consegui testar ainda. Talvez vocês façam melhor uso disso que eu. - e garoto falava com certa paixão nos olhos, os olhos muito escuros brilhante de excitação. - Já ouviram falar do termo "motocicleta"?


Última edição por Stein em Seg Set 29, 2014 2:10 pm, editado 1 vez(es)



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 29, 2014 1:51 pm

O garoto parecia ter uma solução.

- Sim garoto, já dirigi uma algumas vezes - me lembro da corrida que foi chegar no torneio a tempo - Pode me mostrar?



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Seg Set 29, 2014 2:02 pm

isso era um adeus aparentemente. não sei quando os encontraria ou se os encontraria, a chance de falar seria agora.

ando até pane e koni

- Senhorita Pane, Koni. Fiquem bem, nos encontraremos logo por esse mundo de Eli.

*faço mesura nipônica perante ambos e aguardo resposta*


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 29, 2014 2:20 pm

- Vem comigo, bushido-san - diz o garoto, encaminhando N pela vila, cruzando algumas casas e chegando a um celeiro improvisado. Lá dentro, havia algo envolvido por uma lona preta, possivelmente para proteger da umidade. - Isso aqui é uma coisa quebrada que era do pai. Usei algumas peças que meu pai encontrou em suas viagens, quando a vila era mais próspera...enfim, não tem como eu usar essa coisa aqui dentro, já que nem posso sair da vila - ele explica, tirando a lona, revelando a N o que parece ser uma motocicleta velha, com algumas partes enferrujadas, a pintura preta e vermelha já bastante descascada. - Meu pai dizia que essa motocicleta tinha personalidade própria, e que um demônio vivia dentro dela...mas eu nunca nem consegui ligar essa coisa hahaha, acho que era só uma história pra me assustar, no fim das contas...

N já ouvira falar em youkais que possuíam objetos humanos, ansiando pela inventividade humana, fascinados por máquinas ou simplesmente por invejarem o espírito criativo dos homens. Era fato que ele sentia uma presença diferente ao observar aquela motocicleta velha, mas não sabia o que pensar. O garoto sequer tinha a chave para dar partida da moto.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 29, 2014 2:39 pm

Me aproximo da motocicleta, tão desgastada pelo tempo.

"Youkais...os caras da Cinza falavam em como suas espadas poderiam ser tomadas por um espírito desses. Histórias exageradas, com certeza, mas agora..."

Encosto a mão esquerda no guidão da motocicleta.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Yoru em Seg Set 29, 2014 2:47 pm

      No meio de tantos acontecimentos, Desmond apenas conseguia acompanhar silenciosamente. Concluindo seus rabiscos. A maioria dos fatos seriam interpretados como pura observação cientifica, entretanto, ele tentava transcorrer sobre todos os mistérios ali revelados. "Todos os dados são importantes", pensava consigo mesmo, "não consigo quantificar nem qualificar muita coisa, mas uma simples descrição pode nortear mais descobertas".
      Evitou gerar mais questões ao ancião, por enquanto ficaria satisfeito com o que presenciou. A visão de Dracma os havia capturado por algum momento, e tal atmosfera mágica tinha o seu próprio peso. A quebra de luminosidade o impediu de identificar o que existia a sua volta, mas todos sabiam que não estavam a sós. A leve vertigem durante a transição também diminuiu sua percepção, contudo, podia jurar que sentira uma alteração de equilíbrio. "É impressão minha ou a gravidade aqui muda?", questionara baixinho ao ouvir lentamente o som da grama prensada abaixo de seus pés. Mas calou-se rapidamente assim que distinguiu sombras colossais a movimentar-se no breu profundo, pontilhado por diminutos pontos amarelados que eram os seres luminosos que enchiam a planície. "O que é isso?" A memória trabalhava, sem nada conquistar. "Quando foi que vi qualquer criatura deste tamanho?" Foi no momento que um deles fez um movimento ondulante ao andar que o alquimista recordou-se da serpente marinha. "Mais monstros gigantes!? Mal conseguimos sair a salvo daquela vez, se formos achados..."
      Seu receio rapidamente fora embora no regresso cegante ao sol alto na vila. Estavam em segurança, novamente. Ou apenas por enquanto?
      Mais palavras foram trocadas, antes da iminente despedida. Questionamentos sobre fé e magia, passado e futuro. Até que o companheiro tecnomago declara sobre paz ao grupo, sem olhar para o ex-comandante da FASE. O Alquimista refletia: "Paz?... eu não busco isso, fizeram de mim um homem de guerras."
      Sim, Desmond lutava. Lutou por sobrevivência com os pobres irmãos. Lutou por redenção obedecendo a Sagrada Ordem de Camael. Lutou por liberdade ao cooperar com a irmã desde que a reencontrara. E agora, lutaria por todas essas coisas e quanto mais pudesse conquistar. Lutaria para viver com aquelas pessoas. Lutaria para salvar os prisioneiros. Lutaria para libertar o mundo. Além disso, sempre permanecia lutando por outras metas. Lutando por encontrar sinais do irmão mais velho. "Gauls!", pensava no seu nome. Lutando por reconhecer motivações no antigo ídolo. "Nero!!" Lutando por ver uma terra cheia da magia e vida que tanto admira. "Gaia!!!"

      Alguns segundos depois de tentar identificar o que Dakato podia enxergar nas nuvens, o homem desperta relembrando a falta de combustível.
      — Ele tem razão — concordou Desmond —, usamos quase tudo o que tínhamos pra chegar aqui. E creio que, para o nosso azar, seu povo em nada depende desse material — dizia o alquimista, levando a mão ao queixo. — Mas se o senhor conhecer alguma fonte de matéria-prima para produzir... humm... biodiesel?... — parecia questionar a si mesmo. — É, ao menos uma quantia suficiente para uma próxima parada. Lá fora arranjamos o dinheiro para abastecer.
      Esperava uma resposta, quando ouviu um novo Thomas declarar que queria ficar. "Parece que é a mãe dele", observava a pintura. Dakato se pronunciava um tanto contrário. Porém, a detetive Pane decidiu abraçar a ideia. "O quê?! Vão ficar?", dizia ele em pensamentos, pasmo. Ainda assim, acalmou suas ideias ao ouvir a proposta do garoto, que dizia que poderiam reencontrar-se num determinado ponto.
      — Parece-me uma boa ideia, moleque. Vamos levar Epoch e reencontrá-los nesse lugar intocável. Eu vou para o Leste — pronunciou Desmond, que vira para a ruiva e pergunta: — Audrey, precisamos de você para chegar no Senhor do Leste. E não falo isso só por poder pilotar a nave e representar a alta casta do Continente Superior — olhou de relance para o samurai. — N tem seus motivos para conhecer aquele lugar, certo? Dakato tem a mesma curiosidade, ou estou errado? — disse, aguardando respostas.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 29, 2014 3:06 pm

Assim que N toca no guidão, um pulso de energia pode ser reconhecido por sua pele, e seu músculo se contrai, puxando a mão para trás em um impulso. Uma espécie de aura negra envolve a motocicleta, ameaçadora, imbuída em ódio e agressividade. O samurai sente uma intenção assassina vinda do veículo, como se isso fosse possível de alguma forma.
- Mas...o que foi isso? - o garoto tinha os olhos arregalados. - Era isso que meu pai havia dito...um...y-youkai... - ele se volta para N. - Por favor, leva ela com você, bushido-san, meu falecido pai adoraria que sua criação visse o mundo...como eu jamais poderia ver...

Mauá acena negativamente para Desmond, não reconhecendo o termo "biodiesel", mas sequer reconheceria o termo "diesel azul", de qualquer maneira, não fazia parte de sua realidade. Porém, o velhinho diz que, se for necessário, o grupo pode deixar o "pássaro voador" escondido ali na vila, em segurança. Desmond sabia que era possível levar Epoch até o rio, mas eles deveria pilotar contra a correnteza, e isso era extremamente arriscado.
Pensar em Gauls lhe era bastante nostálgico, e algo em seu coração dizia que o irmão mais velho ainda estava vivo. Seu corpo, ele sabia bem, não fora encontrado, e ele não teve nenhuma pista quando se uniu à FASE. De qualquer maneira, o espírito combatendo e guerreiro de Desmond o impulsionava para o Leste, para onde eles deveriam forjar uma aliança com Ryusashi, o que definitivamente não envolvia um acordo de paz...muito pelo contrário, o Conselho de Camael planejava usar Elyin em algum plano sombrio, uma guerra sem precedentes poderia estar prestes a estourar, quando os fatos fossem revelados.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 29, 2014 3:19 pm

Atemporal:

- Sinto que posso encontrar meu passado lá no Leste, Desmond. Posso finalmente matar as dúvidas que me acompanharam durante a vida - digo, num tom de voz que não era mais tão neutro assim.

____________________

"Um youkai assassino pra um samurai assassino. Irônico" penso comigo mesmo me aproximando novamente da moto.

- Garoto, tem certeza de que quer que eu leve? Se...se é o que seu pai queria, sinto que é a melhor forma de pagar por sua hospitalidade - digo, sorrindo um pouco.

Coloco a mão no guidão novamente, luto contra o impulso assassino da motocicleta e subo no veículo.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Seg Set 29, 2014 3:19 pm

- Não tenho curiosidade alquimista. eu nascI lá... - digo ainda aguardando a resposta dos irmãos...


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Seg Set 29, 2014 3:31 pm

Escuto e vejo a ação de Dakato. E faço o mesmo comprimento nipônico para ele, em Aria, havia entrado em contato com muitos do leste, conhecia seus costumes e um pouco de sua língua.

-Iterashai. Continue com o seu objetivo, Eli irá te acompanhar.

Me volto para o Vovô e pergunto.

-Vovô... Nós possuímos mais algum parente aqui? Tio, tia, primos... Se nós possuímos gostaria muito de conhecê-los. - falo somente para o vovô agora - E dar novamente uma família para o Ko.

Mas é claro que eu também estava pensando em mim neste momento, todas as minhas ações aparentavam esperança.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Ter Set 30, 2014 12:11 am

Audrey:

Uma sensação me preenche e eu sabia que estava em Dracma. Aquela energia distinta que conduzia um mundo que eu começava a me familiarizar, mesmo que minimamente.
Aqueles enormes olhos nos observavam de algum lugar e o mundo vibrava debaixo dos meus pés. O verde brilhante e a terra se movimentando lentamente... o cheiro de dracma invade minhas narinas.

Então, voltamos repentinamente ao "mundo real" e sinto meu corpo mais pesado do que há dez segundos atrás.
O povo retorna a seus afazeres e eu me sinto deslocada por longos minutos, como se não soubesse para onde ir ou o que dizer. Esse era o momento, precisava mostrar o livro e pesada arcanina negra para o ancião Mauá. Talvez ele pudesse elucidar algumas questões. Se Cornellius havia planejado isso... ele, com certeza, tinha algo em mente. Ele queria me dizer alguma coisa... e eu me esforçava para compreender e não decepcionar o que meu amigo esperava de mim.

Peço para que alguém traga a arcanina até o velho Mauá enquanto eu levo o livro junto com a engrenagem que havia montado dobrando a carta:

- Esse é um livro sobre Dracma. Sou uma estudiosa e recebi a pouco tempo esse livro criptografado de meu amigo, Cornellius Flint. Senhor Mauá, gostaria de que o senhor avaliasse os itens... posso transcrever o que precisar. Além disso, senhor, obtivemos essa Arcanina negra cujo o peso é imensurável e apenas poucos de nós se mostrou capaz de levantá-la. Quando fitamos a belíssima pedra, parecemos ter sido transportados para um universo onde tudo era escuro e então uma risada tomou proporções e tudo desapareceu.

Escuto que o grupo começava a se dividir e sinto meu coração apertar. No fundo, sempre tinha medo quando os amigos se dividiam e partiam cada um para o lado. Éramos uma equipe e ter sucesso juntos... - meu pensamento se interrompe por outro - sim... estou me importando demais, novamente.
Muitas questões em poucos segundos e desejos aflorando em cada um. Os que ficariam ali eram Thomas, Pane e Koni. O resto planejava caminhar até o Leste e  realizar o objetivo de conseguir diplomacia com Ryusashi. Meu trabalho em Arsin era justamente a Diplomacia e sinto que iria bem nesse trabalho... mas, ao mesmo tempo, eu queria destrinchar cada pedaço daquele lugar... cada detalhe da história daquele povo... e poder entrar em Dracma mais uma vez e observar com meus próprios olhos as maravilhas que o Continente Flutuante se negava a observar, enterrando seres debaixo de sua arrogância.

Meus sentimentos são completamente duais e, para onde eu iria ainda era um mistério. Uma coisa era certa: o que Mauá me dissesse definiria meu caminho à partir daqui.

____________________________________________________________________

Sanna:

Muitas coisas haviam acontecido desde então e aquele lugar me fazia sentir leveza. Depois de conversar com Audrey na noite anterior pude revigorar minhas energias: mesmo que não me sentisse uma ótima líder, havia um legado para sustentar.
As crianças brincando naquele lugar paradisíaco e tão calmo fazia meu coração se alegrar e, quando percebo, estou rindo junto com elas e a líder deles, Megan, que fazia com que eles a seguissem e demonstrassem força, honra e perseverança em seu caminhar.
Se aquilo era um sinal para que eu tomasse as rédeas, eu sentia que deveria prosseguir não importando as circunstâncias. Eu vivia por uma revolução e pela liberdade de meu povo das garras do Conselho e de todas aquelas pessoas podres que arquitetavam o universo.

Escuto todos conversando e não evito a cara feia quando Pane passa por mim. "O velho pode ser uma boa pessoa, mas essa daí... continuarei de olho!", penso, enquanto sinto o cheiro da grama tão verde. Então, é nesse momento que somos transportados temporariamente para Dracma e meu coração descompassa e sinto uma energia crescer dentro de mim e então, relaxar. Era como aquela energia que eu senti quando tudo aconteceu, há tantos anos atrás. Uma energia que sempre me impulsionou para frente; afinal, quando se está no fundo do poço, a única direção a seguir é sempre para o alto e era mais que a paz das estrelas que eu almejava.

Minha decisão era clara, eu sabia para onde miraria todos os meus esforços: O Leste.
Se aqueles homens iam para lá eu precisava representar a Malha de Ferro e mostrar para o tal de Ryusashi que uma mulher pode   proteger seu povo com inteligência. E se ele for inteligente o bastante, não irá contra a verdade.

- Hey, vocês. Irei junto para o Leste, com certeza precisarão que eu os guie. Podem não ser oficialmente da Malha mas eu os considero família porque demonstraram seu valor anteriormente. Por isso, irei.

Apesar de não conhecer tão bem o restante como aquela mulher que dançava com as areias e uma espada encurvada e aquele homem com peças metálicas pelo corpo todo, sabia que podia confiar nos outros e que a luta deles era justa... eles tinham o cheiro peculiar dos corações que não se conformam com o mundo nojento em que vivemos e isso me fascinava. O mesmo espírito de Gauls!

Caminho decididamente, observando vez ou outra o que Mauá diz para os integrantes do grupo, enquanto confiro quem ficaria e quem partiria rumo ao Leste.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Ter Set 30, 2014 12:17 am

Me aproximo de Thomas, encostando a mão em seu ombro não mecânico.

- Sei que não o conheci muito bem, mas mesmo assim... Fará muita falta, patrulheiro. Boa sorte em sua jornada.

Chegando próxima de Pane, olho nos olhos dela, encostando dessa vez as duas mãos em seus dois ombros.

- Fique firme.

Mesmo os conhecendo a pouco tempo, não tinha como não sentir nada. Era uma despedida, e eu odeio me separar das pessoas.

Sigo o samurai, e vejo todos os acontecimentos com a motocicleta.

- Bom... Acho que isso resolve um problema, mas... Não cabe todo mundo em uma dessas apenas...


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Ter Set 30, 2014 8:10 am

Ao passar por Sanna vejo sua reação para comigo, o que me entristece, mas tento não aparentar isso sorrindo para ela.

"O que mais eu terei que fazer para que essa mulher me considere? Estou ficando sem cartas já... Me desarmei diante dela, a ajudar quando se machucou... NÃO PANE! A culpa é sua, você que causou tudo isso, agora você terá que conquistá-los.

Katheryn vem até mim enquanto eu esperava a resposta do vovô, e coloco minhas mãos em seus ombros também, aceno que sim com a cabeça.

-Você, fique firme também... Se eu descobrir mais sobre eles(corvos) irei te informar, aliás eles atacaram minha vila também.

Fico só lado do vovô e do Ko esperando a resposta
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Ter Set 30, 2014 9:04 am

Ao subir na motocicleta, N sente como se uma aura pulsasse através das peças de metal, como se o veículo estivesse vivo, respirando. Subitamente, o fenômeno bizarro cessa, e a intenção assassina parece ser suprimida, como se entrasse em sintonia com o toque do samurai.
- Incrível... - comenta o menino. - É como se...como se ela tivesse te escolhido, de alguma forma...mas temos um problema - ele diz, apontando para a chave na ignição -, não temos nenhum combustível.
Então, como resposta, a chave gira sozinha...e o motor começa a roncar. N sente uma levíssima fraqueza, perceptível apenas por seu treinamento em reconhecer as mudanças mais sutis do próprio corpo. Mas era evidente que a moto estava usando sua energia como combustível, como uma espécie de pagamento.
O garoto ouve a questão de Katheryn, e acaba concordando. Era preciso dar um jeito de levar todos com o veículo, ou ele só serviria para N e sua filha. Talvez um carrinho lateral pudesse fazer uma bela diferença, como o menino sugere, mas seriam necessários dois, um de cada lado, para que todo mundo pudesse ser deslocado, e não havia certeza se a moto conseguiria potência o bastante para levar todo mundo.


- Todos aqui somos família, minha querida - Mauá responde a Pane -, Nolepelekos ou não. Seu irmão será bem cuidado aqui, e a arte que ele gosta tanto pode ser estudando com mais paciência e com instrução. Espero que sua fúria não tenha despertado e causado nenhum mal...de qualquer forma, há uma coisa que eu preciso lhe contar, Pan - ele se aproxima, acarinhando seu rosto, as mãos enrugadas tremendo levemente, as palmas frias. - A condição de nossa vila é especial. Se você passar uma única virada de lua aqui dentro, você nunca mais poderá sair. Esse é o preço que pagamos, Pan, a paz em troca da liberdade...
- Eu vou acabar com isso, avô - diz Koni, subitamente. - Vou estudar muito, e darei um jeito de manter a proteção de nosso povo sem essa condição de isolamento. Sei que sou muito novo ainda, e que isso exigirá muito estudo... mas estarei aqui, com vocês, e um dia conseguirei ajudar nosso povo a se reerguer!
Mauá não consegue dizer mais nada, apenas sorri, os olhinhos marejados pelas palavras de seu neto, e a própria Pane pode sentir alegria pelas palavras do irmão. Corajoso...muito mais do que um dia havia sido. Pane sente que ficar na vila poderia lhe dar a chance de descobrir mais sobre seu passado e o motivo da perseguição. Seus pais ficariam orgulhosos com seu ato corajoso e aventuresco, mas ela sabia que lutar pela verdade não seria tarefa fácil, nem de longe.

Dakato se lembra dos pais, e em como havia feito a eles uma promessa semelhante. Ele queria tirá-los da miséria, queria lhes dar uma vida melhor, uma alegria mais plena...porque eles precisavam sofrer? Apenas ele, entre todos do grupo, conhecia o Leste como realmente era, e sabia que o lugar estava longe de ser hospitaleiro com gente de fora. Haviam conflitos por toda parte, tomadas de terras, senhores feudais que se achavam deuses, gente passando fome ou sobrevivendo como podia, vendendo o pouco que produziam, dando sua saúde e seus dias em lavouras sob o sol escaldante...vendendo seus filhos em troca de pão. Ele queria mudar aquilo tudo, mudar aquele sistema de governo falho no qual o império fora erguido, onde os mais fortes mereciam subir, e os mais fracos estagnarem...aquilo o revoltava.
Além disso, havia uma batalha ocorrendo há anos, envolvendo a própria família real. Segundo o que contavam, o irmão mais novo se considerava no direito de assumir o trono, julgando que o irmão mais velho, Ryusashi, possuía métodos arcaicos e regia o império com mãos frias e coração gélido. De certa forma, Dakato poderia simpatizar com ele... não fossem os métodos. O irmão mais novo era rebelde, e sua rebeldia angariava criminosos e pessoas pouco decentes para sua causa. Além disso, a rebeldia de seus aliados gerava caos urbano sem sentido, como um enorme megafone apontado para todos os lados sem um alvo realmente definido. Não havia organização para os protestos, e é claro que o imperador não via aqueles atos com paciência e bons olhos. Haviam represálias, caçadas, e muitas pessoas haviam morrido, num conflito entre irmãos que muitas vezes envolveu o bairro onde a família de Dakato viviam, e sua infância havia sido bastante perturbada pelo medo de morre em um conflito que sequer era dele.
Aquilo precisava parar e Dakato dissera aos seus pais, em sua inocência jovem, assim como Koni, que um dia libertaria seus pais daquela condição desumana. Olhar para o crescimento de Koni, era como observar-se num espelho que mostrava o passado, e isso reavia suas forças.

A própria Pixie vai até a nave, trazendo o livro e a pedra dentro da maleta, com uma certa dificuldade pelo peso excessivo da arcaina negra, que tinha o tamanho de uma bola de tênis e mais de cem quilos.
- Cornellius... - Mauá não parece reconhecer o nome, mas observa com cuidado o tomo que Audrey lhe apresenta. - Um livro sobre Dracma? Isso é...fascinante - ele reconhece a semelhança com a língua feérica, mas não consegue ler os textos criptografados além do que Audrey já traduziu. - Ele escreve como um cientista, da mesma forma que Moemá e Caiubi. Se ele estava pesquisando sobre o Continente Inferior...é possível que tenha alguma relação com as descobertas dos pai de Pan - ele, então, percebe a arcanina, mas não a toca. - Não faço ideia do que seja isso, mas...peço que tenham cuidado. Arcaninas são resquícios de magia que tomaram forma após a Guerra dos Cem anos, centenas de anos atrás, quando humanos e bruxas fizeram o maior embate que Gaia já presenciou. Alguns homens usam esse poder sem conhecê-lo de fato, e isso pode enfurecer os deuses..novamente, tomem cuidado com isso - Mauá fala bastante sério. - Seu amigo parece ter encontrado alguma coisa em Dracma, e não me surpreenderia que tenha lhe dado isso para que um dia você também veja o que ele viu... e se isso tinha alguma ligação com Moemá e Caiubi...eu adoraria descobrir o que era. Você pode ter em mãos as ferramentas para obter respostas que nenhum de nós jamais foi capaz de obter, minha querida, mas será precisará de muita coragem e ímpeto, caso deseje ir mais funo nesse assunto. E se isso tiver alguma ligação com Moemá e Caiubi, de algum modo - ele tocas suas mãos, sorrindo suavemente -, só posso desejar que os deuses a acompanhem e lhe protejam, pois eu mesmo adoraria descobrir a verdade.

As palavras de Sanna tiram a todos dos devaneios, e ela demonstra clara urgência em partir. Vocês tinham uma missão importante para cumprir, e ela sabia que a separação seria dura, mas necessária. Enquanto parte do grupo tentaria selar um acordo com o Leste, a outra parte tentaria descobrir mais sobre o que o Conselho escondia, e porque estavam sendo caçados. Não havia tempo para trégua ou descanso, e Sanna sabia que deveria guiar sua família, mais uma vez. A paz que ela via naquela vila era tudo o que mais desejava para o mundo inteiro, mas sabia que o preço que aquelas pessoas pagavam era injusto, um preço que só existia porque haviam pessoas más no mundo, que os caçavam e lhes negava a liberdade. Era justamente contra isso que o Lírio da Revolução batalhava...ela queria a liberdade para o mundo. E era por isso que lutaria até o último suspiro.
Era aquela a força que Desmond reconhecia nos olhos da irmã, e o que inflamava seu espírito guerreiro. Ele também queria descobrir o que o Conselho escondera por tanto tempo, e no que isso poderia mudar o mundo. Mais que nunca, o alquimista sentia-se no olho de uma tormenta, mas ele não vacilaria por um segundo sequer.
Thomas sente-se satisfeito com sua decisão, e vê que alguns de seus amigos também escolhem ficam. Aquilo pode tranquilizá-lo um pouco, e ele vê que outras pessoas também se importam com sua causa, como legítimos irmãos fariam. Ele lutaria para descobrir os segredos que permeavam em seu passado, e ter ajuda para isso não era nenhuma vergonha para um militar. Além disso, ele sentia que sua demanda poderia ajudar o grupo indiretamente, permitindo-o descobrir coisas sobre um mundo que, a cada nova descoberta, parecia de alguma forma bastante ligado ao Conselho...não havia tarefa menor ou menos importante, e separar o grupo parecia realmente sensato.
Jack sente um ódio terrível por tudo que seu povo sofreu, e saber que agora os sobreviventes vivem em um regime de clausura, sobrevivendo numa falsa paz, é revoltante. Ele havia jurado que caçaria os Corvos até o inferno, e agora tinha uma pista: de alguma forma, eles pareciam ligados à Cinza, mas ele não fazia ideia de como encontrar um responsável por tudo aquilo. As palavras de N, sobre uma Causa e sobre a Cinza não ter um líder o frustravam. Mas de repente um riso brota de seus lábios e ele não consegue controlar o riso...era óbvio...se eles não tinham um líder, bastava massacrar cada um deles, certo?

O sol aponta o horário de 10hs da manhã, e o dia começa a esquentar bastante. Algumas pessoas começam a preparar o almoço comunitário, dando uma pausa em suas tarefas diárias, rindo ao ver as crianças brincarem. Para o grupo, era um momento de despedida, ainda que breve, e eles precisavam planejar o reencontro antes de partirem.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Ter Set 30, 2014 9:25 am

Thomas ouve as palavras de cada companheiro em silêncio, escutando cada palavra, compreendendo o tamanho da dor que era se separar de cada um. 

Ele caminha em direção de Mauá, se aproxima, e com humildade e respeito ele fala : 
- Senhor, irei ficar com seu povo, quero ser tratado como todos são tratados, sem nada de especial, quero aprender os seus ensinamentos, aqui poderei ser um homem normal, quero seguir o caminho que todos levam aqui, e talvez só assim poderei encontrar a resposta para entrar na floresta, assim como meu pai fez, e encontrar minha mãe se assim for possível. 

Ele olha para o dente azul, analiza sua beleza, sua cor penetrante, assim como o cabelo daquelas pessoas, aquilo iria o guiar de volta ao povoado, o Dente Azul, agora seria chamado de Dente de Philiph, em homenagem a seu pai. 

Ele volta sua atenção ao grupo novamente e diz : 
- Depois de tudo, onde iremos nos encontrar? Precisamos de um ponto certo, antecipadamente.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Ter Set 30, 2014 10:32 am

- com certeza oponto de encontro será esta vila caso epoch permaneça aqui. Não temos outro meio independente de alcançar arsun ou cuzar os céus em tamanha velocidade como temos feito...

Termi o de ajustar minhas coisas afivelando tudo o que tenho.

"Em cinco anos, nunca coloquei os pés lá. Minha raiva dos velhos já passou, ficarei bem feliz em ve-los... é minha mãe... continuarás sem netos por um tempo..."

- todos terminaram o que tinham que fazer?


´Os grandes pensadores nunca têm certeza do que dizem. Eu acho...´

quero que o red bull vá à falência eterna e que assim seja sobre os seus filhos e os filhos dos seus filhos... aaaaaaaaláaaaaaaahhhhhhhhhh... #brinks
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Ter Set 30, 2014 10:39 am

Sinto o ronco do motor. Um ronco que absorve a mim mesmo.

"Espero que aceite combustível comum também. Não vai dar pra depender da moto em momentos de ferimentos" penso.

Coloco as mãos sobre o guidão e fecho o olho direito.
- Isso é um acordo, youkai. Você anseia pelo sangue, e meu caminho é acompanhado de batalhas. Lhe darei minha alcunha e então saberei seu nome. Sou N, o samurai, e você... - aguardo como se esperasse uma resposta da moto.

- A maioria pode ir a pé. Eu posso ir na frente com mais alguém como batedor, verificando o que ha a frente.

Dou partida e treino com a moto ao sair da garagem. Assim que dominar a moto, vou ate onde o grupo está.



Oi, meu nome é isaac

"Kurayami nara kocchi no mon da"
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Ter Set 30, 2014 1:42 pm

Vejo o Samurai chegando e solto um risco, ele não combinava nada os aquela tecnologia toda, aceno para ele.

-IIterashai, em breve me juntarei a você, temos um dever a cumprir - sorrio

Me volto a atenção para meu avô e o escuto. Eu sabia que todos eram família, aprendi a conviver com ele tipo de situação na ScottYard, mas de fato queria saber se possuía tios, irmãos de minha mãe, mas aceito isso, se um dia tiver que saber, irei conhecê-los em breve, sorrio para ele.

-Claro, quero conhecer a cada um aqui.

Escuto todo o desenrolar da conversa e me espanto ao talvez não conseguir sair mais da vila, ainda tinha muito a resolver. E então vejo que meu irmão cresceu de muito, de fato eu acredito nele, ele ama livros e é inteligente, puxou muito o papa.

-Isso mesmo vovô, Koni irá resolver tudo - olho nos olhos do Ko - Eles estão muito orgulhosos de você manin - bagunço o cabelo e olho agora para o vovô - Como assim despertar a fúria? Isso é algum tipo de poder arcano presente em nós - olho de relance para Koni - Vovô, nós possuímos algo diferente em nossos olhos? Algo arcano?
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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