Capítulo 2 - Pena & Espada

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Re: Capítulo 2 - Pena & Espada

Mensagem por Yoru em Dom Set 14, 2014 9:12 pm

Off: Vou desconsiderar a última ação do Dakato com o Desmond. Ele não passou duas horas lendo (--'). Ou nem o atemporal tá valendo mais?!? Tenham calma, controlem essas rodadas e bora pra próxima aventura!
... ainda não. Fim de capítulo rolando aqui, hehe.

      Nada errado com o fundo da maleta. Desmond queria avaliar todas os cantos possíveis. Quando Thomas fizera menção de guardar o cheque, o alquimista notara algo diferente nos detalhes.
      — Espere, Thomas — disse ao tomar o papel pela outra ponta para erguê-lo ao olhar de ambos. — Isso aqui não está certo, veja — afirmou erguendo a folha esticada entre as mãos, contra um foco luminoso da sala (Avaliação 3: Desmond: 3+ 1D20 => 13). — Seria falso? Não consigo distinguir. Alice sempre deu conta da parte financeira — explicou-se. — E o Conselho nunca tentou enganar a FASE; forte aliada, inimiga brutal.
      O ex-comandante referia-se a sua e antigas linhas de soldados selecionados. Jamais esqueceria os rostos que encarava diariamente na sala de comando.Não falharei como vocês, respondia o jovem oficial para os fantasmas de outros tempos. Três líderes haviam trabalhado antes dele para implantar rapidamente aquele regime militar: Velarys, Marian e Lucius.
      O fundador, Comandante Velarys, segundo os contos, liderou a fuga de seu grupo para fora da Prisão das Três Ilhas. O complexo era a junção de enormes torres igualmente espaçadas sobre cada uma das porções de terra. Gigantes muralhas selavam a vida dentro do exílio destinado, outrora, aos piores criminosos de um reinado antigo num continente próximo. Porém, a intolerância do Conselho para com os criminosos de Elyin era tamanha ao ponto de que, todos que demonstrassem oposição às leis de Camael, eram entregues em prisão perpétua. Anos de planejamento e controle da sanidade trouxeram-lhe a liberdade. E de mais quatro adolescentes, seguidores seus (certamente discípulos). Sua superação e disciplina provaram aos responsáveis pela condenação que eles possuíam algum valor. E o aval para o projeto FASE teve início no holocausto dos demais prisioneiros das ilhas, uma terrível prova de que ninguém mais seria descartado. Apenas resgatados de suas vidas criminosas.
      O segundo, Marian Flare. O primeiro "alocado" na organização recém-formada, elite na artilharia de Arsin. Gostava de admitir que era um bastardo, e entre os soldados corriam boatos de que sua família fosse da nobreza. Flare era a alcunha aprovada pelo piromaníaco. Seu comando foi uma repaginação de alguns caminhos quase abandonados no fim de carreira do Primeiro Comandante. Marian tinha a compulsividade de provocar incêndios em qualquer base ou moradia rebelde, alegando que o caminho do fogo era a ressurreição dos melhores soldados. O único crime que seus patrocinadores não conseguiram abafar fora a formação do Esquadrão Fênix, que operava fora dos padrões FASE.
      Lucius, o pior pesadelo do recruta Desmond. O perfeito exemplo de conversão. A concordância deste com o "progresso" pregado foi uma desculpa quase capaz de fazer da FASE a força principal de Arsin. O Forte de Ferro, construído em Arsin, foi um projeto aprovado por ele quando ainda era uma espécie de representante de relações com o Continente Superior. Desde então, todo o treinamento acontecia fora de Elyin, como um intercâmbio. A estadia aperfeiçoava o processo de aceitação da nova vida. As maravilhosas folgas nas cidades ricas foram a melhor técnica de lavagem cerebral já empregada.
      Todos eles foram corruptos, o alquimista bem sabia. O velho Velarys fora um capitão traidor para o legado de Camael, esse nome era uma nova identidade. O conhecimento da prisão o ajudou a encontrar uma fenda sob a muralha na maré baixa, onde escapou com seu grupo treinado de crianças; filhos livres do povo criminoso. Este prometeu disciplinar mais jovens do Continente Médio ao preço da liberdade. "Uma vez ele foi forte, mas sabe que enlouqueceria se fosse preso novamente", compreendera o jovem recruta ao caçar os registros numa fuga noturna à biblioteca de Arsin. Quando ficou velho demais para a vontade dos conselheiros, pouco se importava já que queria apenas um gosto da redenção quando permitia a fuga de crianças muito novas. Marian foi algoz e usurpador, um assassino incontrolável que queriam manter sob controle. Deram-lhe a cadeira e a sala de comando desde que pudesse tomá-la, mas este queimou a torre do Comandante após a execução. Gostava de escritórios. Lucius cresceu e seguiu carreira administrativa dentro da milicia, ameaçou os aliados de Marian (que foi encarcerado num fim de mundo), e tomou o posto selando a aliança secreta com a base principal estabelecida em Arsin.
      Desmond era o quarto, o Alquimista. Mais jovem, primeiro sucesso total de conversão entre os adeptos ao Dom. A perseguição de Lucius foi incessante, reflexo do descarte previsto por todos. O recruta tardou em perceber a mudança no tratamento que recebia, e a ficha só caiu nos seus últimos anos, quando os burburinhos de dispensa ao atual capitão chegaram ao seu ouvido.

      A voz distante de Dakato o despertou de suas recordações, parecia ter feito alguma piada. Não ouviu, mas notou os olhos da morena em si.
      Um instante depois veio Sanna, sua irmã. Deixou algumas palavras pesadas no seu ouvido, e deitou-se. É muita coisa para uma pessoa só, pensou ao olhar a melancolia inédita nela, provavelmente tudo, desde Gauls até agora. A irmã mais velha sempre fora durona, aquele era apenas um momento. Não precisa de alguém no seu lugar, mana. Precisa de um braço direito. Estava convicto, no dia seguinte buscaria a atenção dela, na calmaria de novos ares de onde é que estivessem chegando.
      O alquimista seguiu o fim do dia até garantir que todos estivessem recebido os devidos cuidados. A refeição simples preparada pela pequena Megan era um motivo mais saboroso do que podia crer para uni-los à mesa. Esqueceria os perigos por ao menos algum tempo.
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Re: Capítulo 2 - Pena & Espada

Mensagem por isaac-sky em Dom Set 14, 2014 9:21 pm

OFF: dahora essa assinatura nova Pedro kkk
OFF2: os "aposentos" de Epoch tem divisão pra homens e mulheres?

"Minha filha parece feliz, comida, café...não poderia pedir mais" apesar do aperto no coração por conta das lembranças de Norah, esses momentos me fazem sentir o coração mais leve.
A felicidade deve ser esses pequenos momentos, congelados no tempo.

- O excelentíssimo macarrão da chef Megan, não podia pedir outra coisa! - a acompanho na cozinha e a ajudo a alcançar as prateleiras mais altas.

Macarrão era o sinal de que eu tinha voltado bem pra casa depois de um contrato e que minha filha estava igualmente bem. Sinto-me um tanto nostálgico, e imagino o quanto uma mãe "convencional" teria me criticado por alimentar uma criança com essa dieta desbalanceada.

- Megan, chame o pessoal pra janta enquanto eu mexo um pouco aqui.

Aproveito o alimento, sentindo uma grande satisfação ao poder aproveitar rir e comer com minha filha, e o mais surpreendentemente, com pessoas que poderia chamar de amigos.

"De tudo o que vi hoje. Perder meu olho, o duelo com Yasuo, o torneio e esse curto romance que vimos nesses dias, tão breve e passageiro...mas que me lembrou tanto Norah.
Tudo isso, mas o que eu quero me lembrar pra sempre, é de cozinhar com minha filha"

. . .

"Quando faz essa cara é porque a história está boa" tinha dito a Norah, completamente perdida em mais um livro na biblioteca pública de Arsin.
Eu tinha acabado de voltar da entrada, verificando se estava tudo seguro. Acho que ela já estava grávida nesse dia.

Norah ajeitou o cabelo, colocando atrás da orelha.

"As pessoas gostam muito das histórias dos guerreiros, não?" ela disse sem tirar os olhos do livro.

"Sim, é verdade" concordei.

"Mas eu gosto muito mais das histórias dos comuns. Daqueles que escolhem a paz e seguem por um caminho bem mais difícil" ela me encarou, como se quisesse dizer algo...Norah fazia muito esse olhar.


. . .

Depois do jantar, mando Megan ir dormir e vou até o banheiro, aproveitar para tomar uma ducha.

Tirar o kimono e a armadura por baixo dele é um processo um tanto doloroso, o sangue já estava seco. Mas nem todas as feridas tinham se fechado ainda.
Vejo o chão com sangue depois que deixo a água cair sobre mim. Várias cicatrizes, de flechas, balas, lâminas...era a assinatura pessoal do assassino.

"Quantas mais eu terei?"

O olho faltante é o que mais dói. Precisava cuidar bem dele para que não infeccionar, então faço uma nova faixa para cubri-lo depois do banho.

. . .

Durmo algumas horas, e como na noite anterior eu não tenho pesadelos. É tão revigorante ter um bom sonho.

Acordo no meio da noite, todos dormindo, não me recordo do que sonhei.
Saio um pouco, pra tomar um ar, e vejo o solo de deslocando e a Epoch atravessando as nuvens.

Me apoio na Epoch e me perco um pouco em nostalgia.

- Norah, eu vou pro leste. Vou conhecer de onde eu vim, saber quem eu seria se não fosse a Cinza. Vou encontrar o nome que me deu lá...eu juro - sussurro a mim mesmo.



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Re: Capítulo 2 - Pena & Espada

Mensagem por arcanjosna em Dom Set 14, 2014 10:37 pm

Vejo desmond discutindo e digo.

- divida a curiosidade comigo também alquimista!

Após sua vinda analiso o papel com ele, fazendo anotações mentais para o que deveria fazer no dia seguinte... provavelmente eu teria que pilotar pelas próximas horas. Audrey não está bem. Sofreu muito no torneio.

Vou pilotando epoch, conversando com pixie e me familiarizando com a máquina. Com o sentimento que carrego dentro de mim. Devo trocar o lugar dela dentro debmeu coração. Caso co trário ireiapenas sofrer. Irei faze-la sofrer tambem. Não tenho poder suficie te para protege-la. Para cuidar ... e educar, bem que ele precisa.... o koni. Se tivesse ela não precisaria ter ido tão longe... ser fraco é uma merda mesmo. Mas não será sempre assim. Foi um dia apenas. Mas mudou muita coisa dentro do meu ser e sei que no dela tambem. Mesmo que as memorias nao mais esteham lá. O que ela sentiu e viveu faz parte dela. Ha um pedaço debmim ali assim como ha um dela dentro de mim. Meu foco agora deve ser cumprir xom minha parte, por mais difícil que seja. A cinza. Preciso conhecer ms sobre eles. Colocarei o orgulho delado. Vou falar com o N.

Sigo a noite estudando e pilitando. Até que apguém venha me render. Antes de dormir eecrevo no fim do grimorio algo pessoal.


´Os grandes pensadores nunca têm certeza do que dizem. Eu acho...´

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Re: Capítulo 2 - Pena & Espada

Mensagem por Pedro Oliveira em Dom Set 14, 2014 10:57 pm

Thomas sente a música abafada invadir seu ouvido,enquanto toda a sua atenção está naquelas letras que flutuam em sua direção. 

- Obrigado Dakato, guarde bem esse livro, isso será a chave de alguma coisa que nos espera. Boa Noite para você também Koni. Até mais. 

Ele volta para seu beliche, levando sua mochila, comendo uma ração para saciar a fome e se preparando para descansar, sem tirar aquelas letras e a música de sua mente. 

Ele deita, notando que não há qualquer separação entre homens e mulheres, ele nota Audrey conversando com Sanna, fecha os olhos, voltando a concentração nas letras e na música, buscando alguma explicação que sanasse o significado de tudo o que houve. Ele dorme, um sonho tranquilo, sabe que seus amigos estarão ali o protegendo dos perigos, seus amigos, sua família agora são eles. 

Durma Thomas, guarde seu espírito, sua bravura será posta em prova mais vezes. 
Durma o sono tranquilo, enquanto ainda reina paz sobre si. 
O futuro o aguarda, segredos serão desvendados, mistérios serão firmes contra a estabilidade de seu ser. 
Ele é Thomas Shipsail, ex-capitão, e mal sabe ele o seu futuro guarda para ele.
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Re: Capítulo 2 - Pena & Espada

Mensagem por Stein em Seg Set 15, 2014 3:35 pm

Fator Gênese: a Pena e a Espada -  Fechamento

A noite sopra sua melodia suave, embalada pelos sons das engrenagens e pistões que movem Epoch. Nos quartos, o grupo de aventureiros deixa o sono tomar conta de suas mentes, enquanto seus corpos se rendem ao cansaço, e eles adentram o mundo dos sonhos.
Nesse momento, cada um tem uma visão particular de tudo o que ocorrera naqueles últimos quinze dias. Alegrias, dores, medos, aprendizados e superações, tudo isso somado ao forte sentimento de amizade que eles adquiriram em meio às lutas, contra inimigos físicos ou contra seus próprios demônios pessoais.
As paredes de Epoch, frias pelo cortar do vento em sua trajetória, poderiam contar uma história louca sobre um grupo de pessoas que escapara da morte quando suas chances eram quase inexistentes. Elas diriam que uma pistoleira de Arsin abandonara uma vida aristocrática em prol de um sonho livre, em favor de seu espírito curioso e insaciável, atrás de verdades que o mundo escondia e que os livros tentavam revelar. Falariam sobre um samurai que fazia do corpo e espírito um escudo para sua filha...uma filha que sequer era dele próprio, fruto de um amor sem sentimentos no qual ele não pode intervir, mas que lutaria até a morte pela pequena garota de olhos verdes, que depositava nele toda a confiança que uma criança pode colocar sobre os ombros de um pai. Narrariam a história de dois ex-militares, que descobriram na outra face da realidade que suas vidas haviam sido dedicadas a uma causa pouco nobre, sem que eles soubesse, usados como marionetes num sistema mesquinho e destrutivo. Contariam as dores de um mago de semblante fechado, castigado pelo mundo desde que se conhecia como gente, vivendo de sua própria força de vontade em se agarrar à vida e ao conhecimento. Falariam sobre aquele quarteto misterioso, ligados entre si sem que soubessem; o ronin que perdera a memória, a dançarina que buscava sua vingança, feroz como uma tempestade de areia, a detetive de olhos violeta e seu irmão, órfãos por um motivo político que só viriam a tomar conhecimento em breve, vítimas de um mundo onde o conhecimento e a descoberta poderiam ser bênçãos e maldições, simultaneamente. E, por fim, contariam sobre a mulher que carrega em suas costas e responsabilidade de uma revolução muito maior que ela mesma, e a dor da qual sofre seu espírito pelo peso sufocante de ser um dos pilares capazes de trazer a justiça ao mundo.
Então, todos eles adormecem, viajando em seus sonhos mais tranquilos, aliviados por estar seguindo um caminho que, dessa vez, eles próprios escolheram, lutando por uma causa que acreditam, prestes a mudarem o mundo dos homens para sempre.
Todos adormecem, menos um.
O samurai sentia os olhos ressecados pela ação do vento frio, quando voltou para o interior da nave, deixando no mundo exterior as lágrimas que ainda se agarravam ao seu coração, tão perfurado e dilacerado como suas próprias costas protetoras. Ele sentiu o chão frio de Epoch lhe dar as boas vindas sob os pés descalços, enquanto se encaminhava para os fundos, subia as escadas de metal e ascendia ao segundo andar, onde seus amigos repousavam.
A escuridão era quebrada apenas por uma pequena luminária na escrivaninha, por muitas vezes usada pela pistoleira quando esta escrevia suas anotações naquele diário de bordo, ou quando o mago e o alquimista transcreviam seus estudos arcanos e alquímicos em seus grimórios e cadernos de anotações. Porém, não era nenhum deles quem dormia sobre a mesinha de madeira, roncando baixinho em meio às folhas soltas, a cabeça apoiada sobre um pequeno livro de capa escura sem gravuras, com o lápis apontado ainda entre os dedos sonolentos.
O samurai sorri, acariciando os cabelos de sua filha, tomando-a com cuidado nos braços, ao passo que ela abraça seu pescoço, sem acordar, emitindo um "eu te amo", bem baixinho e inconsciente. E então, nesse momento, o samurai nota o que sua filha vinha fazendo, certamente influenciada pelos hábitos da pistolera, do mago e do alquimista. Ela escrevia um diário em sua forma infantil, através de desenhos, e algo chama a atenção do guerreiro quando seu coração se acelera sem que ele conheça o motivo, e suas lágrimas escorrem por seu rosto sem que ele consiga controlar, alcançando a madeira da escrivaninha quando se debruça para ver o desenho.
Ele nota que há três pessoas desenhadas ali. Uma delas é sua filha, a mesma que dormia em seus braços agora, segurando a mão da outra pessoa, que era ele mesmo, retratado com uma espada grande nas costas, e com um sorriso bondoso no rosto. A terceira, porém, era uma mulher loira de olhos verdes que segurava a mão livre do samurai, mas seus traços eram quase indecifráveis, devido ao rabiscos com tinta vermelha que foram sobrepostos ao desenho, como se a artista não houvesse gostado de sua criação.
Abaixo de cada um dos três personagens, havia um nome, e o Samurai sente um pontada no peito ao ler a palavras "Nairah" na mulher rabiscada, o nome também riscado por uma única linha vermelha. Ele não fazia ideia de quem era aquela pessoa, mas o nome lembrava muito o da mãe de sua filha...e um calafrio assustador corre por sua espinha, quando ele sente ter perdido alguém...sem sequer saber se aquela pessoa rabiscada realmente existiu, ou se fora apenas uma personagem criada pela mente imaginativa de sua própria filha...com os traços da mãe que ela aprendera através do pai.


E assim, como as engrenagens do mundo que não cessam seu movimento jamais, aquele grupo sabia que só tinha um caminho a seguir, não importava o que precisaria enfrentar em sua rota sem retorno. Eles estavam indo em direção ao maior temor dos humanos, ao monstro que atormenta as mentes dos homens desde os primórdios do mundo, quando foram moldados do barro e limitados às suas compreensões do mundo sob seus olhos e mentes igualmente de barro...
...eles seguiam em direção ao futuro. Em direção ao completo desconhecido.




Fim do capítulo 2



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Re: Capítulo 2 - Pena & Espada

Mensagem por Stein em Ter Set 16, 2014 2:42 pm

E, claro, aqui está a lista de experiência ganha por cada um dos integrantes do grupo por esse excelente capítulo. Quero parabenizar a todos por tudo que vocês fizeram e por estarem escrevendo essa história tanto quanto eu Wink
PS: não vou mudar nenhum valor descrito abaixo por nenhum motivo. O mundo é assim mesmo.

Critérios de Experiência

  • Cumprimento da Quest Principal: 20.000
  • Enigmas Resolvidos [0/3]: 5.000 exp.
    Enigmas:

    Livro Criptografado
    Arcanina Negra
    Megan
  • Locais Opcionais Descobertos [1/6]: 1.000 exp.
    Locais:

    Coliseu dos Guardiões [x]
    Igreja de Santa Amélia
    Submundo de Aria
    Teatro Púrpura
    Cabaret Voltaire
    Biblioteca Salistick
  • Interpretação/Dramatização: de 0 a 7.000
  • Performance na coleta de Informações durante o capítulo: de 0 a 5.000
  • Ações Extraordinárias: 1.000
  • Desafios extra [1/3]: 7.000
    side-quests:

    Guerra dos Cristais [x]
    Solucionar o caso de desaparecimentos em Aria
    Acabar com o mercado de ópio local

  • Oponentes derrotados: (500*nv do oponente)+500 LH
    Oponentes:

    Valor dividido por TODOS os envolvidos no combate. Bônus adicional pelo Last Hit:
    Lucian [3.500 exp] - Dakato
    Taric [3.000 exp] - Audrey, Dakato, Jack
    Katarina [5.000 exp] - Audrey, Jack
    Leona [3.000 exp] - Audrey, Thomas e N
    Pantheon [3.000 exp] - Audrey e N (os dois armaram as armadilhas)
    Ashe [3.500 exp] - Audrey, Thomas, N
    Shaco [3.500 exp] - N, Desmond, Thomas
    Maokai [4.500 exp] - Desmond, Jack, Pane
    Yasuo [5.000 exp] - N, Dakato
    Agentes da Cinza x3 [3000 exp] - Sanna (2LH) e Katheryn (1LH)
    Auxilios Indiretos em Combate (como buffs): +250 exp


E, finalmente, a distribuição geral:
Audrey: 20+0+1+7+1+2+7+(1500+3000+1000+2000+2165) = 47.665 exp
N: 20+0+1+7+1+1+7+(1000+1500+1000+1665+2165+3000) = 47.330 exp
Thomas:20+0+1+5+2+3+7+(1000+1665+1665) = 41.333 exp
Dakato: 20+0+1+7+1+2+7+(1000+1000+2500+4000) = 46.500 exp
Desmond: 20+0+1+7+1+1+7+(1000+1665,2000) = 41.665 exp
Sanna: 20+0+1+2+0+1+7+(1500+2000+2000) = 37.500 exp
Pane: 20+0+1+7+2+1+7+(1500) = 39.500 exp
Katheryn: 20+0+1+5+0+2+7+(1500+1500+2000) = 30.000 exp
Jack: 20+0+1+4+0+1+7+(1000+2500+1500) = 38.000 exp

Lembrem-se que esse valor deve ser somado à exp que vocês já tem pelo nível atual, para saberem o nível real em que estão (15k para os que estavam em level 5 e 23k para os que estavam no level 6)



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Re: Capítulo 2 - Pena & Espada

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