A Estrela Vermelha

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A Estrela Vermelha

Mensagem por Aleleeh em Ter Maio 19, 2015 12:15 am

PRÓLOGO
Entre dois tempos - Alen, Liana e Nailah:


Vértices detectados: NULL

Saltos no tempo: Confirmado
Variações temporais: 2913298312429826101862712627649129121,8
Ondas magnéticas: Sim.
Vértices: Revertidos

Modificações: 8723982317124, 555555555
Nível de modificações: -


Os números haviam saltado de uma maneira absurda. A máquina começava a resfriar depois de todo o trabalho que havia empregado. O super computador não estava mais trabalhando em OverClock: Acabava, finalmente, a intervenção nas Ondas Magnéticas no Deserto do Saara.

Liana estava sentada, observando tudo:

- Então..?

- Sim, essa belezinha executou. Agora vejo que poderia ter feito algumas modificações, esses números não podiam ter aumentado tanto.

Alen volta a digitar linhas e mais linhas de código. Ele para de digitar subitamente, como se lembrasse de algo:

- Então... você quer que nós os encontremos?

- Exatamente isso, sr Malthir. Parece que nosso acordo ainda está de pé... você fez sua parte e eu farei a minha.

- Vamos lá, então.

______________________

Nailah e Denis saem do outro lado da Umbra, ofegantes. O Roedor respira fundo, rotacionando os ombros:

- Beleza, gatinha, conseguimos. Precisamos seguir para a próxima porta perto do... parece que tem um enorme totem de madeira. É o que disseram.

- Totem..? E é seguro?

- Sei que informação é 90% confiável. Os outros 10% é por nossa conta.

Nailah não parece feliz com a resposta, grunhindo enquanto continua caminhando.

Caminharam por quase meia-hora, até que alcançaram uma enorme estátua de madeira. Parecia que estavam andando debaixo do lago, os peixes dançavam nas laterais, como se estivessem separados por uma fina película de vidro.
A estátua de madeira tinha a forma de uma mulher com orelhas bem pontudas, assim como a de alguns felinos. Era graciosa em suas formas.
A Cria de Fenris se aproxima com certa cautela, seguida de Denis que estralava os dedos das mãos:

- É ela...

- Ela quem cuida dessa área? O Monstro do Lago Ness costumava viver aqui, não é?

- Antes da estrela do apocalipse, os Fiannas tinham visto ele por aqui, mas depois um Uktena relatou ter visto um totem de uma mulher... e ele acha que ela é algo dos Bastets ou coisa dos egípcios antigos.

- Egípcios... isso tem a ver com eles?

- Sei lá, gatinha, mas acho que isso era o que você estava procurando.

Nailah respira:

- E como despertamos?

- Assim...

Ele se aproxima:

- Ó grande totem, se manifeste! - ele sussurra depois de falar alto - Se der ruim a gente só corre, gatinha

Aquele não era um bom jeito de atrair um totem.
Os olhos brilham e a madeira começa a descascar. Como se saísse de um casulo, uma mulher idêntica ao totem, porém, parecendo possuir pele, carne e ossos surge:

- Quem chama Auseth de seu sono?

A voz etérea parecia ter balançado a Umbra quando finalmente reverberou com força debaixo das águas.
Denis pigarreia:

- Sou Denis, um garou de trilhas umbrais. Viemos conferir porque apareceu aqui.

Ela o observa:

- Parece que moveram as areias do tempo, Denis das Trilhas Umbrais... desde então, nesse mundo, eu sempre existi aqui.

- O Monstro do Lago não mora mais aqui, então?

- Parece que ele nunca existiu... mas uma parte de mim se lembra dele... nós, seres altos da Umbra costumamos perceber quando o mundo lá fora é modificado... nós sentimos os dois momentos como se existíssemos mais de uma vez. Uma existência duplicada, triplicada... eu lembro dos garous que me visitaram e sei que a culpa não foi deles... porém, o fardo cairá sobre todos. O apocalipse pode caminhar entre o tempo... e a inimiga de Gaia também.

Nailah e Denis se entreolham. A Cria de Fenris pergunta, um pouco ríspida:

- E o que devemos fazer? Eu sei que eu fui embora porque achei que aquilo tudo era uma besteira... mas, agora, eu sinto algo diferente.

- Eu sou a balança da justiça... se forem justos de coração, poderão saber.

A balança surgia da névoa umbral, tomando forma. Era de ouro e completamente lisa:

- Que comece o julgamento.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Aleleeh em Sex Jun 19, 2015 3:53 pm

Depois que Taiwo percebeu que não havia mais pirâmide...

e que já não havia Caern para retornar...

eu percebi que nós havíamos feito algo maior que o próprio deserto.

E aquele mau pressentimento... voltou. Mais vivo do que nunca.

Gaia... o que seus filhos fizeram?


_________________________________________


Filhos Pródigos:

Três meses: esse era o tempo que havia se passado desde o incidente na Pirâmide. O tempo que passaram no passado foi de apenas cinco dias. Pareceu-lhes uma eternidade.

Após constatarem que a Pirâmide não estava em lugar nenhum nas redondezas, Taiwo decidiu que não havia mais motivos para continuar no deserto. Ele estava quieto e sempre pensativo, tentando decifrar o que poderia ter ocorrido.
Vocês finalmente conseguem conversar com ele, sabendo que Taiwo era de confiança.

Scar conta sobre Banjoko e Taiwo se surpreende com a citação do nome:

- Conhecemos Banjoko, era de um Caern mais à frente do nosso, alguns quilômetros de caminhada... resultaria em um dia inteiro para vê-los. Antes de partirmos eles haviam saído do deserto.... soubemos da triste morte de Banjoko. Ele era corajoso e havia se apaixonado por uma humana, deve ser essa tal Katy que me contam.

Partir foi estranho. Uma sensação de missão cumprida e, ao mesmo tempo, de perda. Era ainda pior que o apartamento... haviam ido até a África para descobrir sobre os espíritos, os Espirais e sobre a confusão que o mundo estava prestes a presenciar.

Enrolado em panos, o corpo de Mordekaisen seguia junto com a caravana. Sua alma estava livre, até do próprio tempo. Suas últimas palavras ficariam na mente da Matilha por dias... martelando, como se os lembrassem que um grande Ahroun caiu em batalha.
Para manter o corpo sem mal-cheiro, Taiwo usou uguentos preparados para fins parecidos com esse. Era parecido com embalsamar, porém, utilizava fartos panos no lugar de bandagens e ervas e líquidos que carregava consigo. Era o máximo que podia fazer pelo corpo de Mordekaisen, que resistia ao calor e à morte tão forte quanto se mantinha em vida.

Chermont passeou pelas redondezas do Deserto, procurando algum sinal de Caerns próximos. Voltou dois dias depois, constatanto que tudo realmente havia mudado. Não havia sequer sinal de vida por ali, muito menos de alguma espécie de sociedade vivendo por ali. Apesar do mapa de Taiwo detalhar onde se localizavam os outros povos, já não podiam observar isso mais.

Finalmente, vocês partem por onde chegaram. Atravessando a película, adentravam a Umbra fria, muito diferente do Deserto. Passaram pelo mesmo caminho, porém, muito menos movimentado.
A volta era sempre mais rápida.

Desembocavam agora no Portão de Cristal. A grama verde recebia pés e patas com uma calmaria que preenchia as suas almas. O silêncio do Caern fora interrompido por Chermont, que tropeçara em uma pedra e reclamava e guinchava ao seu modo:

- Mas que porrrrcaria de pedrinha!

Ali, ao fundo, da cabana dos Filhos de Gaia emerge a velha anciã que guardava aquele lugar:

- Os cristãos chamam essa passagem de... O Filho Pródigo. Tragam ele até aqui... quero ver seu rosto antes de devolvermos seu corpo para a Mãe Gaia.

Ela já sabia...

___________________________________

A matilha estava abalada com tudo o que ocorrera. Chegar no Caern parecia uma benção pequena, depois de tudo. Porém, ela voltava mais unida. É, as vezes a morte causa esse tipo de coisa.

Scar passou muito tempo meditando, em busca de respostas sobre Banjoko e o próprio Deserto. Junto dele, Katy, já um pouco mais lúcida, fazia-lhe companhia.

Ralf parecia menos verde agora... e uma parceria inusitada resulta da busca pela força. Hawk o ensinava a batalhar e manejar a adaga, enquanto rolavam no solo e treinavam socos, chutes e evasivas. Um, tentando se aceitar pela força de sobreviver... e o outro, tentando esquecer porque sobrevivia.

Kelsey e Vincent também buscaram força, porém, focaram em livros e anotações que Abhaá dispunha em sua pequena biblioteca. Rituais, enigmas, mistérios... bençãos, maldições, inimigos, espíritos. Bebiam do conhecimento e sonhavam com ele.

Pettri ia todos os dias ao túmulo de Mordekaisen. Lembrava-se do funeral à moda Garou: comidas, bebida, dança, histórias e cantigas em volta da fogueira. Celebravam a Passagem da Alma e lamentavam o abandono do corpo.
Alguns Garous de outras tribos e locais foram ao funeral. Dois deles haviam lutado lado a lado de Mordekaisen por anos e podiam lhe encher de histórias heróicas, engraçadas e sinceras sobre seu pai.

E eu... sentia, desde o Deserto, aquele pressentimento. Meu joelho doía... mas doía menos que a consciência.

__________________________

A Fúria e a Serenidade:

As folhas farfalhavam. Pettri estava calado, sentado na grama, ouvindo e observando. Ao seu lado, um Superior dos Peregrinos, um humano parecido com um Viking:

- Foi bom ter me chamado, Pettri... o que você presenciou nos serve de esperança. Iremos avaliar e estudar isso e contamos com a sua cooperação. - ele coloca as mãos no bolso, retirando uma pequenina orbe, parecia encaixável - Achei que fosse querer ter algo dele e do seu povo, apesar de ter conseguido esse artefato do passado.

Ele deixa a orbe de frente para Pettri, próximo de sua pata. Era linda e bem trabalhada, com o símbolo dos Peregrinos grafada nele:

- Isso é uma Orbe de Memórias. Você pode ouvir e guardar memórias dentro dela... é especial para o nosso povo que viu e verá muitas coisas nesse mundo.

Os dois fitam o túmulo de Mordekaisen, simples e imponente assim como ele era.
As palavras de Abhaá pareciam vivas dentro de sua mente: É maravilhoso saber que seu espírito foi arrebatado por seus antepassados. Nós não podemos ter certeza de nada, nem mesmo eu que sou agraciada e amaldiçoada com a vidência, não posso adivinhar o momento exato da morte de um companheiro. Mas, de alguma forma, Gaia nos recompensa pelo esforço... ele era um guerreiro tão potente... que precisava ser mimado por nossa Mãe, novamente. Descansar da luta... porque já fez o suficiente. Ele não morreu, Pettri. Ninguém morre definitivamente... por isso, nós enterramos os mortos. Para nos lembrarmos e mantermos vivo o legado daqueles que foram descansar.

E agora, olhando para o túmulo... Pettri enxergava ele. Sentado, sério. Isso era melhor que nada.

_______

A garota chegava ao Caern do Portão de Cristal. Sabia que havia sido resignada pela própria Abhaá, que juntamente do líder dos Portadores tiveram uma extensa reunião sobre a chegada da Estrela Vermelha.
Serena também sabia que os Portadores da Luz Interior haviam se afastado por longos anos de todas as outras tribos e que, agora, com a chegada iminente do fim dos tempos, eles haviam decidido optar por uma união mais estável. Isso fazia seu próprio propósito ganhar sentido e força: proteger e trazer a iluminação aos outros.

Não havia hesitado quando recebeu o convite e partira tão logo sentiu necessário. Sabia que encontraria uma Matilha eclética e complicada de lidar; com muitas perdas, raiva e dentro de um caminho escuro e estranho para se trilhar.
Garras-Sábias lhe segredou antes de ir que havia conversado com o líder:

- Serena... você foi destinada a algo grande. E quando digo isso, não é algo que a torne grandiosa... é algo que nos torna mais próximos da nossa natureza Garou. Nós éramos todos unidos em um passado muito distante. Nos dividimos e cada um, a sua maneira, buscou sua maneira de fazer o que Gaia nos pediu. Depois de anos meditando, nós acreditamos que a conservação do nosso povo, da nossa crença e do mundo que Gaia criou ainda é importante. Quero que saia daqui não apenas como Portadora da Luz Interior... mas como uma Garou.

Seu coração estava limpo por conta dessas palavras. Mas a sua mente trabalhava a todo vapor agora, que caminhava naquele solo sagrado do Caern e podia sentir as árvores conversarem entre si sobre sua chegada, anunciando a todos os espíritos que ali residiam que a luz havia chegado.

Uma luz necessária... e que podia complementar um grupo de cores e pensamentos tão distintos.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Sex Jun 19, 2015 4:19 pm

Três meses que passaram rápido.

Acho que a primeira coisa que fiz foi ligar pro pessoal da banda.
Mentir foi fácil, mas eu sei como realmente me sinto desfazendo nossos planos, nossos projetos. Eles acham que eu resolvi voltar pra casa, cuidar das coisas da empresa do meu pai, deixar a vida de músico.
Acontece que eu realmente estou lidando com as coisas do meu pai, nesse caso, sobre a linhagem que eu nunca tinha conhecido.

Três meses de treino.

Percebi que Hawk é o Presa de Prata mais "tranquilo" que já vi. O cara destoa, só não sei se a tribo dele acha isso algo bom ou ruim.
Mas aprendi algumas coisas lutando, acho que finalmente posso lutar usando minha outra forma.

Três meses que se passaram, mas alguém ainda mantinha seu luto.
Espero o amigo de Pettri ir embora para me aproximar do Peregrino.

Não digo nada, apenas observo o túmulo e deixo o vento bater no casaco e na capa da guitarra. O chapéu, um pouco manchado do sangue no Egito, mantém-se como peça fundamental de mim mesmo.

Recordo-me de uma canção sobre um funeral. Canto acapella:



Há garous que contam histórias, passam os conhecimentos do povo garou de geração a geração. Pensei numa letra para uma canção que contasse nossa jornada, talvez eu possa entoa-la num momento oportuno.

A barba cresceu, não vejo porquê cortar se eu posso me tornar um lobo quando necessário. O quanto foi que eu aprendi, em tão pouco tempo?

- Eu também perdi um amigo, já faz algum tempo. Não é...fácil, mas existem coisas que não podemos mudar.



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Luthica em Sex Jun 19, 2015 5:02 pm

[Serena]
Ser enviada a uma missão pela presidente do Grande Conselho é uma honra. Porém, não sou tola de me permitir ser vaidosa. Sei que a verdadeira honra é que Gaia tenha aberto mais uma porta de meu destino e me concede esta honra maior ainda de trilhar os caminhos de minha missão.

Isso nada mais é do que uma pequena peça do traçado Dela.

Sei que este afastamento dos Portadores da Luz Interior pode causar uma pequena estranheza no grupo inicialmente. Mas tenho perfeita serenidade em meu coração pelas belas palavras de Garras-Sábias.
Esse tempo era como um luto e um período de meditação, para podermos nos recuperar das perdas e nos voltar mais intimimamente a Mãe.

Sinto-me ansiosa para conhecer esses meus irmãos que tanto precisam de luz.
Não nego uma pequena aflição ao pensar em uma matilha desmotivada pelas perdas, mas tenho confiança de que, por ter sido escolhida, terei as respostas certas no momento apropriado. Mesmo que nesse instante eu pudesse questionar minha capacidade.

Caminho em minha forma humana. Me sinto mais próxima de Gaia e fico confortável na forma lupina, mas assim acredito que posso me misturar mais facilmente. Aproveito cada instante dessa energia tão boa. É um bom presságio.
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Sab Jun 20, 2015 1:20 am

Quando eu recordo sobre todos esses anos, eu vejo muitas coisas...

Três meses de luto, esses. Mas também, três meses de muita reflexão.

Não fazia sentido lamentar a morte. O importante era me recordar de como ele fora em vida. O exemplo que passara enquanto vivo, as lições... Acho que não havia morte mais digna para um ahroun do que em batalha. O fato de ter morrido com um sorriso no rosto enfatizava isso.

Melhor pedir perdão do que permissão.

Uma vida sem arrependimentos. Ele havia trilhado seu próprio caminho, agora era eu quem encarava o grande mar de decisões.

A notícia de sua morte rapidamente se espalhou pelos caerns próximos. Me deparei com o fato de que ele era mais 'famoso' e estimado do que eu imaginava. Era realmente uma perda grande para a sociedade garou.

Logo após o funeral, meu primeiro passo foi contactar o mais alto posto dos peregrinos na região e relatar os acontecimentos, desde a viagem no tempo até o inesquecível encontro que tive com meus antepassados. Isso, de certa forma, me destacava entre os peregrinos. Eu era único nessa era.

O superior falava comigo agora, sua aparência lembrando pouco o semblante típico de um peregrino silencioso. Ele me entrega o orbe, apenas o toco com a pata, pensando nas melhores memórias que tinha de meus pais. Olho de relance para o bracelete. Outro grande presente de meus antepassados.

Fico imaginando o que Gaia esperava de mim. Faria de tudo para alcançar seus objetivos, assim como meu pai fizera, antes de mim.

Agradeço o superior com um leve aceno com a cabeça.

- Isso significa demais para mim. - Digo brevemente, não referente apenas ao orbe, mas também ao apoio que recebia de minha tribo.

Vejo a lápide de Mordekaisen, imponente. Não havia deixado de visita-la um dia sequer. Era bom saber que, mesmo que de forma simbólica, ele estaria ali. Mas eu sabia que as visitas cessariam por um período...

Começo a pensar nas rotas que tomaria, nos objetivos que tentaria alcançar. Sabia que seria um caminho solitário.

Ou nem tanto...

Vejo a aproximação de Ralph. Ele senta próximo de mim, iniciando uma canção apenas cantada, sem instrumentos. A letra era bela. Ele finalmente começava a entender o papel de um galliard depois do retorno ao nosso tempo. Passo a pata levemente sobre o focinho, a cabeça recostada na grama fofa. Diferente de meu lugar de origem, quase todo de neve, esse era verde e mais quente.

Ele começa a falar de um amigo que perdeu. Engraçado como algo tão trágico pode fortalecer um laço entre dois seres.

- Realmente, não podemos voltar atrás. - Digo, levantando um pouco a cabeça novamente. - Mas percebi que o que realmente importa é se conseguimos ir em frente.

Me permito um breve devaneio, apreciando a bela paisagem daquele caern.

- Já tem ideia do que fazer agora, Ralph?

Não era uma pergunta sobre o momento. Mas sim sobre o caminho que tomaríamos.

Fosse como matilha, fosse sozinho.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Sab Jun 20, 2015 10:42 am

Sinto-me bem em ver que Pettri pensa o mesmo.

"Seguir em frente, sempre"

Nos últimos meses me peguei pensando no futuro também, qual seria o destino dos garous...

- Ainda há muito o que fazer, digo, a gente mudou algumas coisas lá no passado mas...ainda há um apocalipse se aproximando e ainda não há uma reunião real de todos as tribos para enfrenta-lo.

Ajeito o chapéu, encarando a paisagem.

- Meu palpite é de que ainda haverão muitas batalhas, monstros, espíritos e maluquices pra encarar. Apesar de eu já estar me acostumando com tudo...mas o mais importante é mantermos a matilha unida. Se encaramos o Egito Antigo, a gente encara o resto.

Quem diria, o guitarrista de blues se acostumando a essa vida.



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Sab Jun 20, 2015 9:41 pm

"... a gente encara o resto."

Era uma forma bem positiva de se pensar. Ainda não havia me decidido se sairia em missão sozinho ou junto da matilha e...

- Aliás... Porque a matilha ainda não tem nome? - Indago Ralph, que entrara muito antes de mim.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Yoru em Seg Jun 22, 2015 12:04 pm

      Sob um sol absoluto trazido por dias de chuva amena, a grama possuía o verde mais jovial possível. O vento morno a movimentava enquanto arrancava e arrastava folhas de muitas origens. Uma delas era uma jovem macieira, inexperiente a seca e a poda. Sua personalidade estava em sua sombra: bem definida em escuridão mas imperfeita com os feixes de luz que trespassavam os ramos. Ali havia alguém que se identificava com ela.
      Acotinhado no centro de um tapete de esteira artesanal, o humano meditativo conservava as mãos relaxadas sobre os joelhos e os olhos fechados; o soprar despenteava seus fios escuros sem despertá-lo do transe. Vestia uma larga calça cinzenta de moletom, atada com laço de cordões negros, e uma justa regata azul-marinho de licra. E no braço esquerdo amarrara uma bandana verde, nela prendera o broche de um totem.
      Entorno haviam muitos itens. A direita um pergaminho enrolado, folhas avulsas debaixo de um pote de vidro negro de tinta e pincel usado sobre um pano sujo; havia ainda outro recipiente maior, porém feito de cerâmica e manchado nas bordas com um líquido vermelho onde um pincel grande despontava. Na lateral oposta havia um estojo aberto, com apenas uma lâmina solta. E na frente dele uma pistola negra reluzia deitada num lenço branco. Ao redor da árvore, muitos frutos caídos.
      Quando a recém-chegada se aproximou ele disse:
      — Não muito tempo atrás era eu entrando neste caern, e viera de muito longe... Parece-me que ocorreu uma eternidade antes, mas ainda recordo o dia em que cheguei. — Um leve sorriso surgiu nele. — Foi bom ter sido recebido.
      Nenhuma perturbação no chi fora detectada, era apenas uma aura de brancura chegando há certo tempo. Por sua estranha intuição, e uma dica de Abhaá, que estava ali.
      De repente esticou o braço da bandana ao ar (Percepção 3 + Destreza 4 = Vincent: repeat 7 1D10 => 9 ; 5 ; 7 ; 2 ; 8 ; 1 ; 6). A maçã quicou assim que bateu num dedo rígido mas, recuperado o equilíbrio, a agarrava próxima ao chão. "A matilha precisa de um pouco mais de serenidade, é isso?", a anciã questionara após ouvir o que o kitsune conseguia expressar de seu pensamento espontâneo. "Pois bem, por que não a encontra para os seus companheiros?" Com isso o raposa saiu confuso, sem saber o que buscar; no entanto, tinha o seu canto onde sempre encontrava tranquilidade.
      Isto é serenidade, refletiu ao enfim conquistar o fruto e vencer o próprio desafio. Colocou os brilhantes olhos de raposa nela.
      — Seja bem-vinda.
      Lançou o prêmio a ela, de certo modo responsável pelo sucesso.
      Descendo o antebraço rapidamente, agarrou a faca e repetiu o movimento exercendo mais força e flexibilidade no membro.
      ...Fincou a adaga de arremesso numa raiz grossa (Destreza 4 + Esportes 0 = Vincent: repeat 4 1D10 => 1 ; 4 ; 6 ; 3), onde podia-se enxergar um grande alvo pintado em carmesim na casca de um tronco largo e claro que ela havia passado ao lado. Nele, várias marcas e facas presas. Quase nenhuma no centro.
      Uma das muitas coisas que Vincent gostaria de aprender a controlar era a fúria. Perigosa, porém infalível. Voltou a ignorar o mundo da visão e retornar a concentração.
      — Tenda com penas vermelhas e brancas — disse abruptamente —, procure um homem chamado Darún.
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Stein em Ter Jun 23, 2015 1:03 pm

- Uma velha xamã uma vez me contou que o nome confere poder às coisas - digo, me aproximando de Pettri e Ralf. As orações e rituais com Abháa haviam sido realmente cansativas naquela manhã, e eu sentia claramente o cansaço mental por tamanho desprendimento de energia e concentração. Katy havia melhorado, isso era bom... a morte de Banjoko seria superada, era visível em seus olhos, cada dia mais vivos... mas levaria um tempo. Os humanos encaram a morte de forma muito diferente dos lobisomens. Uma morte definitiva é extremamente rara, pois ainda que o corpo definhe, o espírito e a alma são imortais. Para Pettri, contudo... - Nós somos Crias da Lua, no fim das contas... almas tristes que vagam pela noite em busca de saciar uma fome implacável, seja por carne, conhecimento, ou significado. Um garou é pouco sozinho, Pettri - me aproximo do lupino, sentando-me ao lado deste e de Ralf. - Mas juntos, podemos até mesmo mudar todo o curso da história.
Observo o céu sobre nós, uma redoma de nuvens frias tão convidativas depois do que passamos no calor desértico. Era bom estar em casa novamente... mas até quando?



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Ter Jun 23, 2015 3:36 pm

Tiro o chapéu e coço a cabeça.

- Não faço ideia. Era pra termos um mesmo... - noto Scar se aproximando e falando.

Aceno positivamente com a cabeça e coloco o chapéu novamente.

- Filhos da Lua, realmente...nossa matilha é forte, mas ainda precisamos trabalhar nossa unidade. Escolher um nome pode ser nossa prioridade agora.




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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Stein em Ter Jun 23, 2015 7:20 pm

- Aabhá me ensinou um outro nome para suas composições, Ralf. Um nome com certa melodia que gostei muito... e que de alguma forma me inspira - digo a ele na língua garou, pensativo, tentando me lembrar exatamente do conceito que a anciã havia me ensinado. - Tudo no mundo emite um som, seja o vento, os lobos, os homens, as pedras...tudo ressoa, até mesmo o silêncio. A essa miríade de sons compostos pelo Mundo, os antigos chamavam "Sonata". Quando os lobos ressoam em matilha, seu lamento, seu grito de guerra, sua sede por batalha ou consolo mútuo, é uma Sonata.
Faço uma pausa, olhando o horizonte, muito além do que meus próprios olhos podiam ver, era me revelado um bom agouro pelo sopro do vento em meus pelos. Eu sorria com o coração, quando meu corpo aceitava de bom grado a brisa reconfortante, e sentia como se a própria Mãe soprasse gentilmente sobre mim.
- Nós viemos de lugar algum, unidos por um destino que não compreendemos completamente, mas confiamos de forma cega, na esperança de que um dia nossas existências façam sentido. No fim, nossas vidas são tão ínfimas que seriam uma nota oca na orquestra do Universo. Seriamos tão silenciosos a ponto de não sermos notados em meio aos arranjos... mas ainda assim, o silêncio também vibra, e muda o ritmo da música. E assim somos nós, vindos de lugar algum, insignificantes como notas mudas, mas capazes de mudar a melodia como o vento que sopra disforme e emite seu lamento entre os troncos ocos de uma floresta, nítido como se cantasse em sua corrida para lugar algum. Somos uma Sonata Silenciosa.

OFF: Sonata Silenciosa foi só uma sugestão, podem sugerir outra coisa se não agradar



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Ter Jun 23, 2015 7:27 pm

Sorrio diante da sugestão.

- Meu Deus, até você Scar vem querer me convencer a tocar música clássica? - rio um pouco me lembrando de uma das milhares de discussões que tive com meu pai.
- Haha, mas eu gostei da sugestão da Sonata. Entretanto, não somos nada silenciosos amigo. Nós viajamos no tempo pra ter uma briga gigantesca lá na mesa do faraó...

As vezes parecia que criávamos tanto problema quanto tentávamos consertar.

- Sonata dos Lobos...o que acham?



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Qui Jun 25, 2015 12:34 pm

Escuto as sugestões, quieto.

- Sonata Silenciosa é um bom nome. - Digo, após Ralph sugerir Sonata dos Lobos. - Alguns de nós não são lupinos, ficaria estranho, Ralph. Vincent poderia sentir ciúmes. - Digo, em tom de brincadeira.


Combina com o nome de minha tribo, afinal.

- Quando iremos nos reunir com os outros?


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Stein em Qui Jun 25, 2015 2:47 pm

- Sonata Silenciosa, então - decidimos. Era bom estar entre amigos de verdade depois de tanto tempo. E pensar que semanas atrás éramos completos estranhos desconfiando constantemente uns dos outros. Em especial, Ralf...ele realmente havia crescido como Garou. - Podemos ir agora mesmo, estou ansioso para reunirmos a matilha e decidirmos o próximo passo.

OFF: quando quiserem, a gente volta pra aldeia e se reúne com geral.



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Qui Jun 25, 2015 3:09 pm

- Ok ok, a maioria vence - digo, aceitando o nome de Sonata Silenciosa.

Noto que havia incluído Vincent nesse lance dos lobos. Os garous e outros transmorfos são receosos uns com os outros (com muitos motivos), mas acho muito bacana termos alguém diferente na matilha.

- Vamos achar a galera então. Acho que já treinamos bastante, hora de nos mover...



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Qui Jun 25, 2015 5:47 pm

- Certo. Mas antes, vamos perguntar se os outros concordam com o nome. Mas acho difícil discordarem, tudo que tem "Silencioso" no nome fica mais legal. - Brinco mais uma vez. Talvez não fosse tão bom com piadas, devia deixar isso pra um galliard.

Me lembro então de algo que eu deveria fazer, antes de tudo... Algo de extrema importância.

- Me lembrei que tenho que resolver um assunto antes. Se encontrem com os outros e me esperem na frente da tenda da Abhaá. Quando terminar, me encontro com vocês.

Termino de dizer e, calmamente, saio do local.

Procuro o peregrino silencioso que havia me dado o orbe.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaias_tsuiwa em Sex Jun 26, 2015 2:21 am

'Três meses cara, passaram mais três meses e eu não consegui sair desse nível raso ainda, Mãe Gaia, por favor tenha paciência comigo, parece que meu aprendizado é tão rápido quanto o crescer de uma árvore... Arf, desculpe me Mãe'

*Pensava enquanto prendia meu cabelo, que estava muito maior, passando um pouco dos ombros, afinal para mim meu visual refletia meu estado de espírito, minhas evoluções, minha personalidade*

*Saio de dentro de uma das cabanas, com novas roupas e com uma expressão séria, como se estivesse matutando algo*

*Me aproximo de Pettri e os demais, escuto o papo sobre o nome para matilha, porém não me manifesto de inicio, primeiro, fico apoiada sobre meu joelho esquerdo e levemente toco a lápide do amigo falecido, depois fecho lentamente minha mão levando-a em direção ao meu coração, como se dissesse que o carregaria comigo pelo resto de minha vida*


*Fico sem dizer nada, com a mão no coração por uns segundos e em seguida sento com as pernas cruzadas e digo aos meus companheiros*

"Sonata Silenciosa... huuum, esse nome é esplêndido viu, creio que descreve bem o que somos né, diversos seres que estão juntos trabalhando na canção da Mãe, como as notas musicais, que separadas são somente sons, mas juntas formam uma bela canção"

*Sorrio para todo e passo a contemplar o céu*
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Sex Jun 26, 2015 1:10 pm

Então Kelsey estava por perto também.

- Daqui a pouco a gente nem precisa procurar eles, porque já todo mundo aqui. Mais algum garou escondido? - digo num tom de brincadeira.

Começo a andar em direção ao acampamento.

- Scar, Kelsey, vamos buscar os outros. Vincent deve estar treinando, Hawk também.


Última edição por isaac-sky em Sex Jun 26, 2015 7:49 pm, editado 1 vez(es)



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Aleleeh em Sex Jun 26, 2015 7:33 pm

A Sonata Silenciosa:

Serena adentra o Caern, sentindo a energia espiritual cada vez maior. Ao colocar os pés em solo sagrado, era como se o vento soprasse de modo diferente.

Abhaá sai de sua cabana, como se o vento logo tivesse contado a novidade para ela. Os lábios enrugados dela se enchem de alegria ao vê-la:

- Seja bem vinda ao Caern do Portão de Cristal, Serena. Sinto que foi uma longa caminhada até aqui, mas nada tema... está em solo amigo.

A velha anciã parecia amigável e sábia. Suas rugas poderiam contar-lhe histórias de dias tristes e felizes em um passado tão distante quanto o universo que estava a volta de toda terra. Ela se aproxima, segurando uma de suas mãos:

- Eles estão todos por aqui, alguns mais dispersos, outros mais juntos, mas são uma matilha. O líder, Darún, ficará feliz de vê-la aqui.



______________________________________


Pettri sabia que ele não teria caminhado para longe, fazia pouco que ainda estavam conversando em frente à lápide de Mordekaisen.
O sol estava fraco, como era típico daqueles dias e o vento fazia sons espirituais ao tocar nas folhas das árvores.

O homem estava em pé, com a mão sobre um machado. Ele parecia bem diferente agora, ainda mais altivo, forte e decidido. Uma cicatriz em seu lábio estava bem destacada... parecia estar ali há tantos anos que poderia ter nascido com ela.
Ele repara na sua aproximação, olhando para você:

- Seus companheiros também prestaram as condolências... vocês estão unidos, no final das contas. Isso é raro, meu irmão.

_________________________________________

Ralf, Scar e Kelsey haviam visitado novamente o túmulo de Mordekaisen. Pettri parecia um pouco melhor, talvez mais decidido. Era um caminho árduo para todos, porém, sabiam que haviam todos encontrado uma força maior do que já tiveram.
O Caern estava especialmente silencioso naqueles dias... como se entendesse a busca pela força. Alguns garous vinham visitar o Caern... outros, passavam para acampar e depois partir em suas missões. Duas garous vieram buscar iluminação com Abhaá, que ficou dois dias palestrando e meditando com as duas.

Aqueles eram dias de preparo para toda a nação garou.
_____________________________

Há algumas noites, todos estavam em volta da fogueira. A comida era suave e deliciosa; a água, límpida e fresca.
Darún finalmente saiu para jantar em união desde que voltaram do Deserto, cumprimentando Taiwo que o acompanhara desde algum tempo:

- Teremos uma nova integrante para o grupo. Ela chegará em algumas luas, a recebam bem. - ele olha para Abhaá - E... eu vim conversar sobre a Estrela Vermelha e a nossa estadia no deserto.

Era um assunto sério. Taiwo fechou os olhos, fazendo um meneio com a cabeça, incentivando Darún a continuar:

- Houve dois tipos de intervenção que nos tiraram daquela linha temporal em que estávamos. Uma delas, foi tecnológica. A outra, espiritual. Existem milhares de forças agindo nesse exato momento por conta da aparição da Estrela Vermelha. Essa Estrela significa que o Apocalipse está começando a corroer o nosso mundo... o fim de todas as coisas, a guerra do nosso povo contra o mal que quer engolir tudo. - ele pausa, ajeitando a perna esquerda - Sei que somos poucos. Mas tivemos confirmações de que seremos um dos fortes no final de tudo. Temos a chance de escrever a nossa própria história... retirar o mal desse mundo. Mas não será fácil... e, talvez, nós morreremos. Muitos outros garous estão morrendo ensse exato momento, em batalha. Nós temos informações e nossa missão deu o tom para as outras acontecerem.

Taiwo joga um pouco de areia na fogueira, criando uma luz verde que subia junto da fumaça:

- Achamos que havia sido em vão a viagem de vocês... por sorte, trouxemos junto conosco muita informação. Chermont não achou outros povos, mas coletou alguns objetos por lá.

Na palma de sua mão, estava um pedaço de osso com vários furos e glóbulos avermelhados... como se algo morasse dentro do osso:

- Isso é um espírito perturbado do Deserto. Há centenas de ano que não se encontrava um. Hoje a noite, vamos despertá-lo.

Jogando o osso na fogueira esverdeada, sons fantasmagóricos enchiam o acampamento:

- GAROUS!!! Fujam... fujam!

Abhaá fica absorta, a boca se movendo sozinha. Parecia estar agindo de sua maneira para controlar as forças perturbadas do espírito. Taiwo toma a palavra:

- Sou Taiwo, filho do Deserto. Diga, criatura, sobre os espíritos que estão cobertos de fúria! Eu ordeno que diga!

Alguns segundos de silêncio faziam seus pêlos arrepiarem diante daquela cena. O espírito fala, claramente irritado:

- Eles partiram do Deserto... porque a Umbra está enfrentando o Apocalipse muito antes de vocês, mortais de Gaia! Nós, imortais, lutamos eternamente!!!!

- A Wyrm tocou em vocês?

- Ela toca a todos que vão até suas moradas Umbrais... ela enlouqueceu os espíritos antigos... aqueles todos eram viventes do Deserto... eram como você, Taiwooo...

Taiwo parece respirar antes de continuar a conversa:

- E os Espirais?

A voz fantasmagórica ri:

- Aquele bando de Hienas carniceiras não foram páreos para o Grande Elefante... muitos morreram, até arrancar o osso dele... furioso, pisoteou o Umbral da Lua de Areia... os espíritos tocados pela Wyrm, devoraram o Grande Elefante diante de todos os seus filhos, anunciaram a chegada de almas horrendas à Umbra Baixa... os vampiros foram banidos de entrar lá, Taiwo. Agora, em cima do corpo do Grande Elefante, existe uma nova trilha... a trilha que leva ao Portal Espiral... eles devoram tudo o que chega lá... são os piores da Umbra. Foi dali que saiu um garou nojento... com os olhos loucos da Wyrm. Foi dali que ele saiu, carregando a pele de Banjoko. Foi na noite da Estrela Vermelha despontar... aaaaaaargh...

O espírito se contorcia dentro da fogueira, mostrando uma bocarra melancólica e faminta:

- As chamas... que me alimentam... também me consomem.

Ele se foi. Taiwo caiu no chão, sentando-se. Parecia cansado. Abhaá voltava do transe, olhando para todos antes de se levantar:

- Então... se a Umbra já está sofrendo... nossas chances foram reduzidas. Esse mundo poderá se destruir muito rápido, irmãos. Os agentes da Wyrm estão entre humanos, garous e todo ser que existe... os Caerns Urbanos estão sendo castigados pela Weaver... e o Deserto Umbral poderá ser o primeiro a secar de vez.

Darún estava boquiaberto:

- Então... eles tiraram aqueles espíritos para que vivam no mundo real?!

Não era necessário a confirmação de Abhaá. Os Espirais estavam cada vez mais caóticos e imbuídos do mal.


_______________________________

O grupo podia ver Abhaá conversando com uma jovem de cabelos castanhos e muito compridos, pele levemente bronzeada e os olhos muito claros. Era um azul vivo.

Talvez aquela fosse a integrante de quem haviam falado em noites anteriores.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por ritter em Sex Jun 26, 2015 9:05 pm

A aparência do peregrino era bem diferente do que eu estava acostumado. Podia chutar que era um cria de fenris, pelo machado.

- Sim... - Digo, meio pensativo. - Acho que dei sorte. Mesmo sendo de tribos diferentes, temos objetivos parecidos. Só precisam, assim como eu, amadurecer mais.

Me aproximo mais um pouco do líder dos peregrino, baixando minha fronte. O colar com o orbe de memórias balançando ao cair do pescoço, ficando preso apenas pelos cordões que o seguravam. Sinto o bracelete também, a enorme quantidade de gnose emanando do fetiche.

Havia conseguido experiência, já possuía fetiches... Estava na hora de dar mais um passo adiante na sociedade garou.

- Sei que talvez não seja o melhor momento, mas acho que outra oportunidade assim vai demorar para aparecer...

Ainda com a fronte baixa, miro meus olhos direto nos dele. Eu estava decidido. Digo, com a voz serena e sem hesitação.

- Quero realizar meu teste para segundo posto.


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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Luthica em Seg Jun 29, 2015 8:31 am

[Serena]

Balanço a cabeça em negativa, com um sorriso gentil no rosto. Com esse gesto, nego que tenha enfrentado grande dificuldade em vir ou que não confie nela por alguma razão. Não vejo minha caminhada como penosa, sinto uma grande energia em meu peito. Pronta para interagir com aqueles de outros cl-... não. Somos todos irmãos.

- Imensa é minha honra encontrar Abhaá.

Transbordo alegria no olhar e seguro a mão da presidente do Conselho com minhas duas, abaixando o rosto em respeito juvenil por alguns segundos.

- Darún... - repito, querendo fixar a ideia - Certo! Obrigada.

Talvez seja o vento ou essa energia... Eu me sinto ansiosa como nunca e sei que preciso controlar essas emoções, mas enquanto elas são positivas, não me farão mal.

Sinto-me tímida. Escolhi meticulosamente essa forma humana para me enturmar, embora não seja minha favorita e me deixa um pouco desconfortável, como se eu não soubesse como agir adequadamente sob duas pernas e corpo esguio.

Começo a buscar os demais com o olhar.
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaias_tsuiwa em Qui Jul 02, 2015 12:41 am

*Vou até a garota, sorrio e estendo minha mão para cumprimenta-la*

"Olá irmã minha, filha de Gaia, meu nome é Kelsey Ciaran, fico feliz de ter você conosco, estou a sua disposição tá?"

*Dou outro sorriso, com o objetivo de ser mais carinhosa possível*

*Após cumprimenta-la e falar com a mesma, aguardo a anciã se desocupar e me aproximo dela, a fim de que só ela escute o que vou dizer e me abaixo em reverência esperando ela permitir que eu falasse*

*Após a permissão, lhe dirijo as palavras*

"Oh, grande anciã...creio que nosso sensei Darún já deve ter lhe dito algo sobre isso, mas assim, eu fui a única que não honrei a Mãe Gaia como de fato ela deve ser honrada pois, não consegui ajudar o grupo sabe..." *solto um suspiro, esboçando minha tristeza e decepção comigo mesma*

"Nem saí dessa forma, além de que, se eu tivesse me esforçado mais, provavelmente nosso companheiro não teria morrido... não sei o que acontece comigo, pois parece que estou muito aquém dos meus irmãos, e bem mais fraca do que quando estava em viagem com meu querido pai..."

*Pode-se notar o semblante de desânimo em meu ser com meus ombros levemente caídos*
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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Stein em Sab Jul 04, 2015 11:44 am

Observo a cena absorto. O espírito descontrolado falava coisas que congelaram meu espírito. Havia muito que meus olhos não conseguiam ver ainda, coisas que minha mente de lobo não poderia compreender... Mas saber que a Umbra já estava às portas do Apocalipse... Era terrivelmente assustador.
- Darún - dirijo me a meu velho amigo. - Como iremos enfrentar esse perigo sendo nosso grupo tão pequeno e inexperiente? Precisamos de ajuda... E não falo apenas de ajuda física. Precisamos de espíritos aliados que possam os ajudar além do plano material, Darún. Se essa guerra for travada por nós apenas deste lado, iremos perder inda que vençamos a batalha do plano físico. A dificuldade real desta guerra será enfrentar o mal tanto em casa, quando na Umbria... Precisamos de poder, Darún. Precisamos de aliados.



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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por isaac-sky em Sab Jul 04, 2015 3:55 pm

Olho para quem parece ser o reforço a Matilha que Abhá havia comentado.

A noite em que vimos o quão difícil seria essa guerra. Sinto que devo ser otimista, tentar elevar o ânimo da Matilha...mas talvez eu seja quem tenha mais medo.

Kelsey já se apresenta, chego em seguida.

- Olá, sou Ralf. Chegou pra festa também? - digo, de bom humor a Serena.




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Re: A Estrela Vermelha

Mensagem por Luthica em Dom Jul 05, 2015 11:17 am

A primeira que me cumprimenta me deixa muito feliz. Ela se parece fisicamente um pouco com esta minha forma humana. Dou um sorriso largo e animado.

- Muito prazer! Eu sou... Pode me chamar de Serena.

O meu nome completo parece mais adequando quando sou um lobo ou estou em minha tribo.
Observo seu gesto para com Abhaá ao longe, mas não saio do lugar. Ainda um tanto deslocada.

Vem então o rapaz de cabelos negros. Observo com curiosidade sua aparência.

- Festa...?

Do que será que ele está falando? Pisco algumas vezes, confusa.
Sou nova e não sei exatamente o que eles faziam aqui.
Ele sorriu.
Será que foi uma brincadeira!?

- B-bem... - abaixo o rosto, envergonhada -... Meu nome é Espelho-de-Lua-Serena, mas você pode me chamar apenas de Serena... Muito prazer em conhecê-lo.

Uso meu nome completo pois frases longas e pausadas me fazem restaurar a calma.
Estou mais nervosa do que eu esperava em meio a novos irmãos.

off: bobinha s2 ahahahaha
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