Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Sex Set 26, 2014 7:50 am

Após a apresentação de Thomas ao avô de Pane, ele se curva num gesto de cumprimento e respeito ao ancião. 

-Olá Senhor Nolepeleko, Eu sou Anthony Thomas Shipsail, filho de Philiph Braum Shipsail, ex capitão da guarda do conselho de Arsin, é um prazer encontrar o ancião da Vila. * Se curva novamente * 

Ao ouvir a voz de N, ele se vira e diz : 

- Samurai, tudo fica fácil num lugar tão bom quanto esse, me sinto bem aqui, quero explorar esse lugar, conhece-lo, talvez conhecendo-o eu posso conhecer a mim mesmo.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Sex Set 26, 2014 8:28 am

Logo que percebem que não se tratam de inimigos, o povo da vila se aproxima, rodeando o grupo, muitos falando naquela língua musical que apenas Pane, Audrey e Dakato parecem compreender. Eles estão curiosos com o que chamam de "pássaro de ferro" e comentam sobre as coisas que eles carregam nas costas, dizendo sentir cheiro de "queimado" vindo deles. As crianças, ainda mais curiosas, se aproximam e puxam as vestes e as mãos de alguns de vocês, perguntando de onde vinham e seus nomes, e Megan parecia ter feito amizade rapidamente com as crianças, se dizendo ser a capitã daquele grupo e uma brava guerreira do leste que buscava trazer a paz a toda Gaia, arrancando suspiros de admiração dos pequeninos e risadas bem-humoradas dos adultos. A cidade era toda curiosidade, como um terra árida que não recebia águas novas há décadas.

- Você... - o velhinho acarinha os cabelos azuis de Pane, tremendo levemente, sentindo que também Koni se juntava ao abraço. Seus olhinhos miúdos estão cheios de lágrimas, mas nenhuma delas era de tristeza. - Vocês devem ser os filhos de Moema e Caiubi...são iguaizinhos a eles...ah, minha querida filha, que Amaran a tenha em seus braços, e que Eli lhe dê o justo descanso. É uma felicidade imensa tê-los aqui - ele tenta enxugar as lágrimas com dificuldade, quando vê Thomas se aproximar, os olhos violeta muito abertos ao ver o ranger. - Shipsail...isso é...impossível... - ele toca o rosto de Thomas, como se o reconhecesse de algum lugar. - Pelo amor dos deuses, me custa acreditar que você seja... Ah, que falta de modos os meus, por favor, venham comigo. Vocês são mais que bem-vindos nesta Vila, devem estar com fome, e eu também tenho perguntas a fazer a vocês. Digamos que não recebemos muita gente de fora, e não posso deixar essa chance escapar. Venham, temos comida e algo para beber, adoraria sentar, minhas pernas já não mais como era e este velho não consegue se manter muito tempo de pé hahaha - ele ri baixinho. Sua aparência era simpática, humilde, mas sua voz era um misto de sabedoria e bondade. Em suma, a simples presença daquele homem parecia tornar  o ambiente mais pacífico.
Rapidamente, vocês são levados até um lugar que parece a praça central da vila, onde uma fogueira é acessa e carnes começam a ser preparadas, fazendo um cheiro deliciosa impregnar o ar. As pessoas voltam a trabalhar, lhes desejando boas-vindas em sua língua musical, mas várias crianças e jovens continuam acompanhando o grupo, assim como várias mulheres que preparavam o almoço, como pequena festividade pela chegada de vocês. Não havia cabana para uma conversa isolada, e isso não parecia fazer parte da cultura.

- Todos têm o direito à luz do dia, assim como todos também merecem conhecer a verdade. Por esse motivo, nunca escondemos uma reunião entre parece, de pano, pedra ou madeira, mas o fazemos sob os olhos de Eli e toda a nossa família - diz o velhinho, com um sorriso gentil, sentando-se numa pequena toalha tecida, estendida sobre o chão, os incitando a também se sentarem na grama baixa, ao passo que as pessoas que os seguiam fazem o mesmo, formando uma rodinha de histórias.
Isso faz o coração de Katheryn e Jack balançarem, remetendo a um passado onde histórias ao redor da fogueira eram parte de sua diversão diária, um deleite que não tinham há anos. Aquelas pessoas, aquela linguagem, aquele ambiente pacífico...tudo aquilo lhes lembrava uma vida perdida, uma felicidade negada...e um sentimento de vingança, ainda que domado, urrava em seus corações pelo que lhes fora arrancado de forma trágica.
Dakato e Desmond conseguem sentir uma presença mágica em todos os aldeões, como se seus poderes arcanos já houvessem despertado há muito tempo, cada um deles nascidos com a capacidade de ser um manipulador da arte mágica. Até mesmo as crianças pareciam ter uma magia infantil que as rodeava, curiosa e aventureira. Todos, aos seus olhos treinados, pareciam emitir uma pequena aura de cor variada, uma denotação clara e recorrente de que uma pessoa havia despertado seu lado místico. Apenas um deles não apresentava essa aura, e o próprio ancião.

As frutas são servidas a vocês junto de cabaças de água fresca, recolhidas de um poço artesiano que interceptava um lençol que dava no rio, que vocês haviam visto lá de cima. As crianças parecem entretidas com as histórias de Megan, o que diverte N, percebendo que a menina tinha a mesma capacidade da mãe de atrair olhares facilmente, capturando a atenção de quem quer que fosse, um carisma que ele, infelizmente, não tinha. Como seria bom se o mundo inteiro fosse como aquela pequena vila utópica...sem a sombra do Conselho e sem a ganância da CINZA...será que um dia o sonho de Norah poderia se realizar? N não tinha resposta para aquela questão pessoal, mas estar naquela vila e ver sua filha sorrir lhe dava um sentimento de esperança que ele jamais havia sentido antes. Era possível.
- Muito bem, acho que vocês têm o direito de perguntar primeiro - diz o ancião, mordiscando um pedaço de pão de milho quente que começava a ser servido. - Meu nome é Mauá Nolepeleko.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Hayka Alchemist em Sex Set 26, 2014 10:57 am

Aquele momento de certa forma tinha uma magia boa ao nosso redor, estar ao colo de um familiar e se aconchegar nele é algo que eu não fazia a anos, para ser mais exata há 7 anos. Escuto a Katheryn chamar meu avô de vovô e isso me intriga um pouco, e o vovô parece conhecer algum Shipsail.

"Vovô barbudo? Será que ela é... Não, não somos nem um pouco parecidas... Mas ela o chamou de vovô. E o Thomas, parece que ele também tem ligação a aqui " - penso intrigada.

Vovô no chama para ir sentar, comer e conversar e acompanho ele junto de Ko, que parecia estar em outro mundo, começo então a lembrar das vezes que mama falará do seu pai.

- Oh, meu pai... Que saudades tenho dele crianças.

Eu e Ko estávamos sentados no chão da sala com a mama, e Ko estava admirando seu primeiro livro de gravuras com escritas em feérico, mas poucas escritas.

-O que aconteceu com o vovô mama, onde ele está?

-EEle está com Eli agora, ele era um grande homem, os mais velhos o viam com grande potencial, ele tem cabelos azuis também, e anda sempre com a barba trançada, e não é muito alto... Aí aí seu avô era tão tranquilo, a única vez que o vi nervoso foi quando ele veio junto com seu pai para me apresentar a ele, e depois em nosso casamento.

PPapai chega em casa e escuta a última parte.

-hahahaha... Seu avô era muito sábio e tranquilo, mas quando eu chegava, nunca o via tão nervoso... - ele vem e beija cada um de nós e senta conosco para contar mais histórias também.

Em casa só conversávamos em feérico


Após estas memórias as coisas parecem fazer mais sentido do porque falamos outra língua em casa, para preservar nossas origens. Então me sento ao lado do meu avô e coloco Koni a minha frente, para que outros sentem do outro lado do vovô.

-Vovô... Agora que minha memória se refrescou, o senhor não sabe nossos nomes ainda, eu sou Pane, e meu manin se chama Koni. Mama sempre contava as histórias mais sábias e entradas do senhor. Mas pensei que nunca iria te conhecer... - paira no ar a palavra - O que está acontecendo, o senhor está aqui, essa vila, ninguém nunca tinha me dito que nós viemos de um lugar desses. Eeeeh... Eu estou muito feliz de estar aqui, quero conhecer a todos - sorrio para ele.

Dou uma olhada em volta com um sorriso no rosto, e em feérico digo para todos e aceno.

-Me chamo Pane, e meu irmão Koni, somos filhos de Moemá e Caiubi. Estou feliz em conhecer todos vocês.

Olho para o vovô e digo.

-Eeeh... Vovô, nós temos mais parentes aqui? A vovó, tios, tias, primo e primas? - meus olhos brilham com esperança
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Sex Set 26, 2014 2:38 pm

Sento-me no chão, antes ajeitando a saia e colocando os joelhos no chão sentando por cima da perna.
Parecia um sonho. Um povo tão simples quanto alguns dos que eu conhecia nos livros... estar sentada na grama, a língua feérica flutuando por cada local.

No momento da apresentação, quando Pane cita meu nome, eu faço um sinal com a cabeça e dou um sorriso cordial:

- Prazer em conhecê-los.

Vejo Megan brincar com as crianças, interagindo tão bem com elas e me deixo sorrir junto. Então, o ancião e Pane começam a conversar e a menina faz muitas perguntas.
Tento anotar tudo mentalmente para, mais tarde, anotar em meu diário tudo o que fosse importante.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Sex Set 26, 2014 3:25 pm

- É compreensível que você não tenha ouvido muito sobre nossa vila, filha - o velhinho deixa o sorriso morrer. - Há alguns anos, um ataque terrível destruiu nossa antiga vila, tirando a vida de muito amigos. Porém, nós conseguimos nos opor aos Corvos, e fugimos, nos escondemos e sofremos uma perseguição terrível durante muito tempo - ele faz uma pausa, como se relembrasse os fatos desagradáveis. - Então, encontramos este lugar, e eu evoquei um poder mágico muito antigo de proteção, um acordo com o mundo espiritual, formando uma película ao redor de nossa vila capaz de despistar nossos inimigos e nos manter à salvo. Vocês devem ter sentido algo diferente quando adentraram a região próxima de nossa vila...se fossem inimigos, jamais teriam nos encontrado. Estamos localizados em um vértice entre Elyin e Dracma, e todo esse vilarejo é transportado temporariamente para o Continente Inferior, assim que uma ameaça é detectada pela película, automaticamente, sem aviso nenhum. Porém, como pagamento pela proteção, nós não podemos ultrapassar essa barreira, o que impede de nos comunicarmos com o mundo externo, e dizermos o que sabemos...dizermos o motivo por sermos perseguidos há anos.
Mauá retoma seu sorriso bondoso.
- E isso, claro, tem tudo a ver com seus pais. Os Nolepeleko, assim como muitas outras famílias há centenas de anos atrás subiram para Arsin com o intuito de tornarem-se grandes. E assim foi, por muitos e muitos séculos, até seus pais descobriram algo que não deveriam ter descoberto...
Ele se serve de um pouco de água, hidratando a garganta em breves goladas, para continuar seu discurso.
- A proteção acaba sendo uma benção e uma maldição, já que nunca nenhum amigo havia ultrapassado a barreira e encontrado nossa vila, visto que as coordenadas são bastante específicas, alguém com quem realmente pudéssemos conversar...até agora. Mas sei que não vieram aqui apenas para nos visitar, apenas para conhecer uma parte até então considerada perdida de sua família...sei que querem respostas, e a resposta que eu tenho para você, Pane Nolepeleko é: não siga o caminho de seus pais. - e seu sorriso desaparece.

Pixie desacopla da nave, após terminar seus relatórios, acompanhando Dakato, flutuando ao seu lado. As crianças e mulheres ao redor observam toda a conversa muito interessadas.

- O que Caiubi e Moemá descobriram, é um segredo científico que nunca deveria ter sido descoberto - e agora ele se volta a todos vocês, a voz pesada pela experiência e pelo dever, prestes a contar algo que guardara em seu coração por tanto tempo. - Eles descobriram uma forma de unir o DNA humano ao de uma bruxa, despertando um poder primordial na alma dos homens...um fragmento deixado em cada um de nós, capaz de criar e mudar o mundo ao seu redor, de criar as coisas que imagina e criar um mundo com o próprio pensamento. Eles descobriram como desperta o Fator Gênese....e como tornar a  criatura em criador.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Sex Set 26, 2014 3:39 pm

- Sou N, somente N - digo quando Pane me apresenta.

Se sentia meu coração amarrado a centenas de âncoras ontem, agora eu sinto que a maioria deles foi desamarrada e me sinto mais leve. Observo Megan brincar, ser a criança que as circunstâncias nunca permitiram.

"Obrigado Norah. Obrigado por ela" penso.

Nos sentamos. Fico perto de Megan.

O ancião cita os Corvos.

Sinto-me intrigado em que tipo de grupo de assassinos é esse, conseguindo agir paralelamente a Cinza. Eu conheço o método da organização, e ela nunca permitiria a existência de outro grupo de assassinos tão grande.

A menos que os Corvos fossem uma centena. Isso mudaria tudo. Mas as descrições não batiam, não usaram o método impessoal da Cinza.

- Pode me dar uma descrição detalhada de como eram os Corvos? - digo, num tom de voz suave.

- Então é isso o que a Cinza procura? Esse Fator? Talvez seja esse o motivo do assassinato dos pais de Pane... - não vejo motivos para esconder quem eu era para essas pessoas.

Me levanto.

- Sou N, mas já fui 330, assassino sob serviço da Cinza e da Causa. Abandonei o caminho do assassino e o caminho da Cinza, venho sendo caçado desde então. Posso lhes ser útil em dar informações de como ela funciona - era a primeira vez que dizia estar disposto a revelar os segredos de meus antigos mestres.

- Seja qual for o segredo, Nonepeleko, eu já sou caçado por simplesmente não obedecer ordens.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Sex Set 26, 2014 3:43 pm

- NANI??? - as palavras do velho mauá me desceram secas... reativo os usos de feérico falado em minha cabeça e improviso o pouco que ouvi do sotaque me sentando respeitosamente em frente ao idoso senhor

- isso é realmente possível? - meus olhos passam uriosidade, mas principalmente preocupação...


´Os grandes pensadores nunca têm certeza do que dizem. Eu acho...´

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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Sex Set 26, 2014 3:55 pm

Co... Como... o Senhor se lembra do meu sobrenome? Como? 

*Gagueja Thomas ao perceber o que mauá falava * 

- Fator Genese? Bruxa? Poder Ancestral? Dracma?? Isso não faz sentido nenhum para mim, eu apenas sei que me sinto bem nesse lugar. 

* Diz, tomando um gole de água e comendo uma banana, uma fruta estranha para ele, muito doce para seu paladar, mas de sabor ótimo *
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Sex Set 26, 2014 4:13 pm

Escuto atentamente ao velho. Ao dizer o nome dos Corvos, automaticamente cerro os punhos na minha saia e abaixo a cabeça, me contendo. Aguardo ele terminar de falar e digo a Mauá:

- Os corvos... Você por acaso se lembra de um grupo de ciganos que passava por essas terras? Um grupo que... - Algumas lágrimas começam a descer nesse momento. - Que foi morto, nessa mesma vila?


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Yoru em Sex Set 26, 2014 4:17 pm

      Ali, sentado na roda, o alquimista ouve o senhor com grande curiosidade, rabiscando cada trecho importante entre as páginas limpas do seu caderno. Ele falava do Fator Gênese, os estudos direcionados pelos doutores Nolepeleko. Anos antes dele iniciar as pesquisas em Arsin, conforme o plano de estudos da FASE. Sabia que conhecia aqueles nomes, a memória lhe retornou no momento em que a detetive fizera sua apresentação ao grupo. Agora tinha certeza da participação daquela família, ou clã, nos resultados científicos do Conselho.
      No decorrer do discurso do homem, Desmond havia se surpreendido, mas aguardou até ele terminar suas palavras para tentar esclarecer o que conseguisse.
      Imaginar que estavam num vértice entre os dois pseudo-planos poderia ter chocado o alquimista em outros tempos, mas agora estava mais habituado com a magia. E as histórias sobre Dracma pareciam mais reais do que nunca. Podia senti-las.
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Aleleeh em Sex Set 26, 2014 6:57 pm

Fico impressionada com as revelações, deixando meu semblante transparecer o meu espanto e minha curiosidade.
Lembrava poucos detalhes da família Nolepeleko... se eles haviam descoberto algo tão grande, isso justificava o porque deles terem sido brutalmente assassinados. Segredos se revelam e até as grandes casas sucumbem diante do grande Conselho de Camael, penso, mordiscando os lábios.
Quando o ancião diz que estávamos entre Elyin e Dracma, sinto meu coração disparar ainda mais rápido. Sim, a sensação era muito parecida... aquele momento ímpar em minha vida... de estar pendurada na raiz da árvore, olhando um mundo inteiro para ser explorado abaixo de mim. Era a terceira vez que se sentia em Dracma desde então.

- Fator... Gênese... - falo, meditativa - o fator de criação. Vi ser citado apenas uma vez, em um livro empoeirado. Mas não há nada detalhado, pelo menos não nos livros da Grande Biblioteca de Arsin ou na Biblioteca particular dos Keenarys.

Observo N comentar sobre a cinza e sua centena na tentativa de elucidar questões com o senhor Mauá. Katheryn também reagia àquele local da mesma maneira que Pane. Era inevitável que minhas sobrancelhas não arqueassem perante essas revelações. "Parece que todos tem algo a ver com os Nolepelekos ou com essa vila...", penso, tentando construir uma linha de raciocínio.
Lembro do livro sobre Dracma e em como isso poderia nos auxiliar. Mas deveria mostrar o artefato? Talvez o ancião soubesse do que se tratava aquela estranha e pesada arcanina negra que recebemos. Cornellius deveria conhecer um pouco melhor a família Nolepeleko e talvez todas essas coisas fossem chaves para mistérios que jamais ousamos revirar... até agora.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Sex Set 26, 2014 7:23 pm

- Sei que deve ser difícil de acreditar para alguém que veio de cima - o velhinho  dia a Thomas -, mas essa é a verdade. Dracma existe tanto quanto eu e você, quando esta terra e o ar que nos cerca, ainda que muitos ignorem sua existência e a diminuam a lenda. Você se sente bem neste lugar por um motivo bastante específico, Shipsail...seu passado remete a este continente - ele pede que uma das crianças pegue algo em sua cabana, algo que gostaria de entregar para Thomas, e ela corre.

- Os Corvos são assassinos mercenários - Mauá explica a N. - Não sabemos muito sobre eles, exceto que sempre vestem roupas negras, e armas com a marca de seu nome. Suspeitamos que seja a mesma organização que tenha atacado nossas famílias em Arsin - e seus olhos ameaçam derramar mais lágrimas, mas ele se contém. Ele se volta para Katheryn.- Os Blood-bound eram nossos melhores amigos, senhorita...fiéis a um acordo mercante, sempre festejavam a primavera em nossa vila, quando esta ainda era grande e livre. Infelizmente, sua dor também é minha dor, pequena...meu melhor amigo estava entre os seus naquela noite vermelha.

Ele agora olha para Dakato, enxugando o que aflorava de suas lágrimas, tentando distrair sua dor com um pedacinho de pão.
- Todos julgavam impossível, até mesmo o próprio Conselho de Camael. Mas os Nolepeleko são um povo abençoados em seus olhos, e são capazes de ver coisas que outras pessoas não vêm. Moemá e Caiubi eram cientistas, e pesquisaram muito sobre o potencial humano, sempre ávidos por criar um mundo melhor para seus futuros filhos - ele olha para Pane e Koni. - Então, eles se proporam uma pesquisa ousada, que o Conselho logo apoiou e financiou. Eles pensavam que era possível evoluir os genes humanos a uma forma perfeita, capaz de curar todo tipo de doença....mas no processo, descobriram algo muito maior. Durante a criação dos homens, Eli deixou em seus corações um pouco de si mesmo, uma centelha que conhecemos como alma...um resquício da criação, que nos permitiria voltar à essência divina. Um pouco do Criador em cada um de nós - ele espera que Dakato possa digerir aquilo, sabendo que o coração de um mago poderia ser muito duro quanto aos conceitos religiosos. - Seguindo por essa linha, eles acreditavam que a alma humana guardava um pequena capacidade de criação, que nos permitia sonhar e imaginar, inventar coisas novas e descobrir os mistérios do mundo...es estavam certos. Segundo eles, era possível expandir aquela essência, despertando seu poder por completo. Foi quando eles iniciaram seus estudos...envolvendo o Continente Inferior. Ninguém sabe como, mas eles afirmavam terem conseguido um pouco de DNA de bruxa em sua expedição e usariam aquilo para criar algo capaz de despertar o fator do criador. Eles chamaram sua experiência de Fator Gênese. Tudo não passava de estudos de laboratórios, e alguns julgavam não ser nada mais que teorias...até que eles divulgaram que haviam começado um teste empírico, com uma pessoa de verdade... até que alguém os matou, alguém que ou estava interessado em roubar seus planos ou impedir que eles se concretizassem... e também a cobaia foi morta... uma mulher grávida, pelo que Moemá e Caiubi nos contavam em suas cartas. Ninguém sabe até hoje se a experiência deu certo, ou o real motivo para nossa família ter sido caçada...mas o fato é que o Conselho de Camael deseja usar os resultados obtidos para curar uma série de doenças, em Arsin e Elyin, um plano que poderia melhorar a vida de todos...ainda que outras pessoas sussurrem que a mesma descoberta poderia ser usada parar criar soldados mais poderosos, capazes de manipular a realidade. O Fator Gênese era algo perigoso, um conceito que permitia uma pessoa trazer para a realidade seus sonhos e criações mais íntimas...um poder que poderia ser usado para o bem ou para o mal. E o ser humano sempre tende para a segunda.

- O segredo jamais poderia ser transmitido em livros, de fato - Mauá diz a Audrey. - O conceito, porém, é antigo, e remete há muito tempo...muito antes de Arsin subir para os céus...num tempo em que os humanos e os místicos coexistiam em Eliyn...um tempo antes da Guerra se iniciar, e mudar completamente a face de Gaia, para sempre. Esse foi um dos segredos que Moemá e Caiubi queriam revelar ao mundo...mas foram mortos antes que suas descobertas fossem de fato consumadas. Mas eu acredito em minha filha e no homem que escolhi para ela... o Fator Gênese existe.

Ao redor, as pessoas continuam exercendo suas tarefas, as crianças brincam e se divertem com Megan, que está totalmente alheia ao que vocês conversam, aparentemente tendo montado dois grupos para brincarem de "pirataria-samurai", como ela havia apelidado o jogo. O cheiro de carne assada faz seus estômagos roncarem, e logo algumas mulheres os servem de carne, pão e vinho, além de sucos e cerveja escura, todos produzidos a própria vila, já que eles estavam presos em sua própria redoma de paz. Uma paz sem liberdade, agora isso ficava bastante claro para vocês.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Sex Set 26, 2014 7:41 pm

- Os Protocolos da Cinza proíbem o uso de símbolos e nomes. Não faz sentido os Corvos serem parte da Cinza, é contra tudo o que eles pregam. A menos que...

Uma memória muito antiga me atinge.


- Então, você vai pra rua amanhã? - tinha me perguntando o garoto de cabelo vermelho, um dos poucos que poderia chamar de amigo naquela época.

Era o dia da seleção. Eu e ele completávamos sete anos nessa época. Groover também, mas eu mesmo não o conhecia ainda.

- Vou, minha primeira missão - respondi, estava nervoso mas já havia aprendido a esconder minhas emoções em meu rosto.

- Então nos vemos amanhã, quem sabe nos tornaremos samurais! - ele sabia esconder o otimismo num rosto igualmente neutro. Achava ele tão mais competente ali do que eu.

Conheci Groover no meio da missão. Eu e ele deveríamos distrair um policial e faze-lo ir até um beco e nós dois o mataríamos.
Era nossa primeira missão. A seleção. Mas algo deu errado, e Groover congelou na hora que interceptaríamos o policial. Eu não queria ser mandado...pra onde os não selecionados vão.

Fui sozinho, e simulando um choro, me aproximei do guarda.
- Moço...mi-minha mãe. Cadê a minha mãe? - eu era horrível nisso, mas o guarda acreditou. Tinha dito algo sobre ter perdido ela numa direção. Fiz o trabalho quando ele se agachou para tentar me consolar.

Nunca sonhei com o rosto do homem ao descobrir, tarde demais com a kunai fincada em seu queixo. Nem senti nada quando lhe eliminei.

Eu nunca senti nada.

Quando voltamos ao QG, o nosso treinador perguntou:
- Então os dois completaram o serviço? E você, garoto, nem chegou a se sujar de sangue? Impressionante - Groover me olhou, como se pedisse desculpas, e desde esse dia ele queria cumprir uma dívida.

Procurei pelo meu amigo, mas quando perguntei dele me responderam:
- Agora os corvos vão bicar ele - me disse um samurai sem expressão vocal nenhuma.


- Eles foram pagos de alguma forma. Sabe me dizer que tipo de moeda foi lhes dada? Havia algum Corvo morto quando abandonaram a vila? - faço perguntas diretas, queria ser sensível o suficiente com o ancião em lágrimas, mas não era hora pra isso.

"Fator...gênese"

Sinto que alguma lembrança me escapa a cabeça. É algo...estanho.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Sex Set 26, 2014 7:44 pm

Isso não é viver... É apenas estar vivo...
Penso, me compadecendo do fardo das pessoas da vila. Seco minhas lágrimas, enquanto pego um pouco de carne e cerveja escura. O gosto amargo da cerveja descendo pela minha garganta, lembrando aromas de café e cacau. Olho para o velho, e digo:

- Qual era o nome do seu melhor amigo? Que morreu... Naquele dia...

Ao escutar a pergunta de N, logo um flashback daquela maldita noite me vem a memória. Empostando a voz, me dirijo ao samurai:

- Sim. Um deles matou meu mestre, e eu o matei logo após isso. Perfurei o olho do animal. - Digo, tremendo de raiva. - Não me lembro bem da aparencia, apenas do sorriso de escárnio daquele verme. Ele tonha ficado para trás, para achar algum sobrevivente. Ele nos achou, e matou Ludwig. Desde então eu os tenho caçado.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por isaac-sky em Sex Set 26, 2014 7:58 pm

- Escárnio. Não é procedimento recomendado pelos Protocolos, mas alguns chegavam perto disso...rir diante do que realizavam, alguns treinadores acreditavam que tornavam o samurai mais vazio, anulava-o a...diversão.

"O quão hediondos meus mestres foram?"

- Eles atearam fogo na vila? Mauá, como foi a fuga? - eram perguntas duras, mas me sentia cada vez mais perto de uma resposta.




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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Sex Set 26, 2014 8:08 pm

- isso tudo... é... fascinante.. - digo lentamente e com pesar...

- senhor mauá, sei que muitas vezes os arcanos artificiais co.o eu são tidos co.o loucos céticos... mas Eli me atendeu um pedido, infelizmente... eupedi com um detalhe poufo favorável e ele me deu exatame te o que pedi. Gostaria de saber co.o me comunicar com o criador de tudo... magia artificial eu sei fazer e tenho todo o resto nesse livro fedorento, materil para estudar por anos... mas, eu preciso saldar minha dívida com Eli. Tenho uma promessa a cumprir e acho que vou acabar encontra do a mim mesmo no procsso. Mas sei que o fato de ter vinso aqui, tão perto das raízes do mundo. É para me encontrar com o criador de tudo. O senhor pode me ajudar com isso?


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Sex Set 26, 2014 9:08 pm

- Atearam fogo a vila... E minha familia foi atingida junto... Uma pilha de corpos foi formada na entrada... - Digo a N, antes que Mauá pudesse responder.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 29, 2014 8:11 am

- Meu velho amigo, Orlardo - Mauá se recorda com nostalgia nos olhos, respondendo a Katheryn - Estava treinando um jovem chamado Ludwig por um bom tempo, até que seu aprendiz finalmente se tornou mestre também. A vida é um grande legado, no fim das contas hahaha, espero apenas que o legado de Orlando continue vivendo...mas se não houver como, ele vivera em minhas memórias e em minhas histórias, e assim continuará nas mentes jovens por muito tempo. - Ele se volta para N. - Não me lembro, senhor espadachim, não ficamos tempo o bastante para revistar qualquer coisa...precisávamos fugir naquela hora, eu sinto muito...
Mauá ouve o apelo de Dakato, e um sorriso sutil cruza seus lábios.
- O Criador não pode ser encontrado, senhor mago...é ele quem o encontra, sempre, por mais que se pense ser mérito próprio. Eli, Amaran, Araliyn, Irmia, Bereloth, Vissas, cada um deles é de uma compreensão muito complexa para que a mente humana tente entender, mas eles falam a nós através de acontecimentos, através de perdas e ganhos que obtemos...tudo, é como um livro encriptado, e a chave é sua própria interpretação. - Dakato se lembra de tudo que ocorrera, do choque do amor negado, da maneira como havia sido inserido naquela missão louca, em tudo que aprendera na aventura, na libertação da Cidade das Pobres Almas...na missão que ele estava prestes a enganar no Leste. Porquê as divindades precisavam falar de forma tão difícil?
A criança vem correndo, trazendo a Mauá o que ele lhe havia pedido, um objeto que mais parecia um pano bem enrolado. Ele abre aquilo na frente de Thomas, e os olhos do ranger se arregalam. Ali, olhando para ele, estava a imagem de uma mulher de beleza ímpar...a pele alva protegida por vestes leves, esverdeadas, os cabelos castanhos muito claros esvoaçando suavemente, enquanto ela sorria de maneira dócil, capaz de arrebatar o coração de qualquer homem vivente. Porém, o sentimento que Thomas tem ao ver aquela mulher não é desejo ou paixão carnal...mas a felicidade de encontrar algo perdido, ainda que ele não compreendesse por completo. Ele nota cada traço daquela mulher, percebendo que alguns pequenos pontos de luz parecem flutuar ao seu redor, enquanto as folhas das árvores bruxuleiam no ar, despencadas da enorme árvore atrás da mulher...uma árvore com uma enorme porta de carvalho. O que mais chamava a atenção de Thomas, porém, eram os olhos daquela mulher, os traçado de seu rosto e lábios...idênticos aos do ranger.
- Essa - diz Mauá, chamando sua atenção -, é uma dríade, um espírito que vive na Floresta das Trevas, próximo de onde estamos. Existe uma lenda que conta que essa mulher guarda um segredo incrível, ou um tesouro há muito perdido, e foi essa lenda que atraiu caçadores de todo o mundo, anos atrás. Um desses homens, Thomas, era seu pai, e ele foi quem chegou mais longe, a ponto de dizer que havia visto a dríade, e se apaixonado por ela. Em sua missão, ele havia desaparecido por cinco anos na floresta, e todos pensavam que ele havia morrido...até que ele saiu da floresta com uma criança nos braços, dizendo que havia encontrado todo o tesouro de que precisava - Mauá entrega a pintura enrolada para você, como um presente. - Custo a acreditar que você possa ser filho daquela floresta, mas se for, o destino pode lhe reservar algo grande, Shipsail...maior do que esse velho poderia lhe contar.

- Perigo! - emite Pixie ao lado de Dakato, lhe tirando dos devaneios e quebrando a conversa entre o grupo. - Tropas inimigas se aproximando! Perigo!
Subitamente, o ar muda, a atmosfera se torna pesada, e Mauá abre os olhos por completo. Um vento frio atinge seus rostos quanto vocês notam o céu escuro, sem estrelas, sem lua, todo o ambiente iluminado por pequenos vagalumes que vagueiam ao redor, por toda parte.
Audrey reconhece aquela sensação...reconhece aquele ar de cheiro doce misturado ao mistério, tão atraente e assustador ao mesmo tempo. Vocês estavam em Dracma.
- E é assim que nos protegemos de nossos caçadores - diz Mauá, e você percebem que a vila inteira fora transportada para o Continente Superior. As pessoas paravam de trabalhar, recebendo o vento frio que sopra contra seus corpos cansados com prazer, como um presente. Havia movimento na escuridão fora da área protegida pelos vagalumes, mas vocês não conseguiam reconhecer o que eram aquelas sombras de mais de cinquenta metros, que agitavam o ar e emitiam um leve rosnado, em sopro gutural, mas era possível notar seus olhos vermelhos e amarelos os observando. A grama era muito mais verde, a vida parecia vibrar, e Dakato e Desmond jamais, em toda a vida, haviam sentido uma presença arcana tão forte e absurda como agora...era como estar prestes a ser engolido por um poder inimaginável, magnífico. Então, tudo volta ao normal. O ar clareia, o sol retoma seu lugar no céu, as pessoas voltam às suas tarefas, e o a vila volta às suas atividades, como se nada houvesse acontecido.

- Papai, você vi isso?! - Megan estava muito surpresa, e fica confusa quando as crianças começam a rir disso. - Ei, seu cabeçudos, eu sou sua capitã! Para a prancha!

- Vocês precisam partir - Mauá alerta. - Sei que estão em uma missão importante, e que nossas linhas irão se cruzar mais uma vez. Não preciso perguntar o que iria questioná-los, pois já li tudo que precisava em seus corações. Espero que o tempo responda suas perguntas mais íntimas, e só posso lhes desejar que os deuses abençoem seus caminhos. - Ele se vira para Koni, sorrindo, fazendo um aceno positivo com a cabeça. - Sim, você pode ficar.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Seg Set 29, 2014 8:41 am

havia me erguido rapidamente. Kali e Sakura em minhas mãos, estava pronto a conjurar. Meu olhar trazia a expressão vazia de quando me concentrava no combate. Os segundos que se tornam tão lentos que parecem dias... era a primeira vez que me preparava a um combate sem a lista inteira em minha mente. e a sensação era boa.

Todos os arcanos espontaneos em volta podiam "ver" as reservas arcanas que eu usava para conjurar. um processe 100% artificial, mas que funcinava.

após a tensão se apaziguar, desfaço minha guarda e meu semblante volta ao normal, chego novamente perto do velho mauá, me ajoalhando próximo a ele de forma nipônica

- existe ao menos, uma forma correta de orar?


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por ritter em Seg Set 29, 2014 9:15 am

Olho para Mauá, pego minha cimitarra e, estendendo ela a mimha frente, digo:
- O legado de Orlando vive em mim. Não deixarei que morra. Lhe prometo isso.

Após ouvir o alarme, como que por instinto me levanto num pulo, ja com Usurpadora desembainhada. Quando tudo fica mais tranquilo, eu a guardo e digo rm voz alta:

-Precisamos ir logo. Não podemos por em risco a vida dessas pessoas por mais tempo.


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 29, 2014 9:18 am

- Essa é a mesma pergunta que nos fazemos por toda a nossa vida - diz Mauá. - E a resposta certa é: não há maneira errada. Ore em sua magia, em suas ações, em seus estudos, em cada ação diária. Faça da sua existência uma maneira de oração, Dakato, e ainda que você jamais tenha orado, a presença de Eli estará tão clara e perceptível para você quando o ar que enche seus pulmões. Se o presente que Eli lhe concedeu foi a vida, meu amigo, que maneira melhor de agradecer que não seja continuar vivendo? - ele sorri em sua pergunta retórica, e Dakato pode sentir como se um peso em seu coração fosse retirado, pouco a pouco.
Quando Katheryn se pronuncia, Mauá acena positivamente com a cabeça, os olhos sempre marejados, como um senhor idoso que se emocionava facilmente ao se lembrar do passado.
- Meu coração se alegra com suas palavras, Katheryn. Acho que esse foi o melhor presente com o que pagaram por tudo que lhes ofereci. Vão em paz, e que Eli os acompanhe.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Seg Set 29, 2014 9:28 am

- nós seguiremos sim nosso caminho Nolepeleko San - digo encostando a testa em terra com reverência, me erguendo lentamente...

já em pé, e com um sorriso de paz no rosto digo

- Farei de minha vida, a continuação da oração que fiz, mesmo que ninguém mais me apóie. Mesmo que não enxerguem minhas motivações. E encontrarei o criador em cada coisa em meu caminho. Mas iremos embora. Muito provavelmente os que aqui passaram nos seguiram por algum rastro químico, não queremos que as criaturas abissais os ataquem. seguiremos nosso caminho Senhor, e agradeço desde já, por sua hospitalidade, seus conselhos de sabedoria, a comida, e a paz com a qual encheu o meu coração pelo menos.

olho para o velho senhor, para pane e koni, N, Aud, Thomas, Jack e pixie...

- Que no fim de tudo, a paz que excede todo entendimento, seja disponível a todos no mundo, e que se pudermos ser arautos disso.... que seja!

olho para cima, como todo bom coadjuvante de shonen, enxergando algo invisível nas nuvens, enxergando o motivo para seguir em frente.

retorno à realidade...

- senhor mauá. acabei de lembrar. estamos sem combustível para voar...


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Pedro Oliveira em Seg Set 29, 2014 10:23 am

Thomas perde a noção de tempo e espaço ao olhar a forma e a beleza daquela imagem, uma moça morena, cabelo negros, traços semelhantes aos seus, quase como se ele fosse uma cópia daquela beleza inspiradora. 
Como teria seu pai encontrado ela? Como teria ele passado para o outro lado? O que teria acontecido com aquela moça que agora já tinha um nome, seu nome agora era MÃE,que fim teria levado em sua existência? 

Questões e mais questões invadem a mente de Thomas, mas ele decide, definitivamente, ele irá atrás da verdade, uma vertente do rio da vida acabava de cursar mais um caminho, esse caminho ele terá que trilhar sozinho, sem aquelas pessoas que ele chama de família, sem as magias de Dakato, sem as balas da Pane, sem as fórmulas magicas do Desmond, sem as lâminas do N e do Jack, sem a presença singela da Megan, sem a beleza estonteante da Audrey e da Katheryn... a partir de agora era apenas ele, Thomas Shipsail, apenas Thomas. 


- Senhor Nolepeleko, gostaria de ficar aqui em sua vila e aprender mais seus ensinamentos, buscar a verdade sobre quem eu sou e quem é minha mãe, pois aqueles bichos que apareceram agora a pouco ali fora, não me assustaram nem um pouco para ser sincero, peço humildemente que o Senhor me ensine o caminho para a Floresta das Trevas, para a verdade e que eu encontre paz para mim mesmo, e que um dia eu volte a encontrar essas pessoas, que para mim são as coisas mais importantes que alguém possa ter. 
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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por Stein em Seg Set 29, 2014 10:42 am

- Será um prazer, Thomas Shipsail - responde Mauá, com um meneio. - Se seu objetivo é a Floresta das Trevas, devo lhe alertar que o caminho não é nada fácil. Seu pai levou muito tempo apenas explorando as bordas daquele lugar, até encontrar uma rota que levasse à clareira que ele chamou de Coração do Mundo. E o que ele viu ali, não contou a ninguém - ele aponta o desenho nas mãos de Thomas. - Esse foi o único material que seu pai trouxe para o mundo exterior, e deixou aqui para que jamais fosse encontrado por corações ruins. Mas seu coração é bom, meu jovem, e seja o que for que o destino reserva para você, eu adoraria observar - o velhinho retira de um bolso de suas vestes o que parece um dente azulado, um pingente preso a um cordão, que ele coloca no pescoço de Thomas. - Isso é uma bússola mágica, que irá apontar eternamente para esta vila. Se você se perder na floresta, ou se sua demanda for perigosa demais, isso te ajudará a retornar.



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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

Mensagem por arcanjosna em Seg Set 29, 2014 10:42 am

- você vai... ficar thomas? - eu vim aqui pensando nisso... pane me evita, N me desconsidera descaradamente.... tirando Audrey e jack, com quem mais posso contar dentro desse grupo? pensamentos me tomam enquanto olho pro chão... meus olhos encolerizam mas nenhuma lágrima escorre, nenhuma palavra é dita...

vou até thomas e bato em seu braço cm um broslap.

- eu gostaria muito de ficar com você meu amigo. esse lugar com certeza tem muito a ensinar a qualquer um de nós. mas embora não pareça, tenho uma família pra cuidar, que não está tão longe daqui eu creio... os velhos Tachibana merecem ver a face de seu filho mal educado mais uma vez!

me viro olhando para o resto do grupo

- como sanaremos a questão da falta de diesel azul?


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Re: Capítulo 3 - Sangue & Poesia

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