Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 22, 2014 8:46 am

E o mundo renasce, mais uma vez.

Nas lendas antigas do Leste, conta-se que Izanagi e Izanami, escolhidos pela força suprema do Universo, receberam a Lança do Céu, Amenonuhoko, e a tarefa de criar Gaia. Então, as duas deidades foram à ponte entre o Céu e a Terra e agitaram o oceano com a lança. Quando as gotas de água salgada caíram da ponta da arma, formaram a ilha Onogoro, e foi ali que os dois se uniram, e sua união gerou o mundo.
Porém, no processo de criação de Gaia, Izanami faleceu. Revoltado, Izanagi desceu ao submundo para trazer sua amada de volta à vida, mas o que encontrou foi escuridão e decepção: Izanami já era uma com o mundo inferior, e não poderia mais voltar à vida. Além disso, quando viu sua face cadavérica, Izanagi correu desesperado, e foi perseguido pelo espírito sombrio de Izanami, que ansiava por voltar ao mundo dos vivos, ainda que seu corpo fosse vermes e decomposição. Para impedir que aquilo acontecesse, Izanagi fugiu e selou a caverna, que era a entrada para o mundo dos mortos, banindo Izanami de ver a face de Gaia para sempre. Irada com a atitude de Izanagi, Izanami jurou que mataria 1000 humanos por dia, se ele não a deixasse sair. Ele furiosamente negou, e disse que daria vida a 1500 a cada dia.  E, assim, a Morte passou a existir, criada pelas mãos de Izanami. Eles iniciaram uma gerra eterna, e com isso foram criados os oni, os youkais e os dragões, bem como toda sorte de criaturas místicas, boas e más. Foi nesse momento que nasceu Orochi, o dragão mais terrível que já existiu.
Quando Izanagi voltou para a superfície, ele chorou, e lavou seu corpo para se purificar do erro que havia cometido. E suas lágrimas deram vida a duas filhas e um filho: Sol, que chamou de Amaterasu, nascida de seu olho esquerdo, e a ela foi concedido o domínio do Céu. Lua, que chamou de Tsukuyomi, nascida de seu olho direito, a quem concedeu o domínio da noite. E Oceano, que chamou de Suzanowo, nascido de seu nariz, a quem deu o domínio dos mares e das tempestades.
Amaterasu e Tsukuyomi se amavam muito, e ambas viviam no palácio celestial. Porém, a rebeldia de Suzanowo o afastava de suas irmãs, e ele as desafiava, entrando sempre em conflito com a deusa do Sol. Quando um de seus desacatos acabou matando uma serva fiel de Amaterasu, ela se recolheu em uma caverna escura por muito tempo, e o mundo não viu mais o sol por um longo período, congelando (representando as eras glaciais). Então, os deuses menores, guiados pela deusa da Alegria, se reuniram na frente da caverna de Amaterasu e a emocionaram dizendo que a amavam muito e que o mundo precisava de sua luz e seu calor. Ela, com bondade e gentileza, engolindo seu orgulho e se deixando levar por seu amor à criação, voltou a aquecer Gaia e iluminar o mundo.
Porém, Suzanowo foi banido do céu devido a seus atos rebeldes, e se sentiu muito culpado pelo que fizera. Ele viveu entre os humanos durante muito tempo, e se apaixonou pela princesa Kushinada, a mais bela humana que já existiu. Ela, contudo, fora pedida como oferenda pelo Dragão Orochi, que dizia que devoraria o mundo caso Kushinada não lhe fosse entregue.
Então, Suzanowo enfrentou Orochi e o destruiu com sua espada sagrada, Kusanagi, redimindo assim seus pecados, dando a arma de presente a Amaterasu e reatando seus laços. Ele se casou com Kushinada, e deu continuidade à criação dos humanos, que herdaram seu espírito rebelde e imprevisível.
E, assim, o mundo segue até os dias de hoje.


Epoch cruzava o céu frio daquela manhã amena, suas asas cortando o ar e fazendo um assobio constante, sobrevoando o oceano a uma velocidade espantosa. Seus residentes eram aventureiros, heróis, rebeldes e detentores de um objetivo que poderia mudar o mundo. Mas ainda eram homens e mulheres, e seus corações sentiam medo, receio e ansiedade.
Seus olhos se abrem para o novo dia, quando os primeiros raios de sol atingem as cortinas que cobrem os vidros do quarto, convidativamente. Pixie emite as horas: 6 da manhã, alertando que faltava apenas 2 horas para a chegada em seu destino programado. Ela parecia ter assimilado bem as técnicas de sua mestra, e seu modo de piloto automático estava mais eficiente.
Aquele seria um dia importante, o pontapé inicial para algo ainda maior do que eles imaginavam. E seus corações continuavam sentindo medo, receio e ansiedade, mas seus espíritos estavam imbuídos de coragem, confiança e esperança, e a união deles é o que os impulsionava para o futuro... independentemente do que os aguardava adiante.




Bem vindos ao Capítulo 3 - Sangue & Poesia. Que a história que se reinicie, podem interpretar Wink



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 22, 2014 1:14 pm

Me levanto, um tanto sonolento ainda, teria sonhado com algo? Acho que não, só o vazio do descanso.

Procuro o pó de café e faço minha própria caneca. Aprecio o cheiro, o sabor, como fazia sempre.

"Cada café pode ser o último. Sempre aproveite o quanto pode, N"

Vejo que a maioria ainda não acordou, então ando até o lado de fora e observo a vista, ainda com meu café na mão.

Sinto-me revigorado, mas parece que estava diferente de antes. O dano que havia sofrido, as duas vezes que praticamente morri e voltei a vida, parecia que estava mais fortalecido, mais resistente a dor.

Mas o olho ainda era uma grande falta. Aproveito o vazio no convés e desembainho Risco.
Realizo alguns movimentos de treino, devido ao espaço pequeno da nave não poderia explorar todo o alcance da nodachi, então treino um pouco.
Movimentos lentos, sinto a vibração da lâmina, tento me acostumar a enxergar onde não há mais o olho.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Seg Set 22, 2014 2:18 pm

A noite passa. Leeeenta. Muito lenta. Era inevitável revisitar as levranças dos últimos dias. É muita coia acontecendo ao mesmo tempo e não saver quem eriaa mgo ou inimigo era realmnte uma aflição. Mevllebro de pane. Pensar nela era inevitável. Uma coisa mis forte que eu. E.... de repente.... ouço algo no fund ddbminha consciência chamar o mwu nome...


´Os grandes pensadores nunca têm certeza do que dizem. Eu acho...´

quero que o red bull vá à falência eterna e que assim seja sobre os seus filhos e os filhos dos seus filhos... aaaaaaaaláaaaaaaahhhhhhhhhh... #brinks
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Seg Set 22, 2014 3:05 pm

Abro os olhos pesadamente. 6 da madrugada? Droga, está muito cedo...

Me levanto, apenas com as roupas de baixo e uma camisola simples. Me visto rapidamente com mais algumas peças de roupa e vou até onde ouço os sons de algo que parece cortar o vento suavemente. Ao chegar no local, vejo o espadachim, pai da pequenina, treinando. Observo por alguns momentos, ele parecia não ter me notado.

Quando vejo que ele fez uma pausa nos seus movimentos, digo:
- Bom dia, sr. Espadachim. - Tentando causar alguma surpresa naquele homem de olhar sério.
- Parece que estamos finalmente chegando... Acha que estamos prontos pra isso?

Os acontecimentos foram muito rápidos, mas parecr que finalmente tenho uma direção para seguir.

Pai. Mãe. Ludwig. Não descansarei enquanto não vinga-los.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 22, 2014 3:20 pm

Vejo de soslaio que a garota das cimitarras se aproxima e me cumprimenta.
Sempre achei essa uma arma exótica, parecia muito estranha aos olhos de um samurai.

- Bom dia, Katheryn - não sei bem qual seria a profissão dela, então escolho chamar pelo nome mesmo.
Embainho Risco, sentindo talvez algum resultado no meu pequeno treino.

- Eu entrei num torneio e acabei saindo dele sem um olho e quase morrendo duas vezes. Nunca se está pronto, espadachim, só avançamos.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Seg Set 22, 2014 3:53 pm

- Heh... - Dou uma risada curta e cansada, demonstrando meu evidente sono.

- O leste... Sei que vamos chegar daqui a algumas horas... Mas... Como é o leste? Estive acostumada apenas com a parte nortista do continente, onde vivi minha vida inteita.

Já havia escutado diversas histórias sobre o leste e seus guerreiros de determinações inabaláveis. Mas aprnas histórias, e agora estaria pronta para ve-las de verdade. Estava animada e assustada ao mesmo tempo, e uma certa adrebalina tomava meu corpo aos poucos.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 22, 2014 4:04 pm

- Faço a mesma pergunta, vivi em Arsin a vida inteira, só tenho histórias do leste e meu povo - me recordo das histórias do Grão-Treinador no primeiro dia, nos incitando a honra do samurai.

Quanta honra, matar por algo.

- Provavelmente não será pacífico. Nossas fotos devem estar estampadas em todo canto de Gaia. Podemos pensar em disfarces.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Seg Set 22, 2014 4:39 pm

- Sério? Isso não é bom... Será que tiraram de um angulo bom, pelo menos?
Doubum sorriso para o samurai, indicando que era uma brincadeira. O clima foi meio pesado na nave e eu tentava animar da forma que podia. Mesmo não dando certo as vezes...

- Mas mesmo que estejamos sendo procurados, novos ares serão bons... Não sou miito fã dessas parafernalhas tecnologicas, gosto de viver livre, sem apegos com bens materiais... Apenas dançando, cantando e vivendo de forma feliz...

Meus pensamentos começam a vagar enquanto olho para as nuvens do lado de fora da nave. Meus pensamentos se voltam para o passado e percebo lagrimas escorrendo devagar do meu rosto. Rapidamente as seco, tentando não deixar qualquer evidência daquela "fraqueza".


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Set 22, 2014 4:56 pm

O grupo continha os mais diversos tipos de personalidades. Da aventureira Audrey, com medo de matar e inventiva, a racional lírio da revolução Sanna, a enérgica detetive...e alguém como Katheryn, podia ver em seu jeito, suas falas, ela carregava sangue em suas mãos.

Finjo não ver que ela derramara lágrimas e cruzo os braços, encarando o outro lado da nave.

- Liberdade é uma luta constante. Aprendi isso fazem alguns anos. Os dias nunca são fáceis, mas são infinitamente melhores do que os dias cinzentos.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Heaven's Hitman em Seg Set 22, 2014 8:20 pm

*Me levanto, pego uma das rações que recebi do torneio e como, afinal já que não usei lá melhor usar o quanto antes. Lembro do sonho que tive na outra noite, lembranças que deveriam permanecer no passado.* (está na ficha)

- Já chegamos?

*Digo sem me preocupar muito se tem gente dormindo*
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Seg Set 22, 2014 11:01 pm

Estava tudo preto, mas tranquilo sentia o vento me carregar, até que sinto duas pessoas sentarem perto de minha cabeceira e começam a acariciar meu cabelo, até que escuto aquela voz forte, da qual eu sentia muitas saudades.

-Você cresceu... Meu docinho, você está no caminho certo e você sabe o que fazer...

Uma voz feminina acrescenta

-Continue protegendo nosso gurizinho... Estamos felizes filhinha.

Sinto então uma cabeça se tocar a minha, os cabelos dela parecem se unir ao meu de tão imensos que eram. E logo como magica a presença some

-Pa...pa... Ma...ma... Ma...nin... - balbucio durante o sonho.

Logo que sinto a presença no sonho ir embora, começo a acordar sonolenta, os raios do sol começam a invadir meus olhos, que me fazem cerra-los um pouco até me acostumar com a luz. Me sento sobre a cama olhando para a parede, e passo a mão em meu rosto e sinto um molhado. Uma lágrima me cairá durante o sonho, uma mistura de saudades e de felicidade por agradar meus pais.

-Você agora Brilham e Iluminam o universo. - sussurro

Me viro e observo o quarto, e vejo que três camas estavam vazias e todo o resto dormindo, sinto a falta do Samurai, da Mulher de Areia e o Homem de Aço, me levanto calcando apenas minha meia, e saio do quarto. Vejo então um ronin sonolento logo a minha frente, e o Samurai e a garota conversando.

-Bom Dia -sorrio - Irei preparar o café.

Ando até a cozinha, quando chego lá vejo que o café já estava pronto, porém não sentia o aroma de uma especiaria importante que eu e Ko adoramos no café. Ainda gostávamos muito dessas peculiaridades da Aristocracia, este café não se compara aos que recebíamos na cama por nossos pais, eram os melhores sempre caprichado e depois sempre acompanhava de uma doce, mas deste jeito da para o gasto.

-Canela... onde você está?

Começo a procurar, até que enfim acho, então pego duas canecas coloco café, que ainda estava fresco, e coloco um pauzinho de canela em cada uma. Procuro também pão, e corto duas fatias. Pego as canecas e as fatias com cuidado e ando até onde estão os três e digo.

-Uma dica para quem fez o café! Experimente colocar um pauzinho de canela - pisco

Ando em direção ao quarto, procuro a cama do Ko e sento próximo de sua cabeça.

-Manin... psiuu... Levanta, te trouxe seu café. Sabe, estamos chegando "lá". A bolinha de metal disse que só faltam 2 horas.

Assim que ele acorda lhe dou o café e faço um sinal para ele me acompanhar até o painel de controle da nave para vermos o céu. E socializar com os três que lá estavam também.
Enquanto andávamos me lembro de seus olhos ontem, eu sabia que ele era feiticeiro e tinha poder arcano, era natural dele. Como somos irmão me surgiu a dúvida.

"Será que eu possuo algum poder arcano também?" - penso

-Sabe, Ko, você consegue detectar poder arcano nas pessoas? Será que você poderia ver se eu tenho algo, talvez os olhos, nossos olhos possuem uma cor diferente, talvez... possa significar algo isso... Você consegue me dizer algo sobre?

Parecia que no momento eu era a irmã mais nova, e ele meu irmãozão. Meus olhos brilham muito nesse momento.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Ter Set 23, 2014 12:05 am

Havia revezado a noite inteira com a própria Pixie, cochilando várias vezes e deixando a esfera no comando de Epoch.
A viagem fora muito tranquila e todas as horas em que estive acordada eu observei o céu escuro lá fora, a natureza e o céu serpenteando e dançando em volta da nave metálica que cortava o azul do firmamento.

A madrugada havia sido, de certa forma, produtiva: Conversei com Sanna, em seguida com Jack e Dakato. Quando todos foram dormir e só o silêncio me fazia companhia juntamente das luzes brilhantes do painel, eu meditei muito. Escrevi mais algumas linhas distorcidas no diário, sentindo o aroma do Leste se aproximar cada vez mais de mim.

Epoch e a madrugada:

Audrey:

Ao voltar para a cabine, vou à procura de Sanna:

- Com licença, senhorita Sanna... - observo a mulher apenas de roupas íntimas e noto que estava começando a corar - creio que esteja um pouco cansada. Passamos por muitas coisas, sim? Tem planos para nós no Leste? Gostaria de tentar compreender o que planeja para que possamos ajeitar o grupo... estamos juntos e isso já facilita todo o processo. Acredito também que poderei nos dirigir para lá com cautela mas precisamos que o grupo tenha certo direcionamento e planejamento. E... agora, falando como uma mulher... se precisar de algum auxílio... eu estou aqui.

Sanna:

*Vejo Audrey entrar, e inicialmente continuo olhando pro teto, como se eu não estivesse ali, ou como se estivesse tendo uma visão *
*Após ela terminar de falar, lentamente me levanto, e digo*

"Planos... sabe Audrey, sei que isso pode parecer drama, que pode ser algo pequeno, é que assim... Não sei se ainda tenho capacidade para isso sabe"
"Assim, eu falhei aqui, e quase 3 pessoas morrem, imagina se essa falha ocorre enquanto estou em uma missão de grande escala com a Malha... nao posso me dar o luxo disso sabe, e sinceramente, eu pensava que estava bem, que tinha chegado em um patamar onde poderia proteger, e mais uma vez vi, que não mudei nada desde que eu era pequena, e isso me frustra muito sakas? "

*Sento com as pernas cruzadas dando liberdade para caso ela queira sentar na cama*


Audrey:

Continuo olhando para ela:

- Acho que que começo a compreender... se está se sentindo pressionada, essa é uma boa hora para se levantar e seguir em frente. Sabe, senhorita Sanna, durante o torneio eu também pensei ser muito fraca mas havia algo dentro de mim que continuava a gritar que eu precisava seguir em frente. Tem momentos que só precisamos confiar em nós mesmos. Aquelas crianças e aquelas pessoas da Cidade das Corajosas Almas te admiram. Vi os olhos brilhantes dos velhos e dos pequenos, dos homens e das mulheres. Você inspirava coragem e esperança... e eu acho que, em algum momento, você também nos inspirou. Nos deu abrigo quando o mundo inteiro nos deu as costas e liderou o grupo, nos forneceu alimento e armamento quando decidimos lutar. Não se sinta assim! - o discurso, no fim das contas, servia para mim também - Todos nós estamos descobrindo do que somos feitos e s"abe o que notei, senhorita Sanna? Que temos fibra", como diria Cornellius.

Sinto que estava um pouco vermelha mas continuava focada. Estava se importando demais, novamente e, talvez... isso não fosse ruim.

Sanna:
*Dou um largo deixando uma lágrima solitária escapar do meu olho*

*Enxugo as lágrimas, me espreguiço, e ainda sorrindo digo a ela*

" Valeu mesmo viu, Audrey... Te falar minha mente é um caos, e assim" *Fico um pouco sem graça *
"Sou muito orgulhosa sakas, te falar, a pressão externa fundiu com a pressão interna, com a saudade do meu grande irmão Gauls, tudo junto e misturado, tipo sopa... Aí deu em lixo "  *Deixo escapar uma gargalhada, demonstrando que eu estava tirando sarro de mim mesma*

" Fui uma idiota mesmo, mas enfim, senta aí "

*Dou um espaço a mais para que ela possa se sentar tbm*

Audrey:

Acabo rindo junto, levemente sem graça e me sento ao lado de Sanna:

- Gauls? Não sabia que tinha irmãos...

Sanna:

"Então, ele meio que um irmão, meio que é um pai, pois ele foi o cara que tirou eu e o tonto do Desmond das ruas, me lembro que éramos bem pequenos e Gauls era um adolescente cheio de fogo, com o má vontade enorme de fazer diferente, de mudar o local em que vivia... Aí vivemos por um tempo juntos, eu, o Des, e uma porrada de crianças... Até que veio os malditos do Conselho e atacaram nosso lar, tiraram tudo de nós e sequestraram o Des e mataram Gauls... E pra resumir, acabou que fui salva por um cara, um líder da malha e hoje é isso estou nessa aí, fazendo o que fizeram por mim"

"Não sou fã de falar de mim mesma sabe... Mas mudando de assunto, você tá um pouco diferente de quando éramos só nós lá na Malha, quando fomos salvar o samurai bestão... Posso estar enganada mas algumas coisas de suas ações passaram sei lá, dúvida talvez... Ou ainda pode ser que eu que tô maluca mesmo, e que meus dias devem estar chegando e tô vendo coisa"

Audrey:

Fico triste por ela ter perdido seus irmãos. Imagino como seria na minha situação e sinto um leve arrepio. Tento disfarçar o certo desconforto:

- Pelo menos ainda tem Des e toda a Malha de Ferro... agora tem a nós também. - não acreditava que estava dizendo aquelas coisas... realmente havia se apegado muito a todas aquelas pessoas - E... perdão, poderia dizer quais ações?

Sanna:

"Olha, como falei, pode ser loucura minha... Mas seu olhar não estava mais o mesmo, parece que você está desconfortável... Não sei se é desconfortável ou insegura, mas eu te disse, pode ser loucura minha, vir para esse local pode ter mexido com minha cabeça, até chorar eu chorei " *Deixo escapar um riso leve*

"Eu assim, tô um pouco mais tranquila, mas ainda não tô 100% acreditando na Pane não, nessa baixinha ai"

"Vocês vieram porque realmente precisavam, e demonstraram seu valor, assim como eu demonstrei, agora ela... Não sei, fico um pé atrás com ela"

"Acho que tô doida mesmo né... Ficar muito longe de casa mexeu com minha cabeça, só pode..."
*Cruzo meus braços *

Audrey:

- No começo fiquei... desconfiada de todos, devo admitir. Senti raiva do Samurai... e de Dakato... pensei... que quisessem me entregar para a Pane. Fiquei assustada, quis recuar e fugir - fecho involuntariamente um dos punhos enquanto seguro a saia -  Não digo que confio totalmente na garota agora... mas... não consigo mais desconfiar completamente. Se ela está fingindo é uma ótima atriz e prefiro perder para um ótimo oponente... - tentava pensar positivo - espero estar julgando errado, senhorita Sanna. Espero que o grupo seja tão unido quando eu teimo em acreditar.

Sanna:

*Coloco a minha mão eu seu ombro, como os amigos fazem e digo *
" É Audrey, eu entendo, um inimigo virar de lado tão fácil, é algo difícil de engolir mesmo, e o jeito dela me soa superficial demais sabe, meio falso, mas bora ficar de olho nela além do que  vamos fazer assim... Eu te protejo e tu fica de olho em mim caso eu dê vexame novamente, acho que depois do povo da Malha, você e a Megan são as mais próximas de mim, e as que mais confio tbm... Mesmo o Des sendo meu irmão, ele tá meio idiota por ter trabalhado pro Conselho... Mas ainda é  um bom garoto... "

*Me levanto e continuo dizendo *

" Assim, sério muito obrigado mesmo, tu não sabe o quão bem você fez, sabe você foi um anjo, se é que eles existem, mas enfim... conta comigo Audrey... Não sou a melhor do mundo, nem a mais forte, e nem sei de tudo... Mas tenho uns conhecidos que conhecem gente que sabe "

Audrey:

Fico corada pelo carinho que a, nada mais, nada menos, Chefe da Malha de Ferro me dirigia. "Uma amiga...", penso, deixando meu lado infantil se deliciar com a situação e em como a palavra soava bem:

- Eu que agradeço, você não virou as costas para mim e estou tentando retribuir aquilo... agora que temos um direcionamento, senhorita Sanna, podemos prosseguir rumo à vitória! Manterei contato sempre que possível e meus olhos não descansarão dessas dúvidas. A garota há de provar de que lado está... acredito na justiça sobre todas as coisas, Sanna, talvez seja traço de tantas leituras sobre Eli e o Panteão, sobre heróis e seres incríveis. De qualquer forma, tenha uma boa noite, preciso cuidar de Epoch.

Sorrio para a moça que segura meus ombros num gesto afetivo e me retiro em direção à Dakato.

Sanna:

"Nada po..." *Me sento novamente na cama e busco algo para rabiscar e desenvolver um plano para nosso grupo*


~~~

Em seguida, volto para a Cabine, onde encontro Dakato acompanhado de Jack.

*Jack se ergue enquanto conversa com dakato na cabine do piloto, Audrey já havia se erguido para render o mago e vem no corredor)

Dakato:
- Pois é, bem a tempo... - Audrey consegue ouvir Dakato falar

Jack:
- Hey Ruiva

Dakato:
- Estava caindo de sono aqui aud...

Audrey:
- Oh, perdoe-me pela demora - ajeito levemente a franja muito ruiva enquanto observo os painéis e Jack

Jack:
- Está bem garota? Achei que aquela vadia ia te abater no combate...

Dakato:
Ouço a voz da garota. É totalmente diferente de quando está aturdida pelo combate. Não era mais uma gatinha assustada que eu precisasse estapear...

- Você cresceu muito esses últimos dias. é uma verdadeira guerreira

Audrey:
Sinto meu rosto esquentar um pouco pelo inesperado elogio:
- Devo agradecer o elogio, Dakato. Creio que todos cresceram. - fito Jack - Eu também, espadachim... aquela mulher é realmente decidida e forte

Jack:
*Toco o ombro dela* - Hey, mas você quase matou ela, isso que já estava no limite, ela teve apenas sorte! *Estranhamente, Jack faz uma cara "kawai"*

Dakato:
- Aquele objeto que combinamos que eu repararia, onde está?

Audrey:
- Ainda há muito o que eu aprender... acho que eu também tive muita sorte. - sinto um leve arrepio de recordar a cena em que me senti tão fraca e, mesmo assim, uma explosão de coragem me fazia seguir em frente.

Estendo um pouco tímida o corselet:

- A-aqui... - desvio o olhar por alguns segundos, tentando evitar demonstrar que havia ficado tão tímida

Jack:
- Bom, eu vou dormir, mas na próxima, vamos garantir que os atiradores fiquem protegidos, infelizmente o inimigo quase fez uma tática excelente...

Dakato:
*retiro a capa rapidamente envolvendo a roupa*

Jack:
- Fiquei frustrado daquele ladino ter detido meu avanço...

Dakato:
- Eu não tinha mencionado o que era cat. Poderia ter me entregado de outra forma, não se preocupe. Efetuarei os reparos com calma, assim posso tentar garantir que não estrague novamente... pode ir na frente Jack. Permanecerei com a Aud mais alguns momentos ok?

Jack:
- Tanto faz, apenas não batam a nave hahahahahahah
*Saio andando e aceno com a mão direita*

Dakato:
Aguardo o samurai sair. Me sento novamente, agora na cadeira do copiloto.
Desfaço o embrulho olhando os cortes e perfurações. uso ligth sobre algo no teto da nave, para deixar uma luz amena e começo a usar mending na peça:

- Seu braço, como está?

Audrey:
-  Sim, serviu de lição para o grupo. Boa noite, Jack - volto a atenção para Dakato - Está melhorando... creio que logo estará novo em folha, só restaram roxos e um pouco de dor. E você?

Dakato:
- De hoje? Apenas uns poucos cortes, creio que não deixarão marcas... mas de ontem.... - Mostro o braço esquerdo, uma transfixação de flecha, um buraco de bala e uma enorme quelóide que pega do peito e costas até metade do bíceps... acho que o objetivo do jogo ontem deveria ser arrancar o meu braço... só pode.

Audrey:
- Por Eli..! -coloco a mão no braço, tentando não encostar nos ferimentos - O que posso fazer para ajudar?

Dakato:
- Não. A não ser que seja tatuadora hahaha.
já cicatrizou, isso foi o resultado de tomar uma lightbreaker à queima roupa.

Audrey:
Dou um sorriso para Dakato:

- Haha, entendo. Gostaria de ter guardado a lightbreaker comigo... queria estudá-la. Uma pena que me foi dado um presente durante uma batalha...

Dakato:
- Aquela [censurado] de acrílico tava mais blindada que carro-forte.... nem trisquei nele hahaha!

Audrey:
- Nunca havia um visto um homem com tanta armadura... só vi imagens em livros.

Dakato:
- Hahaha. estava comentando com o Jack. Uma menina como você na frente dele. e EU, justo EU sou o bonitinho kkkk
*Começo a rir com minha amiga, até lembrar que mencionamos pane na conversa com taric*
Paro de rir subitamente

Audrey:
- Oh, acho que ele gosta de orientais, - noto que estava rindo e tendo uma conversa normal - talvez goste do N também

Dakato:
- Hahahahahaha
Passamos alguns bons minutos rindo dessas possibilidades.

Audrey:
Noto que o sorriso sumiu subitamente, olhando um pouco enigmática. "Terei afligido ele com esse assunto..?", penso, observando a costura que o oriental executava

Dakato:
- Sabe Aud. Enxergo você como uma irmã mais velha. Lembrei agora que bati em você dentro daquele poço. Me perdoe certo? Não foi minha intenção...

O brilho da magia de restauração era leve. Não estava pulsando, era uma restauração lenta, não deveria deixar marcas...

Audrey:
- Oh, águas passadas. Entendo que tenha sido necessário, eu que devo me desculpar por não saber agir diante dos problemas...  Não entendo muito de magia, vocês que a utilizam muito me intrigam...

Dakato:
- Sabe... quando saí da cidade das pobres almas, eu tinha enfiado na cabeça de fazer um presente pra você

*pego o revolver da fase dentro da minha bolsa*

- Seria meio que uma mistura de gratidão e uma forma de mostrar a admiração que sinto por ti. mas dinheiro tá difícil pra comprar as cargas. só consegui as balas ocas até agora. Se quiser aprender magia, posso te ensinar. existia uma divisão de magos atiradores na AAA, só não me recordo como se chamavam...

Audrey:
Observo a pistola, espantada:

- Um presente..? - pego a pistola, observando-a com carinho - Muito obrigada, Dakato! Não precisava se preocupar com as cargas, tentarei consertar!
Sinto meu rosto se aquecer ainda mais, nunca havia recebido um presente assim, tirando quando Cornellius a enchia de pistolas para aprender a consertar.

Dakato:
-NÃO!!!!

*grito compulsoriamente e aperto o objeto contra mim*

- Hahaha, me perdoe, sou muito expansivo kkk

Audrey:
- O... o que isso significa?!

Dakato:
- Ainda não acabei.

Audrey:
Olho confusa para Dakato:
- Ah... acabou... exatamente o que?

Dakato:
- Ela não está quebrada, Aud. Na realidade EU é que vou quebrar. Farei de uma forma que o gatilho não gire o tambor e procurarei uma arcanina de ativação. Se não existir eu mesmo pesquiso e faço uma. Armazenarei magias nas munições, para situações distintas. Assim, você terá formas diferentes de lidar com as situações... não terminei amiga, desculpa kkk

Audrey
- Vejo que pensou em tudo! Tudo bem, me avise se precisar de ajuda e... já agradeço pela preocupação.

Dakato:
- Não foi bem preocupação, mais um mimo - sorrio - A propósito, aqui está. Usei a mesma magia para reparar Tsubaki quando quebrou.
*entrego o espartilho*

Audrey:
Seguro o espartilho olhando o ótimo trabalho executado pelo oriental:

- Ficou ótimo! Vejo que é muito bom com isso...

Dakato:
- Com dez minutos conjurando também kkkk

*coço a cabeça tentando disfarçar a vergonha*

- Bem, Aud, vou me deitar. Se precisar de algo, só avisar que despertaremos. Ainda tenho uma ou outra magia de proteção pronta...

Audrey:
- Certo! Boa noite, obrigada novamente pelo reparo e por cuidar de Epoch enquanto estive ocupada

Dakato:
- Tenho que aprender melhor como pilota-la. Se cuida mana. Põe um gelo nesse braço *bocejo e me levanto catando minhas coisas*

Audrey:
Fico sem graça por ele me chamar de mana. Embora tivesse tantos irmãos, aquilo era muito diferente:

- Assim que tiver tempo, tratarei desse pequeno incômodo. Tenha uma ótima noite de sono

Dakato:
Vejo a expressão estranha dela...

- E...eu disse algo errado?

Audrey:
- N-não... apenas não estou acostumada em... oh, deixe para lá

Dakato:
- Kk, ok então. Boa noite ne San.
*faço uma pequena mesura com a cabeça e a mão. Aguardo sua resposta e me retiro.

Audrey:
- Boa noite, Dakato... san.

Observo que N havia despertado e preparado café. Ele estava silencioso até que inicia seu treinamento com a Nodachi, limitado provavelmente pelo pouco espaço da nave.
"Já estive diante de sua espada... gélida, pronta para separar minha cabeça de meu corpo...", penso, lembrando daquela invasão ao acampamento na FASE.
Katheryn acorda, uma mulher de exótica beleza e traços diferentes. Ainda não confiava na mulher, mas Megan gostava da menina o que aliviava a tensão entre nós duas; se havia começado a me dar bem com Pane, pois deveria muito bem fazer o mesmo com a nova integrante do grupo. Eles dois conversam sobre as coisas e parecem ignorar minha presença silenciosa pilotando a nave.
Lembro-me então da pequena proteção que havia feito para que a luz do painel não atrapalhasse o restante da cabine: improvisei com um grande pano que havia encontrado nos fundos da maleta de Epoch, junto dos utensílios de pesca que Megan havia se interessado tanto quando navegamos com Epoch minutos antes de lutarmos com um gigante do mar e aterrissarmos bruscamente em Aria. Minha testa dói pela lembrança como se o choque tivesse sido, realmente, muito forte.

Puxo o pano, me revelando para eles enquanto Pixie passava o relatório das 6:15:

- Bom dia, tripulantes - tento sorrir o mais natural possível, observando os dois rapidamente antes de voltar os olhos para a cabine.

Vejo Jack se aproximar também e, em seguida, Pane:

- Alguém poderia, por gentileza, me trazer uma xícara de café? - estava realmente curtindo pilotar Epoch e precisava monitorar vez em quando o progresso de Pixie. Eu própria estava pilotando mas havia revezado o tempo todo com a Esfera, assim evitando de ficar sobrecarregada. - Acredito que em menos de duas horas estaremos pousando no Leste. Estamos em uma rota particularmente confortável, até agora.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Ter Set 23, 2014 12:21 am

Thomas desperta, ainda preguiçosamente com uma baba seca no canto da boca e com um volume na calça típico de todos os homens ao acordar. 
Ele se senta na beira da cama,olhando os que ainda dormem, partindo somente de calça para escovar os dentes e passar uma água no rosto. 
Já desperto, ele tenta se lembrar se sonhou alguma coisa durante a noite, sem êxito, ele decide ir tomar um café na cozinha, enquanto tateia o chão gelado com seus pés descalços. 

- Ao leste nós vamos. 
* boceja e parte em direção a cozinha *
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Ter Set 23, 2014 12:34 am

Deixo Katheryn com seus pensamentos, talvez ela precisasse de mais algum tempo a sós.

Chego a escutar o comentário de Pane sobre canela.
- E corromper meu café? Imperdoável - digo, num tom monicorde.

Pego uma outra caneca do café e ando ate o cockpit.

- Não sou um mordomo, busque seu café da próxima vez - digo com o tom neutro de sempre, mas tentava fazer piada.

- Já é o recorde de tempo sem bater com essa coisa. Um recorde



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Ter Set 23, 2014 12:48 am

Não havia notado que a Gusgulier não havia dormido no quarto, mas sim acompanhará a esfera durante a noite na pilotagem da nave. Ela então parecia sonolenta naquele momento, quando vou me virar para lhe pegar seu café, já vejo o Samurai vindo com a caneca em mãos, mas percebo que ele não quis acatar minha ideia.

-Horas... o Senhor poderia ao menos experimentar - tomo um gole do meu café e depois sorrio - me deem licença.

O assunto me deixava um pouco animada, talvez como uma criança, aliás o assunto me lembrava minha infância. Então saio rapidamente e entusiasmada e vou até a cozinha pego um pauzinho de canela com um guardanapo, aliás iria leva-lo a uma garota da Aristocracia. Volto rapidamente diante da Senhorita Keenary, no momento parecia totalmente como uma criança, faço um gesto como as garçonetes faziam em minha casa, demonstrando servir com respeito, uma clara imitação de criança.

-Senhorita, gostaria de canela para acompanhar seu café? - Sorrio com as bochechas avermelhadas e depois olho para Ko - Iai Manin, o que você acha do que nós conversamos?

-
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Ter Set 23, 2014 8:43 am

Suavidade. Esse era o clima que pairava no interior de Epoch, enquanto a nave avançava em direção ao Leste. As aventuras compartilhadas haviam fortalecido os laços já existentes e criado novos, e a confiança mútua parecia ter subido de nível depois de tantos perigosos e condições adversas compartilhadas. O mundo era cada dia mais louco...mas aquela loucura toda tinha seu ar gracioso e aventuresco.

- Ohayoou~ - cumprimenta todos uma Megan sonolenta, mal brindo os olhos, coçando o direito com as costas da mão. N nota que ela sequer havia trocado o pijama, e os cabelos loiros estavam uma bagunça. Isso o faz rir. A barriga da menina ronca audivelmente, e ela fica vermelha, mordendo o lábio inferior, mania que adquirira com Audrey e Pane. - Papai, toma café comigo?

- Tempo até o destino: 1h30min - emite Epoch. - Condições climáticas: amena, 15º, sem previsão de chuva, umidade relativa do ar em 30%. Combustível restante: 3%. Sistema Hidráulico: 97%. Sistema Pneumático: 98%. Sistema de Explosão 99%. Sistemas Auxiliares: 98%.

A noite havia sido bastante calma para todos ali, e suas energias estavam completamente recuperadas. Os ferimentos já não doíam tanto quanto no dia anterior, e vocês chegam até a estranhar esse fato. A perna de Sanna estava completamente curada, o olho de N havia cicatrizado completamente, apesar da cegueira, e as costas de Audrey já não ardiam como antes, apesar das duas finas cicatrizes de perfuração deixadas pelas adagas de Katarina. Desmond ainda dormia em seu quarto, mas logo notaria que seu braço já não doía tanto, bem como Dakato.
Jack sente como se seu automail estivesse mais leve do que sempre fora, e liga isso ao fato de ter lutado tanto no dia anterior. Por algum motivo, contudo, seu coração estava apertado, por um motivo que ele não conseguia definir. O ar parecia ter um sabor diferente, nostálgico, mas ele não sabe se é impressão sua, ou se é apenas o cheiro de café.
Pane divulga sua combinação de canela e café, e logo vê que Koni se levantara, e vinha trazendo um pacote de Bolacha Carinhas que encontrara na despensa de Epoch, possivelmente deixada ali por Cornelius ainda muito antes de aquela nave partir de Arsin. Koni não havia conseguido identificar se havia poder mágico em seus olhos, mas devia ser porque ele não fazia ideia de como notar aquele tipo de coisa, o que não havia sanada de jeito nenhum a curiosidade divertida de Pane. A ladina, subitamente, sente uma energia muito forte, mas não sabe exatamente de onde ela vinha...parecia vir de todos os lugares, inundando o próprio ar, como uma presença invisível que pairava no espaço...revigorante, alegre, algo que a fazia sorrir, sem motivo. Ela sabia que estava chegando à Vila sem nem olhar para fora.
Katheryn ouve o assovio das asas de Epoch enquanto ela cruza o céu, e sua sensação de nostalgia é a mesma de Jack. Seu coração parece, simultaneamente, tão leve a pesado que uma lágrima solitária rola por seu rosto sem que ela possa definir um motivo lógico.
Nesse momento, Thomas sente algo diferente em seu peito. Seus coração se acelera, sua percepção se aguça, ele sente o toque gelado do metal abaixo de seus pés e o ar úmido invadir suas narinas. O mundo parecia ter cheiros que ele nunca experimentara, sons que ele jamais ouvira...mistérios que ele nunca decifrara. O ex-militar sente o corpo leve, e uma felicidade extrema que não consegue explicar de onde vem, mas havia um sentimento em seu peito que quase o fazia chorar...era como quando era criança e seu pai bagunçava seus cabelos...mas o toque era mais suave...mais feminino. E a presença desaparece.
Todos sentem uma certa calmaria, como se o ar estivesse diferente ali dentro, como se uma felicidade inexplicável lhes enchesse o espírito e, por um segundo, os olhos de Pane e Koni assumem um brilhante tom violeta muito mais intenso...mas é algo tão rápido que eles nem percebem.
Audrey sente-se muito mais próximo de Sanna e Dakato naquele momento, e agradece a Eli por ter tido aqueles momentos noturnos. Sua coragem havia aumentado exponencialmente desde que seu ponto de conforto fora quebrado em Arsin há quase 20 dias, e a Audrey de antes teria orgulho da nova gunslinger.
Todos vocês sentem que haviam crescido em algum ponto, se tornado mais fortes, destemidos e determinados. Algo dentro de cada um havia mudado, e isso excitava seus espíritos.

Enquanto o grupo toma o café da manhã e se prepara para a chegada em seu destino, Desmond, Sanna e Dakato continuam dormindo, descansando do dia cansativo que se passou. Ainda que dormindo, os três também sentem uma calmaria suave lhes acarinhar o espírito, e Dakato tem uma sensação ainda mais distinta. Ele ouve uma voz. "Obrigado", ela dizia, "espero que aceite meu presente", a voz era doce, suave, tímida, mas soava musical como um vento de primavera.
A nuca de Dakato se aquece, subitamente, e ele desperta, sentindo o fenômeno. Não há queimadura alguma, e sua cabeça não dói...pelo contrário, a sensação é leve, e é como o calor reconfortante de uma fogueira em um dia frio. A sensação se expande para sua frente e seus olhos, até desaparecer, como se absorvida.
Dakato não faz ideia, de primeiro momento, do que tenha acontecido...mas nota, ao acordar, que há algo do lado de sua cama...algo redondo, de coloração negra com rajas cinzentas como nuvens. E ele não se lembrava de ter tirado aquela arcanina de dentro da mala.

Vocês têm mais um post antes de chegarem na vila Nolepeleko.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Ter Set 23, 2014 9:12 am

A sensação doce invade o coração de Thomas, ele sente algo o chamando, algo materno, algo que ele nunca tinha experimentado, algo o chamava para a Vila Nolepeleko, algo inimaginável para ele,mas ele não sabia o que era. 

Ele toma um copo de café puro para si,troca de roupa, colocando sua roupa habitual, ficando ainda descalço e sai para procurar algo que a nave ainda tivesse para oferecer, ou algum documento ou utensílio que pudesse auxiliar, tanto ele quanto o grupo.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Ter Set 23, 2014 2:18 pm

Me divirto com a encenação infantil de Pane após N me entregar a xícara. Ela lembrava Megan e isso aperta um pouco meu coração e as palavras "Estou me importando demais, novamente" reaparecem em minha mente. Sorrio cordialmente, aceitando o pauzinho de canela que a garota me servia:

- Oh, obrigada, senhor N e senhorita Pane. - agito a xícara como uma dama faria, assopro e torno delicadamente com os lábios bem postos na cerâmica da peça - Está muito bom, agradecida.

Escuto Pixie emitir o relatório e começo a calcular se teríamos que usar o sistema de Epoch Marítima caso o combustível não fosse necessário:

- Pixie, tome o manche. Ligar piloto-Pixie.

Me retiro após a Esfera tomar meu lugar por algum tempo e continuo tomando o líquido quente de minha xícara:

- Gostaria de ver o restante dos prêmios, agora. Agora que a nave está mais estável com Pixie pilotando, posso me dar ao luxo de sair vez ou outra. A Arcanina continua um mistério para nós... o que mais ganhamos?

Estava de pé, segurando meu cotovelo com um dos braços enquanto o outro segurava a xícara e seu pires. Minhas costas não ardiam e isso me trazia um estranho alívio... o clima estava, realmente, muito leve na nave.
Estava sorrindo com o canto dos lábios sem ao menos perceber.


Última edição por Aleleeh em Ter Set 23, 2014 4:45 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Ter Set 23, 2014 4:03 pm

Saindo do transe, me levanto e vou pegar um copo de café. Havia tomado poucas vezes, mas conhecia o aroma de longe. Chego próxima de Megan e bagunço o cabelo dela, dizendo:

- E aí, pequenina, dormiu bem? - Dou um largo sorriso, tentando faze-la rir.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Ter Set 23, 2014 4:15 pm

Deixo Pane pegar o café de minhas mãos e colocar a canela e entregar para Audrey.

- Bom dia, baixinha - digo, dando um rápido abraço na minha filha - Pelo visto nem escovou os dentes ainda, vamos vamos, tomar café.

Procuro nos suprimentos da Epoch algo que ela goste, algo doce.

- Tsc - resmungo brevemente quando esbarro em um dos enlatados, ainda precisava me adaptar a falta do olho.

- Espero que dessa vez tenhamos um pouso tranquilo - digo, mais a mim mesmo, e aproveito para tomar café com Megan.

Sinto que o braço treme um pouco ao verter o café da caneca. Devo estar nervoso...




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Ter Set 23, 2014 4:42 pm

Me acordo. Difícil, complexa era aquela sensação. mas afinal, o que me havia acontecido? Chego a pensar se teria sonhado com Eli? Mas a voz era feminina... Tenho plena certeza. É a terceira vez seguida que durmo profundamente. Isso estava começando a me assustar. Eu olho em volta, vejo Desmond deitado, Sanna quase sem roupa pra variar... Engraçado, isso nem me afeta mais...

Me levanto, estalando o corpo, me espreguiçando. Até que dormi bem. Conversar com Jack e Aud me fez bem. (atemporal será postado em casa)

Desataco o grimório de meu cinto, puxo a mochila e coloco tudo em cima da mesa. Abro o grimório como de costume, e levo um susto! Eu... eu.... estava compreendendo tudo com mais clareza!!! Até mesmo as de 4º Círculo já me faziam completo sentido, e estava também compreendendo as de 5º!!! embora saiba que não consigo juntar tanta energia.... Nossa, estou ansioso. Preciso testar isso.

Bem, Consigo decorar mais alguns feitiços... Vou deixar alguns espaços para improviso. E também embora não goste de divinar, irei deixar uma detecção pronta... cansei desses inimigos invisíveis...

(spell list será postada em casa.)


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Ter Set 23, 2014 4:55 pm

Vendo que não recebo resposta, cumprimento Megan:

- Bom dia, pequenina. Espero que tenha descansado bastante, vamos chegar logo.

Passo por Katheryn e sorrio cordialmente para a moça. Ao passar pela cozinha encontro Thomas, cumprimentando-o:

- Bom dia, senhor Shipsail. Espero que tenha conseguido descansar... - olhava para a janela por alguns segundos - estou vendo que procura algo. Poderia me informar onde estão o resto dos prêmios? - volto a fitá-lo - Quero verificá-los.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Ter Set 23, 2014 6:40 pm

Dakato percebe que sua percepção do mundo arcano estava muito mais aguçada que outrora. O processo de decorar era cansativo, e consistia em armazenar na mente todos os axiomas necessários para conjurar uma magia. Era como se sua mente fosse um grande arquivo, e cada magia fosse armazenada em uma gaveta. O precesso de abrir cada porta e guardar ali um pedaço de essência arcana específica levava duas horas, e exigia muita concentração. Além disso, tão logo a magia fosse conjurada, a gaveta voltava a ficar vazia, e o mago disprendia a essência armazenada. Por esse motivo, a magia era tão misteriosa e ciumenta, exigindo que seus adeptos jamais interrompessem seus estudos e pesquisas.
Contudo, Dakato se surpreende muito ao perceber que era capaz, se quisesse, de decorrar todas as magias que conseguisse...em menos de 15 minutos. Sua sensação é de que sua mente havia se tornado mais veloz, mais apta, como se pudesse enchergar tudo com muito mais clareza [adicione em sua ficha um bônus de +4 em todas as perícias de sua classe, que envolvem Sabedoria. Se você não tiver a skill Percepção, acaba de ganhá-la, e ela também recebe o bônus].

- O, tia Kat! - cumprementa Megan, abrindo um sorriso divertido, fechando os olhos quando Katheryn bagunça seus cabelos. - Eu tô bem, e você? Sabia que a tia Sanna ronca um montão?! Eu ouvi ela falando sobre girassóis enquanto dormia. E a tia Audy levantou os braços pra cima uma hora, fez uma "arma" com as mãos e falou "Pfiu-pfiu", e voltou a dormir! E a tia Pan chupa o dedo pensando que é pirulito de maça do amor Hahahaha
Megan era toda inocência, uma representação pura e simples da infância que fora negada a muitos de vocês. Isso os fazia feliz, de certa forma, vendo a si mesms refletidos naquele rostinho corado e naqueles olhos azuis.
- Papa, faz pão doce? - ela pede, de olhos brilhando, e N sabe que nada mais é que pão comum mergulhado num pouco de açúcar e canela. Simplicidade, essa era a palavra certa para agradar Megan. Idêntica a Norah.

Audrey pede a Thomas que lhe empreste os itens conseguidos durante o torneio, e o ex-militar sabe que eles estão dentro da mala, debaixo da cama de N. Aquilo não era segredo para ninguém, visto que os prêmios eram de todos e a chave, inclusive, estava no cadeado que fechava a maleta. Se a atiradora quisesse, aliás, nada a impediria de analisar o material.
Thomas pode considerar aquilo como um convite para também analisar aqueles itens, já que não tivera tempo na noite anterior.

[Mudei de ideia, podem interpretar e analisar as coisas com calma. Vocês chegam na Vila Nolepeleko quando terminarem tudo]



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Ter Set 23, 2014 6:49 pm

-Olá, mocinha, não precisamos de cordialidades por aqui não acha? Pode me chamar só de Thomas mesmo. * Diz simpática e calmamente *

*Toma um gole do café * 

- Se não me engano, está embaixo da cama do Samurai, vamos dar uma olhada? Também quero analisar um pouco mais o que recebemos.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Ter Set 23, 2014 6:59 pm

Acho tudo incrível. Minhas capacidades estavam expandidas. Havia adquirido novos poderes! Montei meia spell list em 7 minutos!!!

-EURECA!!!!!!

vejo que posso acabar acordando algum dos dois irmãos... vejo Audtey e Thomas subindo.as escadas giratórias bem no momento.do.meu grito.


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