Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Luthica em Dom Ago 16, 2015 10:17 pm

- Hm. - Tento manter um tom animado, para retribuir a gentileza, embora não saiba exatamente o que dizer. - Eu sei - concordo, meio vagamente, mas sem humor estragado.

Não estou nervosa. Apenas... me sinto aquela peça retangular que tenta ser encaixada na engenhoca em espiral. Simplesmente não adianta. E pensar que agora é que ele está dando a "permissão" para esses dois o chamarem de "Eiji"... Perdi as contas de quantas vezes eu fiz isso minutos atrás.   Ou será que perdi alguma coisa!?

Ouço a parte sobre o abrigo e já tenho vontade de voltar até lá com a criança sozinha. Apenas porque eu me sinto enfraquecida e acredito que esses três podem formar uma tática destruidora juntos. Então fico surpresa com a resposta do samurai. Até mesmo um líder sabe quando recuar, não é!?


Sabe, se você quiser, eu posso ir. Na verdade, eu gostaria, também estou cansada...


- ... Eu não reclamaria de uma parada no caminho de volta também, mas... -
Olho de Megan para a moto. Não caberemos todos. É melhor que eu fique.  - Posso ficar e ir com vocês até onde seus colegas estão lutando. O samurai realmente precisa de um descanso. Leve a pequena com você, ela também fez seu papel por hoje.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Ago 17, 2015 1:43 pm

Beatrice sente-se deslocada, focando em sua arma e analisando o problema ocorrido mais cedo. ela nota que há agora uma rachadura na lateral do cano, o que pode dificultar os disparos, mas é possível resolver isso com uma solda metálica. Infelizmente, ela precisaria de seus materiais e tempo para fazer aquilo, e tempo era o que menos dispunha naquele momento.
A mecânica se vê frustrada, mas ao mesmo tempo sente algum tipo de empatia por aquelas pessoas. Olhar para Megan e seu sorriso infantil causava algo diferente em seu coração, e sentir a força que emanava daquele grupo lhe dava coragem. Ela não viera no Leste para lutar.. definitivamente. Mas a luta viera até ela. Em situações assim, ela havia aprendido depois de tudo que vivera, o melhor a se fazer é sobreviver. E Beatrice sabia sobreviver como ninguém.

Eiji apresenta os fatos, se oferecendo para levar a pequena criança até o abrigo. Ele se sente exausto, de diversas formas, mas confessar aos outros suas limitação e o fato de depender também deles lhe proporciona um alívio incomum. Ele agora sentia que não precisava, e nem deveria, carregar todo o fardo sobre suas costas, pelo bem de sua filha, de si mesmo, e do próprio grupo.

Audrey sente algo desconhecido pulsar dentro de si, partindo de seu umbigo, descendo por seu ventre. A sensação é estranha, e ao mesmo tempo reconfortante. A exploradora leva instintivamente uma das mãos ao ponto, e percebe um calor emanando de seu ventre.
"Para pagar o preço de vidas que se foram... você precisará dar a vida de algo que nunca virá a nascer".
As palavras ribombam em seus ouvidos, mas ela já não se lembra mais o tom ou a musicalidade da voz. Fora um sonho? O que, afinal... significava tudo aquilo?
Audrey não sabia como ela seria capaz de mudar algo naquele mundo, ela não fazia ideia se o que havia visto fora um sonho ou não. A visão de seu irmão, sua expressão, suas acusação. Aquilo fazia seu coração sangrar e sua mente girar. Mas ela lutaria. Aconteça o que acontecer, Audrey se sentia renascida... e tudo que ela queria era ao menos tentar.

Thomas toma a dianteira, acompanhado por Audrey, Beatrice e Eiji, e o grupo sai da casa pelo rombo da sala. Eles precisavam decidir o que fazer agora, e uma boa olhada na guerra incessante que se desenrola pelas ruas poderia lhes dar uma ideia. O som de explosões, gritos de batalha e desespero eram tudo o que encontraria naquela noite. Homens lutavam contra demônios, enquanto uma chuva fria caía incessantemente, trazendo consigo um mal que o Leste jamais havia encarado. Aquela gente precisava de ajuda, precisa de uma força que não possuía... mas por qual motivo as forças malignas de Dracma teriam um interesse tão grande no Leste de Eliyn. Ichigo estava naquele lugar muito antes de Megan chegar ali, então era possível deduzir que sua captura havia sido um caso paralelo.
Era claro que o Leste possuía algo de especial, mas nenhum de vocês havia descoberto o que era com certeza... não ainda.
-----------------------------------------------------------

Um salto de fé. Um golpe de sorte. Um vento convidativo lhe trazia o bom presságio.
Katheryn se agarra às suas suposições, saltando contra o corpo escamado de seu inimigo. A dançarina escala seu corpo escorregadio como se aquilo fosse uma tarefa trivial. Seu movimento é belo, exímio, e a garota parecia flutuar enquanto avançada em direção ao seu objetivo.
A Usurpadora queima entre seus dedos, pulsando de desejo. Ela sentia fome e sede de sangue, como a própria dançarina, e Katheryn esperava que sua lâmina gostasse da carne de um dragão. Porque era tudo que teria naquela noite.
Katheryn encontra o ponto descamado, uma ferida enorme causada pelo ataque conjunto de Dakato e Desmond. Ela salta para cima, em pleno ar, aproveitando a própria movimentação de Orochi, e sua cimitarra encontra... carne macia.
Orochi urra pela dor infernal, movendo o corpo reptiliano de maneira enlouquecida. A Serpente Dracônica lança sobre a cidade um jorro mortal de ácido venenoso, devastando ruas inteiras, tirando a vida de inimigos e aliados. Nada parecia importar àquele monstro além do caos e destruição.
Desmond se vê livre do ataque, enquanto Sanna e Dakato sobrevoam o colossal oponente. Katheryn tenta se equilibrar após o ataque poderoso contra a ferida de Orochi, que agora é um pedaço enorme de carne rasgada e sanguinolenta, abrindo aquela área descoberta como um véu de sangue mole de carne negra.
Instrução Katheryn:
realizar um teste de acrobacia ou performance CD 20 para se equilibrar pela reação enlouquecida de Orochi. Uma falha significa quebra de 45m de altura. Um sucesso significa estabilização usando a cimitarra ainda encravada na carne de Orochi

É então que um lampejo vem ao quarteto de combatentes... da ferida aberta na carne maldita de Orochi, eles vêm um rosto. Branco, de olhos fechados como se adormecido, coberto pelo que parecia âmbar sólido, um invólucro.
Ichigo estava vivo.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Seg Ago 17, 2015 6:11 pm

O silêncio. O silêncio em meio ao caos. Estávamos todos absortos em nossos pensamentos e descobertas.

Olho para a criança, assustada.
Levanto Megan e a coloco na minha frente na moto.

Estendo minha mão para a criança.
- Vamos, pequeno, a essa hora já devem estar servindo uma boa sopa no abrigo.

- Fiquem na região, vou voltar para busca-los e iremos juntos ajudar Desmond e os outros. Se encontrarem outros sobreviventes, tentaremos leva-los para o abrigo - explicou brevemente onde fica.

- Beatrice, mire na barriga e continue assim. Audrey, exploda essa cobra gigante. Thomas, faça estrago.

Acelero Hellhound. Rumo ao abrigo, a viagem não vai ser nada segura...



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Seg Ago 17, 2015 7:04 pm

Katy: 1D20+15 => 21 #Perform

Sorrio de satisfação enquanto a serpente se debate debaixo dos meus pés, usurpadora servindo de suporte em meio ao sacolejo desesperado da criatura.

Mas logo o sorriso se transforma num misto de surpresa e raiva.

Ichigo.

Encaro o rosto pálido no meio daquela enorme ferida, as lembranças dele quebrando meu braço, me ameaçando. A voz doce, um pedido sucinto para terminar toda a dor e angustia...

Não consigo deixar uma lágrima escapar, logo saindo de meu rosto devido a ventania.

- Você queria a minha cura, não queria... Ichigo?

Tiro lentamente usurpadora do ferimento, arriscando perder meu apoio. Mas só aquele momento importava.

- Receba então...

Desfiro duas estocadas rápidas contra o corpo.

Katy: 1D20+5+3+1+1-2+2 => (19 + 5 + 3 + 1 + 1 - 2 + 2) = 29
Katy: 1D20+5+3+1+1-2+2 => (9 + 5 + 3 + 1 + 1 - 2 + 2) = 19 #Confirma Crítico
Katy: ( 1D6+1+3+4+2+1+2)*2 => 38

Katy: 1D20+5+3+1+1-2+2 => (6 + 5 + 3 + 1 + 1 - 2 + 2) = 16
Katy: 1D6+1+3+4+2+1+2 => (5 + 1 + 3 + 4 + 2 + 1 + 2) = 18


- ... a minha cura.


" A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada, a embriaguez passa... porém, a estupidez é eterna, Pettri."  Mordekaisen



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Luthica em Seg Ago 17, 2015 7:42 pm

- Vamos nessa? - pergunto um pouco sem jeito diante do silêncio. - Não vou poder fazer muito pois minha arma trincou em combate. Vou precisar de um solda para arrumar essa dor de cabeça... - suspiro dando um tapinha na arma - Mas vamos mesmo assim.

Sem esperar que os outros concordem, vou fazendo o caminho de volta, onde eu estive com Eiji antes de termos de enfrentar as aranhas. Claro, agora sem moto, quero me reunir com os amigos da ruiva e o combatente.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Seg Ago 17, 2015 9:05 pm

explicação do lance das pedras:

Dakato utilizou uma magia de 3o círculo, conhecida por Shrink Item. A magia reduz o objeto não magico escolhido para 1/4000 de seu volume e massa. 3 magias foram utilizadas e o mestre definiu que os blocos rochosos se desfizeram quando a magia foi cancelada pelo mago após os arremessos de desmond e Sanna. ficaram 3 blocos de 2x2x2 (large), 8x8x8 (huge) e 10x10x10 (estou em dúvida entre huge ou colossal... aí o mestre define.)

Dada a movimentação em vôo total de subida do familiar ser 75ft, essa se torna a altura do arremesso, desencadeando em dano para cada um dos blocos:

2x2x2 a 75ft = 30D6 => 114
8x8x8 a 75ft = 45D6 => 139
10x10x10 a 75ft com cada um de seus danos

Dakato: 45D6 => 148
Dakato: 60D6 => 209

não sei precisar qual foi lançado por quem e qual acertou, mas que o cabum foi grande.... isso foi!

-----------------

Estava absorto em pensamentos, perdido na imensidão de poeira levantada...

"mas que droga, nem consegui usar a frase de efeito que li naquele livro!"

Elevo meu voo em velocidade total pra cima, tentando me aproximar de Desmond, tento observar e me esforço ao máximo, aquela criatura agia estranho, não lutava, mas tentava atingir um objetivo específico que ainda não consigo precisar. Necessito de mais informação.

(vejo as cenas que se desenrolaram em sequencia com a abertura da ferida)

- Ichigo! - sussurro pra mim mesmo.

me lembro do ocorrido no esconderijo, de como meu olho aparentemente inútil teve um lampejo de poder... Que conhecimento poderoso posso arrancar das linhas mágicas dessa criatura?

Começo a forçar minha aura e concentrar minha essencia no olho, um processo similar ao que faço com o broxe... talvez traga um resultado... talvez não, mas vou tentar!



´Os grandes pensadores nunca têm certeza do que dizem. Eu acho...´

quero que o red bull vá à falência eterna e que assim seja sobre os seus filhos e os filhos dos seus filhos... aaaaaaaaláaaaaaaahhhhhhhhhh... #brinks
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Ter Ago 18, 2015 9:17 pm

Meu ventre... está quente. Essa sensação cruzou a tênue linha entre o desconforto e o seu antônimo.

Escuto com atenção tudo que N poderia dizer para mim, antes de partir.
Começo a vasculhar o local, em busca de informações ou qualquer coisa que pudesse ser percebida.

Percebendo o local:

Audrey: 1D20+14 => (16 + 14) = 30

Vejo a preocupação de Beatrice quanto a sua arma:

- A senhorita pode ficar com uma das minhas preciosas armas.

Entrego a Pistola para a garota, confiando que ela pudesse cuidar da arma.

Status da arma:



Pistol
Tipo: Early (Medium)
Alcance: 20ft.
Munição: 1 (capacidade) Black powder/Firearm bullet
Dano: 1d8
Crítico: x4


Aproveito para analisar rapidamente a arma dela. Olho em todos os ângulos, vendo o que podia ser rapidamente remendado ou qualquer coisa assim.
Ao tocar a arma, me lembro de Cornellius. Era assustador pensar que ele estava preso...

Analisando a arma de Beatrice:

Profissão:
Audrey: 1D20+9 => (6 + 9) = 15

Engenharia:
Audrey: 1D20+12 => (16 + 12) = 28

Antes de partir, se possível, faço os reparos necessários com as pequenas ferramentas que tenho disponível na mochila.
Logo que terminamos a breve conversa e as pequenas análises, faço um sinal para que andássemos. Precisávamos alcançar Orochi. Aquele ser me fazia compreender parte do caos que estava ocorrendo ali... porém, ainda não conseguia mensurar sua magnificência e nem o seu propósito.

Fosse o que fosse, eu voltei para destruir o que estivesse em meu caminho.

Um mantra: Destruir o que me destrói.


"Dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários." C. S. Lewis






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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Luthica em Qua Ago 19, 2015 10:50 am

Não escondo minha surpresa ao receber a arma da ruiva. Por que ela me confiou isso sem nem mesmo me conhecer? Abro a boca para falar algo, afinal eu tenho uma, mas acabo recebendo a arma dela e a observo em detalhes. É realmente bela. O acabamento é bem difernete da minhas armas reformadas. "Senhorita"... O que é essa garota, uma nobre? Rio mentalmente, mas aprecio a "obra de arte" que tenho em minha mão. Dou um meio sorriso. Então ela entende de engenharia, não é mesmo? Sinto uma breve conexão entre nós. Mas não vou revelar isso.

- Não vai precisar? Quer dizer, eu tenho uma velha companheira aqui comigo. - eu aponto para minha pistola presa à cintura e faço um movimento de oferecer a arma dela de volta. - Não é tão bonita, mas até que está funcional
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Yoru em Qui Ago 20, 2015 10:50 am

      — Droga...! — praguejou o lançador, logo que seu explosivo foi varrido de perto do alvo (cancelando a última fala, que era ação condicionada do sucesso da bomba).
      Com este infortúnio, a detonação quase o acertou quando a bomba foi deslocada do ponto calculado. Chamas e fuligem ameaçaram lambê-lo, mas a chuva sem-fim do apocalipse extinguia grande parte do fogo e os súbitos ventos arrastavam a fumaça para o sumiço. Tão logo Desmond baixou o braço que protegia o rosto, deparou-se com a serpente dracônica sobre si.
      Naquele momento, a besta ignorava as demais criaturinhas só para confrontá-lo. Hehe, se chegar muito perto, posso te deixar cego de vez. O alquimista poderia ter jurado que pensou alto demais, pois a fera o encarava de um modo pouco bestial. Vai atacar ou não?, desafiou, Vamos!
      O que, tardiamente, o alquimista veio a compreender era que a víbora colossal já estava fazendo aquilo. Os pelos do corpo arrepiaram e as pernas ficaram bambas, mas o que ouvia não era ventania e sim almas. Observando a aura que o monstro mágico exalava, pôde notar vapores e ondulações escuras e púrpuras sendo liberados nele. Sabia que aquela baforada nem era sua única habilidade. Notava claramente que não estava numa plataforma, o simples movimento da fera abissal o deixava nauseado como se fosse o passageiro de uma jangada deixada de lado contra as ondas.
      É óbvio que teria um mecanismo de defesa, pensou, ao cair de joelhos e agarrando-se nas fendas entre as escamas. Do mesmo modo que se borrifa ou injeta toxinas e finaliza com tapas quando um animal menor consegue mordê-lo, assim Desmond estava sendo tratado agora.
      Eu não devia ter feito isso, ele pensava, apavorado (Teste de Força de Vontade 15 (CD 18) = 3 + d20 (Desmond: 1D20 => 12)), além disso, se Sanna e eu estivéssemos chegado a tempo para confrontar Ichigo também, poderia ter sido diferente. Será que não haviam chegado mesmo? Por que razão o alquimista teimava em aceitar certas coisas como o destino?
      Aquele dia possuía potencial para ser o pior junto da Malha de Ferro, até então. Depois de acordar numa prisão por uma batalha perdida na qual envolveram-se sem querer, acabaram caindo nos planos de guerra entre dois irmãos, comeram apenas uma refeição e passaram por muitas batalhas, sofreram diversas feridas e gastaram todos os recursos que puderam pela salvação de um Leste estranho a eles. E isso tudo mal introduzia a situação, pois haviam caído em uma emboscada mortal feita da aliança de um traidor a um grupo assassino sem objetivos definidos, enfrentaram monstros em meio a acontecimentos apocalípticos para no fim sobrar a confusão do que realmente acontecera naquela noite de memórias bagunçadas. E agora, um bruxo, a quem Desmond nem pudera se aproximar para impedir, invocara uma espécie de fera mitológica que assolava a cidade completamente.
      Não podemos enfrentar esse monstro assim, é impossível!
      Levantando-se, ignorou o provável bote inimigo para tomar outra ação além do ataque: fugir. Sacou de sua faca de combate tático para usar como garra caso escorregasse, e disparou para a primeira ondulação no dorso do animal e correu, rolou e deslizou. Queria chegar ao chão, e de lá para longe dali.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Sex Ago 21, 2015 9:00 pm

Desmond sente sua força de vontade desmoronar. Como um animal que presencia a fome assustadora de seu caçador, ele se vê num estado inexplicável de pavor. Seu único objetivo naquele momento é sobreviver.
A ferida que seu ataque devastador em conjunto com Dakato havia provocado deveria ser mortal, mas Orochi se mantinha em pé, com o dobro de fúria que jamais tivera. Aquela besta deveria ter passado centenas de anos presa no vértice entre Dracma e Eliyn, alimentando-se do ódio e intrigas do Leste... sedenta por devorar o mundo que tanto enojava. Bastava que ela vencesse aquela batalha, e o apocalipse não seria apenas uma expressão bíblica da Igreja de Eli.
Em sua fuga desesperada, Desmond salta, e em pleno ar ele tenta alcançar as escamas de Orochi... e sente o aço frio de sua faca deslizar sobre a gosma expressa que cobre o corpo do réptil. Um infortúnio. Desmond se vê em queda livre, há 45m de distância do solo. A aura de medo de Orochi o afeta com força total pela proximidade, e o alquimista sabia que seu corpo paralisado dificilmente conseguiria executar alguma manobra de auto preservação.

Dakato observa enquanto Katheryn salta para dentro da ferida aberta, ao passo que Orochi se debate violentamente, jorrando seu ácido venenoso sobre o Leste, destruindo casas e fazendo carne e ossos se tornarem massas disformes e irreconhecíveis. A visão do Leste era agora dantesca... e onde um dia havia sido uma terra de poesias e lendas... hoje era uma massa negra de sangue em meio à chuva de demônios.
Dakato tenta encontrar alguma brecha em Orochi, algum ponto fraco... mas seu olho comum é incapaz de notar qualquer coisa. É então que o mago sente uma dor de cabeça leve, algo como um transe... e ele vê. De seu olho inexistente, ele vê. Havia linhas de aura, uma existência absurdamente sombria e magnífica, cheia de ódio e escuridão. Agora, o mago sabia... Orochi não era um monstro... mas um Deus.
Dakato sente uma onda de pavor ao ver o rosto de Ichigo, e nota aquela camada âmbar que recobre seu corpo. Ele tem um péssimo pressentimento ao ver a movimentação de Katheyrn... e é quando ele vê as linhas arcanas de Ichigo se moverem que seus pressentimentos se tornam um alerta inequivocável. Ele iria gritar para que Katheryn fugisse... lançaria-se contra o inimigo para salvar sua companheira... mas é quando ele vê Desmond, subitamente em queda livre, paralisado.
Enquanto decidia seu próximo movimento, Dakato tem um último vislumbre... Entre as linhas de magia de Ichigo, ele via algo fora do comum... a energia vital do inimigo estava pouco à pouco se deteriorando... sendo consumida pela aura de Orochi que o envolvia... se aquela redoma fosse destruída...sim, era isso! Ichigo é claramente o ponto de acesso que Orochi tem para existir naquele mundo, é como um avatar. Naquele momento, a aura de Ichigo e Orochi é como uma só. Se Ichigo fosse desestabilizado, então...

Katheryn encara Ichigo, frente à frente. Sua fúria emerge, seus dedos se apertar com força sobre o cabo da Usurpadora, até que os nós de suas mãos esbranquecem. Ela liberta um grito de batalha da garganta, e avança com um golpe potente na direção de seu alvo, ignorando por completo a camada âmbar que envolve o corpo inerte de Ichigo... e só então ela repara que aquilo é idêntico à redoma que envolvera Megan.
A cimitarra toca a redoma. Dura como aço. Ichigo abre os olhos, sorri, e a redoma engole o braço de Katheryn.
- Sua cura? - a voz odiosa de Ichigo faz Katheryn estremecer, enquanto ele toca seu braço. - Eu aceito de bom grado... Katheryn Blood-bond.
A dançarina sente o corpo amortecido, sua essência é rapidamente devorada pela redoma, e o toque vampírico de Ichigo a enoja. Ela se sente violada, invadida... e incapaz de reagir.
Não... não era assim que o deserto lhe ensinara.
"Se não existe um ponto fraco, Katheryn", seu mestre lhe ensinara, enquanto as aulas de esgrima avançavam dia após dia, e ela finalmente conseguira tocá-lo com sua cimitarra. "Então crie um".
A ferida no ventre de Orochi vai pouco a pouco cicatrizando, enquanto a Serprente Dracônica recupera suas forças, e a magia de Katheryn é rapidamente drenada por completo. Seu corpo, simultaneamente, se torna um catalisador para a magia imensa de Orochi e Ichigo, e ela quase enlouquece. Sua mente recebe informações demais, seu corpo sobre pressão demais, e ela acha que seu cérebro vai entrar em colapse.
Katheryn sente o bolso de sua calça ferver, e sua mãos vai instintivamente até o ponto... e é quando ela percebe o aparato por baixo dos panos. O dispositivo de Ressonância de Lana Volkov.
Quando aquilo começara a aquecer como se estivesse vivo.

Dakato vê a ferida de Orochi se curar por completo, e algo assustador é percebido pelo mago. As linhas energéticas de Orochi agora pulsavam com um novo padrão.
O demônio agora sabia se curar.
------------------------------------------------------------------------

Eiji sobe em sua moto junto de Megan, e os dois correm pela cidade, tomando as rotas mais seguras que o samurai consegue identificar. Ele finalmente se aproximam do beco, quanto Eiji nota algo estranho no céu. Há um enorme zepelin sobrevoando o Leste... com o símbolo do Conselho de Camael estampado em sua lateral.
Calafrio.
Megan parece também perceber o dirigível, mas não diz uma palavra sequer. A expressão em seus olhos não precisava de palavra alguma para definir o que a menina sentia. Medo.
Eiji se vê de frente ao beco, e algo estranho chama sua atenção... a entrada estava aberta, sem nenhuma proteção. O samurai se recorda que todos haviam saído apressadamente naquela vez, e talvez aquilo tenha sido um descuido de Yue.
Ou isso, eu alguém havia havia invadido aquele lugar.
Ao se aproximar, Eiji reconhece duas vozes... uma de sua mãe... outra de um completo desconhecido.
--------------------------------------------------

Audrey consegue rapidamente identificar uma maneira fácil de prestar manutenção à arma de Beatrice, e juntas as duas garotas conseguem improvisar o reparo da peça, sem solda, apenas mantendo o metal fixado com uma fita muito resistente no local certo para que o cano não se partisse mais ainda. Aquilo era provisório, elas sabiam, mas deveria durar por alguns disparos.
Beatrice sente certa empatia pela garota que parecia ser da realeza, e Megan tem um sentimento de reconhecimento pela outra que também parecia entender de armas. Era algo inusitado, mas a guerra parecia propagar o companheirismo. No fim, assim era o ser humano... a natureza o impulsiona a se unir na dificuldade.
As duas garotas se voltam para seu inimigo, a enorme serpente demoníaca que devasta o Leste e seus lacaios sombrios que enchem as ruas de morte. A batalha está por todos os lados... e isso por si só é assustador.
- Espero que ela saiba usar aquilo. Ela é orgulhosa, mas eu sei que vai perceber o que coloquei em seu bolso - diz uma garota com as mãos sobre o lado esquerdo do peito, como se rezasse. - use-o, Katheryn.
Nem Beatrice, nem Audrey, reconhecem aquela mulher... mas ela parecia ser tão vítima quanto qualquer outra pessoa ali. Era hora de acabar com aquele ciclo vicioso de vítimas.
Era hora de mudar tudo.
O calor no ventre de Audrey se mantém, sem que ela saiba identificar se aquilo é reconfortante ou não. Ela ainda não entendi o que havia acontecido na presença da voz... mas seus instintos lhe davam a dica de que ela teria perdido algo muito importante. E ganho algo de valor equivalente.

Mas... o quê?

Audrey olha para o céu, observando o monstro dracônico... quando seus olhos são guiados até as nuvens, e tanto ela, quanto Beatrice, notam o enorme dirigível que plana sobre o Leste, com o símbolo do Conselho de Camael estampado em sua lateral.
A exploradora sente um calafrio.
Calvin...



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Sex Ago 21, 2015 10:52 pm

Realizei rapidamente o conserto, direcionando Beatrice em alguns pontos. Apesar de ter prestado a manutenção, a menina parecia muito entendida das peças e de soldas.
Eu, uma projetista. Ela, uma executora. Talvez aquele fosse um bom começo de companheirismo, afinal de contas:

- Está tudo bem. Se a senhorita precisar, poderá utilizá-la. Mas se não confiar nela, não há problemas. - olho para o horizonte, pensativa - Então... Beatrice, certo? Virá comigo?

Finalmente estava encarando a enorme serpente. Parecia que, a qualquer momento, iria despertar em fúria ainda maior e devorar o mundo. Definitivamente não podia permitir que isso ocorresse.

Disparo em direção a Orochi. Foi quando eu vislumbrei o Zeppellin.

Não... não... agora não!

Calvin... o meu irmão. Meu amado irmão. Eu... estava com raiva dele. Incompreendida, eu era a ovelha negra da família. Pertencia a dois distintos universos e queria continuar assim.
Aquilo... era tão frustrante que mal podia me conter.

Porém... era tudo ou nada. Vinha martelando em minha mente, como uma estranha canção, várias palavras. Imagens perpassavam pela minha memória, e aquilo doía.


Ignoro o Zeppellin. Cuidaria de Calvin depois. Nem ele poderia me deter agora. Quase sussurrando para mim mesma, inicio uma corrida para melhor me posicionar:

- Eu vivo... eu morro... eu vivo de novo...

Não sabia se Beatrice estava me acompanhando. Tudo em mim era ambíguo: sozinha, acompanhada. Forte, fraca. Determinada, medrosa. Mística, racional. Aristocrata... resistência.

Eu era o que eu quisesse ser. Eu precisava fazer isso, não só por todos eles, mas por mim mesma. Tinha algo a ser provado para aquela Força Maior que me concedeu uma segunda chance.
Era a MINHA chance. Não deixaria aquilo ser em vão. Não podia. Eu faria, seja lá quem fosse que me abençoou, orgulhoso(a) de mim.

Mesmo que tivesse perdido algo... qualquer coisa era melhor do que aquele futuro tão devastador.


- Eu vivo...

Ajoelho, escorando-me em alguns pedaços de madeiras e barro. Parecia ser parte da fundação do que era uma casa; agora, destruída.
As Aranhas-demônios estão para lá... eles também tem de ser bem sucedidos em suas empreitadas, ou não vamos conseguir conter as massas. De onde será que elas vem..?

Procuro com os olhos quem estivesse mais próximo e quem eu conhecesse. Uma mulher parecia sussurrar para si mesma sobre Katheryn... mas eu não a conhecia. Imaginava se poderia ser uma aliada ou apenas mais uma vítima daquele caos.

Respiro. Respiro de novo:

- Eu morro...

Olho para a imensidão de Orochi. Me lembro de Megan:

- Eu vivo... de novo...

A preparação de Audrey:

Targeting: Torso
Torso: Targeting the torso threatens a critical on a 19–20.
Gasto: 1 grit.


Miro o Torso de Orochi, disparando para machucar.

Audrey Nux: 1D8 => 2
20 ( 4 + 1 * 4) + 2 * 4 = 28

Audrey Nux: 2D6 => (4 +2) = 6

Eu vivo... você, não.


"Dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários." C. S. Lewis






Audrey / Elizabeth / Liesel /
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Sex Ago 21, 2015 11:08 pm

Não, não, não, não, não, não... NÃO!

Ele simplesmente não morre!

Tantos pensamentos, são... Demais!

Não aguento mais... Minha magia, minha cabeça... Nada mais faz sentido!

Por que ele não morre?

Por que não morre?

Por que não...

O que é...

Lana...

Droga, Lana...

Não vou...

Não vou poder cumprir minha promessa...

Droga... Droga!

Minha cabeça... Tente se concentrar, katheryn!

Droga, droga, droga!

Espero que funcione... Tem que funcionar, vai funcionar!

Ative!

Vai, objeto idiota, faça o que tem que fazer... Argh, minha mente!

Mas que... Jeito ridículo de morrer...

Droga...

Logo agora...

Que...

Tinha achado...




Katy: 1D20+11 => 27 #Use Magic Device


Uma família novamente...


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaias_tsuiwa em Sab Ago 22, 2015 1:33 am


*Enquanto guiava o familiar, Des confronta Orochi, como se lutasse de homem para homem, porém seu adversário tinha uma força absurdamente superior a sua*


"Mano, vamos contornar esse bicho e entupir ele de pólvora!"

*Dizia eu enquanto me virava para ver Des e estranho sua forma de agir: Estava atônito, e com as pernas bambas como se estivesse sido hipnotizado pelo bicho, até que*

"Droga Des, era só o que me faltava tu tá maluco? "

*Aperto com meus calcanhares o pescoço do familiar, a fim de que ele mude de direção, se direcionando para buscar o seu dono, Desmond*

"Vamos lá, DAKATO, vamo que vamo"

*Grito para nosso companheiro mago, enquanto com minhas mãos pressiono levemente parte da crina do familiar para que o mesmo dê um mergulho a fim de interromper a queda de Desmond*



Sistema:

Voar:1d20+7= 10+2(Bonus concedido pelo Inspirar Coragem): 12

O Familiar tem 7 de voar segundo informações do Jeff, e segundo o que foi acordado o teste seria como se fosse uma ação conjunta minha e do familiar, então ficou minha rolagem com os pontos do familiar...

1D20 => (3) = 3
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Sab Ago 22, 2015 11:16 am

Noto o acontecido. Em um único instante, tudo começou a dar muito errado... e agora, me via obrigado a estar em duas frentes ao mesmo tempo...

"Graças à Eli eu previ tudo isso com a antevisão...."

Havia me preparado para algumas situações de queda, sabia que meus aliados precisariam de mim, mas não sabia que seria com essa frequencia... meu coração acelera ainda mais, havia visto registros dessa magia a pouco tempo... mas não havia tido chance de testar, e pior, só havia preparado uma...

- HAIAK'U!!!! (Celerity)

grito em alto e bom som, quando uma imagem etérea se desprende de mim enquanto vôo em direção a Katy. Me agarro à ela por trás, não daria chances a Ichigo... Meu eu faz 3 gestos com a mão direita, enquanto o braço esquerdo envolve a cintura da garota...

- Preciso que você QUEIRA vir com tudo de si, Katy. Independente das consequencias!

não espero que ela responda, eu arrastaria tanto dela quanto conseguisse, mesmo que viesse faltando pedaço...

- Blink'O

(conjuro porta dimensional, levando a mim e Katheryn para perto de um de meus archons ou Megan, ou qualquer lugar que aparente ser seguro...)

Minha imagem etérea estende as duas mãos em concha, mirando Um desmond que cai, perseguido por sua irmã, enquanto fala suavemente...

- Pluma...

(feather fall)

----------

se tudo der certo, a imagem etérea desaparece assim que a magia for conjurada sobre desmond, e eu perco a próxima ação, como um preço pago por antecipar a mim mesmo no tempo.

A magia Celeridade possui 3 versões: de 2º círculo, que antecipa uma ação de movimento, de 4º círculo, que antecipa uma ação padrão e de 6º que antecipa uma ação de rodada completa... todas possuem como preço ter o status "dazed" no próximo turno.


´Os grandes pensadores nunca têm certeza do que dizem. Eu acho...´

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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Sab Ago 22, 2015 2:00 pm

O Conselho de Camael.

Essa noite não tem um fim. Estamos presos num pesadelo, o sol morreu, a serpente o devorou...não, eu não vou aceitar isso.

E agora, a segurança do abrigo parecia comprometida.

- Megan. Fique atrás de mim com a criança, desembainhe sua espada e me siga lentamente. Quando eu mandar você corre pra moto.
Eu não deixarei minha filha sozinha com o inferno aqui fora.

- Hellhound, esteja a postos.

Desembainho a nodachi. Essa noite eu verti sangue, eu morri e voltei, eu descobri e reafirmei meu nome, encontrei minha família, recobrei sentimentos que achei que tinham morrido a sete anos atrás.

"É a noite mais longa da minha vida. Mas é a mais verdadeira. Mãe, não corremos até aqui para esta ser a última"

Começo a correr, Risco nas mãos.

O que há no abrigo eu não sei. Mais um inimigo? Eu o cortaria. Mais um aliado? O ajudaria no que fosse preciso para avançarmos contra nossos verdadeiros inimigos.

Não importa. Eu sou Eiji Tachibana, e essa noite não acabou.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Luthica em Seg Ago 24, 2015 1:16 pm

- Oh, isso foi ótimo- falo em tom animado sobre o reparo e tenho vontade de conversar a respeito de armas. Mas vamos deixar isso para outra hora.

Eu deveria ter vindo mais preparada... Vou ver o que posso levar comigo quando voltar. Mas realmente não pensava que haveria luta. No fundo, me sinto despreparada. Como se eu estivesse vivendo numa bolha até hoje (apesar de tudo que passei).

- Ah, não é nada disso, eu só...

Confiar na arma? Eu confio. Mas se nos separássemos e algo acontecesse com a arma dela ela precisaria.

- Se eu precisar, dou um grito. Confio no reparo - dou um meio sorriso, devolvendo a arma por fim. - Bem, vamos nessa - digo em resposta ao "convite".

Não consigo dar a devida atenção para a mulher desconhecida ou para Zeppellin e repente vejo Audrey correndo desenfreada.

- Ei! Aonde você vai?

Que maluca. O que foi isso? Balanço a cabeça e corro atrás. Seja o que for, deve ser importante. Talvez tenha visto um dos amigos dela.


Como ela dispara, eu imito o movimento. Não posso ficar errando agora. Mesmo que seja pouco, sei que posso ajudar um pouquinho.


ACERTO
1d20+BBA+mod dex + 1 (bônus do point blank shot)
(9 + 2 + 4 + 1) = 16

DANO
+ 1d8 (elec) (dano da arma)
1D8 => 8
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Ter Ago 25, 2015 8:26 pm

Eiji e Megan adentram o esconderijo, ambos de espadas em punho. Pai e filha cautelosamente cruzam a entrada, saltando para a escuridão da passagem até as escadas. Eles observam ao redor, não identificando ninguém naquele lugar... até que seus olhos se acostumam com a escuridão, e eles reconhecem um homem, de pé, ao lado do leito de Tsubaki Tachibana.
O homem vestia uma farda militar, trazendo no peito insignias de honrarias. Seu rosto trazia traços duros, delineados pela barba castanho-clara. Os olhos lembravam a Eiji os de alguém... mas ele não sabia dizer quem.
- Boa noite - disse ele, seus olhos indo de Eiji a Megan. Ele nota que ambos estão armados, mas não faz menção de sacar de seu cinto os dois sabres que carrega. - A doce senhora Tsubaki me contou muitas coisas enquanto esteve sozinha neste lugar. Parece que todos saíram tão apressados que ela foi deixada aqui, exposta, e precisava de alguém com quem conversar - sua voz era fria, livre de qualquer sarcasmo. Ele sem dúvida era mais que um soldado comum, e isso Eiji sabia bem reconhecer. - Foi através dela que eu soube o que está acontecendo aqui... e foi através dela que eu descobri coisas sobre alguém que eu procuro há tanto tempo... - ele olha profundamente no único olho do samurai. - É engraçado como Deus parece sorrir para os justos, não é mesmo? Não foi tão difícil localizar sua mãe como nós pensávamos, e assim como o previsto, tivemos a confirmação de que precisávamos. Por sorte, ou por azar, você realmente veio até o Leste... e eu me pergunto... porquê? Qual razão teria um homem como você para implantar uma bomba abaixo do planalto do Conselho de Camael e por em risco a vida de todos os presentes para a assinatura de um tratado de paz? - arrepio. - Me diga, número 330, as razões que teve para sequestrar uma criança e tentar incitar a guerra? - Megan olha para Eiji, confusa. - Ou eu deveria chamá-lo de Eiji Tachibana, o terrorista e assassino que se juntou à Malha de Ferro para destruir o governo do céu?
Eiji sente que já viu aquele homem em algum lugar. Nos jornais? No campo de batalha? Onde fora...? O samurai vê sua mãe chorar, e sua filha tremer de espada em punho, os olhos cheios de dúvidas e lágrimas pelas palavras do militar.
- Papai... foi você que explodiu o Conselho? O que esse homem quis dizer com sequestrar?
- Musuko... - Tsubaki parece não ter forças, ainda se recuperava, mas as lágrimas corriam por seu rosto. O que ela havia ouvido por todo esse tempo que ele estivera fora?
- Quem é você de verdade, samurai? - questiona o militar, os olhos fixos em Eiji. - Quem você pensa que é para raptar a legítima de Nero StoneRage... e entregar seu dom ao maior inimigo do Conselho? - ele cerra os punhos sobre o cabo de seus dois sabres, sacando ambos com uma velocidade assustadora. - Quem é você... que levou minha irmã para o caminho das trevas?
Com um rápido movimento, Risco se cruza contra os sabres gêmeos, e Eiji se vê cara a cara com o homem que agora ele sabia perfeitamente quem era.
- Responda! - esbraveja Calvin Arson Keenary Whelan, o homem que fora nomeado um dia antes dos acontecimentos em Arsin como comandante da polícia do céu, e Eiji ainda podia se lembrar de seu rosto num jornal da cafeteria, em seu encontro com Groover, uma vida atrás. Agora, Eiji era capaz de fazer a conexão entre os nomes perfeitamente, e a ficha finalmente lhe caía em meio ao espanto e ao turbilhão de verdades e acusações.
Aquele homem... era o irmão mais velho de Audrey Eve.
- Responda-me de que maneira pretendia usar o Leste em seu motim contra o Conselho de Camael - exigia o outro, enquanto as lâminas vibravam de encontro em si. - Ou então me diga como pretendia usar a própria filha de Nero contra seu governante?
Megan treme, confusa, deixando a espada cair no chão. As lágrimas escorrem por seu rosto, enquanto ele se afasta passo a passo.
- P-papai... quem... quem sou eu?

---------------------------------------------------------------------------
Audrey e Beatrice  agem como um caçador e sua sombra. Ambas segurando firmemente suas armas, olhando através de suas miras, sentindo o coração ribombar, prontas para disparar contra um único alvo.
A morte em forma de monstro.
O monstro no corpo de um deus.

O dragão de Desmond se antecipa, e o alquimista sente seu corpo ser aparado em pleno ar, desacelerado por uma magia de queda suave. Se houvesse um deus bondoso olhando para Desmond naquele momento, ele certamente estava agindo através de mãos mortais. Mas afinal... não era justamente isso que pregavam as doutrinas de Eli e dos Deuses Antigos, em uníssono?
Enquanto observa o mundo girar ao seu redor, Desmond se permite rir, seguro nos braços de sua irmã, enquanto vê Dakato se lançar em direção a Orochi e seus membros pouco a pouco se vendo livres da paralisia da aura de medo, conforme ele, Sanna e o familiar se distanciam
Alguns homens temem os deuses, outros ignoram sua existência. Mas ainda há aqueles, como vocês, que os desafiam.


Que tipo entre estes homens é verdadeiramente capaz de mudar a história?


Dakato dispara na direção de seu inimigo, e ao adentrar o véu negro e invisível aos olhos comuns, que era a aura pulsante de Orochi, ele sente um enjoo terrível. O mago perde o controle de seu voo no momento em que adentra a ferida exposta da Serpente Dracônica, cambaleando desajeitadamente para dentro do monstro. Ele tenta se recompor, agarra o braço de Katheryn  e tenta puxá-la para si... mas é só então que ele percebe o que estava de fato acontecendo.
A proteção âmbar sobre Ichigo trazia Katheryn cada vez mais para dentro, como se a absorvesse lentamente. Isso mesclava os dons da dançarina aos do próprio Ichigo, bem como se misturavam à essência divina de Orochi. Era como se os três estivessem ligados de alguma maneira, e Katheryn houvesse brevemente se tornado um canalizador da Serpente, bem como era Ichigo. Assim, forçadamente, a aura de Katheryn era oferecida a Orochi, e este a devorava e com ela aprendia mais, desenvolvia-se mais. Evoluía.
Dakato sente o coração acelerar, o suor frio escorrer por seu rosto enquanto seu olho que não existia observava o espectro de aura de Orochi se tornar mais e mais poderoso, além de sua imortalidade, que agora ele compreendia, era possível. Dakato vê os cabelos de Katheryn perderem a cor, e se tornarem prateados como a lua, tamanha era a experiência que lhe afligia.
- Mas que... Jeito ridículo de morrer... Droga... - lamentava-se Katheryn, estando ela presa em uma realidade da qual não pertencia, vendo coisas que jamais havia pedido para ver. Ela observa um grande manto bordado, onde podia reconhecer seu povo,  suas vidas, seus feitos, suas festas, e seu fatal destino. Ali, ela via a si mesma emergindo do sangue dos seus, como uma flor que cresce no deserto em meio às dunas, como a vida que emerge após uma terrível e destrutiva tempestade. Ela era fúria, ela era sangue, ela era vingança. Mas a flor amadureceu, e Katheryn viu as próprias linhas no bordado que compunham seu corpo serem retiradas dos panos, enrolando-se num pequeno carretel. Espantada, ela se viu sobre o bordado, vestindo roubas brancas, descalça sobre o tecido que não tinha início ou fim. Então, ela ergueu a cabeça e viu uma mulher lhe sorrir, de pele alva e cabelos negros como a noite, de olhos prateados como a lua e portando um sorriso que era mistério e conforto. Ela entregou a Katheryn o carretel que um dia foram as suas linhas no tecido da vida, e sorriu.  - Logo agora... Que... Tinha achado... Uma família.
A dançarina segurava em suas mãos a linha e a agulha, e sabia que a partir daquele ponto, a única pessoa capaz de traçar seu destino, sua história, não era o passado ou as calamidades, não era sua vingança ou seu ódio, mas ela própria. Assim era Katheryn, a Filha da Tormenta, aquela que abrira o ventre de Orochi. Ela segurava entre os dedos o aparato que estava imbuído pela própria magia de Orochi, canalizada através de si. Ela não precisava pensar para acioná-lo. Ela apenas sabia como fazer.
E o fez.

O disparo conjunto de Audrey e Beatrice atinge o tronco de Orochi com força, fazendo-o se mover em fúria de um lado à outro. A Serpente Dracônica urra, guincha e expele sua fúria ácida sobre o mundo, como se amaldiçoasse aqueles que odeia. Mas, então, sua voz se torna fraca, seus olhos perdem o brilho, sua presas caem e suas escamas se desprendem de sua carne. A pele de Orochi se solta dos músculos, desfazendo-se no ar como poeira soprada ao vento. Seu esqueleto é devorado pela noite, e a lua brilha vermelha, lavada com seu sangue.
Dakato e Katheryn observam o rosto de Ichigo se contorcer em feições não-humanas, enquanto ele cospe pragas em uma língua desconhecida. Seus olhos transmitem um ódio infernal, enquanto sua pele se descama e ele morde os lábios com tamanha fúria que eles vertem sangue pescoço abaixo. A redoma âmbar desaparece, e com ela se vai a proteção do inimigo. O corpo de Ichigo é recebido pelo ar de Elyin mais uma vez... mas a realidade já não suportava mais sua existência naquele mundo.
Ichigo grita, berra e suplica, mas o vento varre cada vestígio de sua existência da face de Gaia, assim como havia feito com os corpo destroçado de Orochi.
É nesse momento que Dakato e Katheryn se vêm em queda livre, sem apoio, sem chão, mas o dragão de Desmond os apara em pleno ar, levando-os até o chão.

A guerra, notaram Katheryn, Sanna, Desmond, Dakato, Thomas, Audrey e Beatrice, não havia acabado. Mas agora, eles estavam juntos. Após muito tempo... eles estavam juntos novamente.
Vivos.
E isso bastava.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Ter Ago 25, 2015 8:57 pm

"Tudo acontece de uma só vez. Deus, é hoje que eu pago por todos os meus crimes? No dia que recupero meu nome, todo o mundo vira inferno..."

Risco pressionada contra as espadas gêmeas de Calvin, Megan questionando sua própria identidade...

"Ela sabe que não é minha filha de sangue. Eu queria esperar alguns anos de contar sobre quem é o pai dela. Por preserva-la eu a exponho a mais coisas. Deus...misericórdia, por esta noite somente"

- Calvin. Sua irmã contou sobre seus irmãos, como ela os amava, como se orgulhava de cada um.

As espada pressionadas, podia sentir as faíscas se formando.

- Eu fiz muitas coisas de que não me orgulho, Calvin. Meus crimes foram muitos, mas eu abandonei os caminhos da Cinza quando... - essa história. Quantas vezes eu ainda tenho que contar a história? - ...quando eu me apaixonei.

Empurro as espadas, dou um passo para trás.

E embainho Risco.

- Eu me apaixonei por Norah e resolvi protege-la. Eu vi além do que esse mundo maldito resolveu me ensinar. Minha filha nasceu, ela não tem meu sangue, mas Norah a confiou a mim e eu a amo. Calvin, você ama a sua família certo?

Eu estava completamente exposto. Minha luta agora não era mais de espadas.

- Eu não explodi o Conselho, fui enganado, estava desesperado para sustentar minha filha. Os terroristas que me associei são os únicos que se importam com essa terra e querem protege-la. E SUA QUERIDA IRMÃ ESTAVA NESSA ANTES DE MIM - que todos da família nobre de Audrey negassem ou se enganassem, mas a filha deles era tão terrorista quanto eu.

Me viro para Megan. Por algum motivo eu começo a sentir algo...meu coração queima.

- FILHA! VOCÊ É MEGAN LIONHEART! FILHA DE NORAH LIONHEART. É a filha de Eiji Tachibana, neta de Tsubaki Tachibana. Eu lhe disse na Cidade das Pobres Almas, não importa o que digam, que falem que não somos o mesmo sangue, VOCÊ É MINHA FILHA!

Esbravejo.

- E eu te amo, filhinha - me ajoelho em frente a Megan. Que acabasse tudo hoje, era ela quem importava pra mim. A única pessoa que eu nunca poderia deixar dessa maneira, questionando tudo isso.





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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Luthica em Qua Ago 26, 2015 9:58 am

Os olhos de Beatrice se arregalam e ela sente  a boca secar conforme o ar lhe escapa em grande surpresa diante das escamas que se desprendem. Nunca imaginou que um dia poderia presenciar algo assim. Quem era aquele homem de aparência demoníaca ali dentro que não tinha conseguido ver direito? Megan havia se referido a ele como um conhecido... Por quanto mais eles tinham passado? Aquele grupo era muito assustador.

- ...Acabou?

Não, ela sabia que não era o fim completo, mas igual àquela criatura não havia naquele lugar, tinha certeza.

Abaixou a arma e observou o que a ruiva faria, com quem falaria, onde iria. Estava na hora de ser uma observadora até indicarem a próxima "ordem". Mas não importava realmente esse tipo de sentimento trivial agora, um meio sorriso surgiu em seus lábios para si mesma e ela até fechou os olhos, relaxando pela primeira vez em muitas horas. Em seguida, acompanhou Audrey, de longe, não querendo fazer parte dos reencontros, mas, ao mesmo tempo, de alguma forma queria ver se ela ficaria bem agora.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Qua Ago 26, 2015 10:01 am

Não vejo o que ocorreu enquanto tentava conjurar... Permaneço abraçado a Katy, enjoado e sem ação olhando para o chão...


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Qua Ago 26, 2015 1:33 pm

Uma tecelã... Quem é aquela mulher?

Não compreendia o que havia acontecido, mas foi inesperado. Era para eu estar morta agora...

Quando menos esperava, Dakato me segurava e eu observava a face contorcida de Ichigo se desfazendo.

- Ichigo... - Digo antes dele desaparecer por completo, em meio aos gritos e pragas que rogava. - Eu... Não te odeio. Eu tenho... Pena. De verdade. Você nos julga não merecedores de nossa terra... Mas na verdade, você inveja os humanos... Porque nós, com todos os defeitos, ainda seguimos em frente... - Dou um sorriso sincero para ele. - Espero que... Um dia, nossos três continentes possam conviver em paz. Adeus, cria de Dracma.

As entranhas do Orochi se desfazem, nos deixando em pleno ar. Estávamos caindo, mais uma vez, até o animal de desmond nos salvar.

Quem quer que seja... Muito obrigado.

Agradecia ao misterioso anjo da guarda. Havia feito tantas loucuras... E, ainda assim, estava viva. Viva.

- Hey, Dakato... Estamos no chão já... - Digo, dando uma leve risada. Dou um abraço nele. - Muito obrigada, mago...

Olho para todos em volta e...

- Audrey! E Thomas! E Sanna e Desmond! E... Pera, você eu não conheço... Ah, mas dane-se, você também garota-que-não-conheço! Cadê a Pane? E o N e a Megan? E Lana?! Meu deus, cadê a Lana?! Será que tá todo mundo...

Finalmente começava a sentir os efeitos de tudo que havia feito, conforme o corpo esfriava.

- Huuuuuuuuhuhuhu - Envolvo os braços ao redor do estomago, sentindo o enjoo vindo - Ai, minha barriga... - Começo a dar risada, a barriga doendo pelo enjoo. - Vocês viram tamanho do bicho que a gente matou? Hahahahahaha! Eu com certeza vou fazer uma música sobre isso!


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaias_tsuiwa em Qui Ago 27, 2015 2:49 am

*Após resgatar meu irmão, de longe observo Orochi se definhar e aos poucos se auto consumir, deixando de existir, e Ichigo se perder para sempre*

*Em conjunto com meu irmão, nós guiamos o familiar e auxilamos Katy e Dakato evitando a queda deles, e em seguida pousando*

"Conseguimos cara, nós conseguimos" *Eu gritava enquanto socava o ar*

*Desço rapidamente do familiar e agora que a adrenalina havia baixado noto a mudança em Katy, seu cabelo havia mudado de cor*

"Mana, tu tá tão poderosa assim é? Que até teu cabelo mudou de cor?!"

*Sorrio*

"Mas ficou lindo viu, te falar, se tu souber como isso rolou, faz em mim também, pois uma mulher de pele escura que nem eu, e de cabelo prateado, fica linda viu"

*Solto uma gargalhada*

*Após o dialogo, rapidamente mudo minha expressão de alegria para preocupação e digo em um tom que todos nosso aliados próximos possam ouvir*

"Caras! A Megan e o Samurai Caolho, cadê eles?"
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Qui Ago 27, 2015 8:23 pm

- Mentira! - esbraveja Calvin, ainda empunhando os sabres gêmeos. - Você é Megan StoneRage, a legítima descendente de Nero StoneRage, líder do Conselho de Camael e supremo governante do Império Celeste. Mas... mais que isso... - ele se aproxima, e Eiji sente um calafrio percorrer sua espinha. Ele não deveria dar as costas para um oponente armado, sem nem ao menos saber se ele realmente se importava em levar os dois vivos. - Você possui algo que nenhuma outra criatura neste mundo possui. E este homem que se diz seu pai é só um aproveitador que pretende usar seus dons em um motim. Um inimigo da paz, sujo e mentiroso - o sangue de Eiji ferve. Quem aquele maldito pensa que é? - Você teve uma infância cercada de mentiras, mas tudo acaba aqui, princesa, pois a levarei ao seu lar verdadeiro esta noite. E custe o que custar.... eu tirarei você dos braços do assassino que executou sua mãe e a sequestrou recém-nascida.

Um choque.
Megan arregala os olhos ao olhar seu pai.
A espada.
A fúria de Eiji.
As histórias.
Chuva.
Sangue.
Norah...
...onde está você neste momento, Norah?
O mundo desaba.


Megan dá um passo longe de Eiji, e suas pernas tremem, até que ela desmaia, a mente entrando em colapso pelas palavras de Calvin Keenary. O samurai vê sua mãe chorar, escondendo o rosto entre as vestes, e ver isso é doloroso demais.
O que o Conselho de Camael havia difundido sobre aquela noite?
- Watashi no musuko wa kira arimasen! - "Meu filho não é um assassino!", protesta Tsubaki, aos prantos. Ela não deveria ter entendido tudo que o Comante cuspira contra Eiji, mas certamente reconhecera a palavra "assassino".
- Renda-se, ou empunhe sua espada - ordena Calvin, ignorando os lamentos da mãe, a voz fria como gelo. A ordem era seca com um deserto sem uma gota de compaixão. - Eu não matarei um homem desarmado, mas adoraria ter o prazer de tirar sua vida de espada em punho. Você não merece a vida que tem ou a confiança que depositam em você. Você é um assassino, um demônio... e eu sou aquele que trará a justiça e encaminhará sua alma ao inferno. Levante-se, assassino da Cinza, 330 - Calvin entra em posição de combate, completamente decido. - Eiji Tachibana.
Aquela noite... não tinha fim.
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O grupo reunido se familiarizava mais uma vez. Todos estavam cansados, esgotados, e suas mentes não recebiam descanso havia muito tempo... afinal... aquela noite parecia nunca chegar ao fim.
Os sons de combate não cessam pela morte de Orochi, e isso é algo que pega vocês de surpresa, caso tenham imaginado que derrotar Ichigo traria fim ao conflito. A chuva, igualmente, era incessante, e com ela vinham mais relâmpagos, e para cada relâmpago que cruzava o céu e queimava o asfalto, surgia um novo demônio de Dracma. Aquilo era desesperador.
Casas vinham abaixo em meio às explosões das armas dos Corvos e da Malha de Ferro. Pessoas morriam por toda parte, combatentes e civis perdendo suas vidas em uma luta que jamais desejaram. Aquilo fazia o coração de Sanna sangrar... ver os seus morrendo, ver uma luta sem propósito dizimar seus lares e levar como um turbilhão o sonho de paz que o grupo um dia buscara alcançar. No fim das contas, nem sempre somos nós que desejamos a guerra... ela vem até nós, e tudo que podemos fazer é enfrentá-la e sobreviver.
E isso certamente se aplicava também a cada um de vocês, o que faz Beatrice imaginar se o que a tirara do Norte e trouxera para ver e viver tudo aquilo... fora uma mera coincidência.

Subitamente, o olho que Dakato não tinha começa a latejar, e sua cabeça recebe uma pontada de dor avassaladora. Seu corpo treme e é impossível se manter de pé em meio à sensação terrível de ter seu cérebro espancado e seu crânio partido em pedaços. Ele soa muito, arfa tentando respirar naquela sensação dolorosa que lhe tira o fôlego. Então, ela para.
Thomas sente o comichão já conhecido em seu coto, um incômodo que ele sentira em Dracma, quando abrira o espelho no lago e emergira para Elyin. Aquilo deveria significar que havia alguma abertura também naquele mundo.
Dakato e Desmond voltam a reconhecer a sensação incrível que tiveram mais cedo. Havia magia por todo lugar... por todo o Leste. No ar. Na chuva. Em cada partícula, em cada molécula existente no Leste... era como se um véu místico se tornasse cada vez mais fino. Cada vez mais fino... a ponto de se partir a qualquer momento.... pulsando em energia arcana.
A compreensão vem como uma centelha, lembrando-se de como Ichigo havia convocado Orochi e como ele desaparecera. É impossível cruzar o véu da realidade... a menos que se faça uma abertura. Se a abertura que Ichigo havia gerado no Leste, através do ritual, ainda existisse... aqueles monstros jamais parariam de vir, até que todo o Leste fosse consumido e posteriormente toda Elyin.
Mais difícil que iniciar uma guerra, era terminar uma.
Mais difícil que desencadear um distúrbio na realidade, era repará-la.

Audrey sente o ventre pulsar, e uma sensação inexplicável lhe arrebata. Ela sente como se guiada por algo muito superior à própria existência. Ela imaginava que havia conseguido mudar tudo vindo até ali... mas no fundo sabia que sua missão sequer começara.
Ela vê uma mulher, de pele muito branca, os cabelos negros como a noite e os olhos prateados como a lua. Ela lhe sorri, estendendo em cada uma das mãos uma pequena chama brilhante, uma branca e azul, outra negra e vermelha.
- Você possui mais que um dom, Audrey Eve, e o próprio Universo não saberia decidir a qual caminho lhe designar, tendo em vista o preço que você pagou. É hora de escolher - sua voz é suave como a brisa, doce como um beijo. - Seu sangue descende de uma linhagem muito antiga. Você é uma Arson, e ao mesmo tempo... você é Dracma. Fruto de um amor incomum, seus ancestrais escondem a verdade em escrituras antigas e histórias secretas. Mas você possui a curiosidade que os seus perderam há muito tempo, Audrey. A curiosidade mágica dos gatos é algo belo, de certa forma... belo o bastante para apaixonar uma sacerdotisa poderosa e cheia de talentos - a mulher a incita, erguendo as duas chamas. - Você deve escolher entre o despertar arcano dos gatos, e o despertar divino das sacerdotisas. Brincar com a realidade, ou banir o que sua justiça própria considera mal. Uma das escolhas pode torná-la poderosa para si mesma... a outra, poderosa para aqueles com os quais você se importa. Ambas, de uma forma ou de outra, irão mudar o destino do mundo.

Silêncio.
Audrey ouve apenas o próprio coração, e já não sabe se quem fala é a mulher, ou as batidas em seu peito.
Ela se lembra de Sscízar, de Maria, e nota que eles não foram um caso isolado. Havia mais humanos e místicos que se apaixonaram e precisaram esconder seus sentimentos... mais próximo do que ela imaginava, sua família também estava envolvida com aquele tipo de coisa de alguma maneira.

Audrey se lembra do que ocorrera na casa de Sscízar, de como seu sangue despertara poderoso e atraíra as bruxas. Ela agora se lembrava do torneio, da Guerra dos Cristais, do Poço na Cidade das Pobres Almas e em tantas situações nas quais ela desejou em seu coração que seus amigos não morressem... e algo despertara em cada um deles, como uma benção ou proteção que ela julgava vir de Megan.

Quem ela era, no fim das contas?
O quê Audrey Eve deveria ser?
Ela crescera, se tornara forte e começa pouco a pouco descobrir sobre si mesma. Ela não era uma Arson, não era uma rebelde. Ela era ambos, e ao mesmo tempo era nada mais que uma exploradora curiosa. Ela era o que sempre havia sido, e diferente do que jamais fora um dia.
- Escolha - a voz lhe incita, e seus olhos são cobertos pela luz da chama negra e vermelha e da branca e azul -,  minha filha.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Qui Ago 27, 2015 8:52 pm

Um homem tolo que busca pela justiça que sua organização lhe oferece. Eu era assim.

O único caminho que conhecia era o assassinato. Não importa o que me digam, eu sei que eu cometi todos aqueles assassinatos: o sangue de crianças, mulheres e homens inocentes e criminosos estavam em minhas mãos.
Havia tanto sangue em minhas mãos que seria impossível lavá-los.

Mas antes de derrubar o Conselho, antes de pensar em vingar minha amada e desmantelar a Cinza, antes de lutar com um grupo terrorista do qual eu já tenho grandes dúvidas se realmente é justo...antes disso tudo vem Megan. O que Megan seria? Eu e Calvin gritamos nomes, tentava lhe fazer recordar de toda nossa vida e nos últimos meses.

"Proteja sua família..."

O outro tentava dar a ela a visão do mundo que nunca conheceu. Filha de um lorde, Megan teria uma vida de princesa se decidisse ir para Arsin. Ela é forte agora, Nero não dobraria minha filha para que cometesse os crimes que sei que ele cometeu.

"...proteja seus amigos..."

Não posso matar o irmão de Audrey. Eu sei o que é ter um irmão agora, por mais que um irmão se mostre idiota e teimoso, ainda é sangue. É família.

"...ame aqueles que te amam"

Quantos vão chorar no funeral de um assassino? Talvez seja tarde demais para pensar nisso, eu já morri hoje a noite.

A Noite Eterna

- Megan. Corra, vá com Hellhound e encontre Audrey. A moto sabe o caminho de volta para aquela casa - toco seus cabelos loiros, idênticos o da mãe.

"Norah Lionheart. De todos os problemas em minha vida, você trouxe os melhores"

Me levanto e me viro para Calvin, determinado em me matar.

Ergo o braço direito e toco o cabo de Risco. Mas minha posição não é de combate.

Jogo a nodachi embainhada no chão. A alma de Risco ressoando com o metal, a lâmina deve estar branca.
Eu agora entendi mais uma coisa.

- Calvin, eu não vou matar o irmão de minha amiga. Se quer um assassino hoje, terá de me matar, e se tornar um - cruzo os braços, determinado a não deixa-lo passar por mim.

- Mas minha filha não vai com você a menos que ela queira. O sangue de um assassino é barato, mas não tanto quanto o de um falso juíz.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Sex Ago 28, 2015 4:06 pm

Era assustador o quanto eu podia correr e não parar até alcançar aquele objetivo. Ver Orochi se dissolver no ar... foi como se minha alma tivesse se lavado.

Eu mudei tudo para chegar até ali. Lágrimas ansiosas escorrem dos meus olhos e eu caio de joelhos no chão. Reparo pouco no homem de feições demoníacas que parecia sofrer até se extinguir.
Ouço a doce voz de Katheryn, Beatrice, Sanna. Vejo Desmond e Dakato também.

Eles... estavam vivos. Vivos. Eu não sei nem como agradecer e tudo o que posso fazer é chorar, em um misto de adrenalina incontida e de alívio medroso.


- Eu... vocês estão vivos... - não tinha forças nem para me levantar agora - vocês...

Uma mulher. Uma escolha.

O meu ventre... ardia em chamas. Uma sensação dual, experimentava uma chama acalentadora... e também nociva.
Ela veio até mim porque eu era uma Arson. E porque eu tinha atravessado mundos para descobrir quem eu era e para salvar aqueles com quem eu me importava.

Minha força também vem da solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.



Escolher era árduo. O que ela me oferecia era o Despertar Arcano dos Gatos... e o Despertar Divino das Sacerdotisas.

Um, serviria para me tornar mais forte. O outro, para poder proteger os que considero, e banir o que fosse mal.

O que eu devo fazer, Eli? Essas minhas mãos... querem agarrar o mundo... eu vim até aqui para protegê-los. Mas eu quero me proteger também... quero transformar.

Me importa brincar com a realidade... tantas coisas poderia mudar! Mas... me livrar do mal que aflige o mundo... parece tão mais sensato!
Eu sei... eu sei que tenho forças para mudar. Eu me tornei imparável, e se alguém quiser me parar terá de me matar!
Porém... eu serei melhor se me fortalecer? Ou se me doar?


Eram muitas perguntas e parecia não haver resposta suficientemente boa para me saciar. Tudo era em torno de sacrifícios e ainda mais sacrifícios.

Eu não conheci o Leste o bastante. Sei que N e Dakato vieram daqui... sei também que todos morreriam aqui, e isso ainda pode acontecer. Se eu caminhei até aqui, foi para mudar o destino sórdido que eu vi anteriormente.
Sinto que minha perda foi maior do que eu esperava... mas não há para onde fugir. Eu tenho que escolher.


Olho para eles, para todos eles, vivos. Eu acreditava no potencial deles de transformar o mundo. Saímos do nada, de nossas vidas cômodas. Alguns, lutavam contra a pobreza, outros se escoravam em suas riquezas e vidas tranquilas. Mas todos eles tinham uma energia que buscava um mundo melhor.
Era para isso que nos unimos, era por isso que eu entrei naquela prisão, há alguns meses atrás, e libertei o samurai de olhos demoníacos. Foi assim que eu fortaleci Sanna para tomar as rédeas do que era dela.

Foi... pela pequena loirinha, a qual eu olhava como uma filha... foi pela força inocente dela que eu voltei também. E que eu voltaria quantas vezes fosse necessário para salvá-la e dar uma chance para ela crescer e ser feliz. Ela era especial, assim como todos naquele grupo

Não, não era por acaso.
Talvez, se eu tivesse mais força... poderia enfrentar o mundo para salvar Cornellius e manter meus amigos protegidos. Isso faz sentido...

Mas e se minha força não for suficiente para manter o mal controlado... e precisasse do poder de banir para criar paz... então, a outra escolha me levaria para uma luta sem fim contra o mundo.

Agora, meu coração doía tanto quanto meu ventre.
Eu, com certeza, perderia alguma coisa no processo.

E eu estava cansada de tantas perdas.



Olho para o céu, observando as nuvens meio escuras ainda da fumaça:

- Eu... eu escolho...

O silêncio. A chama negra e vermelha... eu compreendia o peso dela. Apesar de ser tão tentadora a branca e azul... eu sentia que precisava mudar e não apenas banir. Tinha algo como uma pendência para mim... eu precisava honrar algo muito anterior a minha existência.

- O Despertar do Gato.

Eu faria não existir mais perdas. Estava pronta para me doar.


"Dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários." C. S. Lewis






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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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