Prólogo - Rising Sun

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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por Stein em Qui Jul 09, 2015 9:34 pm

- Maldição... - deixo escapar. - Quem está atacando Le Havre e com qual motivo? - não sabia se questionar Tallaniel era algo sensato, mas era impossível me conter em meio àquela notícia de última hora. - Não me dica que... Uric?
Aperto a mão de Liesel, o nervosismo fracamente contido. Meus olhos demonstravam o fogo interno, prestes a colocar meu nervos em combustão. Se a resposta fosse positiva, eu iria até o inferno. Ou levaria ele comigo até o sitio de Le Havre.



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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por arcanjosna em Sex Jul 10, 2015 10:49 am

- então... Se trata de uma infiltração?. Imagino. No caso, irei sozinha? Vocês possuem mais alguma informação ou equipamento que possam me fornecer?

Tento não transparecer meu nervosismo, além do medo de uma morte sem propósito ou memória...

*medito no caminho*


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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por ritter em Ter Jul 14, 2015 1:38 pm

- Hahahaha, a lagartixa é braba!

Diz o halfling, em tom de escarneio. Ele ajeita a cartola, olhando para Zahira e Eldest.

- Vejo que sabe meu nome, e devo presumir que essa... Espelunca... Pertence a vocês, certo? Pensamos em fazer algumas reformas, deixar uma cor mais "quente"... Hahahahahaha!

A voz calma do halfling deixava tudo pior. Eldest sibilava, as duas espadas em mãos e a baforada elétrica pronta na garganta.

- Mas... Antes de tudo, que tal se começarem se apresentando... - Ele assobia. - e se desculpando por destruírem um dos meus pontos de comércio, hã?

De cima de várias outras árvores, diversos homens, anões e halflings saem de seus esconderijos, portando rifles e mirando na direção de vocês.

- Ah, sim... Que falta de educação a minha... Me chamo Quoorin, como já sabem... E esses são meus companheiros Tecnocratas.




Karin continua a tentar empurrar a portinhola para fora, sem sucesso. O que quer que tivesse caído ali, era pesado o suficiente para impedir que fosse empurrada.

- Ah, droga... Droga! - Exclama a garota. Ela volta a se sentar no chão. - Vamos morrer aqui dentro, não acreditar...

Role um perception.




- Eisen está fazendo o cerco à Le Havre. Um Stern ritter está comandando a operação.

As palavras do capitão são como um soco no estômago de Klaus e Liesel. Um stern ritter estar envolvido os lembra do trágico incidente na cidade de Liesel. Vocês conhecem o poder destrutivo de alguém daquela patente.

- Vamos, entrem no caminhão. Não temos tempo a perder.

Todos começam a se dirigir aos caminhões, um comboio de cinco deles, cheios de soldados, armas e mantimentos.

Vladimir limpa o rifle. Dizem que um sniper carrega a alma de 7 homens em cada pente.

- Mais uma vez lutar contra meus compatriotas. Isso me lembra a minha fuga da prisão de Vladivostok...

O caminho é longo, e demora cerca de 12 horas para vocês chegarem. O som de tiroteio pode ser ouvido a quilômetros, junto de gritos e titãs a vapor destroçando o que viam pela frente. Mesmo de noite, a grande fumaça negra podia ser vista.

Uma grande estrutura indicava que haviam chegado ao lugar. Um a torre extremamente alta envolta por um muro de mais de 15 metros. Diversos atiradores se encontram em cima das muralhas, tentando repelir as forças que vinham de fora.

- Rápido! Atiradores e magos, se dirijam as amuradas! Granadeiros para os lança granadas! Alquimistas para o laboratório! Vão, vão, vão!

O capitão gritava enquanto todos desciam do caminhão e começavam a seguir para suas posições.

Sid:
Sua parte no prólogo acabou, falta apenas o final agora. Nos vemos no capitulo 1 Wink


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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por isaac-sky em Qua Jul 15, 2015 3:35 pm

- Calma, vamos sair daqui, ok? - digo, num tom confiante.
Eu tenho meu anel de sustentação, presente do sultão.

Não pretendo falar sobre ele, é objeto muito raro.
"A cobiça pode corromper qualquer um, Gênio Nahir" o sultão me alertara.

Mas caso ficássemos muito tempo, morrer de desnutrição ou sede não seria possível se revezássemos o uso do anel.
Procuro por outras passagens, um caminho alternativo.

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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por ritter em Qua Jul 15, 2015 3:58 pm

Controlando a respiração, Nahir se concentra na sala pela primeira vez. Ele repara que, em intervalos irregulares, a chama de Karin tremulava levemente. Aquilo fora o bastante para perceber que havia uma pequena fresta num dos cantos, na parte inferior da parede. Uma brisa quase imperceptível entrava por ali, por isso não perceberam antes. Tateando a parede, uma parte da pedra tinha uma textura diferente do restante, apesar da mesma aparência. Uma leve pressionada e pode-se ouvir o barulho de pedra se arrastando, revelando uma passagem logo ao lado.

Karin observava tudo boquiaberta, o brilho de esperança voltando aos seus olhos.

A passagem era um caminho reto e escuro, e vocês não sabem onde sairia.

Mas talvez fosse sua melhor chance ali.


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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por isaac-sky em Qua Jul 15, 2015 6:08 pm

Conjuro os orbes de luz ao meu redor, ordeno que um deles avance pelo caminho reto.

- Aha! Vamos, acho que isso vale uma janta grátis hein - digo, feliz por ter encontrado um caminho. As luzes dançantes percorrem meu corpo. A sensação do calor das luzes percorre o traje.
- Hora de sairmos.

Começo a andar pelo caminho.



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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por Luthica em Qua Jul 15, 2015 7:36 pm

[ZAHIRA]
Sibilo furiosamente e estou pronta para subir naquela árvore e jogá-lo de lá para matarmos esse desgraçado e Zabrack poder arrancar seu escalpo.

- O que fez...?

Sinto meu sangue fervendo em cada ponta do meu corpo e minha mão treme com o machado em mãos.

- DESÇA AQUI PARA GANHAR SUA DESCULPA.

Vejo então os demais halflings e sua ameaça. Quero que todos morram. Se eu o alcançasse (eu entendi q é arvorão e aí n alcança o lança-bafo né? hahha), certamente responderia meu nome com um estilo e tanto.

O nome de "Tecnocratas" já me arrepia a espinha e eu odeio todos por serem vermes covardes. Faço um som nervoso do fundo da garganta e depois sinto um urro espontâneo saindo de mim.

- VENHAM AQUI LUTAR, COVARDES!!!


Spoiler:
#intimidate (amo isso hauewhea)
1D20+10 => 16

Sinto que talvez eu esteja fragilizada demais com o ataque. Mas não vou me conter por muito tempo mesmo com essas armas apontadas para nós.

off: :( a culpa não é minha. Eu criei esse bicho assim. HAUWEHUEHAUEWOH
desculpem sou burrinha
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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por Stein em Qui Jul 16, 2015 8:22 pm

- Holy shit... - sinto um arrepio subir pela coluna até atingir minha nuca com o péssimo agouro. Um stern ritter seria casca dura. Os "Cavaleiros Estelares" eram conhecidos por sua fúria implacável e frieza notável em combate. Mas não apenas isso... os feitos desse tipo especial de agente eram quase lendários, a ponto de muitas pessoas os considerarem acima dos humanos comuns. Eram caçadores de deuses, ou Gotter Jager, como eu mesmo já ouvira em Stuttgart. E esse título, definitivamente, não era um exagero. - O maldito Ulric foi realmente ousado dessa vez. Enviar um stern ritter... essa merda toda está escalonando muito mais rápido do que eu imaginei.

Então, rapidamente, embarcamos e me vejo com Liesel ao meu lado, ambos observando o carro sair em despedida surda, carregado de combatentes e uma tonelada de armamentos. Por sorte, parecíamos estar bastante providos, e tínhamos Vladmir do nosso lado. O cão atirador era tão rápido com o rifle quanto era mudo e eu agradecia internamente por tê-lo do nosso lado por isso. Poucas palavras, excelente mira.
A viagem é longa, durando metade de um dia, o que me dá tempo bastante para descansar ao lado de Liesel e ler meu grimório, uma prática matinal que havia me habituado há anos, e algo que levava como recordação dos ensinamentos de meu velho. A nostalgia me faz sorrir, enquanto passo os olhos por fórmulas e alegorias arcanas traçadas em meu livro, absorvendo o conhecimento arcano que seria prontamente esquecido assim que eu fizesse uso do mesmo. Assim era a magia, como as balas da escopeta em minhas costas, um disparo por alvo, e costumava ser o bastante.

...um stern ritter...

Desperto sobressaltado com um toque de Liesel. Havíamos chegado, enfim.
Confiro minhas armas, munição e coloco Muriel nas costas, minha escopeta de estimação. E falando em estimação, vejo se Nina está bem, dando algo de comer que havia trazido na viagem. Odiava ter que levar a pobrezinha para uma situação tão inusitada, mas não conseguia cogitar no que os Cães fariam a ela se a deixasse na cidade. O ser humano pode ser cruel de diversas formas se tiver a justificativa conveniente o bastante, e eu não daria a chance de nenhum cientista colocar as mãos em Nina. Não enquanto eu vivesse.
- Tudo pronto - anuncio, colocando minhas coisas sobre as costas e ouvindo as ordens do comandante. Odiaria me separar de Lis naquele caos, mas parece que Tallaniel tinha outro plano para os combatentes. - Vou para as amuradas - beijo os lábios de Liesel, segurando seu rosto por alguns segundos, olhando profundamente em seus olhos, tocando sua testa com a minha. - Não vou te perdoar se não voltar viva, me entendeu? Ich liebe dich
Assim, parto para meu posto.



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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por Aleleeh em Qui Jul 16, 2015 8:28 pm



Era uma missão simples. Correr por Bremen, pixar e rasgar cartazes de Ulric, colar símbolos da resistência. Por fim, derrubar os homens que protegeriam um dos portões do Muro de Stuttgart.

Naquele dia ventava muito, o que dificultava usar as latas de tinta. Por isso, optei por apenas alterar e colar os símbolos.
A face imponente de Ulric, agora, era um completo terror desfigurado. Em seus olhos, frases coladas: "Se oponha!" "Nós resistiremos!" "Abaixo ao governo de Ulric!".

Foi quando eu senti algo batendo forte contra meu ombro esquerdo. Por sorte, a coronhada tinha pego errado, sendo o alvo a minha nuca. Consegui desviar: era um homem com um casaco militar, um dente prateado, olhos ameaçadores.

Ele disse:

- É uma pena que você seja assim... rebelde. Eles já viram uma chuva de sangue... você também verá.

Um líquido viscoso e vermelho voou junto com a ventania, sujando meu rosto e todos os cartazes. Parecia sangue...

Não me lembro de como consegui acabar com ele. Eu era fúria, raiva... medo. Seu pescoço pendia mole no chão, seus lábios ainda ousavam sorrir.

Ainda sinto o gosto de sangue na minha língua se fechar os olhos e sugar o ar. Eu... também era suja de sangue.


O café não tinha sido dos mais prazerosos e ainda estava irritada. Por algum motivo, sentia dentro de mim uma inquietação e ela não se resumia apenas a ter sido acordada repentinamente.
No caminhão era difícil pensar. Sacolejando enquanto ouvia gritos... a guerra era o nosso oxigênio desde que éramos crianças.

Memórias de todos esses anos passam por mim. Abri um pacote de ração, oferecendo para Klaus também. Quando finalmente chegamos no local, já havia cochilado por alguns minutos e estava razoavelmente alimentada. As ordens chegam, misturadas pelos gritos e pela confusão que ocorria lá fora; Klaus havia se despedido do seu modo, me deixando levemente vermelha. Olho para ele:

- Já me viu não voltar, scharfschütze?

As palavras dele balançam meu coração. Respiro, tentando raciocinar. Não havia recebido ordem de combatentes...

Mas, afinal, desde quando eu precisei de ordens para agir?

Observo com atenção onde estariam posicionados possíveis combatentes ou pelo menos uma linha de frente, enquanto enrolava uma bandagem extra no punho esquerdo.


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Re: Prólogo - Rising Sun

Mensagem por ritter em Sex Jul 17, 2015 1:29 am


Le Havre







"A barreira". O apelido dado pelos habitantes de Chanson não era sem motivo. Por mais de 500 ciclos ela resistiu às investidas de Eisen e qualquer outra nação que ousasse desafia-la. Um muro de 6 metros de espessura feito de rocha escura, tão sólida que balas de canhão apenas arranhavam a estrutura. A parte interna da muralha era uma espécie de quartel general das tropas de Chanson. A parte externa ficara conhecida como "Cemitério carmesim", já que ninguém se dava ao trabalho de atravessa-la para retirar os mortos. O chão naturalmente adotou a cor avermelhada.

Mas Le Havre não tinha mais apenas sua muralha como defesa. Uma torre alta fora construída no centro do lugar, onde pesquisas eram feitas sobre magias perdidas e ancestrais. O acesso é restrito apenas a pessoas autorizadas, como arcanos e alquimistas. E essa torre guardava segredos que ninguém além dos envolvidos conhecia.





Nahir







Nahir conjura esferas de luz, que começam a circundar ao seu redor. Uma leve brisa vinha da saída escura, trazendo consigo areia. A máscara protegia o nalakir, mas Karin teve que cobrir parcialmente o rosto. Eles iniciam então a caminhada pela misteriosa passagem escura. As fracas luzes iluminam o caminho, as paredes de terra eram estranhamente retas. A cada dois metros, aproximadamente, estruturas de madeira pareciam servir de sustentação para o túnel.

Ao contrário do que pensaram inicialmente, a passagem não seguia por um caminho reto, e começou a fazer curvas ascendentes, algumas delas tão abruptas que pareciam estar andando em círculos por onde quer que estivessem.

Trinta minutos de caminhada. Karin já estava exausta, quase desistindo, quando ambos dão de cara com uma estranha porta. Nahir a toca, era de madeira simples. Puxa uma, duas vezes e nada acontece. A terceira fora o suficiente para ele cair para trás, enquanto o brilho do exterior os cega momentaneamente e uma quantidade grande de areia parece entrar no local.

Finalmente haviam conseguido sair.

E quando caminham para fora, conseguem ver a cidade do alto. Era uma espécie de colina. Fumaça escura saia de vários pontos da cidade e o som ininterrupto do tiroteio podia ser ouvido de onde estavam. Era aterrador observar tanto caos entre povos irmãos.

Aquilo lhes faz pensar sobre o que deveriam fazer dali em diante. A garota encosta a cabeça no ombro do nalakir, sem saber o que fazer.

Mas...  




Zahira






O sangue dracônico fervia.

A ira de Zahira estava próxima de atingir seu ápice. O som gutural de seu rugido faz dois dos homens nas árvores caírem, enquanto outros parecem olhar assustados. Menos Quoorin.

- Você deve ser ESTÚPIDA mesmo, não é?! HAHAHAHAHAHA! - Ele se levanta, ainda na árvore, o sorriso ainda mais insano. - Vocês se botaram no caminho da MINHA mercadoria, dos MEUS clientes e ainda acham que EU TENHO A CULPA?! Sim, fui eu que destruí essa espelunca! - Ele cospe na sua direção. - E não se preocupe! Não, não se preocupe! Com vocês vai ser MUITO pior! E...

A frase fica no ar quando uma lança em chamas rasga o ar e atinge o homem ao lado de Quoorin no meio do peito. Zabrak saía do lugar, seus restos de roupa em chamas. Mas nada queimava mais que seus olhos, mirando a pequena figura em cima da árvore, que agora olhava surpreso.

- Verme. - Sibilou o draconato de escamas vermelhas. - Nenhum de vocês vai sair daqui vivo. NENHUM!

Ele preparava outra lança quando os homens resolveram começar a atirar. Eldest, com suas duas espadas, parte para cima dos dois que haviam caído. Zahira movida pela fúria corre em direção a árvore, executando um golpe com o ombro, abraçando a madeira e a segurando com as garras. Tamanha a força da cria de dragão, fora o bastante para envergar o tronco grosso e quebra-lo, fazendo os que restavam caírem dela.

Zabrak acerta mais um com sua lança e parte para cima do restante com seu machado. Eldest eletrocutava seus oponentes com sua baforada.

E Quoorin estava a frente da imponente criatura de escamas cor de bronze. Com o machado em mãos, ela se aproxima do pequeno ser, que olha assustado e tenta se arrastar para trás.

Quando...



Pierce






O leve balançar do veículo permite que a meditação seja realizada sem maiores problemas. Alexander e o motorista permaneciam em completo silêncio. Talvez pensassem que a misteriosa garota dormia.

Vocês passam da tundra para uma paisagem um pouco mais esverdeada, apesar da baixa temperatura ainda permanecer.

- Chegamos. - A voz calma de Alexander dizia, cortando o transe que a garota havia se imposto.

O veículo parara num espécie de colina. Logo abaixo, podia-se ver o que parecia ter sido uma cidade um dia. Agora, ela era encoberta por uma névoa esverdeada, como se algum acidente químico ou coisa do tipo houvesse ocorrido no lugar.

- Aquele é seu objetivo, senhorita Pierce. Não podemos passar daqui, então é aqui que nossos caminhos se separam. Os Corsários lhe desejam boa sorte. Não se preocupe, quando sair, nós saberemos.

Aquelas não eram palavras muito reconfortantes. Mas não precisava de nada daquilo. Só precisava completar a missão e descobrir algo sobre seu passado. Se é que já tivera algum.

A garota começa então a descer a caminho da cidade abandonada. A estranha névoa não parece lhe afetar, o que a tranquiliza quanto ao fato de Alexander ter mentido.

Até que...

Liesel







Um beijo de despedida, uma troca rápida de palavras e dois corações angustiados pela separação, mesmo que breve. Era isso que o tempo lhes permitiu no momento. Klaus deixara a mochila onde Nina estava junto de Liesel, que a encostara num canto que parecia ser menos movimentado.

Cézar estava as mãos sujas de pólvora. Numa velocidade absurda, preparava granadas explosivas, de fumaça, incendiárias... Tudo que pudessem imaginar e entregava para os arremessadores. O rosto do homem parecia se contorcer de felicidade a cada barulho de explosão.

Vladimir iniciou sua corrida para uma das torres de vigia que ficavam ao longo da extensa muralha, com seu lobo o acompanhando. Quanto mais alta fosse a torre, maior seria o estrago.

Tallaniel se aproxima de Liesel:

- Liesel, preciso que você lidere os Berzerkers quando os portões se abrirem. Ledyard irá te acompanhar. Os equipamentos estão perto do portão principal.

Os Berzerkers são o famoso grupo de lutadores corpo a corpo. Vestindo apenas placas de metal leve para proteger contra balas e estilhaços de explosão, eram capazes de se aproximar de tropas armadas e causar um estrago inimaginável. Liderar um grupo como aqueles era uma responsabilidade enorme. E um voto de confiança extremo também.

- Vamos Kit. Os magos e atiradores vão nos dar suporte. E tenho certeza de que o nerdão do seu namorado não vai deixar nada de ruim acontecer. - Diz Ledyard, rindo.

Chegando no portão, os Berzerkers não olham da forma mais amigável. Eram realmente homens aterradores. Mas a fama de "Kit" entre os cães cinzentos a fazia ser uma das mais temidas ali e ninguém questionaria suas ordens.

Todos começam então a vestir as vestimentas de aço. Era um esquadrão metálico e brilhante, prontos para receber o abraço da morte, se necessário. O ruivo se aproxima de Liesel e estende o punho em sua direção.

- Como nos velhos tempos? - Ele questiona.
- Como nos velhos tempos. - Ela responde, batendo o punho contra o dele. - Homens! Em suas posições, os portões se abrirão a qualquer momento! Sigam as minhas ordens e sem gracinhas, quero ver todos inteiros depois do combate!

Era uma mentira que contava para si mesma, mas era melhor manter a esperança do que espalhar desespero num momento crítico como aquele.



Klaus







Munições: Ok.
Feitiços: Ok.
Escopeta: Ok.

A amurada era o lugar mais caótico no momento. Klaus se colocava em seu lugar, deitando-se sobre a amurada e preparando a escopeta. Um atirador normal não conseguiria utilizar uma escopeta daquela distância, mas um Gun Mage não era um atirador normal.

Ele observa as tropas. Os uniformes vermelhos de Eisen eram reconhecidos em qualquer lugar. Um número incontável de soldados parecia surgir do horizonte e cada vez chegavam mais. A frente dos soldados, alguns titãs à vapor se aproximavam cada vez mais da amurada, sendo parados apenas pelos bombardeiros que utilizavam as granadas de Cézar. Ver as tropas faz o sangue de Klaus ferver, lembrando-se do incidente na cidade de Liesel.

Diversos círculos mágicos se formam na frente do olho do atirador, como se servissem de mira. Um círculo azul maior então se forma no cano da arma, girando, enquanto ele finalmente puxava o gatilho. Uma rajada de projéteis mágicos é lançada na direção das tropas, acertando os que apareciam primeiro. Disparos mágicos e normais eram alternados, enquanto ele parava para trocar as munições. Os atiradores ao lado, utilizando carabinas e rifles, também abatiam os que vinham mais a frente. E Vladimir com certeza estava dando conta de alvos estratégicos, como soldados de patente mais alta.



Disparo do destino








- ABRAM OS PORTÕES! - A ordem gritada por Tallaniel foi escutada de forma alta e clara.

Klaus sente um aperto no peito ao ouvir o grito do comandante pois sabia que Liesel é quem lideraria a linha de contenção. Mas ele não podia perder a concentração num momento como aquele.

- BERZERKERS! COMIGO! PARA O PORTÃO! - Gritava a pugilista.

- AO PORTÃO! - Os outros acompanhavam.

Com um lento ranger e um som alto de metal, os portões começaram a se abrir. Os gritos aumentavam enquanto eles saíam para enfrentar os filhos do ferro. A pugilista começa a derrubar seus inimigos com um soco, as placas de metal auxiliando nessa tarefa e protegendo contra os disparos. Mesmo os guerreiros de Eisen tremiam perante uma força daquelas.

Klaus continua dando suporte de onde estava, quando avista o que parece fazer seu coração parar por um momento.

Uniforme branco, olhar decidido.

Era o stern ritter.

Rapidamente muda sua mira para ele. Respira fundo e então o círculo arcano muda a cor para um vermelho, enquanto o círculo começa a girar com mais velocidade, chegando a emitir chamas arcanas dele. Seu disparo mais poderoso, mirando a cabeça do homem. Ele puxa o gatilho, apenas para ver seu disparo se desfazer numa espécie de campo de força ao redor do stern ritter.

O homem então sorri, olhando na direção de Klaus, enquanto continua andando tranquilamente por entre os corpos de seus compatriotas. Ele começa a andar na direção de Liesel e seus homens. Isso o faz entrar em desespero, atirando sem pensar na direção do homem que nem fazia esforço para desviar dos projéteis.


Até que...

Um som extremamente alto parece preencher o campo de batalha. Uma olhada rápida para traz e o atirador consegue ver a enorme torre no centro de Le Havre adquirindo um brilho arroxeado, começando por sua base e subindo até a parte final da torre. É possível sentir uma quantidade enorme de energia arcana se acumulando naquele ponto, chegava a ser assustador. E então a torre libera a energia, que é disparada numa velocidade maior do que olhos humanos poderiam acompanhar. E é um disparo contínuo, como se fosse algum raio ou coisa do tipo. O som é ensurdecedor e o brilho de cor roxa é cegante.

Quando o som termina e Klaus consegue enxergar novamente, ele vê o campo de batalha sem centenas de soldados de Eisen no lugar onde estavam dois segundos atras. No lugar, uma fumaça saía do chão chamuscado. Logo os gritos dos guerreiros de Chanson eram de comemoração. Um disparo daqueles havia dizimado centenas em apenas dois segundos! Nem mesmo o stern ritter estava mais ali!

O atirador sente uma pequena fadiga, sem saber o motivo, mas continua a alvejar o restante dos soldados.

Liesel avança pelo campo de batalha junto de seus homens até dar de cara com um dos piores inimigos. Um titã de aço logo a sua frente, encarando-a. A fumaça negra saia da fornalha em suas costas, e os olhos de fogo demoníaco da criatura a pareciam olhar na alma. A criatura metálica levanta o machado gigante para desferir contra a lutadora. Klaus se levanta do lugar, pronto para correr até o campo de batalha na direção de Liesel.

Então o mesmo som anterior é escutado. A torre novamente adquiria o tom arroxeado, que subia até seu topo, acumulando energia arcana. Os homens começavam a comemorar novamente, a batalha acabaria mais rápida do que pensaram.

Mas havia algo errado.

Klaus percebe que há mais energia se acumulando do que da ultima vez e a carga parecia estar demorando mais tempo.

Então, ao invés da energia ser liberada em forma de raio, ela explode.






Nahir sente uma dor lancinante em todo o seu corpo, principalmente em seu peito. Ele cai de costas no chão, sem ar e sem saber o que o atingira. Ele então lembra da visão na biblioteca de Dante e a imagem do clarão roxo vem a sua mente.
Karin põe a mão no peito e no pescoço, como se ar estivesse faltando. Ela cai ajoelhada, sem conseguir respirar, os olhos esbugalhados lacrimejando de dor e agonia.






Zahira, Zabrak e Eldest caem no chão, se contorcendo de dor, sem saber o motivo. Quoorin se levanta rapidamente e a risada histérica volta.

- Então... Então finalmente começou! HAHAHAHAHAHAH!






Pierce sente sua cabeça latejar de repente, o que a faz cair no chão de joelhos, com as duas mãos na cabeça. Diversas imagens desconexas parecem passar a sua mente de repente. Um homem e uma criança são as mais presentes, mas você não consegue conecta-las com nada, e conforme mais imagens passem, mais dor você sente.






Klaus deixa a arma cair no chão. Junto com os outros magos, começa a se contorcer de dor.
Liesel tem tempo apenas de gritar o nome de seu amado, quando a torre explode e a energia roxa é liberada para todos os lados, derrubando todos ali presentes. No chão, ela olha para cima. O titã de aço ainda a encarando, imóvel, com o machado em mãos. Ele desce a arma na sua direção e...


O escuro.


FIM DO PRÓLOGO.



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Re: Prólogo - Rising Sun

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