A Estrela Vermelha

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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por arcanjosna em Sex Jul 10, 2015 10:59 am

Havia muito tempo que a dúvida me corroía, e esses meses foram longos e inquietantes. Tirando os momentos em que estive treinando com o jovem filho de Gaia, não tive muitos momentos felizes para recordar.

Lembro de Evelyn, agora mais vezes por dia, meu sono mais vezes me perturba e isso me fez afastar um pouco da matilha... Me resignar a olhar pra florestae lembrar do fatídico dia, tentando puxar da memória alguma informação acerca do ocorrido e fugindo do desejo de voltar lá...

Tenho que encarar meus dias, me aproximo de Aabhá assim que possível...


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Aleleeh em Qui Jul 16, 2015 9:40 pm

A Sonata Silenciosa:

O garou olha para Pettri, notando sua ansiedade juvenil:

- Oh... entendo o que busca, Peregrino. Abhaá e Darún conversaram comigo ontem de noite e falávamos justamente sobre os postos. Apesar de muitos grupos não estarem utilizando tão cordialmente essa tradição, nós decidimos prosseguir com as ideias dos antigos. De fato, um Garou deve merecer... deve amadurecer e se fortalecer. - ele cruza os braços, mostrando uma enorme tatuagem com o símbolo de sua tribo e vários pequenos desenhos dentro dela - Por isso, já decidimos que todos serão submetidos ao teste. Sinceramente, vim também para isso, irmão... não apenas pela Anciã, mas por Mordekaisen.

O vento passa por vocês novamente. Pettri sente-se mais aliviado, porém, ainda mais ansioso para poder subir de posto.

Alçar de um posto ao outro para os Garous era uma importante tradição. Para isso, os garous devem passar por testes que podem ser físicos, mentais, espirituais. Força, resistência, contatos. Tudo o que poderiam ter aprendido deveria ser mostrado no teste e, o mais importante: não podiam cogitar falhar.

_______

Na grande clareira estavam Kelsey, Ralf e Serena se entrosando. Talvez a novata sentisse fome ou sono, era o que passava pela cabeça de Kelsey e Ralf.

Os dois haviam ficado impressionados com a notícia de que alguém dos Portadores da Luz Interior estaria viajando desde o Leste até o Caern do Portão de Cristal. Ainda mais para participar da Matilha.
Tudo que a 13ª tribo havia aprendido por anos, não havia passado de lendas para as tribos restantes... haviam se exilado, decididos por um caminho solitário para enaltecer e proteger Gaia.
A menina parecia inocente e tímida, muito diferente da personalidade mais decidida de Kelsey ou até mesmo da inocência demonstrada por Chloe.

Serena observa que Ralf é um humano certamente galanteador. Parecia ainda mais humano que garou quando falava assim... apesar disso, havia algo nele, como se pudesse enxergar uma grande cicatriz em seu peito. Uma cicatriz espiritual.

Ao observar Kelsey, podia ver um sorriso fácil. Em contrapartida, uma mente difícil de decifrar. Não era preciso passar muito tempo para compreender que ela era uma garou complexa. Dela emanava uma Gnose poderosa. Não tão forte como a de Abhaá ou de alguns grandes nomes entre os Portadores... mas ela, com certeza, era um carvão com potencial de se transformar em diamante.

__________

Abhaá estava retornando para a cabana quando Hawk se aproximou com uma leve mesura. Ela não olhava diretamente para ele, agora, mas parecia mais próxima do lupino que qualquer um ali:

- Que Gaia o abençoe, Hawk. Está se sentindo bem hoje?

Ela parecia não ter envelhecido um dia desde que havia conhecido a Anciã. Ao se lembrar dos primeiros dias, tudo o que emergia em sua memória ainda eram coisas confusas.
A Matilha era cheia de retalhos... mais tarde, Hawk entendeu que nos Garous haviam milhares de feridas fundas e cicatrizes que não conseguiam se sarar. Algumas brigas no Caern nos últimos dias haviam deixado isso bem claro. Não havia uma real unidade, justo agora que precisavam tanto de certa ordem para continuar avançando contra o Apocalipse.

Era assustador olhar, ao anoitecer, a estrela avermelhada. Ela martelava em suas mentes, quando se uniam em volta da fogueira.
Os Presas de Prata ainda não haviam chegado no Caern, mas Hawk sabia que, sem dúvidas, eles viriam para vê-lo... e ele deveria estar pronto. Era essencial resolver sobre Evelyn antes que eles chegassem.

____________


Scar havia se preocupado naquela fatídica noite em que o espírito fez suas revelações para Taiwo e todos ali presentes.
Darún coçava o canto do rosto, próximo do cabelo:

- Estamos providenciando reforços... e, com certeza vocês precisarão se fortalecer. Não há outro jeito, senão o caminho mais longo e difícil. Sempre fora assim, Scar.

Taiwo se pronunciou também:

- Isso é certo, irmão Darún... podem contar comigo e os meus antigos companheiros. Posso entrar em contato com alguns Caerns e talvez possamos fazer uma viagem à Umbra, conquistar espaço e conseguir espíritos. - ele para, pensativo - Hm... e vocês são filhos do Grandioso Unicórnio, não é? Seus domínios costumam ser pacíficos... e seus subordinados espíritos ajudam os filhos dele. Podemos começar por aí.

Chermont balançava a cauda:

- Não sei se poderia falar com o Ratkins, já que ando há muito tempo com Diana... mas podemos tentar. Eles são fortes e possuem alguns totens importantes. Uma pena que cavalos são desconfiados com nós, roedores da cidade.

Ele se permite rir, antes de ficar estranhamente sério:

- Me preocupo com os Roedores de Ossos também, para ser sincero. Há muito não existe uma comunicação contínua com nosso povo, sei bem disso. Antes, eles gostavam de nos segredar informações ao nos encontrar nas áreas urbanas ou em pequenos vilarejos. Sempre foram úteis para passar conhecimentos e informações que conseguiam em troca de comida ou de um lugar para dormir.

Abhaá escutava tudo, silenciosa...



____________

Os testes para subir de posto começarão logo mais, pessoal. Mais algumas informações e estarão prontos para começar essa parte! =)


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Seg Jul 20, 2015 1:46 am

Então já estavam planejando isso...

Uma mistura de alívio e ansiedade, saber que alguém poderia falhar num teste desses... Agora sim fazia sentido, não poderiam ter reunido tantas tribos apenas pelo funeral de meu pai, algo maior está correndo por baixo dos panos.

- Então será um teste em conjunto? Não questionando sua escolha, mas... As outras tribos concordaram com isso? Os presas são os que mais deveriam se opor, não consigo compreender...

Com certeza aqueles eram eventos fora do comum, testes de posto entre tribos...

- E Vincent, o kitsune? Ele não é um garou, mas é igualmente parte da matilha...

Que tens preparado para nós, mãe Gaia?


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por arcanjosna em Seg Jul 20, 2015 5:08 am

A noite mais uma vez se segue. Há dias que não sei o que é ter sono regular. Dias que durmo demais, tomado por um peso no peito... A sensação de que a própria existência é tão obtusa que desaparecer parecia um alívio... Dias em que as preocupações me tomam de tal forma que o sono parece um luxo distante...

— Estou bem, Aabhá + (qualquer título que ela ostente) — mentira, não estava nada bem— estive pensando... Tenho uma pendência a resolver na cidade em que nasci... Algo que me ccorrói a anos... Mas que agora voltou com muito mais força e não consigo mais ignorar... Também estou ansioso com a chegada dos presas...


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Luthica em Seg Jul 20, 2015 2:45 pm

off: posto de novo se o isaac falar comigo!
on:
Serena guardava informações sobre seus novos companheiros. Ralf poderia ser um irmão recém-transformado. Seria um prazer aproximá-lo mais de sua essência e da Mãe.
Ele era um tipo não muito comum em sua vila ("O galanteador"). Na realidade, estava sempre tão focada em sua meditação e estudos de rito que acabava não se aproximando demais para conversas normais.

A cicatriz, porém, era um ponto de alta atenção. Ela tinha grande curiosidade sobre as origens e perguntava-se o quanto ele era consciente daquilo ou o quanto isso o influenciava ... Tinha tantas perguntas a fazer para ele a respeito. Mas era cedo demais para tocar no assunto. Mesmo assim, não pode evitar passar um tempo quase contemplando o peito do garou.

Já a irmã Kelsey deveria logo ter consciência de sua força. Ela sabia que era poderosa? Sorriu secretamente, pois estava ansiosa para incentivar a irmã loba para seus estudos de aprimoramento. Assim que tivesse uma oportunidade, ela lhe daria palavras doces.
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Seg Jul 20, 2015 3:02 pm

"A garota parece verde como eu era há alguns meses. Talvez não seja verde no mundo garou, mas talvez em ver tantos de tribos diferentes.
Mas estranhamente, parece ver algo além do que todos aqui vemos..."

- Ouvimos falar que alguém da sua tribo viria, é ótimo saber que mais uma tribo se junta a nossa luta. Só espero que não viajemos no tempo de novo...
Digo num tom de bom humor.

- Temos mais garous na matilha, e um kitsune. Vamos nos reunir ainda hoje...acredito que vamos nos mover logo.



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Luthica em Seg Jul 20, 2015 3:48 pm

Sorrio gentilmente com a "piada". Acho que preciso me acostumar com isso. São todos amigáveis assim? Então não terei problemas. Viagem no tempo... essa turma deve ter passado por muita coisa. Eu espero poder ser útil a todos. Tenho certeza de que estou aqui por uma razão.

- Não pensar em mim como uma tribo. Vejo todos como irmãos, matilha. Espero conhecer todos e que isso seja muito bom... Pode mostrar o local?

Pergunto, com um sorriso e ja me adianto para acompanhá-lo e passar um pouco do tempo. Quando visto essa máscara de "missionária", me sinto mais livre para conversar.
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Seg Jul 20, 2015 4:42 pm

- Claro, todos somos irmãos - digo concordando com Serena.
Ela pelo menos parecia ser amigável com outras tribos, assim como o resto da Matilha.

Ajeito o chapéu e começo a guiar Serena pelo Caern.

Indico os locais e mais ou menos tudo o que conheço ali.

- Eu sou meio novo por aqui também...meio novo em tudo aliás - digo enquanto andamos - Acho que só me acostumei agora a essa vida, a esse...legado.




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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Stein em Qua Jul 22, 2015 1:08 pm

- Isso não me tranquiliza - dou um sorriso cansado para Darún. Ouço com atenção o que diz Taiwo e Chermont, principalmente este último. O ponto levantado pelo Ratkin é algo realmente valioso se usado da maneira correta. - Chermont, se seus irmãos Ratkin possuem a mesma incrível capacidade que você possui de se locomover pela Umbra, creio que possam nos ser de uma utilidade enorme. Os ratos nem sempre recebem o crédito que merecem, mas você nos ajudou sobremaneira na missão do Egito. Eu lhe agradeço em nome da matilha, você é um aliado muito importante.
Me aproximo do ratkin. Havia me sentido mais próximo das outras raças metamórficas, desde que passara tanto tempo com o Senhor Raposo e o Chermont. No fim das contas, havia entendido que as raças abençoadas por Gaia eram todas irmãs. Os humanos, igualmente.
- Eu me proponho a te ajudar a falar com os Ratkins e os Devoradores de Ossos - digo a ele. Era difícil reconhecer as reações nos olhos de um rato... eu nunca sabia quando ele seria receptivo ou quando disfarçaria a desconfiança em uma troça qualquer. Era hora de perder esse preconceito. - Se eu puder ser útil, desejo conseguir seu povo como nosso aliados nessa empreitada. Tenho certeza de que tanto os Ratkins quanto os Devoradores de Ossos possuem informações que nós não temos, em especial pelas capacidade de viagem umbral e pela proximidade maior com o... "anderguraund" - havia aprendido aquela palava com Ralf, mas não sabia como dizê-la com certeza. Acho que minha língua de lobo ainda se enrola um pouco com certas palavras humanas, mesmo depois de tanto tempo de convivência. - Ficaria feliz se pudesse te acompanhar. O que me diz?



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Aleleeh em Ter Jul 28, 2015 1:34 am

A Sonata Silenciosa:

O Garou coça a barba:

- Irmão, nem todos os testes serão unificados. Os Presas de Prata virão para esse Caern exclusivamente para tratar desse assunto, sabe? Estão vindo por causa de Hawk, eles já sabem de tudo o que aconteceu. Vieram antes de vocês voltarem do deserto, atrás dele... mas, sabe, desencontros acontecem. Agora, eles estão voltando... - ele termina de limpar a arma - os Crias queriam vir, mas estão nervosos por eu estar aqui, sabe? Não suportariam me ver aqui, com os Peregrinos, sendo o tutor de outro.

Pettri agora podia entender porque ele parecia tão deslocado do tipo que normalmente pertencia aos Peregrinos: com certeza, ele teve algum envolvimento passado com os Crias de Fenris, o que confirmava parte de suas suspeitas. Porém, seu espírito parecia muito com o de um Peregrino Silencioso, e no fim das contas, era isso o que importava.

Ele dá um tempo para você pensar, antes de esclarecer sobre o Kitsune:

- Então... nós, Peregrinos, compreendemos que ele esteja entre Garous. Assim como gostamos de ver o Chermont com vocês. Abhaá disse em uma das reuniões que cuidaria dessa parte e entrou em contato com um deles. Parece que eles conversaram por algum tempo e ela sabe o que fazer. O próprio Raposa também entende seu destino e sabe que... é difícil estar entre Garous. - ele se permite dar uma grande gargalhada.

Vocês caminham por alguns minutos, conversando perto da cabana. Finalmente dentro dela, ele se senta, encostando o machado limpo e brilhante:

- Seu teste começará logo. Recomendo que se prepare, mental e fisicamente. Não será fácil, nunca é. Depois dos primeiros testes, vocês irão juntos para a missão... claro, se nada der errado, o que pode acontecer. - ele se aproxima, querendo lhe segredar algo - Sabe, existem muitas coisas ocorrendo, mas vou te dizer sobre uma: carniceiros. Eles estão rondando o Caern desde que vocês voltaram, mas Abhaá pediu para que eu cuidasse deles. Claro, me encarreguei de dois deles. Parecem inofensivos, mas vá lá, são fortes e impiedosos. E o que eles gostam? Da carne lupina... são extremamente vingativos, sanguinários... são um forte sinal do Apocalipse. Estão loucos, claro, filhos da Wyrm.

Aquilo lhe causa certo arrepio. O Apocalipse tornava tudo mais difícil... desde que voltaram do Deserto, sabiam que todo dia poderia ser o último e que a grande batalha poderia ter início assim que a Wyrm bem entendesse. Seus filhos estavam sedentos pelo caos.
Mordekaisen havia dito algo assim, em alguma hora calma. Ele era um guerreiro inteligente e sabia que a Wyrm estava presente em muitos lugares que outros, mais jovens, sequer suspeitavam.
Essa era a hora de mostrar que era filho dele e honrar sua força na batalha que o levou para o Além Vida.


______________________________

Abhaá se vira para Hawk:

- Vejo que isso lhe corrói, Hawk. Os Presas demorarão algumas luas para chegar... aprendi há bons anos atrás que a nossa força física tem que entrar em acordo com a nossa mente. Acredito que você deva partir, se assim deseja. E que deve retornar mais limpo. Os Presas podem ser bem duros quando se sentem vulneráveis, sei que sabe muito bem disso.

Ela segura em uma das patas de Hawk:

- Você pode levar alguém para ir junto, se quiser. Você tem três luas até os seus superiores chegarem no Caern. Que Gaia o abençoe, primo.

Hawk sabia que podia pedir ajuda para alguns ali: Chermont, Darún e Diana pareciam opções viáveis, caso precisasse de informações, transporte ou qualquer outro auxílio.

Nesse momento, Kelsey cruza o pano da tenda, sinalizando para Abhaá. Após o desabafo, a anciã aproxima-se:

- Você é jovem ainda, Kelsey. Os Uktenas possuem muitos mistérios dos quais eu não sei, mas sempre simpatizei com a sua tribo-mãe. Gaia não se entristeceu, ou não teria lhe guardado até aqui.

Ela começa a mexer com alguns líquidos claros sobre uma mesa. Entre uma mistura e outra, ela continua a falar:

- Não tente provar nada a ninguém, Kelsey. Nem para Gaia. Ela não está interessada em quem você quer provar ser... e sim em quem é e o que pode fazer quando se torna o que exatamente é. Você estudou muito desde que voltou do Deserto, mas não é só isso que lhe fará forte diante das adversidades. Ciaran... - ela estende a mão, segurando um pequeno jarro com a mistura recente - existe um lago há alguns quilômetros daqui. É de onde vem a água que se usa para essa mistura. Quero que vá até lá e utilize essa mistura em um ritual. Os Uktenas faziam isso quando era criança, já que eu morava perto de um Caern deles, e a velha anciã disse que era importante para se encontrarem. Considere seu teste iniciado, Kelsey.

Ela não diz mais nada, apenas lhe entregando o unguento de um azul quase translúcido.

__________________________

Serena e Ralf chegam perto de onde ocorriam as reuniões: A fogueira central do Caern, a grande fogueira dos cristais. Ali, haviam presenciado a materialização de um Avatar de Gaia, grandes conversar, bebedeiras e espíritos rancorosos. Agora, ela estava acesa, com um fogo baixo e levemente amarelado.
Darún estava sentado ali, trocando a tala do joelho. Taiwo conversava com ele até que visualiza a dupla chegando. Ele para de falar, acenando:

- Deve ser a garou do Oriente! Sou Taiwo, conheci a matilha durante a caminhada deles pelo Deserto.

Serena podia ver nele grande força e um olhar melancólico. Suas vestes eram de um viajante, com uma túnica roxa e detalhes negros.
Darún sorri:

- Obrigado, Ralf, por recebê-la. Prazer, sou Darún, - ele se levanta com certa dificuldade, ajeitando a perna com a tala nova - espero que sinta-se parte da Matilha desde já.

Havia alguns peixes próximo da fogueira, já assados. Perto de várias toras de madeira, colocadas ali para se sentarem, havia jarros com água fresca e algumas frutas.

_______________________

Chermont havia concordado com o que diziam. Darún se prontificou:

- Scar, se isso é o que deseja, pode ir com o Ratkin. Seria bom começarmos a fazer missões que nos direcionem para um melhor desempenho nas nossas próximas incursões. Temos que saber o que os Espirais querem... e começar a derrotar a Wyrm antes que ela enlouqueça e traga o mundo em caos e terror.

Taiwo consente, pensativo. Scar havia decidido o seu caminho... e sabia que não seria fácil.


Scar se aproxima da fogueira central, podendo observar Ralf e Serena junto de Taiwo e Darún. Havia peixe, frutas e água fresca, além da nova integrante do grupo já estar ali, conversando com os demais. Logo partiria com Chermont para sua missão e tudo o que podia pensar era nas dificuldades que todo o grupo enfrentaria.
Abhaá havia comunicado naquela manhã que logo estariam começando os testes para subir de posto... mas muitos garous ainda não sabiam do que ocorreria nos próximos dias. Ela não havia dado nenhum mísero detalhe, mas havia alertado sobre uma coisa:
"Não se fragilize, Scar. Virão nos confundir, irão tentar nos matar em nossas fraquezas e pecados... não deixe que isso aconteça."

Aquilo parecia mais que um alerta qualquer e, com certeza, fazia o lupino pensar ainda mais sobre o seu passado e sobre o futuro ainda mais incerto.

___________________

Vincent pode iniciar as postagens dos rituais e flashbacks, para que eu narre.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Luthica em Ter Jul 28, 2015 7:59 am

Eu logo imaginava que Ralf era um novo garou, então sorriso gentilmente para ele.

- Logo vai abraçar completamente o que tem dentro de si... e pode chegar o dia que até ache estranho esse corpo - sorrio envergonhada, no que seria uma tentativa de fazer uma piada interna comigo mesma. Pois é exatamente assim que eu me sinto: muito esquisita andando como humana.

Ao chegar no local das reuniões, primeiro, abaixo a cabeça em cumprimento leve a Taiwo. Ele parece um guerreiro que teve grandes perdas na vida para ter adquirido um olhar triste assim. Isso também me entristece.

Em seguida, cumprimento um pouco mais demoradamente o líder da matilha. Não posso deixar de escapar um pequeno sorriso no final, já que ele usa uma túnica e isso me aproxima um pouco da minha casa, a Índia.

- Agradeço a recepção gentil de todos vocês. Tenho sentido tranquilidade até então. - Faço uma pausa, o faro pedindo que eu perca a compostura - P-peço licença para comer após viagem longa...

Olho para os lados, tentada e ainda espero dez segundos antes de alcançar a água. Nesse corpo, sou pouco imponente, tenho uma mania de manter os ombros tímidos ou um braço na frente do peito, como se o corpo humano não quisesse se expor e o pescoço pedindo para fitar o chão em submissão involuntária.

Bebo em silêncio, no exato local dos jarros, antes de voltar com uma maçã para o centro do grupo. Sinto falta de ver amlas, que eram tão comuns onde eu vivia.
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Stein em Ter Jul 28, 2015 1:29 pm

"Não se fragilize, Scar. Virão nos confundir, irão tentar nos matar em nossas fraquezas e pecados... não deixe que isso aconteça", as palavras ecoam em minha mente. Havia enfim descoberto algo no qual eu realmente poderia ser útil contra a Wyrm. Obter informações e agir como um mediador... esse tipo de coisa me empolgava, faziam com que eu me sentisse vivo.
Observo o céu noturno, agradecendo Gaia ao observar a Constelação do Juiz. Esperava que ela olhasse por nós para onde eu e Chermont iríamos.
Fico pensativo sobre o teste de de grau dentro do clã, Darún já havia me contado uma vez sobre a dificuldade e consequentemente os benefícios desse tipo de teste. Por mais que eu soubesse que seria realmente difícil, isso só me deixava com mais vontade de testar a mim mesmo.

OFF: no aguardo do início dos testes antes de seguir caminho Umbra adentro bounce pokebola



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Ter Jul 28, 2015 4:59 pm

Acho divertido como Serena chama "este corpo".
- Espero que sim - digo sorrindo.

Nos aproximamos de Darún e da fogueira.

- Tranquilo, chefe - respondo a Darún.

Neste local eu havia visto como muitos de nossos irmãos garous contam suas histórias e repassam fatos importantes através de suas palavras.
Eu não entendo bem de palavras, mas entendo de música.

Me sento perto do fogo e tiro a capa de guitarra das costas. Abro a capa e coloco minha guitarra no colo.
Um pequeno amplificador portátil no cinto daria conta de dar alguma distorção ao seu som.



"Quando aqueles que uivam
Despertaram de seu sono
E Gaia ouviram chamar
Londres era a morada
Para a Matilha se formar"


Começo talvez do começo da história da Matilha. Ou pelo menos o meu ponto de vista.

"Das sombras da cidade
Encontramos o lar do caos
Aqueles que dobravam as trevas
E subjugadas ao mal"

Os dedos dançam nas cordas.

"Quando os garous se uniram
Mesmo a Matilha não tendo nome
Perseveraram e encontraram
O apocalipse eminente..."

Olho ao redor. Estaria eu fazendo isso direito?



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Ter Jul 28, 2015 8:49 pm

- É... - Digo em resposta ao comentário sobre o kitsune, soltando alguns rosnados rápidos, o que equivalia a uma risada na forma lupina. - Garous conseguem ser bem complicados, às vezes.

Os sinais do apocalipse ficavam cada vez mais evidentes, a Wyrm deixava suas crias cada vez mais soltas e ousadas. Não havia tempo a perder.

- Os três meses que passei aqui foram o suficiente para refletir, mas também pude me preparar.

Levanto a cabeça, olhando para o homem de aparência viking.

- Não existe hora melhor para começar meu teste do que agora. - Digo, voltando ao típico tom sério. - A Wyrm não vai esperar nos prepararmos e, com a morte de meu pai, já perdi muito tempo de luto.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaias_tsuiwa em Qui Jul 30, 2015 11:08 pm

*Sinto um conforto vindo das palavras da grande anciã, sinto-me como uma criança que não sabe andar direito e está sendo guiada por sua mãe...*

*Dou um enorme sorriso com a proposta dela, isso me ajudaria a me encontrar e consequentemente ser útil aos meus irmãos de matilha*


*Pego o frasco e observo-o por alguns segundos, guardo-o comigo, e saio da tenda da nobre anciã*


*Observo todo o acampamento, respiro fundo ao escutar o som que Ralph está fazendo, estranhamente aquele som estava se misturando aos meus sentimentos, como se estivesse expressando um pouco de mim*


*Ajeito minha adaga em meu cinto, e sigo em direção ao lago indicado pela anciã, para começar os testes*
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Yoru em Ter Ago 04, 2015 2:24 pm

      Do centro do caern, lobos de muitas tribos festejavam aos uivos e palavras mais um ritual. Sobre a copa das árvores subia uma torre fuliginosa indo de encontro ao crepúsculo, a música chegava aos cantos ermos para mudar o som dos ventos na floresta e o cheiro de fogueira e assado fazia alguns animais provarem do sabor no ar antes de saciar a curiosidade e se afastar da balada garou. Estes não eram os únicos que sentiam-se afugentados pelos homens-lobo. Uma raposa mantinha distância segura das advertências e protestos rosnados sobre sua interferência nos eventos raciais.
      Sentado numa pedra afrente de uma barraca feita por máquinas e não por artesãos, Vincent mirava fixamente um par de baquetas de madeira. O galope não era um ritmo tão fácil de se reproduzir, como pensara de início; manter sintonia com o totem viria a ser mais que decisivo no sucesso daquela noite. Sentindo sua hora se aproximar, um Tecelão aprende a reconhecer, guardou os itens que tinha num estojo e levantou-se. Repassara o plano dezenas de vezes, faltava cumpri-lo corretamente.
      Entrando em sua tenda e fechando-a do interior, o kitsune limpou com um pano úmido a grama e a terra na sola dos pés. Engatinhou até seu saco de dormir e rolou de lado, aconchegando-se. Só enxergava o tecido como teto, mas lembrava-se que além dele estava Luna olhando por ele. E Gaia. Outras vezes seria acompanhado por Kensei em supervisão silenciosa, hoje não. Naquela empreitada pessoal, Abhaá, Chermont e até Kelsey haviam contribuído de alguma forma.
      Daqui em diante é por minha conta e risco.
      Tocou o brasão de unicórnio esculpido, aquilo estaria com ele onde quer que fosse.
      Raposa fechou os olhos, inspirou e espirou. Então voltou-se para o seu âmago. E sonhou.
      O Sonhar, onde todos os seres, incluindo os espirituais, descansam suas energias; onde humanos geralmente passeiam em suas fantasias, e metamorfos também. A exata fronteira entre a Umbra Rasa e a Umbra Profunda.
      Chegarei na origem dos meus poderes, o vulpino prometia, e conquistarei forças, por todo o meu povo incrédulo, para lutar nesse Apocalipse.
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por arcanjosna em Qua Ago 05, 2015 2:22 pm

Faço uma mesura à velha Líder. É sábia e muito prática, como deixa transparecer sua fama.

- Pretendo Voltar logo, Anciã - Digo abaixando a cabeça - Pedirei a Chermont que venha comigo.

me despeço, sigo em frente carregando apenas meu brinco comigo. Me aproximo do Amigo Guia.

- Chermont, preciso de sua ajuda. Tenho uma pequena missão pessoal a cumprir, e gostaria de saber se posso contar contigo.

(faço mesura a quem estiver conversando com ele)


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Aleleeh em Sex Ago 07, 2015 12:30 am

Fagulhas:

Liana, Alen e Stew finalmente chegaram no apartamento onde a primeira estava hospedada com Xing. Se tudo tivesse corrido bem, algumas coisas teriam mudado, e isso era um segredo que Liana guardava para si mesma.

Abriu a porta, apressada. Lá dentro, um oriental de semblante diferente:

- Li... eu... não sei o que houve, mas... é como um milagre.

Ele interrompe o que iria dizer ao ver Alen entrar. O cientista olha para ele:

- Ele é o vampiro?

Xing olha para baixo, confuso:

- Não... me sinto como se nunca tivesse sido um.

Liana arregala os olhos.
O salto no tempo... fez com que Xing... nunca tivesse se tornado um vampiro?

__________

Centelhas:

Sentados próximos à fogueira, Taiwo e Darún conversam com Serena e Ralf.

Então, o Galliard toma seu posto e começa a entoar um cântico de ritmo poderoso. Ele realmente era um artista, fazendo a guitarra chorar enquanto contava das coisas que havia visto, ouvido, sentido.

Serena sente cada parte da história tomar forma. Era Taiwo fazendo Sombras de Fogueira, uma habilidade que apenas alguns Garous do deserto sabiam executar com maestria. Conforme Ralf entoa os trechos, Taiwo simula com areia e fogo, fazendo a fogueira de cristal o palco. Tudo era chocante e misterioso...

Agora, a Portadora da Luz podia compreender o longo caminho que aquela Matilha havia cruzado até aquele dia. Os inimigos pareciam extremamente repugnantes e sombrios pelas formas que dançavam na fogueira.
Aquela fogueira... era muito especial. Ela tinha mais histórias acumuladas que um bestseller das livrarias... eram histórias vívidas e reais, de viajantes de todos os tipos e raças. A própria Abhaá parecia ter esculpido em seu corpo partes delas. Os sulcos fundos dos olhos revelavam anos de compreensão do universo.

Ralf podia sentir a fogueira dançar conforme cada acorde. Não era apenas trabalho de Taiwo, mas também era o efeito de uma música cantada e tocada pela gnose de um Galliard. Estava aprendendo, depois de tantas topadas.
E aquilo... era melhor do que qualquer sensação já vivida nos palcos pelos Estados Unidos. Aquilo era visceral.

Darún o observa, orgulhoso, enquanto o teatro de areia e a música continua. Ao fim, ele toma a palavra:

- E logo, a matilha terá que se fortalecer individualmente. É isso que eu e Abhaá estamos discutindo desde a volta. Serena, você chegou há tempo... todos tem uma missão pessoal antes da grande batalha. Se você não tem propósitos, vive como uma casca.

Missões... aquilo toma de súbito os dois. Aquele momento calmo, com comida e uma fogueira acalentadora... passariam. Um Garou vivia intensamente, essa é a verdade. Algo naquele entardecer lhes sinalizava que a noite seria gélida.

Muito.

Gélida.


______________________

Diante da resposta de Pettri, o superior joga a mão pesada no que seria próximo da nuca do lupino:

- Vejo que está se sentindo pronto, e isso é bom. Não deixe que esmaguem sua confiança, Pettri.

Ele faz uma cara séria. Parecia agora, diferente do rosto amigo; agora, era o rosto de um superior pronto para lhe dar uma ordem, lhe incumbir de uma tarefa arriscada:

- Então, aproveitamos os últimos minutos de luz antes que a noite chegue. - ele olha para o céu - Luna... ilumine o caminho quando ele partir - ele volta o olhar para o lobo - porque hoje, é uma noite perigosa.

________________________

Kelsey começa a caminhar em direção ao lago, passando próximo das tendas. Avistava o seu companheiro, Pettri, trocar palavras com um outro Peregrino Silencioso.
Podia imaginar agora que todos os seus companheiros de matilha estavam em busca de força, entendimento e de resolver antigas pendências.
Não ficava tão longe dali, no fim das contas e ainda havia luz do sol suficiente para enxergar com tranquilidade o caminho.
A música de Ralf ficava cada vez mais distante conforme se embrenhava na mata densa. Por ficar tanto tempo na clareira que era o Caern, havia se esquecido do quão misteriosa e inexplorada era aquela enorme reserva florestal. Quilômetros e mais quilômetros de árvores, folhas de tamanhos variados e terra fofa eram características daquele local. Poucas árvores ali na mata densa eram extremamente frutíferas e durante a caminhada, só pôde perceber a presença de pequenos esquilos e talvez de alguma espécie de toupeira.

Ao chegar no fim de uma trilha, era apenas mata fechada. Olhando o frasco, ele parecia suado agora... o líquido dentro parecia reagir à caminhada também. Kelsey teria que usar seus conhecimentos para achar o caminho até o lago.

_______________

Pettri recebe algumas instruções antes de começar a partir:


Você deve partir em uma peregrinação. Não poderá levar mantimentos em abundância. Se trata de sobreviver.
Aqui tem um pequeno mapa para você, junto com algumas pequenas provisões.
O destino da peregrinação são as suas origens. Você irá para o Caern da Árvore de Gelo. Ele é um reduto importante para os Peregrinos, local importante de peregrinação... a partir de lá, você terminará o teste para segundo posto.

Não pense em morrer ou voltar antes de alcançar o local.


Pettri segue por uma direção apontada pelo superior: noroeste. Teria de passar por dentro da mata e ela parecia ser muito densa.
A trilha era estreita demais e você podia ver alguns cogumelos de cor alaranjada, buscando refúgio nas raízes das enormes árvores.

Ainda havia sol, porém, alaranjado. Talvez você ainda conseguisse avançar por mais metros com vantagem de iluminação. Após o sol se pôr, você teria de contar com o brilho de Luna e seus instintos lupinos.

________________________

Chermont guiaria tanto Hawk quanto Scar em suas empreitadas. Os dois teriam de tomar trilhas umbrais para chegarem onde precisavam, embora seus caminhos se dividissem a partir de certo ponto.

Hawk havia perdido ajuda ainda mais cedo para o Ratkin. Ele aceitara de pronto, já que iria acompanhar Scar até seu destino também.
Os dois lupinos se entreolham naquela tarde. Ainda era perto das 16:30, quando se reuniram próximos de uma enorme bacia na tenda da Anciã. Junto de Chermont, vocês beberam um pouco do conteúdo antes de se concentrarem.

A gnose era pura naquele local... e parecia quase palpável. Era como uma fina camada de tecido cobrindo-lhes as faces. COm o sinal de Chermont, um por vez afunda a cabeça na enorme bacia... e vocês são completamente tragados pela água. Agora, parecia estarem mergulhados no mais puro sangue, rubro e espesso.

A Umbra parecia completamente diferente do que vocês viram antes.  Antes vocês haviam passado por debaixo do mar, era menos pavoroso e mais fascinante. Agora, a Umbra parecia um mar de sangue.

Por mais que suas patas se debatessem, não conseguiam alcançar solo algum desde que haviam entrado.

Scar não conseguia ver Chermont nem Hawk e, conforme descia, parecia cada vez mais isolado. Tentava uivar ou grunhir, mas parecia impossível durante o mergulho.
Então, você finalmente escuta a voz esganiçada do Ratkin vindo da sua direita.

Hawk se sentia tragado por um redemoinho. Podia jurar ter visto o corpo de vários lupinos pendurados em estacas, mas pareceu tão surreal que refutou a ideia. Logo, não havia mais o que ver e ninguém para ouvir. Scar e Chermont pareciam ter sumido.

Aquele lugar... era assustador.
Rolem Gnose.

_________________

Vincent havia finalmente dormido. Por alguns minutos, apenas dormiu profundamente. De repente, as órbitas dos olhos começaram a se mexer rapidamente: a fase REM havia sido apressada, mas não era um mero acaso.
Todo o preparo do Raposa era para aquele momento; alcançar o Sonhar.

Sentia o corpo formigar por completo e podia ver seu próprio corpo deitado. Era quase uma experiência incorpórea, olhar para o corpo vulnerável no saco de dormir.
Então, de repente, o mundo se quebra em pequenos pedaços que são rapidamente varridos para o Nada. Tudo era uma tela em branco agora.

Seu corpo tinha orelhas enormes e esbranquiçadas. No rosto, usava uma máscara de Kitsune, semelhante às utilizadas em festivais japoneses. Os pés estavam com uma espécie de sapato feito de tecidos.

No Sonhar, Vincent era uma mistura de lendas. Era como se transformar em um avatar próprio.
Aos poucos, uma trilha se forma de toda aquela brancura sem fim.
O Kitsune sente algo encostar em sua perna. Virando rapidamente para olhar, se deparou com uma menina com uma máscara parecida com a sua. A máscara dela tinha um pequeno chifre anelado, branco e brilhante, despontando altivo:

- Você veio para o festival?


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Stein em Sex Ago 07, 2015 1:15 am

Scar: repeat 7 1D10 => 9 ; 8 ; 7 ; 3 ; 4 ; 9 ; 5

Os odores subitamente desaparecem. Estava perdido. O frio toma conta de meu corpo como se o oceano escuro subitamente houvesse sido convertido em gelo e pavor.
Escuridão.
Meu olfato me engana, e nas sombras eu penso sentir o odor de algo que me observa, me rodeia. Meus ouvidos me traem, e ouço vozes sussurrarem ao meu redor, como se eu fosse uma presa e não um caçador. Ou talvez meu olfato e meus ouvidos estivessem apenas avisando à minha visão falha de que aquele lugar era o mais perigoso e sombrio no qual eu já pisara.
Ouço a voz de Chermont ao meu lado... próximo e distante... aquele lugar me confundia. Uivo, na esperança de chamar a atenção de meus companheiros.
Aquele poderia ser o maior erro da minha vida... ou a melhor chance de nos tirar daquela obscura travessia.



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Luthica em Sex Ago 07, 2015 7:31 am

Fecho os olhos em alguns momentos, como se quisesse absorver a vivência deles no meu corpo arrepiado. Matilha guerreira, sofrida. Que felicidade estar aqui perto desses seres em evolução. Que alegria testemunhar suas histórias em uma técnica tão misteriosa. Mas como um sonho, o despertar foi repentino, de volta a meu objetivo aqui. Sinto o arrepio transformar-se em calafrio, mas olho sem titubear, envolvida com todo o ambiente.

- Sim, líder - digo como um cão (na verdade, uma loba) concentrado.
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por arcanjosna em Sex Ago 07, 2015 7:39 am

Um mergulho na imensidão. Nunca entendo com certeza como funciona a umbra. Passo por uma pequena zona de sofrimento. Não seio que pensar, maso peito aperta, tenho que me situar, tenho que entender...

- "mãe, me mostre o caminho!"

 Hawk:  has joined the room.

 Hawk: 5D10 => (6 +10 +5 +1 +4) = 26 #gnose

 Hawk: 1D10 => 8



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Sex Ago 07, 2015 9:49 am

Uma peregrinação para um peregrino.

Nada mais justo.

As palavras do líder pesam na consciência do jovem lupino. Mas a solidão é a sina de um peregrino, uma vida sem despedidas.

Sigo pela mata densa, pensando em tudo que poderia ocorrer nessa jornada. Tento imaginar, em vão, o que seria pedido de mim quando chegasse o momento.

Não consigo deixar de ficar tenso. As arvores eram opressoras e o clima deixava tudo com um ar inquietante.

Ando sem parar até começar a anoitecer.

Luna, ilumine o meu andar.

Um pedido sincero.

A noite trazia consigo muitos medos. Alguns deles reais e tangíveis.
Por isso, cautela seria necessária.

Pettri: 8D10 => (10 +3 +8 +6 +8 +7 +5 +3) = 50 #Destreza (4 Normais + 2 de Lupino) + Furtividade (2)
Pettri: 1D10 => 5 #(Reroll 10)

Se for possível andar no escuro, continuo a caminhada até o cansaço chegar.
Então procurarei algum lugar para descansar e passar o resto da noite.

Pettri: 4D10 => (2 +5 +10 +5) = 22 #Inteligência (3) + Sobrevivência (1)
Pettri: 1D10 => 9 #(Reroll 10)

Algo parecia sussurrar em meus ouvidos.

É só o começo.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Aleleeh em Sex Ago 07, 2015 2:49 pm

Umbra de Sangue:

Scar afundava entre os sons, procurando a voz de Chermont. Entrando em sintonia com a Umbra, seu corpo que flutuava e se enredava nas camadas que pareciam ser tecidos infinitos, começava a despencar.

As patas se debatiam, tentando agarrar alguma coisa no caminho, mas parecia impossível. Apesar do descontrole sobre seu corpo, o lupino pode ver rapidamente uma figura assustadora, parecendo ser feita de sangue coagulado.

Criatura:



A voz de Chermont havia se transformado em um ruído estranho. Foi quando, finalmente, despencou até uma superfície fria. Finalmente tinha alcançado o 'solo' da Umbra. Ao olhar para cima, podia ver uma espessura feita de sangue... provavelmente era dali que ele havia despencado.
Chermont estava ali perto, e veio correndo ao seu socorro:

- Sscarr, 'cê tá bem? - ele olha para a gigante nuvem-tecido de sangue que parecia tomar boa parte daquela encosta - É pior do qu'eu imaginava... Hawk não desceu ainda?

Ele não havia descido... e a criatura assustadora já não podia ser vista.

Hawk podia ver um emaranhado curioso de sangue no meio daquele turbilhão. Parecia pulsar, fazendo o que pareciam tecidos sangrentos se moverem de dentro para fora de seu centro.
Em uma prece, Hawk atravessa o patamar espiritual. Agora, o nó central que pulsava parecia com algum tipo de criatura disforme e fungicida.
Seu corpo flutuou por mais alguns minutos, enroscando-se no sangue. Por mais que tentasse sair, parecia cada vez mais impossível. Não podia ver nem Scar e Chermont, e o lupino só podia imaginar o que havia acontecido com os dois. Talvez, estivessem na mesma que você, afundados naquele emaranhado de sangue.
Foi quando a garota apareceu.

A garota e o lobo:



Evelyn...

Assim como apareceu, sumiu em uma fração de segundos. Enquanto Hawk se desprendia dos tecidos com muita dificuldade e já começava a sentir a gravidade atuar sobre seu corpo, o que lhe ocorria era que aquilo que viu... era...

____________________________

Presságios:

Já era noite no Caern e o silêncio era enorme. Ficaram por vários minutos contando histórias através da música e do teatro na fogueira. Serena havia absorvido tudo o que pudera, de tudo o que tinha acontecido: o apartamento, o deserto, a viagem no tempo, os espirais, e todos os tipos de lacaios da Wyrm.

Ralf sentia que aquela noite seria a última em volta da fogueira por um longo tempo, e por isso, continuava ali, comendo, bebendo e conversando. Por mais que tivesse algum tom de insegurança, sentia-se pronto.

Abhaá apareceu mais tarde, quando a música já havia parado e o Caern estava mais silencioso, apenas contando com as vozes de quem confraternizava em volta da fogueira:

- Os outros já partiram, Darún. Logo, nossos outros dois também irão.

Darún faz um sinal de afirmativo:

- Essa noite é muito perigosa... infelizmente, ou era partir agora, ou não teriam tempo para realizarem seus próprios propósitos.

Ele olha para o céu:

- Hoje é noite de caça... e nós somos as presas.

____________________

O Presas de Prata:

... uma lembrança. Podia se lembrar de Evelyn encostando a testa na sua. Era quase uma sensação de paixão... você daria tudo para saber o que houve com a menina. Ela, quem despertou amor fraternal, paixão além da fraternidade... e também a sua maior fúria. Ela era a representação do caos e da ordem; o que movia um Presas de Prata para fora da nobreza há todo instante.
Para ela, você seria rei... tomaria posse de terras. Lideraria sem pensar duas vezes.
Mas ela não estava ali.

Ninguém merecia ouvir o teu lamento...

mas se ela estivesse ali, a sua essência uivaria por toda a noite.


Finalmente havia descido, caindo em superfície dura. Caíra há alguns metros de distância dos outros dois. Podia vê-los vindo em sua direção apressadamente.

Afinal... o que havia acontecido na Película para a Umbra?

_______________________

Presságios:

Logo, vocês se levantam. Darún explica rapidamente:

- Essa noite, precisamos que vocês participem de um ritual... por isso não saíram daqui ainda. Precisamos proteger o Caern dessa noite. Não é uma noite comum, Abhaá sonhou com isso há alguns anos... é um dos sinais do Apocalipse. Não podemos deixar que o Caern seja maculado pelos horrores do fim dos tempos.

A Estrela Vermelha parecia ainda mais viva, mais poderosa que qualquer estrela esbranquiçada e brilhante. No céu, as estrelas eram meras coadjuvantes da Grande Vermelha.
A lua já alcançava seu lugar no céu e, conforme se aproximava da Estrela Vermelha, ia sendo tingida também por sua cor rubra.

Lua de sangue...

Abhaá começa a caminhar:

- Precisamos iniciar o mais rápido que pudermos. Venham.

________________________

Peregrino:

O Peregrino havia se adiantado, caminhando sem pausas até que o sol sumisse do horizonte e a noite tomasse seu posto. Luna começava a desponta, tímida. O que mais brilhava naquela noite, era uma estrela avermelhada... a marca do Apocalipse.
Aquilo tornava tudo mais sinistro. Mas já estava distante o bastante do Caern para poder ouvir ou ver qualquer coisa familiar.
Já havia caminhado bastante e agora alcançava uma pequena clareira com uma marca gigante. Parecia uma marca ritualística, pelo que conhecia. O bracelete esquentara naquele meio tempo, parecia agir como um sol noturno.
Furtivo, o lupino passa sem tocar nas marcas ritualísticas.

Marcas de um passado distante:



Você pode rolar um teste de Percepção ou Raciocínio +  Rituais, Enigmas ou Ocultismo.

Após passar por ela, encontra uma trilha disforme. Utilizando seus treinamento de sobrevivência, você decide seguir à esquerda da trilha, retirando alguns galhos quebrados. Já podia ver árvores um pouco mais dispersas, com uma lhe chamando a atenção: era frondosa, com raízes altas o suficiente para montar um acampamento improvisado.
Havia galhos secos para formar fogueira, caso desejasse. Ainda haviam algumas folhas grandes, espalhadas pelo local, provavelmente caídas das árvores pelo vento ou movimentação de animais menores.

Em sua pequena mochila, havia algumas frutas frescas, bem embaladas. Alguns grãos e uma estranha ração. Tudo em pequenas quantidades. Havia dois pequenos frascos de água que, se bem racionados, serviriam para mais um dia inteiro.

______________

Presságios:

Você se reúnem na tenda de Darún, dessa vez. Ali havia alguns apetrechos, e algumas redes com penas posicionadas.
Abhaá retira vários frascos com unguentos de sua túnica, jogando em uma mesa de pedra. Na mesa, havia um fundo com recipientes feitos diretamente na mesa.

Vocês podiam se posicionar próximos dele:

- Quero que o Galliard entoe as palavras desse livro - ele estende uma página amarelada e com uma língua entre o humano e o garou - enquanto nós realizamos as outras partes do ritual.

Ele se vira para Serena:

- E você, Serena, realizará parte do Ritual do Sábio.

Serena se posiciona próxima da bacia onde Abhaá lançava os unguentos. Taiwo acendia velas, formando estranhas sombras disformes. Não era como ver o teatro na fogueira... Taiwo já não manipulava para contar uma história e sim, para ver além do que se enxergava.

Testes da Serena:

Role Raciocínio + Rituais, com cd 7. Você vai rolar vários deles até o final da cena, boa sorte. Para cada sucesso, você adivinhará alguma coisa e poderá contribuir para o Ritual Maior de Proteção.

Testes do Ralf:

Role Inteligência + Linguística, com cd 6.
Role Raciocínio + Performance, com cd 7.
Esse segundo teste, você irá rolar várias vezes, até o final da cena. Boa sorte.
Para cada sucesso, você conseguirá despertar uma nova sombra e poderá contribuir para o Ritual Maior de Proteção.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Sex Ago 07, 2015 3:10 pm

Isso...isso é o trabalho de um Galliard. Entendo melhor agora.

O blues é universal, só não imaginei que pudesse combinar tanto com esta vida dos garous. Meu mundo não é tão diferente do deles assim...

Ainda dedilho algumas notas enquanto Darún fala.
- Missões pessoais? - pergunto, talvez mais a mim mesmo. O que eu teria de resolver pessoalmente? O que eu tinha de pendente já...não importa muito.
Um enterro decente a Walter era tudo o que eu queria naquela época, talvez entender melhor como ele ficou daquele jeito...talvez eu queira vingança, os nomes de quem fez aquilo com ele.

Na minha dúvida de qual tribo escolher eu ponderei muito sobre o que ele diria. O que o velho tio Walter diria?
Algo como "Moleque, e matar esses caras vai trazer alguém de volta? Volta pro seu trabalho!"

E é por isso que eu escolhi os Filhos de Gaia. Um caminho de paz, que primeiramente não é a favor da vingança. Eu quero aprender isso, quero ser como esses caras...

- Pode deixar, chefe. Estou pronto pra qualquer coisa - digo a Darún, mais confiante.

Sigo ele e Abháa, e agora havia um ritual...estava ai algo com o qual não estava acostumado.

Pego o livro e faço assim como me é mandado. "Não faça besteira Ralf"

Testes:

Ralf_the_Garou: 5D10 => (8 +10 +8 +9 +6) = 41 #inteligenca + linguistica
Ralf_the_Garou: 1D10 => 6 #rerrolando 10

Ralf_the_Garou: 8D10 => (6 +4 +2 +3 +6 +3 +2 +4) = 30 #raciocinio + performance




Última edição por isaac-sky em Sex Ago 07, 2015 3:35 pm, editado 1 vez(es)



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Sex Ago 07, 2015 3:12 pm

Decido não acender uma fogueira, minha pelagem seria o suficiente para me aquecer durante a fria noite. Na Finlândia os invernos eram muito mais severos.

Acender uma fogueira chamaria atenção. E minha maior preocupação era não saber "de quem" chamaria.

Deixo a pequena mochila no chão e abocanho um pouco do alimento, apenas o suficiente para "enganar" a fome.

Me encosto em uma das grandes raízes da árvore, pensando nas marcas que vi e descansando enquanto podia.


Pettri: 8D10 => (3 +7 +3 +10 +2 +9 +3 +10) = 47 #Percepção (3) + Raciocínio (5)
Pettri: 2D10 => (6 +4) = 10 #Reroll dois 10


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Re: A Estrela Vermelha

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