Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por arcanjosna em Sex Jul 04, 2014 3:25 pm

*utilizo mísseis mágicos*

(stein, rola os testes por favor.)


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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Yoru em Sab Jul 05, 2014 10:48 am

– Com certeza, mana – garantiu a ela.

Identificou toda a situação: em meio a toneladas de escombros e nuvens passageiras de poeira e cinzas, o campo acidentado estava liberado para eles. Haviam peças nulas no tabuleiro, rochas que impediriam o deslocamento de veículos e até homens agora serviriam de cenário para o duelo.
Percebendo o disparo iminente, pulou para a cobertura do pedaço de pedra mais próximo. Queria arrebentar a cara dele, contudo, precipitar-se em linha reta o tornaria um alvo fácil. Flexionou, abrindo e fechado duas vezes os dedos da destra, a descarga oscilava, ansiava golpeá-lo. "Quero-o inteiro e consciente", descartou a possibilidade de atacar com explosões. "A menos que só o perturbe", corrigiu-se com uma ideia.

Marcou seu alvo. Sacou um pequeno globo de argila preenchido por duas substâncias alquímicas inicialmente separadas. Esfera de fumaça. Item tipicamente estratégico, lançar a peça como granada provoca fumo amarelado entorno do alvo até uma altura de 1,5 m quando o choque rompe e mistura os materiais. Entretanto, semelhante ao bastão de fumaça, o raio pode ser expandido quando explodido. O granadeiro não perde tempo em fundir um catalisador de granadas ao aparato. E, pela passagem a direita, torce o tronco e lança o ataque com a mão desarmada.

"Perfeito, assim que a cortina subir, ele pode até tentar uns disparos nessa direção. Porém, depois de girar e sair pelo outro lado, já estarei a caminho", revisou a jogada uma última vez. "Eu tenho as pedras como referência para chegar em você, diferente de quem nada enxergará", exaltou a vantagem, assegurando para si. Em campo aberto a fumaça faz qualquer um se perder, mas como ensinou em muitas operações: um ambiente preenchido facilita o reconhecimento espacial na hora de forçar a investida. Rochedos maiores e as casas destroçadas em plano de fundo seriam um marco para Desmond.

Completou a ação. Partindo contra Daniel névoa adentro, o granadeiro desfere um soco em descarga ao centro do corpo.

Sistema:
Esfera de Fumaça (Smoke Pellet):
Altura 1,5 m (5 ft)
Alcance 3 m (10 ft)
Duração 1 rodada
Observações ataque de toque; idem Bastão de fumaça (Smokestick)
Fonte http://www.d20pfsrd.com/equipment---final/goods-and-services/herbs-oils-other-substances#TOC-Smoke-Pellet
Bastão de Fumaça (Somkestick):
Altura e alcance 3 m (10 ft)
Observações ventos moderado ou forte dissipa em 1 rodada; considerei a granada como complemento mágico (ver PODER DE COMPONENTES em Smokestick); idem Nuvem de Névoa (Fog Cloud: http://www.d20pfsrd.com/magic/all-spells/f/fog-cloud)
Fonte http://www.d20pfsrd.com/equipment---final/goods-and-services/herbs-oils-other-substances#TOC-Smokestick
Ação 1:
Desmond: 1D20+7 => [ 4 ] +7 = 11
Ação 2:
Acerto Desmond: 1D20+4 => [ 12 ] +4 = 16
Dano Desmond: 1D3+ 1D6 => [ 2 ] + [ 2 ] = 4
Observação Desarmado + elemental
Observação Final Para impulsionar as coisas, postarei sem cortes. Considerar os dois últimos parágrafos como próxima ação. Usar cover e lançar granada de fumaça foi desta rodada. Correr e socar em seguida.
Sei que o tempo corre menos para a galera do "poço", não vou ficar de enrolação. Isso é interpretativo. ;D
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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Stein em Seg Jul 07, 2014 10:15 am

Desmond executa seu plano, fazendo com que a cortina de fumaça amarelada engolfasse Daniel.
- Desgraçado, covarde! - grita o oficial, realizando um disparo inútil que atinge apenas o vazio.
Desmond adentra a névoa, visualizando o contorno de seu alvo, acertando por muito pouco. O golpe atinge o lado de Daniel, e Desmond sente o colete sobre a pele resistir ao impacto arcano, causando dano mínimo.
- Te encontrei, ratinho! - Daniel gira o corpo, apontando sua pistola arcana na direção de onde veio o golpe, executando o disparo.

Acerto: Mestre das Engrenagens: 1D20+4 => 13
Dano: Mestre das Engrenagens: 2D6 => 11

O projétil perfura o lado direito do peito de Desmond com tamanha violência que sai pelas costas. O ar que sai da boca do alquimista vem junto com sangue...e ele sabe que seu pulmão havia sido gravemente perfurado.

Adendo: você agora também está sujeito ao efeito da névoa, assim como ele, então não há vantagem para nenhum dos dois em relação a CA e acerto. [Considerei -4 de acerto para o Daniel, por ele estar "cego". O mesmo se aplica a você, tanto dentro quanto fora da fumaça, para atingir ele. A maior vantagem da sua estratégia é que ele acaba se tornar completamente vulnerável a uma magia em área, sem nenhuma capacidade de se defender].
-------------------------------
Cego pela luz mágica, a criatura monstruosa guincha e move as asas de forma confusa, enquanto seus morcegos se debatem contra as rochas, com seus sonares enlouquecidos pela cacofonia de sons, que perturba vocês da mesma forma.
Então, N empunha Risco com uma vontade renovada. Seu sangue mancha a escuridão da caverna, e sua vida estava aos poucos lhe deixando. Mas ele sabia que seu inimigo estava na mesma situação. O samurai sente os nós de seus dedos esbranquiçarem, tamanha força com que segura o cabo da espada. Estava escuro agora, muito escuro, e sua visão estava muito turva e confusa pela perda de sangue...e é nesse momento que uma luz vermelha atinge a testa do morcego, iluminando seu alvo com a magia de fogo de Dakato.
A criatura demoníaca berra, exprimindo seu ódio, sua ira, como se jurasse desmembrar cada um de vocês e lhes devorar as almas, o sangue e cada gota de vida em seus corpos...até que 50 centímetros de aço entram pela parte de baixo de seu maxilar, rasgam o céu de sua boca, e lhe perfuram o cérebro, despontando no topo de seu crânio. E sua voz cessa para sempre.
O sangue azulado de odor podre jorra do ferimento quando N puxa a lâmina de Risco de volta, fazendo o enorme corpo da criatura tombar para o lado.

Neste instante, a Aranha do Abismo emana uma luz que enche o ambiente, e vocês percebem que sua forma lentamente muda para a de um homem de aparência etérea.
- A ganância dos homens pode separar até mesmo aqueles que partilham do mesmo sangue - ele diz, e sua voz é, ao mesmo tempo, profunda e distante. - Eu lhes agradeço por libertarem meu irmão, e também por nos salvarem da maldição terrível onde nossa própria ganância havia nos aprisionado. O tesouro está ao fundo deste corredor...mas nós nunca o soubemos usar da maneira correta. Rezo para que sua sabedoria seja mais aguçada que a nossa.
Então, a forma humana se desfragmenta, desaparecendo por completo.
A luz do sol subitamente penetra a boca do poço, e vocês sentem como o ar ali mudasse, pois ele já não é mais tão pesado, o odor já não é pútrido...e o corpo do morcego desaparecera, sem deixar nenhum vestígio, como se não pertencesse àquele local, bem como seus lacaios mortos. Vocês haviam quebrado o selo...e estavam de volta em Elyin.

- O que aconteceu? - pergunta um voz na escuridão.
- Ei, eu posso voar! - diz uma outra.
- Cadê aquele morcegão desgraçado? - questiona outra, e o ar se enche de vozes fininhas, falando no idioma humano.
- Ei...quem são vocês? - pergunta outra, e vocês percebem os olhos vermelhos lhes observarem. Não há ódio ou rancor, mas apenas curiosidade. Os morcegos que restaram estavam libertos do controle de seu líder...e falavam como humanos!

N sente a perda de sangue parar, graças à magia de Gwen, mas sua cabeça dói muito. Ele sabia que deveria ter morrido duas vezes dentro daquele poço, e isso o fazia rir. Apesar disso, o suspiro de alívio por todos ainda estarem vivos é inevitável.
Audrey sente as pernas bambas pela experiência, mas seu coração aventureiro se vangloria por ter participado de algo tão impactante. O sentimento que ela tem só pode ser definido com uma única palavra: Crescimento.
Dakato sente a dor passar aos poucos, mas o cansaço é inevitável. Ele nunca havia aprendido aquelas coisas na academia...e isso, de alguma forma, lhe dava algum tipo de prazer científico. Ele olha para a arcanina em sua mãos direito, e percebe outra rachadura. "Mais um uso", ele sabia.
Gwen sente-se realmente útil por ter se unido àquele grupo. Ela agora entendia a responsabilidade que tomara para si ao tentar trazer todas aquelas pessoas para um abrigo, ao usar a magia de cura em N ou mesmo ao preferir dominar a Aranha do Abismo ao invés de matá-la. A VIDA parecia agradecer aos atos de Gwen, e seu coração parece cheio de uma leveza inexplicável.

Vocês quatro passaram de nível. Parabéns! Cada um ganha um talento e todos os benefícios de classe por atingir o 6° nível. Além disso, seus PVs recebem upgrade de acordo com a classe de vocês. Se tiverem qualquer dúvida, me avisem.

Contador de Vida:
Desmond: 7/32 | N: 16/43 | Audrey: 23/31 | Dakato: -16/? (Sid, role seus PVs e coloque na ficha, por favor)


Última edição por Stein em Seg Jul 07, 2014 12:53 pm, editado 2 vez(es)



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por isaac-sky em Seg Jul 07, 2014 10:26 am

"Dá próxima...vez...você vai na frente" digo para Audrey e caio de joelhos, me apoiando em Risco.

"Buscar...pessoas da cidade" digo, me erguendo com dificuldade. "Gwen...me ajude a busca-los, vamos tirar as pessoas da batalha"

Trabalhar em equipe era diferente. Sinto-me diferente, e tenho agora a certeza renovada: eu tinha um grande objetivo, proteger Megan, e nada me impediria.




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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por arcanjosna em Seg Jul 07, 2014 12:15 pm

me deito no chão com a barriga pra cima, e os braços abertos em forma de cruz respirando fundo...

- Sério... é emoção demais por um dia! Moça, Gweniver. Se puder me curar eu agradeceria bastante...

continuo respirando fundo, enquanto tento tirar com saliva o gosto de sangue da boca.


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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Stein em Seg Jul 07, 2014 12:34 pm

- Vocês são muito problemáticos! - Gwen realiza seus últimos esforços para curar Dakato [Gwen: 1D8+5 => 11]e N [Gwen: 1D8+5 => 19], fazendo com que suas feridas mais graves se fechem, mantendo a estabilidade dos dois. - Mas...e esses caras? - ela comenta, se referindo aos morcegos.

- Ei, do que vocês estão falando?
- Vão trazer gente pra cá?
- Cadê minha mulher? Ela está bem?
- É e a minha?
- Espera! Eu estou voando! Eu sou um morcego? Aaaaaah!
E de repente todos eles parecem se tocar que não são mais humanos.
- O que aconteceu?
- Onde a gente tá?
- Ai, minha Madre Tereza do Pão Doce, me ajuda que eu vou desmaiar!



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por arcanjosna em Seg Jul 07, 2014 2:25 pm

- Algum dos morcegos. Favor descer aqui, siga este som.

*bato palmas, duas por segundo*

- Vou precisar esquecer uma magia decorada pra fazer isso...

*esqueço toque da fadiga*



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Stein em Seg Jul 07, 2014 2:35 pm

- Quem são vocês?
- É, quem são?
- Vocês mataram o chefão?
- Caraca! Tá falando sério?!
- Impossibru! Eles derrotaram mesmo ele?
- Eita! Então esses caras salvaram a gente!
- É! Eu sabia que minha mãe ia mandar ajuda!
- uhuuul!

Os morcegos se aproximam, aparentemente deduzindo que vocês realmente os salvaram de alguma coisa.

- Caras, quem são vocês?
- Vocês vêm lá de fora né?
- Puxa que saudade da minha mulher!
- E eu da minha filhota!
- Lá fora continua tudo bonito, né?
- Vocês viram o mercado? Vem gente de todo canto! Minha esposa é a vendedora de hortaliças. Ela é a mulher mais linda dessa cidade!
- Sua esposa não ganha da minha Amabell de jeito nenhum, seu mané!
- A Amabell nem é tua esposa!
Eles riem, falando de uma Cidade das Pobres Almas antiga...que vocês não conhecem...



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por arcanjosna em Seg Jul 07, 2014 2:39 pm

assim que um deles se aproxima, com o slot de 3º ciclo que separei na ação anterior conjuro (talento maestria em mágicas) dissipar magia no primeiro morcego que aparecer em minha frente.

- Fique quieto por apenas um instante.

*falo, agora sentado, de frente ao morcego que tentava converter novamente em ser humano*


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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Stein em Seg Jul 07, 2014 3:37 pm

-Aaaaah! - berra o morcego, caindo no chão e rolando como se pegasse fogo. - Aaah! Aaah! Ué... - ele voa batendo as asas de novo. - Não doeu. Não aconteceu nada?
Dakato percebe algo terrível...eles não foram transformador por magia...eles mudaram de forma. Por seus conhecimentos arcanos, o mago sabe que a exposição prolongada a um ambiente de magia agressiva, é capaz de alterar o DNA de um ser vivo, principalmente no que toca a Dracma. Ele lembra de ter lido registros na Academia Arcana de pessoas que haviam retornado deformadas de Dracma, e outras que sequer acreditavam na existência daquela dimensão. O fato era: aquela era a nova natureza daqueles homens.
Ao usar a magia no morcego, Dakato percebe uma outra coisa, um efeito colateral, que pode ser identificado ao observar o efeito de sua magia no morcego. Ele estava fraco fisicamente, como se sua constituição naquele mundo fosse uma sombra do que já fora. Olhando mais de perto, os morcegos parecem mais borrões sólidos que animais propriamente ditos. Eles até poderiam ajudar no ataque...mas não durariam mais que cinco ou seis minutos.
-------------------
Imerso em sua própria armadilha de fumaça, enfrentando Daniel, Desmond ouve as explosões do lado de fora. Ele sente o chão tremer quando uma casa próxima cai por terra, destruída por algo que ele não vê. Ele ouve barulhos de maquinários, sente o cheiro de pólvora e ouve o som insuportável de...canhões!
O mundo treme, o fogo e a pólvora destroem tudo. Era cedo demais para pensar que a Malha faria frente à FASE.



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Yoru em Seg Jul 07, 2014 5:18 pm

Ferro.
O sabor proveniente de seu interior diferia em nada do metal. Desfrutava novamente do que era ser  um revoltoso defensor. Mais do que o paladar dizia, e além do que a visão omitia, sensacional ter de agir em prol da vida apostando a própria. Irônico também.
Entretanto, sabia que gastava esforços com aquele homem. O jogo não pausou para suas ações isoladas, ouviu engrenagens e explosões. Audrey, Dakato, Gwen e N caçavam um trunfo para o time. Sanna e Thomas seguravam as pontas lá fora. Até a pequena Megan enfrentava uma guerra.
"O que está fazendo!?", retorquiu seu ego. A peleja continuava, enquanto metia-se num esconde-esconde?
Declarou: "sem chances de morrer aqui, Desmond". Ouviu mais: "Egoísta, lembre quantos já confiaram em você...e morreram". Sobre uma pilha de corpos infantis, no cerne de um terreno coberto em sangue e estandarte FASE, uma criança em pé o acusa.
Ele de novo?
"Dessa vez ficará acordado para sempre... Se alguém mais morrer sem você reagir, a transgressão será unicamente sua", perturbou o pirralho.
– Daniel – chamou o oponente pelo nome, enfim. –, isso termina aqui... – Pausou.
Ficaria ali mesmo, enquanto tudo fosse para os ares. Outra ideia de louco. Munido do recente par de bombas, o granadeiro adiantou seu ultimato:
– Pelo menos para você! – abocanhou e soltou os pinos. – Agora a FASE acaba de vez. E a Malha recomeça!
Largou os explosivos ali mesmo, a sua volta. Manteve os braços abertos e distinguiu apenas a magia latente de suas armas. Entorno de seus pés invocou um diagrama circular; contornando os braços e tronco, instruções múltiplas; como visor, uma fórmula que não precisou ver.
Um cientista vive de experimentos, e as vezes conquista descobertas.
De olhos fechados, concentrou "Bombas Precisas".

Sistema:
Bombas Precisas:
Benefício Sempre que o alquimista joga uma bomba, ele pode selecionar um número de quadrados igual ao seu modificador de inteligência que não são afetados pelo dano inicial de suas bombas. Se a bomba falha, esta descoberta não tem qualquer efeito.
Fonte http://www.d20pfsrd.com/classes/base-classes/alchemist/discoveries/paizo---alchemist-discoveries/precise-bombs
Off: Sei que pode nem precisar, não estou jogando em ninguém, mas eu manjo pouco do sistema
Acertos:
Desmond: 5+3+ 1D20 => 5+3+ [ 17 ] = 25
Desmond: 5+3+ 1D20 => 5+3+ [ 2 ] = 10
Danos:
Desmond: 3D6 => 9
 Desmond: 3D6 => 10
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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Stein em Seg Jul 07, 2014 7:39 pm

- Não diga asneiras, idio... - mas as palavras de Daniel são engolidas pela explosão. Desmond usa de seu dom alquímico para impedir que as bombas o atinjam (Discovery), fazendo uso da fumaça para impedir que os reflexos de Daniel o ajudem a se safar. Como resultado, uma das bombas atinge o peito de Daniel, a outra, sua coxa.
O oficial berra de dor quando as bombas o levam ao chão, e Desmond sabe facilmente onde ele está, pelos gritos. Pelo som, ele também descobre outra coisa. A pistola arcana de Daniel caíra no chão, ele estava desarmado.
O mundo continua um caos ao redor de Desmond, ainda que ele não veja. O chão treme sobre seus pés, e ele pode temer encontrar a cidade aos pedaços quando sair da fumaça. Por hora, ele só tinha uma coisa em mente.



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Yoru em Seg Jul 07, 2014 9:20 pm

Off: Vou considerar que o turno adicional na detonação da esfera de fumaça está esvaindo, além de uma explosão dentro que provocou alguma corrente de ar no meio, assim como você narrou a distinção na névoa, Stein. Bora correr com isso aqui  Wink 

On:
– Kahahahaha – cascalhou trespassando o fumo amenizado. – Ainda está vivo?...!
Podia escutar a lamúria de dor, o homem estava estirado sob os destroços. Identificou a peça que este empunhou em sua caça. Tomou o artefato, dizendo:
– Veja só! A mocinha Audrey e eu podemos descobrir muita coisa com isso aqui. As balas são do tal Cornellius, coisa nova, não é? – prosseguiu como de costume. – Trouxeram isso de Arsin. Sem tempo de abastecer o inventário da FASE, acabamos escapando e deixando essa vantagem com vocês – Guardou a peça. – Queria matá-lo - confessou. – Mas é um luxo nesta situação...
Descobriu um cilindro tampado, o objeto possuía uma tampa alongada. Desenroscou e meteu um sal de ervas. Fechou e chacoalhou. Puxou a tampa. Revelou uma agulha, tinha uma seringa em mãos.
– Aviso que seu caminho tem sido um capricho maior. Eu tenho vidas pra zelar, por hora é sortudo.
Enterrou a injeção na perna inerte do homem. Injetou um composto de panaceia.
A medicina considera a planta um bem para todos os males. Variedade aproveitada pelos alquimistas geralmente em cunho psicotrópico, afetando comportamentos e reações de um indivíduo.
A fórmula que empregou, causava um efeito de intoxicação. Provocar uma embriaguez, ou algo semelhante, estava drogado de todo modo, facilitaria sua estratégia final.

Surtindo efeito. Desmond busca nas posses do oficial qualquer comunicador marcado com a frequência do batalhão inimigo ou sinalizadores de comando. Ou até mesmo o antídoto daquela "droga de veneno", a toxina impedia regeneração mágica; e, ainda tossia algum resquício de sangue. Fora alvejado muitas vezes também, o sangue descia quente e a carne arrefecia.
– Vem comigo – Agarrou e ergueu o maldito abraçando suas costelas. –, vamos passear e dar uma palavra com seu pessoal, seu pinguço.
Buscou, arrastando-se, um relevo, apoio de seus companheiros também seria bem-vindo.

panaceia multi-efeito (Polypurpose Panacea):
Efeito (selecionado) Intoxicação - Você se sente confortavelmente intoxicado por 1 hora, como se você tivesse tomado algumas bebidas alcoólicas
Fonte http://www.d20pfsrd.com/magic/all-spells/p/polypurpose-panacea
Off2: O último paragrafo considere turno seguinte.
Off0: Pode negar qualquer ação minha conforme sua narração. Só estou colocando bastante coisa (intenções) pra adiantar
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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Stein em Seg Jul 07, 2014 9:38 pm

- Me soolta, ô seu....ô seu...mulo! - balbucia Daniel, sem o controle completo dos membros, não conseguindo resistir à condução de Desmond.
Quando finalmente saem da névoa, o alquimista e o líder da FASE se vêm dentro de uma casa maltrapilha, escura e cheia de poeira vinda da luta lá fora.  Os sons de batalha eram incessantes, e Desmond podia jurar reconhecer o som de morteiros cruzando o ar e atingindo as estruturas. Havia gritos por todos os lados...mas ele não sabia se eram de inimigos ou de aliados.
Ao revistar Daniel, Desmond encontra um comunicador, semelhante a um walkie-talkie, com um único botão piscando em vermelho.
"Senhor! Senhor!" chamava a voz que vinha do aparelho. "Senhor Daniel, está na escuta? Senhor! Há muito barulho, não estou ouvindo! Senhor Daniel!".
Daniel dormia profundamente, estirado no chão. As feridas de Desmond doem muito, o sangramento não vai parar tão facilmente, e ele não conseguira encontrar nenhuma espécie de antídoto. Talvez não houvesse...
Então, ele ouve choro. Quando olha para o lado, tremendo, coberto dos pés à cabeça com poeira e terra, um menino tenta secar as lágrimas nervosamente, segurando o soluço causado pelo estresse. Seus olhos estavam arregalados, mirando Desmond, confuso, perdido. Seu olhar só era capaz de transmitir um sentimento. Medo.
Aquilo...era a guerra.
Um morteiro explode há menos de três metros da casa, jogando poeira para dentro, produzindo um barulho ensurdecedor, fazendo o garoto se encolher.



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Yoru em Seg Jul 07, 2014 10:36 pm

"[...] não estou ouvindo! Senhor Daniel!", escutou em silêncio. A luz tremulava com a mensagem.
"Primeiro o nosso", decidiu. Nada de contar vantagem, ameaçar ou declarar vitória sem comunicar Sanna e os outros. A Malha de Ferro tinha que dar um passo adiante pra vencer. Chamou:
– Sanna! Thomas! – Nada de primeira. – Alguém? Preciso de refor... cof, cof – tossicou limpando a garganta. – Câmbio! Quem estiver escutando, a fumaça amarela ainda deve estar dispersando, estamos abrigados num casebre próximo da linha de fogo... – Parou. Outro impacto.
Sentiu a presença do menino ao fundo do pequeno e mal mobiliado cômodo. Perscrutou sua face, tomou daquele drama e desejou ajudá-lo. Recordou da loirinha. Megan provavelmente estaria confortando o colega. Contudo, o dever em primeiro lugar.
– Tem um civil aqui, uma criança – Pediu o socorro com pesar na voz. – Estou gravemente ferido, ainda inteiro. Sanna... – Olhou para o garoto com alegria. – Temos ele, mana. O líder, está de cara no chão. Tentaremos rendê-los, ou fazer retroceder. Ao menos as negociações darão algum tempo, Arggh – Dor, não impediria. – Estou com o comunicador dele. Preciso de uma equipe de resgate. Rápido!
Cortou. Algemou Daniel.
Encostou as costas em algo, madeira ou pedra. Levou a mão ao peito.
– Calma, pivete. Meus amigos vão nos salvar. Vai ficar tudo bem, prometo.
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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Aleleeh em Ter Jul 08, 2014 1:00 am

Observo os morcegos, ainda pensando em tudo o que tinha acontecido ali, indo primeiramente agradecer a Gwen por curar os dois orientais. Eu havia sentido medo... medo de perdê-los. O que diria para Megan? "Oh, Eli, tudo o que eu faço é me lamentar para ti, fico a lhe rogar e a agradecer... me dê forças para agir por eles..!"

Nós derrotamos o Morcego gigante. Eu me assustei, devo dizer. Me assustei por muitas coisas... por ver N à beira da morte... por ver Dakato gravemente ferido correr feito um rato para trás de meu corpo em busca de proteção... por ver Gwen se aliar com um dos irmãos Grimm sem correr o risco de vida.
Estar ali embaixo, próxima de Dracma novamente, tinha sido assustador! Porém, enriquecedor.
Pude notar que havia melhorado meus tiros, afinal, essa era a primeira vez em que eu usava para batalhar de verdade.
Audrey Eve não era mais uma mulher de apenas conhecimentos teóricos. Audrey Eve também não era mais apenas uma Lady que fugia de seus afazeres na Aristocracia: agora era uma mulher que podia defender algo, fazer jus ao que acreditava.

Devo confessar que fiquei triste por matarmos um dos Irmãos Grimm... fico, às vezes a pensar, se alguma criança irá ler esse diário quando eu morrer...
O que ela pensará de mim? Será que ela me verá como uma heroína? Ou apenas verá uma gata de Arsin que se perdeu no restante de Gaia?


Me dirijo para perto de N, virando o rosto para não aparentar a fragilidade feminina que, volte e meia, eu deixava aflorar:

- Você está bem..? - me viro para Dakato, logo em seguida - E esses morcegos... será que eram o que eu estou a pensar aqui..?


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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por arcanjosna em Ter Jul 08, 2014 6:46 am

me levanto agradecendo a gwen com um olhar.

- São todos humanos. Mas aparentemente nem a minha magia nem a de ninguém será capaz de torna-los humanos novamente. Foram transformados pela influência do lugar, lugar esse que nós destruímos. entendam, quando eu falo lugar, falo da maldição. Pelo menos com o meu nível de poder eles nunca mais poderão ser humanos, e há algo ainda pior. seus corpos estão esvanecendo. Assim como fez o lugar que antes existia aqui.

- SENHORES, GOSTARIA DE UM POUCO DA SUA ATENÇÃO. A CIDADE DAS POBRES ALMAS ESTÁ SOB ATAQUE, E MUITO PROVAVELMENTE NÃO LEMBRA EM N.A.D.A. A CIDADE QUE CONHECERAM EM SEU TEMPO COMO HOMENS. OS HOMENS DA FASE, REPRESENTANTES DO GOVERNO DO CÉU TENTAM MATAR ESSAS PESSOAS INOCENTES PARA LHES ROUBAR SUA MAGIA E MINERAIS PRECIOSOS, ASSIM COMO PROVAVELMENTE ESCRAVIZAR MULHERES E CRIANÇAS.

- GOSTARIA QUE OS SENHORES PUDESSEM ENTENDER, SEUS CORPOS ESTÃO SE DESFAZENDO ASSIM COMO A MAGIA QUE EXISTIA ANTES AQUI. EU TENTEI, MAS NÃO CONSEGUI FAZER NADA PARA REVERTER A SITUAÇÃO DOS SENHORES. ME PERDOEM A DUREZA, MAS SUA VIDA NÃO IRÁ DURAR MAIS DE DEZ MINUTOS... OS SENHORES LOGO IRÃO PARA JUNTO DE ELI! MAS PODEM AJUDAR A DEFENDER A SUA CIDADE DESTE ÚLTIMO ATAQUE. O QUE ME DIZEM?


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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Stein em Ter Jul 08, 2014 10:18 am

Audrey nota que as feridas de Dakato e N se fecham magicamente pela influência de Gwen, e o oriental parece se levantar sem muita dificuldade. O dom da cura era algo incrível que pouquíssimas pessoas manifestavam nos dias atuais. Era uma sorte tremenda ter alguém capaz no grupo.
Os morcegos ouvem Dakato com atenção, por alguns segundos produzindo apenas o som de seus voos ritmados, sem dizer uma palavra.
- Então foi isso... - um deles quebra o silêncio.
- Eu me perdi quando entrei nesse poço para procurar meu filho.
- E eu cai por acidente.
- Eu vim buscar água para minha mãe, mas não consegui subir de volta.
- Eu vim em busca da lenda do tesouro.
- Caímos todos em uma armadilha...
- Isso é realmente triste.
- Ficamos presos por tempo demais.
- E agora existem pessoas ruins querendo destruir tudo de bom que um dia tivemos.
- Pela memória daqueles que amamos...
- Ainda que sejamos fracos e nosso tempo seja curto...
Todos dizem em uníssono:
- Nós lutaremos!
Então, os morcegos voam, e como numa dança coreografada, eles os rodeiam, agradecendo por lhes dar uma última chance de ver o mundo que um dia foi deles. As criaturas que um dia foram humanos sobem pela abertura do poço, para travarem sua última e derradeira batalha.

Neste momento, sozinhos dentro do poço, vocês ouvem um eco, como se produzido por uma voz muito, muito distante. O ar frio envolve tudo ao redor, e algo como uma brisa mística sopra em seus rostos. Vocês notam um luz azulado  no centro da escuridão, vinda diretamente do fundo do túnel.
"A capacidade de arriscar a própria vida em benefício alheio..." A voz ecoa, como se agisse dentro e fora de suas mentes, como se lhes atravessasse a essência e transcendesse a razão. "Apenas a doação de si mesmo é capaz de se opor à ganância tão terrível que a humanidade possui em seu coração. Vocês me provaram que eu estava errado, que os julguei mal." O sopro se torna mais potente, fazendo os cabelos de Audrey e Gwen se agitarem. "Ainda há esperança para este mundo...e eu não permitirei que seus atos heroicos tenham sido vãos."
Então, o brilho azulado se expande, do centro da escuridão, para todo o ambiente ao redor, passeando pelas paredes, e pelo teto, tomando formar rochosas, revelando algo que a escuridão escondia, algo que havia muito estava morto pelo desgosto. Os atos de vocês, agora compreendem,  havia despertado o poder que um dia havia sido corrompido e adormecido naquele lugar.
Tudo...estava coberto...de Ferro Celeste.
"Reergam esta cidade..." diz a voz, profundamente. "Este é o meu presente a vocês..." e ela cessa. O vento desaparece. E o brilho azulado, tão vivo, é a coisa mais bela que vocês já viram.
Agora, vocês compreendem porque os Irmãos Grimm e os homens atraídos haviam se modificado tanto. A ganância do povo e dos magos havia corrompido um lugar sagrada, profanando toda a magia dali. Pela permanência excessiva num lugar profanada, graças à própria armadilha que fizeram para impedir que o tesouro encontrado fosse roubado ou caísse em mãos erradas, todos tiveram suas essências corrompidas e suas naturezas acompanharam o mesmo fim, enquanto a própria cidade perdia seus dons mágicos e decaia cada vez mais. Agora, pela demonstração de altruísmo que vocês deram, arriscando a vida para esconder e proteger o povo da cidade, escolhendo dar uma segunda chance aos morcegos de lutarem pela sua amada cidade ao invés de tentar destruí-los de uma vez por todas...esses atos heroicos haviam despertado o poder do poço...fosse uma divindade ou um  espírito guardião, não importava. A magia que pulsava ali era pura, sagrada e reconfortante.
Aquele ferro celeste tinha um valor absurdo, bem como a quantidade surreal de Essência Azul, que poderia ser extraída. Aquilo com certeza poderia acabar com a pobreza e reerguer a Cidade das Pobres Almas, mais forte e mais bela do que jamais fora.

Lá no fundo, vocês vêm algo pulsando com um brilho azul mais intenso que tudo ao redor. Algo que parecia ter a forma de uma pedra oval, muito brilhante. Aquele era o coração, a fonte de todo aquele poder. Aquele era o tesouro. A Lágrima Lazuli. A Alma daquela cidade, que não deveria jamais ser tirada dali
---------------------------------

Desmond vê que o garoto, aos poucos, tenta segurar o choro. Ele limpa as lágrima atrapalhadamente, fungando.
- Vai ficar tudo bem, né tio? - ele pergunta. Desmond nota que a criança não deve ter mais de 10 anos, os cabelos desgrenhados, os olhos tristes e assustados. Era uma lástima que aquela cidade, um dia tão forte e bonita tivesse decaído a tamanha miséria. O coração do ex-agente da FASE se aperta.
Então, o rádio chia antes que ele possa dar uma resposta.
- Te peguei. - diz a voz, e automaticamente Desmond percebe o que havia acontecido. Não apenas Sanna conseguiria ouvi-lo (já que os equipamentos da Malha eram roubados da FASE, o que lhes permitia captar e entender a mesma frequência de comunicação e criptografia), mas também todos os inimigos ao redor.
- S....Sanna falando! - diz uma segunda voz, muito diferente da primeira. - Des....capt...seu sinal! Est...indo para ai!...enha cuidado!
O coração de Desmond acelera. Os sons lá fora aumentam muito de intensidade. As explosões fazem o solo tremer, o ar assume um odor fortíssimo de pólvora e o calor faz a poeira grudar na pele com o suor.
Então, a parede lateral da casa explode. A poeira que se levanta engole Desmond, Daniel e o garoto, e os escombros voam por toda parte, num estouro ensurdecedor.
Quando a poeira abaixa, Desmond percebe  automaticamente duas coisas. Uma, o garoto havia sido atingido por um pedregulho, e agora estava estirado chão, sangrando pela lateral do crânio gravemente ferido  e rodeado de entulhos. A segunda, a visão aterradora de uma enorme máquina de combate, uma orquestra mortífera de metal, engrenagens, pistões e válvulas que deixam escapar vapor branco com assobios altos. Os membro e o corpo imitavam a forma humanoide, as cápsulas arcanas em suas costas, as armas de fogo monstruosas em suas mãos...tudo para que ele parecesse um indestrutível soldado de ferro negro aterrador, com as letras F.A.S.E gravadas em seu peito. Era um mecha, e estava sendo pilotado por um homem que ele conhece muito bem.
- Dia do pagamento, chefia! - diz o homem gordo atrás dos controles do monstro de mais de quatro metros de altura, protegido por uma cabina de vidro ultra-resistente. - Onde está sua autoridade agora, patrão? - a voz de Erl soa abafada pelo comunicador em sua mão, vinda direto da cabine do mecha. A enorme máquina de combate ergue um dor braços na direção de Desmond, mostrando a enorme metralhadora giratória. - Surprise, motherfucker.
E os disparos estouram o ar.

Role Reflexos+1d20. Você tem a iniciativa por antecipação, logo, recebe um bônus de +4 para esse teste. Se der ou passar de 20, você escapará ileso. Se tirar até 15, você receberá a saraivada pela metade, ficando com 1 PV (já calculado). Se der menos que 15...role apenas o teste e seu último post como Desmond.


Última edição por Stein em Ter Jul 08, 2014 10:24 am, editado 1 vez(es)



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por isaac-sky em Ter Jul 08, 2014 10:23 am

"Já estive melhor, mas nada que um bom café não resolva" respondo para Audrey, em parte feliz por alguém perguntar como estava. Isso não lá muito comum para mim.

"Dakato foi duro com eles, mas se é a realidade...e o combustível?" sussurro para Audrey.

A batalha me revelou algo importante: eu estava em conflito com meu treinamento. Conflito entre lutar em fúria e manter a frieza da Cinza. Precisava encontrar um equilibrio, talvez na próxima eu possa me focar melhor.




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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por arcanjosna em Ter Jul 08, 2014 10:36 am

*uma lágrima máscula escorre de meus olhos*

- A academia nunca será capaz de preparar alguém pra algo assim...

ouço as palavras de N e observo ao redor.

- Cadê o Desmond quando precisamos dele? Com certeza deve ser mais fácil pra ele do que pra mim fazer esse serviço... Sinceramente espero que ainda esteja tudo bem lá em cima. Se Gweniver não percebeu o tempo passando aqui, é muito provável que nós também estivéssemos deslocados na linha do tempo.

me sento, abrindo o livro no capítulo que me guiaria na extração da essência azul.

- Vejamos o que será necessário fazer... - leio enquanto retiro os béqueres que roubei de desmond enquanto estudava.


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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Yoru em Ter Jul 08, 2014 10:42 am

– Gwaaah – berra em flagrante.
A parede desaparece em estilhaços e pedras. Encara ambas as situações: o menino inocente e a máquina destruidora.
"Viva, seu desgraçado!", torcia o jovem Desmond.
Um passo. Apenas um passo para escapar daquilo, e, se possível, salvar "pelo menos alguém!".
Precisava correr, mas porque se movia tão lentamente ao encarar o giro da arma.
"Vamos, saia daí!", ordenou a forma do passado que prezava por seu futuro.

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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por arcanjosna em Ter Jul 08, 2014 10:45 am

e a torcida faz :"UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUHHHHHHHHHHHHH!!!!"


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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Stein em Ter Jul 08, 2014 12:01 pm

O arco de Gwen volta a se iluminar, e Dakato é capaz de buscar em seu livro as referências necessárias. O mago se aproxima da parede, percebendo que o Ferro Celeste bruto é todo rajado de azul. Aquela era a Essência Azul, ele sabia. Era aquilo que ele deveria extrair através da fervura e da reação alquímica usando um composto de ácidos, estabilizando através de um círculo arcano. Fazer aquilo ali embaixo com certeza empestearia todo o ambiente e poderia danificar todo aquele material. O mais indicado seria extrair uma parte daquele Ferro Celeste e levar para fora do poço, para o laboratório, de preferência, onde ele teria os ácidos necessários para a reação.
N sente uma agitação em seu peito, uma ansiedade que ele não sabe de onde vem...como se não viesse dele. Automaticamente, N se lembra de Megan.
É neste momento que vocês ouvem o enorme estouro que vem da superfície, e um jorro de poeira entra pela abertura do poço e desaparece. Alguma coisa estava acontecendo lá embaixo. O solo tremia sob seus pés, e muito ao longe vocês ouviam o som de disparos e explosões.
----------------------------
Thomas auxilia o povo a fugir e se esconder em suas casas. Há muitas pessoas pobres por toda parte, todas segurando algum tipo de arma improvisada...mas todos os olhos estão cheios de um medo reprimido, de um receio inevitável. Eles eram fracos.
- Tio Thomas, não podemos deixar eles no poço! - diz Megan.
- A menina tem razão - afirma Liriel. - Se a batalha chegar aqui, isso pode envolver...
Sua fala é cortada por uma explosão. Uma das casas é completamente destruída por um impacto que ninguém sabe de onde vem. Uma a uma, as explosões cobrem toda a praça, levantando poeira, terra e gritos desesperados.
Thomas vê pessoas gritarem de medo e de dor, atingidas pelas explosões, feridas subitamente. O chão treme, o ar estoura em sons caóticos. Quando olha para o céu, ele vê os drones se aproximarem, e também vê as armas de fogo despejarem seus projéteis contra as casas.
Aquilo era surreal.
A rua havia sido invadida pelos soldados da FASE, que entravam nas casas e rendiam as pessoas com violência, executando algumas que se opunham para dar exemplo às outras. Thomas observa um dos drones disparar uma rede de captura sobre um grupo que tentava fugir, rendendo-os.
As termópilas não haviam sido o suficiente. O número de soldados da FASE certamente fora diminuído...mas o poder bélico deles era desleal.

Então, quando Thomas sentia um aperto no peito pelo que se seguiria...uma nuvem negra se move na poeira. Os guinchos ensurdecedores engolem o ar, e você vê os vultos atacarem os soldados, rasgando coletes, destroçando armas e derrubando drones. Você não faz ideia do que seja aquilo...mas voa...e parece ser aliado.
Para sua segunda surpresa, você que o povo da cidade para de tremer. Seus olhos adquirem uma confiança incomum, e eles olham para suas próprias mãos.
- O que é isso? - se questiona uma mulher.
- Eu não sei - diz seu marido. - É como se uma energia fluísse pelo meu corpo...
- É como se eu tivesse nascido com isso sem nunca conhecer essa força...
Então, o povo reage.
Thomas vê bolas de fogo sendo surgirem do ar e serem disparadas, relâmpagos cruzarem a poeira e explodirem maquinários inimigos. De alguma maneira, aquele povo fraco e incapaz...estava usando magia!
Ele então se recorda do que ouvira de Sanna na noite anterior...das histórias sobre uma cidade que era tão rica e poderosa em magia...e que perdera seus dons com o tempo. Fosse o que fosse que estava aprisionado naquele poço...seus companheiros haviam conseguido reavivar.

Liriel invoca o que parece ser um violino dourado, acena positivamente para Thomas e começa a tocar uma melodia de batalha que faz o sangue de todos que ouvem ferver [Canção de Batalha, +4 em todas as rolagens de dados]. Thomas sente-se mais vivo que nunca, e seus punhos se fecham com o calor que antecede a peleja, quando ele vê surgir da poeira o enorme maquinário humanoide de válvulas e pistões, destruindo uma casa inteira com o disparo de um canhão acoplado em seu braço. O mecha se vira para a casa onde você e Megan estão...e ele parece urrar.
----------------------------
Desmond sente o tempo parar por um milésimo de segundo, e sua reação é extremamente rápida. Com um rolamento preciso, o alquimista escapa da saraivada de chumbo e pólvora, mas a mesma sorte não ocorre ao desmaiado Daniel, que morre na hora, perfurado por uma dezena de balas, fazendo sangue se misturar à poeira.
Desmond consegue agarrar o garoto desacordado, pensando mais na proteção de uma criança que eu sua própria vida. "Proteger os meus".
O alquimista ouve as gargalhadas de Erl e o som pesado do mecha se virando em sua direção, quando o enorme monstro de metal se abaixa, mirando contra vocês dois os mísseis em suas costas.
Novamente, a respiração de Desmond para, e sua vida inteira passa diante de seus olhos, como um velho clichê. O sangue que corre em suas veias se enche de calor, e uma energia, ao mesmo tempo familiar e desconhecida corre por todo seu corpo...como um poder adormecido que desperta. E ele ouve "Você também pertence a esta cidade", em uma voz profunda que ecoa em sua mente.
Em seus braços, o garoto subitamente abre os olhos, e eles são completamente brancos. Quando os dois mísseis são disparados pelo mecha, a criança levanta o braço machucado e raquítico em sua direção...e Desmond vê as duas capsulas desviarem sua rota para cima, há menos de dois metros de atingi-los, escapar pelo teto destruído...e explodir com uma onda de choque absurda há mais de 20 metros acima do casebre, com poder o bastante para reduzir o topo da estrutura a pó.
O choque parece ter desnorteado Erl, e a poeira que se segue oculta Desmond e o garoto, que parece ter voltado a desmaiar. Um sentimento predomina no coração do alquimista. Ele fazia parte daquela terra. Como nunca sentira antes.
- O que foi isso...mond? - grita Sanna pelo comunicador em seu bolso. - Sai...casa...ora! Sig...pela esquerd...corra dessa porr...dessa poeira!



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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Yoru em Ter Jul 08, 2014 12:33 pm

– Tá certo... arf, arf... irmãzinha. Já entendi... Ugh... pára de gritar – pediu ofegante.
Depois de notar tanta coisa dando errado, sentiu algo bom, benigno e mágico.
"Até que enfim, se perderam no escuro?", zoaria se ouvissem.
Correu para o extremo da casa, saltou buraco afora. Provavelmente tenha sido uma janela minutos atrás, dobradiças carcomidas e farpas de madeira podre ainda pendiam de uma aresta ou outra do quadrado que perdera lascas maiores de rocha. Anos atrás, talvez tivesse sido uma bela e ornada residência. Tempos idos, sim, contudo retornavam, "de alguma forma", sabia.
"Esquerda, esquerda", seguiu as indicações.
Nem percebeu, corria ferido e com uma criança a tiracolo coberta naquele pano abarrotado com certo vigor.
Trespassando a cortina de fuligem e pó, identificou corpos. Surpreendeu-se com o número de brasões "FASE".
"...?"
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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

Mensagem por Aleleeh em Ter Jul 08, 2014 2:17 pm

Ao ouvir aquela voz ecoando e os morcegos seguindo a ordem de Dakato, fico paralisada e o queixo levemente caído. A fala de N parece ecoar na minha mente... quando o brilho azul começa a nos rodear: Estava em todo canto!
As vozes dos morcegos agora eram humanas e sonoras... as asas faziam barulhos distantes, quase etéreos... eles estavam sumindo como se suas existências não mais pertencessem a lugar algum.
Aquilo faz meu coração bater muito acelerado, tanto pela comoção quanto pela tristeza por eles terem se perdido dentro daquele lugar onde nós havíamos passado momentos de tensão e de medo.


Me viro para o centro do brilho azul maravilhoso que se manifestava no fundo daquele lugar que, outrora, havia sido profanado e agora estava livre novamente:

- A-acho que a sua resposta está ali, N... - aponto para o fundo da sala, guardando o revólver no cinto - Dakato, você sabe como retirar isso aqui?

Aproximo do local, fazendo uma mesura: "Obrigada a quem nos permitiu visualizar com olhos isentos de ganância. Estamos aqui para salvar o povo que Eli ama, nos deixe retirar o necessário", rogo, ainda com a cabeça levemente abaixada, sem tocar coisa alguma naquele lugar.


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Re: Capítulo 1 - Vapor & Arcanina

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